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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Alcochete: Uma Sentença Ou Uma Piada?

Filipe Vaz Correia, 29.05.20

 

Sou Sportinguista desde que me recordo de mim, desde as mais imberbes recordações de mim mesmo, nessa entrelaçada recordação que me descodifica, me caracteriza, me define.

A sentença que absolve Bruno de Carvalho dá um novo folgo às milícias Brunistas, uma esperança do ressurgir de um tempo tenebroso para os lados de Alvalade.

Não preciso de sentenças...

Não são necessárias proclamações para identificar Bruno de Carvalho como um "Mal" que consome o quotidiano Leonino, assente nas suas gentes, nos seus braços delinquentes. denominados de claques.

O Sporting não poderá estar dependente deste tipo de sentença para seguir em frente, antes pelo contrário, deve colher da experiência destas pessoas para jamais cair em tão medíocre realidade.

Que venha o futuro...

Sem ditadores, sem bouçais, sem gentalha...

Todos nós merecemos melhor.

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

O Bruno De Carvalho: O Regresso De Um Louco?

Filipe Vaz Correia, 25.01.20

 

Bruno Carvalho anunciou que está disposto a voltar ao Sporting para liderar a SAD, mesmo com Frederico Varandas na Presidência do clube e Salgado Zenha como o "homem" das finanças...

Vai mais longe:

Diz que aceita não ganhar salário nem ter mordomias enquanto não for Campeão Nacional de Futebol.

Custa-lhe ver a desunião reinante em Alvalade e as guerras no balneário.

Enfim...

Enlouqueceu!

E eu que já o julgava enlouquecido...

Na verdade, não o poderemos acusar de não surpreender.

Durante os anos da sua Presidência, quase seis anos, o dito Bruno não conseguiu vencer qualquer campeonato de Futebol, mesmo com as ditas mordomias que agora recusa, pedindo agora que acreditemos que fará diferente.

Falou de desunião no clube...

Quem poderá ser o principal responsável por este clima que se instalou no clube?

O autor dos Sportinguistas e Sportingados?

Evidentemente.

Falou de guerras no balneário...

Quer mesmo falar disso?

Alguém se recorda dos posts ao longo dos anos?

Das ameaças que levaram à invasão de Alcochete e posteriores rescisões?

A sério?

Esta declaração, ao estilo Maduro, de alguém que vive numa realidade paralela, só vem acentuar a personalidade alucinada e populista daquele que nos liderou durante parte da última década e que guiou o clube até ao abismo.

Claro que no estado em que o clube se encontra, logo algumas viúvas do anterior regime, saltaram ansiando o regresso desse tempo "gestapiano", porém acredito que jamais o Sporting voltará a reencontrar no seu caminho tão aberrante figura, tão esquizofrénico destino.

Temos de mudar?

Claro.

Temos de alterar a estrutura que actualmente nos lidera, incompetente e fraca, mas sem esquecer o que ficou para trás, ou seja, sem esquecer aqueles que nos trouxeram até aqui, por entre, boçalidades e populismos...

E nesses requisitos, Bruno de Carvalho ficará para a História como o pior dos exemplos.

Viva o Sporting

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Palavras Para Quê?

Filipe Vaz Correia, 10.12.19

 

Palavras para quê?

Ao ler os depoimentos dos jogadores Max e Mathieu, sobra em mim uma tristeza imensa entrelaçada com essa vergonha que esventra a solitária alma Leonina, deste que aqui vos escreve.

Solitária porque este tipo de texto tem de ser escrito na solidão, sem ruídos ou acompanhamentos, de forma crua e desnudada como cada singela agressão que naquele malfadado dia “estuprou” a História do Sporting Clube de Portugal.

Ouvir Luís Maximiano é escutar as palavras de um menino que tem uma década de "casa", sonhando em cada dia vestir a camisola do seu Sporting, como esse sonho maior que serviu de alimento a tantos e tantos sacrifícios.

Para Max era também a possibilidade de desfrutar da companhia do seu ídolo de sempre, aquele que havia tido o mesmo percurso...

Rui Patrício!

O que Max conta no seu depoimento traduz o período sombrio que atravessou o clube, justifica a neblina que ainda nos encobre.

Naquele balneário, por entre aquelas paredes, soltaram-se petardos e fumos, murros e estaladas, ameaças que se agigantam nesses relatos de assustadores momentos plasmados no olhar de um jovem, um dia menino, observando in loco o poder do populismo Brunista.

De outro ponto de vista escutámos Mathieu, este sem uma ligação emocional ao clube...

Este jogador experiente, passou pela selecção Francesa e por clubes como Valência ou Barcelona, deixou através das suas palavras um testemunho sobre o medo que ali viveu, medo esse que diz ainda se manter, assim como a incerta certeza que lhe passou pela cabeça de não mais voltar a jogar pelo Sporting Clube de Portugal.

As coisas mudaram, acalmaram, mas fica evidente o horror experienciado por estas pessoas às mãos de arruaceiros criminosos, “cordeiros” impregnados por um boçal discurso que se fazia sentir em cada recanto de Alvalade...

Em cada “Fidelista” entrevista na Sporting TV. 

Que tristeza...

Que vergonha.

