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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Brexit: A Hora Do Adeus...

Filipe Vaz Correia, 31.01.20

 

Bye bye Reino Unido...

Hoje, noite adentro, o Reino Unido sairá da União Europeia rompendo assim com décadas de estreita e histórica ligação na construção de uma Europa Unida.

Dia triste, histórico, desafiador e determinante...

Nas asas de um destino comum partiremos à aventura, Britânicos e Europeus, nessa viagem chamada Brexit e que se apresenta como uma incógnita estrada repleta de enigmas.

Como se irá reformular o próprio Reino Unido, Escócia e Irlanda do norte, nesse puzzle em permanente discussão, por entre, os movimentos Nacionalistas e independentistas que se recusam a sair da U.E?

Como a Europa irá passar a dialogar com o UK e como será construída esta nova Era?

Questões que importarão, mais tarde, mas que neste momento de dolorosa separação terão de esperar esse primeiro pincelar de um triste final.

Seu you later...

My dear, Great Britain!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Hello Brexit... Bye Bye Reino “Unido”!

Filipe Vaz Correia, 13.12.19

 

Parece que os Conservadores, Boris Jonhson, venceram as eleições no Reino Unido, com um resultado estrondoso que os levará à maioria absoluta.

Segundo todas as projecções o Partido Trabalhista terá uma das maiores derrotas da sua História, o que não deverá surpreender tendo em conta o “espantalho” que se apresentava como líder de tão importante Partido.

Corbyn sempre demonstrou ser inapto para o cargo, nem sequer falo do cargo de Primeiro-Ministro, demonstrando nestas eleições, à saciedade, todas as incapacidades que prometia revelar.

Num contexto como o que existe no Reino Unido, onde estas eleições eram vistas como um novo referendo do Brexit, a derrota Trabalhista é o apontamento final a qualquer esperança de um eventual recuo na questão da saída do Reino Unido da União Europeia.

Não só de Brexit se tratava nestas eleições, pois estou absolutamente convicto que com estes resultados se decretou também o fim do Reino Unido, pelo menos, tal qual como o conhecemos...

A Escócia não irá aceitar esta saída do Reino Unido da União Europeia, o que com o aumento do número de deputados no Parlamento deste Partido Nacionalista, trará novamente à colação a discussão de um novo referendo para a Escócia.

Neste caso, Escocês, com as actuais premissas, não me admiraria se assistíssemos, em breve, ao primeiro desmembramento na “velha” ilha Britânica.

E a Irlanda do Norte?

Esse será outro problema para Boris Johnson resolver...

Com a tremenda instabilidade que estes resultados trarão a esta região, há muito, fustigada por contraditórias batalhas políticas e de fé, iremos poder acompanhar os desenvolvimentos sobre a fronteira entre as duas Irlandas.

Enfim...

Com este cenário sobrará a uma certeza:

Hello Brexit...

Bye Bye Reino Unido!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Boris Johnson: O Trump Britânico?

Filipe Vaz Correia, 23.07.19

 

Boris Johnson é o novo líder do Partido Conservador, assumindo amanhã a liderança do Governo Britânico.

Ora aqui está uma notícia desanimadora para aqueles que acreditam em política, ou melhor, numa forma de fazer política diferente, com substância e valores, com princípios e carácter.

Boris é um populista, um homem que já foi o mesmo e o seu contrário, várias vezes, em vários momentos, desmedidamente ao sabor do vento.

Boris é um fanfarrão trauliteiro, muito em voga nos dias que correm, mais amarrado aos gestos mediáticos do que às ideias, mais preso à luz das câmaras do que ao valor do pensamento.

Mas não será, hoje em dia, a política isto?

Talvez seja...

Para todos os que expressaram o seu desagrado para com Theresa May, nos quais me incluo, esperem pelo que aí vem.

Será, certamente, um tempo nublado por terras de Sua Majestade.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

A Louca Realidade De Um Interminável Brexit...

Filipe Vaz Correia, 24.06.19

 

Parece que Boris Johnson será a resposta do Partido Conservador à trapalhada que se vive na política Britânica.

Boris vs Corbyn numas futuras eleições?

Que escolha mais difícil, entre um louco despenteado, platinado L'Oréal, e o careca operário, a solução apresentada pelo Partido Trabalhista, ou seja, dois cromos de fraca qualidade num dilema desesperante.

Talvez uma fuga em massa de Ingleses rumo à pequena Escócia na esperança que este País faça um referendo, mais um, e desta vez se liberte das amarras de um interminável Brexit.

Quem sabe se a Rainha Isabel II não se junta a essa romaria de Emigrantes, ficando apenas como soberana Escocesa e restante Commonwealth, deixando para trás o circo montado por políticos medíocres, incapazes de gerir a louca realidade que iresponsavelmente criaram.

Nesse louco mundo "Brexiano", ficam as expectativas daqueles que vivendo neste turbilhão de incerteza e insegurança se entrelaçam na incógnita visão de um futuro, sem respostas ou soluções.

Assim se caminha, sem saber como Boris poderá dar esperança, ao mesmo tempo que sobra a incerta certeza de que Corbyn também não a trará.

Todos rumo à Escócia, enquanto as fronteiras são inexistentes.

Talvez a cosmopolita Londres se junte numa Independência, tentando o Brexit do próprio Brexit.

O que seria?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Europeias: O Início Do Fim?

Filipe Vaz Correia, 21.05.19

 

Os dias por esta Europa avistam-se cinzentos, por entre radicalismos e extremismos, cada vez mais anunciados nestas eleições no Velho Continente.

Há muito que a Europa e por consequência a União Europeia perdeu o rumo que prometia ser risonho aquando da sua fundação, perdidos por entre descontentamentos e dificuldades, manifestações e populismos.

Os Euro Cépticos ganham força e expressão nas sondagens que se afiguram como um retrato dos votos da população Europeia, desde a França até Itália, de Budapeste a Viena, de Espanha até Praga...

Tantos caminhos e lugares, todos eles submersos numa insatisfação guardada entre os efeitos de uma austeridade bacoca e o afastamento daqueles que sendo eleitos cada vez mais estão distantes daqueles que os elegeram.

Há décadas atrás, aquando da queda do Muro de Berlim, começava uma Era diferente nesta Irmandade das Nações Europeias e o projecto até então construído, via aparecer as primeiras brechas nesse destino sonhado.

A inclusão dos Países do bloco do Leste, atrasados em todos os sentidos em relação àqueles que já faziam parte da antiga CEE, vieram com a sua integração, mal preparada, acrescentar dificuldades que se tornaram gritantes forjas de sentimentos Nacionalistas, assim como, de uma crescente ideia de desagregação Europeia.

Por dentro, lentamente, aqueles Euro Cépticos eleitos foram criando uma retórica populista capaz de enfraquecer o espírito Europeu, coadjuvados por políticas de Austeridade que puniram as populações, incapazes de compreender as rupturas nesse futuro prometido.

O Tratado de Lisboa, como não recordar o trabalho do sempre nefasto José Sócrates, acabou por pressionar e acrescentar tensão ao já de si problema Europeu.

O Brexit foi apenas uma consequência desse labirinto de insatisfação.

O que nos espera nestas eleições Europeias é um maior número de representantes Cépticos em relação à construção Europeia, caminhando no sentido da sua implosão.

Este desabafo Canequiano reflecte o receio dos que acreditando num futuro de uma Europa Unida, se apercebem da cada vez menor capacidade deste projecto encontrar um porto seguro.

E podem acreditar que ninguém sairá bem deste ruir do projecto Europeu.

 

 

Filipe Vaz Correia