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Caneca de Letras

Caneca de Letras

CMTV: Quanto Vale Uma Morte?

Filipe Vaz Correia, 09.12.20

 

 

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Sinceramente tenho nojo, asco, repulsa por tamanha indignidade, um patamar de indigência que trespassa a dimensão Humana.

A cobertura da CMTV à morte de Sara Carreira é ultrajante, suportada por uma parte da população Portuguesa que se tornou ignorante ao longo dos anos, despida de critério, de decência, de Humanidade.

A festa feita por esse pasquim jornaleiro, essa sarjeta televisiva, para celebrar um dia de liderança nas audiências, feita às custas da cobertura da morte de uma menina que, "por acaso", é filha de uma estrela, demonstra o nível mais baixo da excrescência Humana.

Não me sobram mais palavras, mais indignação do que a que sinto, mais horror do que se apresenta em cada parangona sofrível, em cada CM indigno.

Uma família em sofrimento, obrigada a entrar na Basílica da Estrela, coberta por chapéus de chuva para se proteger de um pasquim que por ali circula, como abutres, para se poder registar um rosto, uma lágrima, uma dor estampada.

Que horror...

Terá esta gente amigos, família?

Parabéns às restantes televisões pela discrição, classe, respeito...

Respeito, esse pedaço de amor que se mescla com berço, educação, saber estar.

Pelas últimas sondagens, com um político mande in CMTV em crescimento, parece  estar em desuso esse critério de Humanidade, de decência, enquanto caminhamos rumo a um mundo carregado de ressabiados, ignorantes e gente mesquinhamente maldosa.

Enquanto me restar voz e letras aqui estarei, nesta Caneca, na primeira fronteira contra este tipo de mediocridade.

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Até Tu, CMTV?

Filipe Vaz Correia, 20.05.20

 

 

 

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Sabemos que ultrapassámos todos os limites quando a CMTV estabelece que fomos além dos seus valores e princípios.

Esse é o chamado patamar de indigência.

A CMTV aceita mortos e seus vizinhos, senta-se ao lado de casa de violadores e assaltantes, filma cenários dantescos para a aceitabilidade de alguém de bem...

Quando dizem basta, esse será o pormenor mais pormaior que se poderia imaginar.

Pois bem...

Aconteceu.

André Ventura foi dispensado pela direcção dessa empresa pelo singelo facto de se terem ultrapassado algumas linhas vermelhas.

"Foi uma decisão editorial. Considero que foram ultrapassadas algumas linhas vermelhas. Não se trata de censura, mas chegou uma altura em que considerámos que as suas posições colocavam em causa direitos previstos na Constituição, como o direito à vida e a igualdade dos cidadãos perante a lei."

Foram estas as palavras do Director Octávio Ribeiro.

Inacreditável!

Até o Correio da Manha, CMTV, concluiu que entre os seus quadros, e que quadros, não poderia residir tão execrável figura, nesse seu misto de populismo bacoco e vocação Neo-Nazi.

Até tu, CMTV?

Parece que sim.

De facto está aos olhos de todos, explanado em cada intervenção, a cada pedaço de demagogia em seu discurso...

Só não vê quem não quer ver.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

Alerta CM: "Laranja" Bêbada Ao Volante...

Filipe Vaz Correia, 31.01.20

 

Alerta CM...

Tânia Laranjo, a fonte de tantas noticias, foi apanhada a guiar com uma taxa elevada de álcool no sangue, aproximadamente 1,60.

Por mais que me tenha esforçado não consegui ver nenhuma referência a este facto nas manchetes do CM jornal ou TV, bem como retratos da dita "jornalista" à chegada ao tribunal, certamente, descabelada e de ressaca.

Ora bolas...

Não havia nenhuma Tânia Laranjo para cobrir este crime da dita Tânia Laranjo.

Este tipo de hipocrisia, presente nestes populistas jornaleiros, fica gritantemente evidente nesses pedaços de incongruência reflectidos nos seus deslizes, nos seus crimes, nas suas canalhas falhas.

A notícia em rodapé poderia ser:

Alerta CM...

