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Caneca de Letras

Caneca de Letras

17
Abr20

O Medo Que Alimenta Os Ignorantes (Ou Vice Versa)

Filipe Vaz Correia

 

Neste dia descobri que num qualquer prédio em Espanha, uma médica viu o seu carro vandalizado pelos seus vizinhos, pelo singelo facto de ir a casa após as suas horas de trabalho, na linha da frente desta batalha...

"Rata Contagiosa"

Foram estas as palavras que foram escritas no carro da médica, na garagem do seu prédio, por um ou mais medíocres que apoderados pelo medo e pela sua ignorância, extravasaram assim o reflexo da sua pequenez.

Não é o primeiro caso e não será, infelizmente, o último.

Desde a jovem que trabalha nos supermercados até aos médicos que lutam por todos nós, este egoísmo em forma de barbaridade, transparece um pedaço dos Homens que habitam entre nós, Sociedade, e que em momentos como este revelam a essência de suas almas.

Parece que estes casos têm aumentado por terras Espanholas, não sendo atitudes exclusivas de "neutros hermanos", mas que definem, sem hesitação, a grande epidemia que se esconde em tempos como este...

A ignorância e mesquinhez de alguns.

Que atitude esperar de gente como estes vizinhos, se por alguma razão se instalar a ideia que os velhos serão, ainda mais, potenciais factores de risco?

Para eles mesmos e para os outros?

Neste prédio, na impunidade de uma qualquer reunião de condomínio, certamente se aprovaria que fossem prontamente despejados e se por acaso levantassem objecções, medidas mais severas se poderiam implementar.

O mundo avança, felizmente, com muitos casos que contrariam estes episódios, esta miséria cobarde que amiúde nos invade através destes relatos carregados de tristeza e surrealismo.

Num dia em que desapareceram Rubem Fonseca e Luís Sepúlveda, quando a beleza da escrita e da cortante imaginação fica mais pobre, convém acentuar o perigo da ignorância, da boçalidade encapotada, nos gestos de poucos mas disfarçadamente submersa na tímida vontade de muitos.

Convém não esquecer...

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

15
Abr20

Mortos... Recuperados... Estupidez!

Filipe Vaz Correia

 

Os Mortos, os recuperados, a imbecilidade maior que nos chega por estes tempos.

Como explicar a Conferência de Imprensa do Presidente do Chile, onde explica que os mortos entram para as estatísticas dos recuperados pois estes já não contaminam ninguém.

Pois claro!

Não contaminam ninguém, não matam ninguém, não assaltam ninguém, não violentam ninguém...

Enfim, só contam para o lado bom das estatísticas.

Só um pormenor...

Estão mortos!

Isto teria tudo para ser risível, um pedaço de humor em qualquer horário nobre de uma televisão, um trecho engraçado num filme, uma passagem genial de uma peça de teatro...

Mas não...

É a dura e triste realidade.

Ao mesmo tempo que escrevo estas linhas, vejo a novidade de Trump...

O término da contribuição Americana para a Organização Mundial de Saúde, num gesto que busca justificar a sua própria incompetência, avalizar as "trapalhices" realizadas pela sua Administração.

Que momento tão interessante para suspender o envio de dinheiro para a OMS.

Estupidez...

Estupidez...

Estupidez!

Parece que é o que não falta.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

08
Fev19

Meu Querido Gael...

Filipe Vaz Correia

 

Nasceu o "pequeno" Gael.

Do outro lado do Atlântico, bate um coração Lusitano, num amor desmedido dos seus...

Naquele sorriso gigantesco de seus Pais, no aconchego intemporal do olhar de sua Avó, no querer desmedido do seu Tio Manel.

Um bem querer de todos os que, ali não estando, lhe querem tanto bem.

O pulsar de uma nova vida, num destino que começa a se desenhar, traçando nesse dia 6 de Fevereiro, pedaços de uma esperança sem tamanho.

Cada instante guardado em preciosos retratos, servirão de caminho às palavras, as mesmas que lhe permitirão, um dia, contar a sua história.

Nasceu o "pequeno" Gael, rodeado desse nobre amor, carregando com ele todas as vidas, de tantos que sendo seus, já partiram.

E como "Deus" deve estar feliz, a seu lado, eternamente.

Neste mundo tão gigante, o "nosso" Gael encurta distâncias, diminui oceanos, resgata através de tanto carinho, vontades e saudades, abraços e afagos de uma alegria sem fim.

Nunca o Chile e Portugal foram tão próximos, tão unidos, tão belos...

Tudo isso reflectido no bater de um coraçãozinho, acabado de nascer.

O "nosso" Gael...

Lusitano na alma, Leão no querer.

Citando Caetano:

"Gosto muito de você, Leãozinho."

Um beijo com carinho...

 

Tio Pipo

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

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