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Caneca de Letras

Caneca de Letras

14
Jun19

Uma Cabala Contra Constâncio?

Filipe Vaz Correia

 

Todos a perseguir Vítor Constâncio, num espectáculo vergonhoso em praça pública.

O anterior Governador do Banco de Portugal está na boca do Povo, vítima de manchetes sem fim, diárias, caluniando o seu bom nome e a sua idoneidade.

Meu caro Vítor, estou solidário consigo.

Afirmam que o senhor esteve em reuniões que afinal não esteve, estava certamente ocupado num outro assunto, insistem que aprovou créditos que não poderia aprovar, alfinetam ainda o doto Vítor sobre omissões e incongruências que este está exausto de tentar explicar.

Como poderia o "nosso" Constâncio desconfiar do "Comendador" Berardo, quando este se pavoneava por este País, como estrela maior nos idos de 2006?

Como poderia Constâncio vigiar com tão parcos recursos?

Como lidaria o anterior Governador contra leis e afins que o impossibilitavam de proibir contratos já efectuados?

Poderia Vítor Constâncio fazer melhor?

Claro que não!

Esta tamanha má vontade, de tantos ou quase todos, em relação a Constâncio, só pode ter sustentação numa cabala vergonhosa, numa tentativa de denegrir um profissional com tão bom nome por este País a fora.

Constâncio nada soube, nada ouviu, nada pode fazer...

Ou ninguém acredita na palavra do Senhor Doutor Professor?

Meus caros amigos, façam um esforço e tentem acreditar nas cândidas explicações do Ex-Governador, mesmo que vos cheire a flagelada incompetência, a imponente trafulhice...

Melhor do que esta gritante tristeza, somente escolher Filipe Pinhal, condenado enquanto Banqueiro, para desmascarar um seu igual.

Estamos e continuamos bem entregues.

Enfim...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

28
Abr17

Os SMS E A Espuma Dos Dias...

Filipe Vaz Correia

 

Os SMS de António Domingues ainda sobrevivem à espuma dos dias, nesta busca constante pelo sensacionalismo...

A comissão de inquérito à CGD, mais uma, teve hoje uma das suas mais importantes audições, a do ex-Presidente da Caixa Geral de Depósitos, António Domingues, para esclarecer as noticias que sem interrupção inundaram televisões e jornais, comentadores e comentadeiros, até à exasperação.

As perguntas sumarentas, que certamente se esperava incendiarem, uma vez mais, o panorama político Português eram inúmeras, com os mais variados nomes, rostos, qual novela mexicana...

A quem mostrou os SMS?

Foi o senhor que os entregou a António Lobo Xavier, que de seguida os mostrou ao Presidente da República?

Assumiu por escrito o Ministro das Finanças, o compromisso de não entregarem as declarações de rendimentos?

Estaria disponível António Domingues para as revelar ali, naquela comissão de inquérito?

Todas estas questões, serviam de aperitivo para esta ansiada lavagem de roupa suja, que muitos, em especial o PSD, aguardavam...

E assim começou a audição e assim foi continuando, por entre as palavras equilibradas, discretas e tranquilas do ex-Presidente da CGD, deixando cair para espanto daqueles que ao longo destes penosos meses, alimentaram esta polémica, desmedidamente desinteressante.

" Não mostrei os SMS a ninguém!" Exclamou António Domingues...

OU seja, António Domingues foi ali, colocar um ponto final na sua alegada participação neste folclore mexicano, demonstrando que nunca havia trocado ou mostrado o conteúdo das alegadas SMS com qualquer pessoa, que não os intervenientes, nas mesmas.

Tantos meses, tanto papel, tantas horas de estúdio para que num instante as palavras de António Domingues recolocassem a questão no lugar de onde nunca deveriam ter saído...

A do foro privado.

Agora outras questões ficam na mente de quem assistiu a esta comissão:

Como Lobo Xavier teve acesso a estas SMS?

Porque razão não veio António Domingues, no auge desta polémica, dar as explicações, que nesta comissão expressou?