"Jornalista apanhada a guiar bêbada, incorrendo no crime de tentativa de   homicídio ao volante."

Ou seja....

Bêbada e pseudo-assassina.

Enfim...

Gracas a Deus que nestes casos existe código deontológico e respeito pelos visados na notícia.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

CMTV: Um Casório Ou A Pobreza “Franciscana” ?

Filipe Vaz Correia, 23.09.19

 

Fazia zapping domingueiro quando passei pela CMTV, algo pouco frequente mas sempre desafiador...

Desta vez alertavam para o Casamento do Ano, a celebração do momento, algo nunca visto ou experimentado.

(Sou capaz de estar a exagerar...)

A CMTV transmitiu em directo o casamento do estimado Toy e da “sua” Daniela, com direito a entrevistas, comentários e avaliações...

Que bom!

Os meus dentes caninos encheram-se de veneno, daquele sarcasmo transbordante incapaz de ser contido.

Tentei...

Juro que tentei.

No entanto, decidi explanar um pedaço de tão delicioso momento, por entre, a excelência jornalística e o astuto fenómeno de informação.

De uma coisa poderemos estar seguros, este canal é sempre surpreendentemente inovador, indesmentívelmente medíocre.

Agora façamos um singelo exercício:

No próximo casamento, talvez da não menos estimada Ágata ou até do divórcio do queridíssimo Toy, onde julgam que irá ser transmitida a cerimónia?

Na TVI!

Ao invés da Maya, teremos a Judite Sousa ou o Ricardo Araújo Pereira a receberem os convidados, enquanto o Paulo Portas e o Miguel Sousa Tavares comentarão as ocorrências e as vestes dos intervenientes...

Provavelmente em horário nobre e com Karaoke à mistura.

Que pobreza franciscana...

Os Franciscanos que me perdoem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

No Tempo Dos Populismos... Importa Dizer Não!

Filipe Vaz Correia, 12.04.19

 

O perigo do Populismo...

Essa palavra muito em voga, vezes sem conta, negada por tantos que a prosseguem, a executam sem decoro.

Exemplos não faltam, desde o nosso "Jovem" André Ventura, intra muros, até ao já "ilustre" Maduro, fora de portas.

Não posso deixar de referir o "Pequeno" Bruno de Carvalho, alguém que chegou a Presidente com o mesmo ar truculento que mantém, entrelaçado num passado de falências e aldrabices, vociferando mentiras e calúnias transformadas em "verdades" no seio da alma Leonina.

Recordo-me bem, de quem como eu, não se levantava para aplaudir o "Pequeno Líder", aquando das suas subidas ao relvado...

Dos olhares, das palavras, do ar de reprovação a estes "Croquetes" do antigamente.

O Populismo inebria as massas, transmuta a realidade, traz perigo às Sociedades.

Que o diga o "meu" Sporting.

No entanto, a situação é mais grave do que apenas um ou outro exemplo, um ou outro personagem desesperado de protagonismo, sedento de conseguir os seus intentos.

Gente capaz de tudo, por entre, uma coluna invertebrada, capaz de se adaptar sem valores, àquilo que julgam ser o mais adequado para convencer o "Povo".

Neste cenário, as redes sociais desempenham um papel cimeiro, como veículo de disseminação das ideias, ou falta delas, dos slogans, dos ódios libertados como forma de amarrar o descontentamento popular.

Assim, uma mentira ganha vida, surge capaz de enlamear qualquer um, independentemente da veracidade da sua origem, do seu fim.

Televisões, Jornais ou Pasquins se elevam, pouco preocupados com verdades ou seriedade jornalística, apenas com a sua "verdade"...

As tiragens, audiências ou lucros suficientes para alimentar a sua sobrevivência, numa Era onde cada vez mais perdem importância e relevo.

Assim, importa escrever, falar, gritar, numa constante querença maior, capaz de se antagonizar com esse Populismo velado que parece ameaçar Sociedades e seus Cidadãos.

Nesta Caneca...

As letras estarão sempre dispostas, a se juntar, para gritar Não ao bacoco Populismo, destes "novos" tempos.

Não!

 

 

Filipe Vaz Correia