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Caneca de Letras

Caneca de Letras

22
Set20

Já “CHEGÁmos” aos Ovários?

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Os Ovários das mulheres devassas e pecadoras estão por agora a salvo das intenções benfeitoras do Partido Chega, ou pelo menos, de parte dele...

Uma proposta na convenção do Chega apontava para que às mulheres que fizessem aborto no SNS, não sendo caso de malformações ou violação, lhes fosse retirado os Ovários para que não pudessem voltar a onerar o Estado com os seus pecadores impulsos.

"Os seus pecadores impulsos" são palavras minhas, se calhar abusivas, neste cenário tão inquietantemente acolhedor.

Ao ler esta notícia, pensei que seria impossível, podemos compreender melhor o que por trás deste "partido" se encontra, parte destas mentes e espíritos que o compõem...

O proponente desta barbaridade foi militante do PNR, estando agora no novo Partido De Extrema-Direita Português, o Chega.

Muito bem!

Para Neo Nazis ou Ultra Radicais este tipo de moralismo trauliteiro representa sempre uma forma punitiva de corrigir aqueles que eles julgam não ser adequados à sua Sociedade...

Uma assustadora sociedade.

Vá lá que apesar de proporem retirar os Ovários, estes ideólogos dos Costumes, não propuseram retirar o útero das mulheres, essas que se deleitavam entre abortos, fazendo assim uma limpeza geral.

Minhas Senhoras, olhem que podia ser pior, afinal ainda lhes deixam o Útero.

Claro que sei, antes que apareçam por aí os indignados radicais, que esta proposta foi rejeitada por 85% dos presentes...

O que deixa ali uma margem de 15% de pessoas que olharam para isto e pensaram:

"Olha que isto é capaz de ser uma boa ideia!"

Assustador!

Mas o que esperar de um ambiente onde se vive a pujante expressão de ideias absolutamente abjectas, onde tudo parece ser possível nesse cardápio que poderia fazer salivar o Drº Mengele...

Claro que se torna apetecível um ou outro brilhante projecto.

Excelentes ideias, por entre, confinamentos étnicos, castrações químicas, prisões perpétuas e até penas de morte...

Que belo cardápio nos oferece este pedaço de extremismo travestido de um partido popular de direita.

Na (Alemanha) República de Weimar começou por menos...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

20
Mai20

Até Tu, CMTV?

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Sabemos que ultrapassámos todos os limites quando a CMTV estabelece que fomos além dos seus valores e princípios.

Esse é o chamado patamar de indigência.

A CMTV aceita mortos e seus vizinhos, senta-se ao lado de casa de violadores e assaltantes, filma cenários dantescos para a aceitabilidade de alguém de bem...

Quando dizem basta, esse será o pormenor mais pormaior que se poderia imaginar.

Pois bem...

Aconteceu.

André Ventura foi dispensado pela direcção dessa empresa pelo singelo facto de se terem ultrapassado algumas linhas vermelhas.

"Foi uma decisão editorial. Considero que foram ultrapassadas algumas linhas vermelhas. Não se trata de censura, mas chegou uma altura em que considerámos que as suas posições colocavam em causa direitos previstos na Constituição, como o direito à vida e a igualdade dos cidadãos perante a lei."

Foram estas as palavras do Director Octávio Ribeiro.

Inacreditável!

Até o Correio da Manha, CMTV, concluiu que entre os seus quadros, e que quadros, não poderia residir tão execrável figura, nesse seu misto de populismo bacoco e vocação Neo-Nazi.

Até tu, CMTV?

Parece que sim.

De facto está aos olhos de todos, explanado em cada intervenção, a cada pedaço de demagogia em seu discurso...

Só não vê quem não quer ver.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

05
Abr20

Tem Calma André!

Filipe Vaz Correia

 

Tem calma André!

Parece que o estimadíssimo André Ventura se demitiu da Presidência do Chega...

Isto de estarmos em tempos de Coronavirus, tempos de Pandemia, é uma grande chatice para populistas demagogos sempre à espreita de um pedaço de atenção.