Lendo estes depoimentos fico convicto, já tinha esta certeza, de que era impossível para jogadores como William ou Patrício, tendo como Presidente Boçal de Carvalho, tomarem outra atitude que não fosse a de rescindir o seu contrato de trabalho...

Pelo ambiente, pela pressão familiar, pela incerteza da permanência do “esquizofrénico” ditador ou por tantas outras razões que se devem ter materializado após aquelas bárbaras agressões.

No banco dos réus sentam-se os "canalhas" que perpetraram tamanhos crimes, sendo de salientar a coragem daqueles que, jogadores ou outros elementos, presenciando aqueles actos se prontificam a contar o que necessita ser recordado.

Para que sejam punidos os envolvidos e  para que “Alcochete” jamais se possa repetir.

Palavras para quê?

Para que não se apague a memória do mundo verde e branco.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Uma Lição Para O Futuro: Alcochete, Sporting E O Silêncio Dos Bons...

Filipe Vaz Correia, 19.11.19

 

Começou o julgamento do caso de Alcochete que envolve parte da anterior estrutura Leonina, entre eles, o ex-Presidente do Sporting Clube de Portugal.

É com tristeza que assisto a este rodopio de memórias, refrescadas em cada reportagem, a cada pedaço de história reavivada.

O Sporting não conseguiu recuperar, ainda, deste profundo traumatismo que tanto o marcou, marcando o destino de todos nós Sportinguistas que sentindo esse amor maior pelo clube, nos envergonhamos de tão recente e triste passado.

Ao ver aqueles rostos, serpenteando pelas imediações do Tribunal, sobra-me a certeza dessa repulsa maior por esta gente que um dia conseguiu sequestrar o “meu” clube.

Mustafás ou Brunos Jacintos, Fernandos Mendes ou Brunos de Carvalhos, escroques de primeira igualha que se serviram do populismo vigente para iludir e hipnotizar aqueles que quiseram acreditar no seus delirantes óasis...

Este é o perigo deste tipo de discurso, assim como das concessões daqueles que sendo pessoas comuns, passam a acreditar neste homens “providenciais”, salvadores da pátria alicerçados em exércitos de criminosos dispostos a tudo para levarem a cabo os seus intentos.

Este caldeirão em que se tornou o Sporting Clube de Portugal é em grande parte fruto deste projecto fracassado, que infelizmente deixou ainda órfãos, por entre, as entranhas Leoninas.

”O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.”

Martin Luther King

 

Este silêncio descrito de forma exacta por Martin Luther King é em variadissimos casos, comprovados pela História, o cimento que fortalece os grandes tiranetes e os seus regimes...

Neste caso não foi diferente.

Por uma bola na baliza ou uma vazia sensação de vitória, grande parte dos Sportinguistas optaram por aliviar frases ofensivas de Bruno de Carvalho, esquecer comportamentos perigosos, normalizar atitudes paranóicas que não auguravam nada de bom...

Por entre esse caminho se foi descredibilizando o Sporting, envergonhando a sua História, centenária e rica, até ao ponto onde hoje nos encontramos.

Este julgamento traçará um definidor de águas nesse passado versus futuro, uma oportunidade de ouro para expurgar deste presente essas sementes que ainda anseiam por estes tiques boçais e animalescos que se entranharam no ADN Leonino.

Uma lição ficará para todos nós Sportinguistas mas também para aqueles que olhando para a sociedade detectem estes indícios, tantas vezes, presentes em vários outros quadrantes nacionais e internacionais...

Não se pode condescender ou compactuar com o populismo ou as suas formas, mais encapotadas, de liderança.

Que os bons jamais permaneçam em silêncio...

Jamais.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Sporting: O Momento De Escolher Um Caminho Diferente...

Filipe Vaz Correia, 20.10.19

 

O tempo passa, passando de maneira exasperante, de verde e branco, de angustia e espanto, temor e pranto, nessa senda Leonina.

Tenho como certo que esta “liderança” Sportinguista tem os seus dias contados, extinguidos perante o desesperante grito dos adeptos fartos da incompetência reinante, do amadorismo que se instalou no “nosso” clube.

No entanto, cada vez que vejo nos jornais que esta direcção, falta dela, se prepara para executar um plano desportivo no mercado de inverno, pensando já na compra de um defesa central, mais me sobra a certeza de que importa gritar bem alto...

Não!

Não é possível...

Estamos em Outubro, início de época e já com esta temporada hipotecada tal o futebol praticado, ou seja, a ausência desse futebol entrelaçado numa equipa em frangalhos, desmotivada e carregada de péssimos jogadores.

E serão estes incompetentes a continuar a esbanjar o nosso dinheiro em jogadores de qualidade duvidosa ou medíocre?

Permitiremos?

Não pode ser...

Façam uma petição, uma manifestação ou uma rebelião, qualquer coisa, porém torna-se imprescindível retirar de Alvalade esta trupe que ameaça destruir, ainda mais, o que sobrou de um passado recente, já de si desesperador.

Não temos tempo...

O Sporting não tem tempo.

E já se percebeu que estes “soldados” não sairão por sua espontânea decisão...

Chegou o tempo de os Sportinguistas tomarem o destino em mão e escreverem um novo capitulo, uma nova história sem medo de errar.

Depois de um tiranete paranóico, um banana emproado.

Que ousemos escolher...

Um caminho diferente.

 

 

Filipe Vaz Correia