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Caneca de Letras

Caneca de Letras

07
Jul20

Será Pedir Muito?

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Estava com a minha mulher a jantar, quando uma amiga nos mandou uma mensagem que havia recebido, sobre a brutalidade que aqueles polícias na Amadora haviam sofrido.

Tinha visto a imagem e comentado com amigos meus que se aqueles meliantes fossem Portugueses deveriam ser presos, caso não fossem deveriam ser deportados.

Simplesmente isso...

Só não posso corroborar é que através deste triste exemplo, a juntar a tantos outros, possamos catalogar todos os Emigrantes ou todos os Portugueses, todas as raças ou todos os credos.

Aquelas pessoas em concreto terão de ser julgadas e punidas, apenas elas, somente elas, literalmente isso.

Qual não é o meu espanto quando nessa imagem, recebida pela nossa amiga, estavam quatro policias completamente desfigurados, feridos, agredidos sem apelo nem agravo...

Fiquei perplexo.

A legenda reportava para aquele dia, para o caso na Amadora, com comentários do género...

"Disto ninguém fala!"

Comentários deste calibre para alimentar o ódio que fervilha no ressabianço de tantos, de alguns que inconformados com a sua vida encontram no ódio pela diferença a justificação para as suas amarguras.

Olhei atentamente para a fotografia...

Aproximei a imagem...

Das quatro imagens, apenas uma era de um polícia Português, mas mesmo nesse caso, não poderia responder àquele acto de vandalismo.

Os outros Polícias, uma senhora e dois senhores, nenhum deles pertencia sequer à policia Portuguesa...

Um tinha o nome de McGraham, o outro um nome pouco perceptível mas não Português e a dita senhora tinha um escudo de uma policia estrangeira.

E por aqui andamos...

Neste mundo de Fake News, que asseguram a alguns o caos necessário para sustentar os seus argumentos, para as condições necessárias de um catalisador de insegurança.

Mais do que nunca importa que as empresas tenham consciência deste problema, se o Twitter ou outras plataformas nas redes sociais responderam afirmativamente a este desafio, será deveras importante que o Facebook se debruce sobre este pormaior que inquina a Democracia por todo mundo.

A atitude da Unilever, Coca Cola, Honda, entre outros anunciantes, que fez abanar a empresa de Mark Zuckerberg é essencial para que esta desperte para um dos mais graves problemas da actualidade...

As Fake News e a sua importância nas campanhas populistas que podem mudar o rumo deste planeta em que vivemos.

Aqui não existem hesitações...

Se o critério exigido for a Verdade, aquele que sempre deveria nortear qualquer notícia, eliminaremos grande parte do alimento dos boçais populistas e do seu coro de "carneiros".

Será pedir muito?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

04
Jul20

O Amor...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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O amor, esse pedaço de tudo que se transforma em respiração, em toque e sobressalto, em olhar perdido que se entrelaça no silêncio, em partilha intensa desmedidamente entregue.

O amor, palavra sacra e vã, tantas vezes atirada para o ar nesse querer que se torna mundano, nesse vazio impreciso tornado verdade, no entanto, no seu sacro esvoaçar se eterniza, em escassos momentos, raros amantes, por entre vidas...

Vidas distantes, tornadas uma só nessa entrelaçada explicação da alma, do terno e sensível coração.

O amor de Shakespeare, de todos os Shakespearianos, se esconde desencontrado nas estradas poeirentas e mundanas do destino, é escrevinhado a pena, desenhando letras que num ápice se fundem, num precioso e raro instante.

Nesse amor, o sacro, raro, floresce a inexplicável vontade de amar, esse entrelaçar de dedos que fortalece, esse quebrar de barreiras que solidifica, esse saber maior que nos une.

Amor, tamanho amor que bate e pulsa, que grita e se torna em melodia, que fundido num abraço nos torna um só.

Desse amor, o das imortais Odes, poucos serão os comuns mortais a o experimentar, salpicando as suas vidas nessa busca vã do nada que sobra.