Uma chatice porque este tipo de crise, tende a dar às pessoas a razoabilidade para descartarem aqueles charlatães que pululam pela beira do mediatismo, em busca da frase de café que os catapulte para a crista da onda.

Nestes tempos o jovem André andava desaparecido, sem espaço ou tempos de antena, mesmo a sua tentativa de caridade foi desmascarada pelo Padre que o recebeu...

A ele, à sua vasta comitiva e aos fotógrafos que foram acompanhar e publicitar o momento.

Citando o mesmo Padre:

"Caridade não necessita de publicidade."

Enfim...

Neste tempo, neste turbulento tempo para populistas, André Ventura encontrou uma brecha, desesperada expressão de encontrar um espaço nos cabeçalhos do jornais, nessa tentativa de resgatar as atenções perdidas.

Este vírus está a roubar o mediatismo ao jovem André, por entre, a tragédia e os elogios à postura de outros políticos de espectros mais tradicionais do panorama "polítiqueiro" Nacional.

Uma demissão, um agitar da maresia em bicos de pé...

Nestes tempos fica mais fácil destrinçar um singelo demagogo.

Não é André?

Que maçadoria.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

08
Out19

E O Chega... Chegou!

Filipe Vaz Correia

 

E o Chega...

Chegou!

André Ventura e o seu partido conseguiram, nas eleições legislativas deste domingo, eleger um deputado à Assembleia da República.

Muitos estão estupefactos, até indignados, com esta ascensão da Extrema-Direita em Portugal, no entanto, não deveremos esquecer que no parlamento Português, há muito, que estão representados partidos da Extrema-Esquerda que entre outros valores, defendem regimes ditatoriais como a Coreia do Norte ou a Venezuela.

É bom manter sempre a coerência como ponto de partida para avaliações políticas.

Infelizmente, um partido como o Chega encontrou na sociedade Portuguesa eco para as suas “odiosas” reivindicações, para o constante destilar de ódio com que olha para o País e a sua construção, sendo os portadores de princípios quase “hitlerianos” como base para o populista discurso com que nos brindam.

André Ventura, o líder destes herdeiros do PNR, conseguiu passar a sua mensagem para um nicho da população que serviu para o eleger, capaz de alimentar os ódios encapotados, por entre, frases sussurradas em surdina ou medos crescentes em algumas partes do nosso País.

O Chega representa, representará, uma ideia política perigosa, não podemos recear as palavras, uma busca pela segregação e divisão de uma sociedade Global, Multicultural e aberta ao mundo.

Este perigoso caminho, na minha opinião, segue uma tendência já observada em vários pontos do globo, Trump, Marine Le Pen, Orban ou Farage...

Um caminho que se alimenta do descontentamento das gentes, muitos deles que nada têm a ver com as elites mas sim com o proletariado, o dito povo, abandonado e cerceado por essa avassaladora Globalização e Modernização que mudou a face das civilizações.

Assim, este discurso divisionista, segregador, tacanho e populista, acaba por responder à singela ignorância daqueles que temendo, escolhem o autoritarismo como plano de fuga às agruras da vida.

Importa não optarmos pelo caminho mais fácil, aqueles que se opõem a estes ideais, mas sim tentar entender as causas que levaram a esta eleição de André Ventura e tentar desmascarar o discurso que o suporta.

Extrema-Direita, Extrema-Esquerda ou quaisquer outro tipo de extremismos, deverão causar o mesmo tipo de indignação, a mesma forma de repulsa, o mesmo tipo de condenação.

De uma coisa não nos deveremos esquecer...

A principal causa para o fortalecimento de um partido como o Chega é o enfraquecimento dos partidos da Direita tradicional, o que deverá aconselhar a uma maior contenção ao contentamento, daqueles “esquerdistas” que comemoraram um dos piores resultados do PPD/PSD e do CDS.

Porque em cenários destes, o que menos se espera tem lugar...

E o Chega, chegou!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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