Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

06
Dez19

Donald Trump, Parte II... “O Impeachment”!

Filipe Vaz Correia

 

Nancy Pelosi anunciou formalmente, esta quinta-feira, que o Impeachment Presidencial irá avançar, pedindo para que sejam redigidas as acusações que servirão de base ao processo apresentado no Senado.

Depois de ouvir vários especialistas em Direito Constitucional, parece claro para os Democratas que existem fundamentos para este impeachment a Donald Trump.

As acusações contra o actual Presidente Americano estarão sustentadas em três crimes...

Obstrução à justiça, Suborno e Abuso de poder.

O cerco aperta-se para Trump, enredado num chorrilho de trapalhadas, num continuo caminhar rumo ao abismo.

O Senado, Órgão que terá de votar favoravelmente este impeachment, para que este cenário possa ser realidade, é constituído por uma maioria de Senadores Republicanos.

Este ponto é incontestavelmente um pormaior, permitindo ao Presidente Americano acreditar numa vitoria neste novelesco capitulo.

Porém, independentemente do resultado desta votação, não se pode ignorar o imenso desgaste que todas estas situações causaram na imagem de Donald Trump, incrivelmente submerso neste tortuoso caminho.

Uma sinuosa questão deverá atormentar alguns Senadores Americanos...

Dar a Trump um voto para o salvar ou em contrapartida fazer cumprir a lei e assinalar com reprovação a patética actuação do actual residente da Casa Branca.

Veremos...

No entanto, quanto mais se escuta, mais se sabe, mais conhecemos, mais sobra a profunda convicção de um Presidente impreparado para a função, inadequado no cargo.

Enfim...

Talvez a derrota de Trump não se concretize às mãos de um qualquer adversário, em campanha eleitoral, talvez esta possa surgir entrelaçada à “estupidez” inerente ao seu próprio personagem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

14
Jun19

John Stewart: O Comediante Que Virou Estadista...

Filipe Vaz Correia

Quando, por estes tempos, a minha crença diminui em relação a esse imenso País, Estados Unidos Da América, existe sempre algo ou alguém que me recorda porque razão tanto me inspira a cultura Americana.

Mesmo com Trump, com essa espécie bacoca e boçal de pensamento, perdoem-me pela palavra pensamento, sobrevive na estrutura Institucional ou na sociedade Americana uma força maior que contagia, enobrece, recorda a todos os valores maiores que importa resguardar.

John Stewart, o comediante que durante anos apresentou o Daily Show, apresentou-se diante do Congresso num gesto resgatador de uma certa dignidade, por vezes perdida nos meios políticos, nos bastidores da alta roda política.

As palavras de John Stewart desmascarando os Congressistas ausentes e ao mesmo tempo dando voz aos esquecidos socorristas do 11 de Setembro, muitos deles moribundos, esventrados pelo cancro em virtude das suas acções heróicas nesse dia, abanaram os alicerces apodrecidos de um hipócrita Status Quo sediado em Washington.

Aprovar cortes nos apoios e pensões destes homens, em nome de orçamentos ou planos económicos da Nação, é o espelho final de uma sociedade desmemoriada e desprovida de valores.

As palavras de Stewart emocionaram-me, tocaram o meu sentir, num misto de indignação e orgulho, de revolta e contentamento.

Nada está ou estará perdido com exemplos como este, com gente que se levanta e grita não perante os abusos perpetrados por uma pequena elite, canalha, ridícula e sem dimensão para representar a Nação.

Os medíocres de hoje que não respeitam os heróis de ontem, nem se interessam por construir um futuro melhor.

Sem humor mas igualmente brilhante, John Stewart ousou nos recordar que vale sempre a pena lutar, sem medo, por aqueles que, de entre nós, foram especialmente maiores.

Thank You!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

16
Fev18

Um Passado De Passos E O Futuro De Um Rio...

Filipe Vaz Correia

 

O 37º Congresso do PPD/PSD marca a despedida de Pedro Passos Coelho e a tomada de posse de Rui Rio...

Há muito que não tinha tanto interesse num Congresso Social-Democrata, esse partido que sempre foi o meu, e do qual me fui afastando ao longo dos anos.

Neste momento tão importante, num certo resgatar da Social-Democracia, será necessário a Rui Rio saber liderar, destrinçar entre aqueles que estão disponíveis para o combate e aqueles que se acantonarão esperando as suas derrotas para aparecer.

Nesta difícil equação, importará não se perder por entre palavras amáveis, sorrisos disfarçados ou promessas vãs.

Pedro Passos Coelho,  por uma vez terei de o elogiar, com gosto o faço, soube sair, soube com dignidade percorrer este tempo, entre as eleições internas e o Congresso, sem mácula, com imensa honra.

Sempre divergi de Passos Coelho, não no aspecto humano, como pessoa, pois jamais combato aqueles de divirjo pelo lado pessoal, mas sempre através das ideias, com as ideias, pelas ideias.

Foi por elas que sempre critiquei e criticarei Pedro Passos Coelho, o rumo que escolheu seguir e essencialmente a descaracterização que a sua liderança trouxe ao partido.

O seu discurso de despedida, será também um momento de oportunidade, para reerguer e resgatar tantos e tantos que do partido se afastaram.

Depois da despedida de Passos, o discurso de Rui Rio...

Rio fez um grande discurso, o seu primeiro neste Congresso, carregado de ideias, das suas ideias, ideologicamente resgatando os valores Sociais-Democratas, fazendo lembrar um outro tempo, outros Congressos, sem medo de analisar o Partido e o País.

Rio falou das reformas do Sistema de Justiça, de pactos importantes de Regime, da Democracia e do descrédito que a ameaça, da demagogia e populismo crescente, enfim, da distância entre o Partido e as pessoas...

Falou da necessidade de reformar e reformular, de aproximar e manter, de acreditar e fazer.

Rio esteve muito melhor do que se esperava, do que eu que sempre o defendi, esperaria.

Rui Rio conseguiu empolgar a plateia, mesmo aqueles que ali se encontravam com um ar de frete, mais preocupados em disfarçar a azia da despedida de Passos, do que preocupados com o futuro...

O futuro do Partido e do País.

Citando Sá Carneiro:

" Primeiro o País, depois o partido e só depois as nossas circunstâncias."

Esperemos que neste futuro que se aproxima, todos no PSD se recordem destas palavras e as saibam entender.

Quanto a Rio...

Boa sorte!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Posts mais comentados

Comentários recentes

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Calendário

Dezembro 2019

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D