Para as imortais almas que sobrevivem ao desgaste do tempo, que insistem nessa busca entre vidas, procurando incessantemente aquele eterno momento, onde pela primeira vez o sol insistiu em quebrar a barreira dos céus...

Para esses, os raros de Shakespeare, o tempo não passa, o toque não se perde, o cheiro não desaparece, o abraço é igual ao da tamanha descoberta.

Para esses, tudo é singelamente belo, nesse infinito olhar que tudo sabe, soletra, soletrando poeticamente a incerta certeza de um desmedido amor.

E viagem após viagem, no preciso sorriso desse desencontrado encontro, se repetirá, todas as vezes, a primeira.

A infindável primeira vez, naquele entrelaçado olhar que nos uniu...

Num inexplicável unir de almas.

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

02
Jul20

Nacionalização ou Alienação? Qual O Futuro Da TAP?

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Voltámos ao mesmo?

Depois do BPN, Novo Banco e outros casos de sinistra resolução, voltamos a ponderar Nacionalizações?

Infelizmente, parece que não se augura grande alternativa, entre falência ou nacionalização.

Depois de tamanhas Odes à reconquista da TAP, pelo anterior Governo de António Costa, conseguimos compreender que nada do que nos foi vendido correspondia à realidade.

Pouco ou nada podemos, no aspecto negocial, restando as alternativas radicais que agradam àqueles que demagogicamente anunciam as soluções miríficas...

A Nacionalização será um desastre, muito para além dos 1200 Milhões de Euros que se anuncia, no entanto, admito que pouco ou nada podemos fazer.

A única coisa que desejo, no meio de tamanho pesadelo, é que o Governo anuncie de imediato uma data para a sua saída do capital da empresa, e ainda que resista a invadir os órgãos sociais da empresa com os "boys" do costume.

Não aceito o desmembramento da TAP, mas admito que a Nacionalização me arrepia...

A minha desconfiança do Governo, qualquer que fosse, acrescido ao passado Socialista nas empresas públicas, contribui para este arrepio que se torna em medo.

Mas enfim...

Que se resolva a TAP, que se tome uma atitude e mais tarde...

Se peça razões a quem de direito.

Para variar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

01
Jul20

“Desconfinamento Selvagem”

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Vivemos tempos difíceis, não só Portugal mas o mundo, por entre esta pandemia que insiste em nos amarrar a uma crise sem precedentes.

Durante estes meses, não me inibi de elogiar a postura do Governo Português, as suas primeiras medidas neste combater ao Covid-19, desde o Confinamento, a consciencialização da população, determinação inicial de apoio à economia.

Tantos foram esses momentos neste ciclo pandémico que trouxe incerteza e desconhecimento, diante da doença, receio e fantasmas de uma recessão descontrolada.

No entanto, no fim de Maio, o Governo Português optou pelo desconfinamento da população, parcial diziam uns, com cuidados reforçados diziam outros, num gesto carregado de confiança, naquele que havia sido designado o milagre Português.

Correu mal...

Correu mal, simplesmente, porque em nenhum caso fomos um milagre, mas sim o resultado de um confinamento, em alguns casos voluntário, que nos permitia ter a doença controlada mas não extinta.

Ao não controlar a construção civil, não acautelar as condições nos transportes públicos, principalmente os que entravam na cidade de Lisboa vindos das periferias, o Governo foi deixando correr uma situação que ameaçava ser de difícil resolução.

Aliando a estes factos as selvagens atitudes de algumas camadas da Sociedade, demonstradas numa jovial falta de responsabilidade, entrámos nesta nova fase de Pandemia como se esta jamais tivesse existido, caminhando "estupidamente" para uma situação de total irresponsabilidade.

De Governantes e governados.

E a economia?

Claro que isso é algo que me preocupa de sobremaneira, sendo esse o atenuante para aqueles que têm de decidir e arriscar neste inédito palco.

