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Caneca de Letras

Caneca de Letras

12
Mar19

A Agonia Chavista...

Filipe Vaz Correia

 

A Venezuela continua perdida, por entre, esse longo Inverno Chavista em que se transformou o seu destino.

Há uns meses, escrevi um texto onde comparava Maduro a Ceaucescu, não a sua história, mas o seu epílogo.

Continuo, cada vez mais, convicto desse epílogo.

A queda do Regime Comunista Bolivariano aproxima-se, chega mais perto, a cada morte, em cada Pai ou Mãe que olha para o seu filho esfomeado, a cada dificuldade aumentada, em cada sacrifício, nesse desespero plasmado em todas as almas.

Claro que o Exército ainda sustenta o regime, nesse suspiro final a que se agarram os fiéis correligionários de Maduro, no entanto, com o aumentar da pressão Internacional, e acima de tudo, com o estado de calamidade em que se encontra o Povo Venezuelano, não será de estranhar a mudança de lado dessas Forças Armadas, que são o fiel da balança deste moribundo Regime.

Maduro que permanece de forma "autista" agarrado ao poder, lutando até á morte, pela sobrevivência de um legado bafiento, irá num momento acordar no cadafalso, como Ceaucescu, num despertar solitário, rumo ao seu fim...

Num desfecho, que considero, mais do que esperado.

E nesse instante de agonia final, nem o "passarinho" em que se transformou Chávez, o salvará...

Nada deterá a raiva de um povo e de toda uma geração perdida.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

30
Mar17

Era Uma Vez Um País, Chamado Venezuela...

Filipe Vaz Correia

 

O golpe de estado que acaba de acontecer na Venezuela, não é surpreendente, não é sequer inesperado...

A Venezuela há muito que deixou de ser um país, uma nação, sequestrada pelo populismo desmedido de Hugo Chávez e de seguida com o desaparecimento deste...

Do seu homem de mão.

O rasgar da constituição empreendido pelos apoiantes de Maduro, nada mais é do que um acto destemperado de alguém cada vez mais isolado, desesperado e que vê nesta oportunidade, uma escapatória para a ilusória ideia de que é possível perpetuar esta situação.

A Venezuela de Chávez era tenebrosamente sombria, disposta a tudo para cumprir os caprichos daquele que em nome do povo se legitimava, vezes sem conta, no entanto e apesar do caminho descontrolado, demagogo com que governava, o petróleo que jorrava sem parar no território Venezuelano, aliado aos preços exorbitantes com que se transacionava esse bem raro, permitiam aos Chávistas concretizar os desmandos enlouquecidos do seu líder, num aparente bem estar, que na verdade, não poderia ser concretizado.

Com a queda do preço do petróleo, aliado ao desaparecimento de Chávez, a Venezuela, encontrou finalmente o destino para o qual vezes sem conta, Capriles, tanto tinha alertado...

A inflação disparou, a corrupção tornou-se um hábito, o crime passou a fazer parte do quotidiano, os bens escasseiam, o desespero aumenta até mesmo, em alguns sectores, fortemente Chávistas.

Maduro permanece no local de onde não pode sair, sem que a sua cabeça role, caia, seja decepada, por aqueles que permanecem amordaçados ao longo de décadas...

Este último acto, desesperado, faz me lembrar os últimos momentos de Ceausescu, ou de outros lideres, no fim de linha, no fio da navalha.

Acredito que a chave deste enigma estará nas mãos do exército, cada vez mais pressionado, mais insatisfeito com o Status Quo vigente, que se tornou incapaz de satisfazer as suas prementes necessidades, e que comprava essa protecção que os mantinha no poder...

Rasgando a constituição Maduro torna-se o Rei Sol, o absoluto senhor dos destinos sombrios desta Venezuela cada vez mais perdida, por entre os pesadelos de cada cidadão.

A esperança presa em cada palavra de Capriles, deverá ser a de cada Venezuelano livre, disposto a lutar por um país diferente, onde se possa novamente acreditar...

Acreditando numa sociedade plural e próspera.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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