Os partidos terão noção de que a banalização destas audições, descredibiliza a acção das mesmas?

Bom continuemos então, até que no espaço mediático se encontre outra polémica para alimentar a espuma dos dias...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

18
Nov16

CGD: A Discussão do Acessório

Filipe Vaz Correia

 

Quando me apercebi que Antonio Domingues havia sido convidado para Presidente da Caixa Geral de Depósitos, admito que fiquei feliz com isso...

Ao longo deste tempo que decorreu desde essa altura, nada me fez alterar esse pensamento, nada me deixou reticente quanto à sua competência para dirigir a maior instituição financeira deste país.

Pela primeira vez, desde há muito tempo, via na escolha deste Presidente da CGD, um caminhar na direção do profissionalismo, da experiência, da competência.

No entanto, num instante, todo este caminho começou a ser ensombrado por uma discussão pública de dimensões absolutamente épicas:

A declaração de rendimentos dos Administradores do Banco público.

Entregaram? Ou não entregaram?

Irão entregar? Ou não irão entregar?

A minha modesta opinião sobre este assunto, que considero menor, é simples:

Se a Lei obriga a entregar estas declarações de rendimentos, então os administradores que compõem a nova administração da CGD, terão de a cumprir.

No entanto, nesta sociedade em que vivemos, um reality show à escala mundial, onde tudo se sabe, tudo se diz, tudo se escuta sob a capa da liberdade de imprensa, ou sob o escudo do direito a informar, consigo compreender o receio que pessoas de bem terão, de ver a sua vida devassada, pela curiosidade e pelo diz que disse, alimentado por certos pasquins coniventes com o actual status quo.

Nesta questão o que me parece é que António Domingues e os restantes elementos da nova administração, não quererão ver exposta na praça pública, a sua intimidade, os seus bens, as suas vidas e as daqueles que a eles estão ligados, (Ex. Familia). 

Assim não consigo entender porque razão não pode o Tribunal Constitucional, preservar e garantir esse sigilo pedido pelos administradores da CGD...

Será realmente importante que o cidadão comum saiba, quantas casas tem o Senhor Antonio Domingues?

Os carros que comprou para ele, para a mulher ou filhos?

Quanto custaram as suas casas ou onde moram?

Que acções detêm?

Eu não preciso de saber, mais...

Não desejo saber.

Penso que os Varas, os Sócrates e as Cardonas desta vida, da CGD ou dos Governos devem ter entregue todas as suas declarações, sem atrasos, mas o que ganhou o País com isso?

Nada,só perdeu...

Como todos sabemos os robalos e o dinheiro de amigos não necessitam de constar de nenhuma declaração de rendimentos.

Eu não quero a Caixa governada pelos mesmos de sempre, que passam de gabinete em gabinete, de nomeação em nomeação, de lugar em lugar, dado pelo aparelhismo partidário.

O que desejo é pessoas competentes, Antonio Domingues ou outro, capazes de saberem o que fazer com o dinheiro público, como o aplicar, como o investir...

Pessoas assim, não se irão sujeitar aos dictames habituais, à devassa permanente das suas vidas, ou a  ganhar o mesmo que o Presidente da Républica.

Não o irão fazer!

Com a recapitalização da Caixa em andamento, aprovada por Bruxelas, com a restruturação da mesma também em marcha, urge pôr em prática o plano elaborado para recuperar a CGD do buraco de muitos Milhares de Milhões para onde a enviaram, através de administrações incompetentes e ruinosas...

Mas que sempre entregaram as suas declarações de rendimentos.

Para finalizar, espero que se possa ultrapassar este momento, se possa começar a caminhar e que o sigilo possa ser dado a quem não se importa de cumprir, só não o querendo fazer, no meio de um circo.

Se assim for, acredito que ganhamos todos e que estes novos admnistradores poderão ser julgados por aquilo que verdadeiramente importa:

O seu trabalho...

O Resultado das suas decisões.

 

Filipe Vaz Correia

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