Em um ponto acompanho o Governo Português diante de alguns hipócritas, que estando em igual ou pior situação, nos apontam o dedo no panorama internacional.

Países que não testam, não podem ter novos casos, a não ser que quem se sinta mal se dirigia a um hospital, países que não registam mortos durante duas semanas, Viva a Espanha, não podem ter vítimas de Covid durante esse período.

Isto é factual e na minha opinião factor de credibilidade para o nosso Governo e nossas instituições.

Enfim...

Este desconfinamento trouxe trapalhada e tropeços, sendo que ainda vamos a tempo de arrepiar caminho.

Reforçar as redes de transportes, aumentar as penas e multas para quem transgride as regras sociais, fiscalizar empresas garantindo o cumprimento das regras sanitárias no trabalho, construir equipas que possam percorrer o País numa campanha de consciencialização das gentes.

Talvez com todos os elementos coordenados seja possível recuperar o que se perdeu nos últimos tempos.

Para o bem deste nosso Portugal.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

30
Jun20

A Agonia Do SLB...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Parece que o Benfica está à deriva...

Sem Bruno Lage, com a ameaça de Vieira, abandono da Presidência, deixando o País órfão de felicidade.

Não bastava a Pandemia, não chegava o boçalismo do Chega, para agora podermos ter uma crise no SLB.

Isto está de mal a pior.

Bruno Lage não pôs o lugar à disposição mas o Presidente do Benfica disse que sim, o Pochettino não aceitou ser treinador do Benfica mas a imprensa diz que sim e assim se caminha por entre a agonia da Selecção Nacional...

Perdão, SLB.

De derrota em derrota, de empate em empate se perpetua a agonia "lampiânica", para o brado plasmado em cada capa de jornal.

Será que André Ventura mediu bem o seu projecto pessoal?

Se Vieira não se candidatar, não poderá Ventura abandonar a política para salvar o seu Benfica?

E aí...

Já não importavam as etnias, voltaríamos a ouvir as saudades dos Eusébios e até o Quaresma, o cigano, poderia servir de trunfo eleitoral como reforço para a próxima época.

Isso é que valia a pena...

Seria, na verdade, uma cena digna de um filme épico nas asas de uma águia.

Enfim...

O nosso Portugal, por entre, a infinita pequenez.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

26
Jun20

Merci Monsieur...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Jeremy Mathieu retirou-se do Futebol, nesta Quinta-Feira, depois de ter sofrido uma lesão ligamentar no joelho.

Nas suas palavras, carregadas de emoção, sobrou a destreza do carácter e a sensação de injustiça, essa mistura que transporta este momento para o quadro intemporal dos maiores.

Mathieu não poderá se despedir no relvado, com um estádio cheio, como o fabuloso jogador que foi.

Sochaux, Valência, Barcelona, Sporting, Selecção Francesa, serviram de palco ao talento de um dos mais extraordinários defesas que vi jogar, entrelaçando técnica e posicionamento, tranquilidade e velocidade, amarrados a uma irrepreensível postura enquanto profissional.

A classe...

Esse pormenor que se ergue em pormaior, que marca e muda, silencia e esmaga, envolvendo aqueles que guardarão na memória um golo de livre a 30 metros ou um pontapé de moinho dentro da grande área.

Momentos e mais momentos...

Em francês, castelhano, catalão ou português, o seu talento sempre significou admiração, qualidade, classe.

Sabíamos que o fim, como futebolista, estava próximo, as lesões, a idade, anunciavam ao vento o adeus de um dos grandes jogadores que actuou neste nosso futebol mas assim...

Nesta amargurada tristeza, sobra ainda mais a vontade de rever um passe seu, olhar para uma arrancada de área a área, um livre milimetricamente executado.

Saudades!

Vi alguns dos maiores defesas centrais de sempre, Baresi, Costacurta, Cannavaro, Ruggeri, Koeman, Stam, Köhler, Augenthaler, Mozer, Luisinho, Fernando Couto, Piqué, Pepe, Ferrara, entre tantos outros...

Nenhum como André Cruz, o mais extraordinário defesa central que vi jogar, sendo que o melhor elogio que poderei fazer a Jeremy Mathieu é que ele me fez recordar, várias vezes, os tempos do Mestre André.

E isto, para mim, não é dizer pouco.

Assim, neste fim que se espera seja o princípio do resto de sua vida, nada mais deverá ser permitido expressar que um imenso obrigado de todos os Sportinguistas, de todos os amantes de futebol, pelo extraordinário privilégio de ter tido nos relvados Portugueses tão precioso talento.

Merci Monsieur...

Jeremy Mathieu.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

25
Jun20

Uma Estrada Chamada De Destino...

Filipe Vaz Correia

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A melodia invade, os acordes ecoam, as palavras se cruzam, tanto e tamanho o confuso encruzilhar de querer que acaba por desvanecer...

Nos acordes de uma poesia, tristonha e desconexa, se encontram os enigmas sombrios de pequenas questões, desenhos uniformes carregados de estupidez.

No olhar perdido daqueles que se tornam parte de mim, vejo reflectido esse absurdo narrativo do que parece inverosímil...

As arestas por limar dos que se atrevem a viver.

Por entre as melodias, os arrebatados passos, os entrelaçados gestos de hesitação...

Buscarei sempre essa verdade que se tornará indispensável.

De mãos dadas, sem medos, viverei novamente os arrepios, calafrios, interrogações constantes somadas às incongruências do tempo.

Pode ser mais fácil gritar...

Mas o grito será sempre parte desse libertador acto de resistência.

E a pueril parte de mim se envergonha, se intimida, se perde nas entrelinhas de um traço que parece definitivo.

Contínuo a viver...

Vida após vida.

Um abraço

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

24
Jun20

Um Tempo Para Populismos?

Filipe Vaz Correia

 

 

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De soslaio, no canto do olho, moram os radicais, aqueles que num pedaço de palavra encontram a desculpa perfeita para incendiar tudo à sua volta.

Aqueles que nas fracturas desenham o caos, encapotados pela carícia das suas prosas, disfarçadas nas entrelinhas do politicamente correcto.

Não vivemos tempos para disfarçes, muito menos para disfarçados discursos de conveniência, no entanto, importa medir o rumo, a melodia entrelaçada num mundo cada vez mais dividido.

Olho pela janela do meu quarto, para a rua despida de gente, no silêncio dos grilos e busco...

Vou buscando significado para a tamanha imbecilidade, para aqueles que copiam e se inspiram em Lenine, para os que recuperam Mussolini, para os que disfarçam o facto de terem se entusiasmado com Bolsonaro ou Trump.

Essa tralha de gente que insiste em caminhar pelas amargas entrelinhas da História, dela nada tendo retirado, a não ser a insistência nos seus erros...

Nem Deus ou o Diabo poderiam ter pincelado tamanha construção para o caos, tantos entrelaçamentos desenhados no desespero das gentes.

Boçais, possidónios, ressabiados, ingénuos ou simplesmente tontos, assim se constrói parte das massas que aglomeram estes que agora desfilam e que anteriormente seriam silenciados por um coro de sensatez.

Mas que nestes tempos reinam...

Por entre, Instagram. Twitter ou Facebook.

Da minha parte apenas obterão o desprezo, a gritante repugnância pelas suas ideias, pelo caminho...

Mas isso, solitariamente, chegará?

Temo que não...

Neste mundo carregado de idiotas, parece pulular a crença, daqueles que imbuídos no seu pensamento insistirão em redesenhar o comportamento Humano, por entre, os traços totalitaristas dos seus ideais.

Irá caber a todos nós, Sociedade, decidir o rumo de nossos destinos enquanto comunidade...

E como isso me deixa desconfortável?

É só revistar a, "nossa" , História...

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

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