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Caneca de Letras

Caneca de Letras

11
Out20

“Eu Preciso Dizer Que Te Amo”

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Num tempo onde parece dificil usar essa palavra, amor, trazer este poema de Cazuza, feito numa tarde e cantado por Dé, Cazuza e Bebel Gilberto, simboliza um pedaço liberto de suspiro nesta Caneca de Letras...

E quantas destas letras foram sobre um dos maiores poetas que alguma vez tive o gosto de ler, ouvir, abraçar.

Cazuza...

O Mestre do amor.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

04
Set20

E Eu A Pensar Que A Justiça Em Portugal Era Lenta...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

O Supremo Tribunal Federal Brasileiro rejeitou o recurso pelo qual a Princesa Isabel de Orleans e Bragança pediu há 125 anos a devolução da propriedade do Palácio Guanabara, numa decisão contra a família Imperial.

125 anos?

Este processo teve início em 1895, sendo prosseguido pelos descendentes da Princesa após a sua morte em 1921.

A chegada da República ao Brasil levou a esta batalha com aquela que ficou conhecida como a Princesa Redentora pois foi dela a assinatura, na Lei Áurea, que em 1888 decretou a "abolição" da escravatura no Brasil.

No entanto, após mais de um século chega ao fim uma das mais longas batalhas jurídicas de que existe memória.

E eu a pensar que a Justiça em Portugal era lenta...

Afinal parece que não.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

02
Set20

Afinal... Os Veterinários É Que Sabem!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Parece que o que está a dar são Veterinários...

Está percebido porque razão andamos todos perdidos, sem pé, nesta crise pandémica que nos tem aprisionado a este pesadelo.

Os Países, toda a comunidade, têm apostado as suas fichas em médicos, cientistas, investigadores em geral para combater o Covid-19...

Errado.

Veterinários...

A solução são os veterinários pois esses estarão mais habilitados a coordenar e compreender esta indecifrável doença.

Jair Bolsonaro e a sua equipa Ministerial descobriu a solução que nos guiará à mirifica cura e que nos salvará.

Obrigado "Brasil".

Agora é só esperar para perceber se ficam por aqui ou lentamente Bolsonaro não ordenará a substituição, em todas as especialidades, de médicos por veterinários.

Pensando bem...

Bolsonaro conhece bem aqueles que nele votaram...

A tristeza é para os outros.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

01
Mai20

Ayrton De Senna... Do Brasil!

Filipe Vaz Correia

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Faz hoje, dia 1º de maio, 26 anos que morreu Ayrton de Senna...

Ayrton de Senna do BRASIL, era assim que gritava ao microfone da Globo o intemporal comentador Galvão Bueno, nesse misto de samba e emoção, de golo e meta, que de forma transcendente ligava Senna ao Automobilismo, ao Desporto, à sua Nação.

Senna não era do Brasil, era do mundo, por aqueles anos, talvez fosse mesmo o mundo para a grande maioria dos admiradores de Fórmula 1.

Nunca fiz parte desse rol, antes pelo contrário...

Eu era anti-Senna, sempre fui, desde os tempos em que corria no seu Lótus preto, debaixo de chuva nas curvas do Estoril, vencendo ali a sua primeira corrida no escalão maior do Automobilismo.

Recordo-me dessa corrida, a que assisti em casa de uns amigos de meus Pais, Senna vencia para alegria de Adriano Cerqueira e Domingos Piedade.

Desde esses tempos, sempre estive do outro lado...

Em primeiro lugar porque "adorava" Nelson Piquet e em segundo lugar porque aprendi a gostar daquele menino que revolucionaria a Fórmula 1 e se atreveria a enfrentar tudo e todos...

Michael Schumacher!

Nesse ano de 1994, que marca também o primeiro titulo mundial de Schumy, a Fórmula 1 e o mundo do desporto viveriam um dos seus momentos mais trágicos, essa partida e morte de um dos seus maiores.

Nessa corrida em Imola, que me recordo perfeitamente, Ayrton de Senna tentava reduzir o atraso que levava, no campeonato, para Schumacher, tentando assim resgatar essa posição de favorito que lhe era apontada, não só pelo seu talento absolutamente extraordinário mas também pelo facto de a Williams ser a mais poderosa "Scuderia" da época.

Nesse dia, quando observei o despiste de Senna, festejei, sorri e pensei:

- Vamos! - Força Schumy!

Mas rapidamente me sentei, silenciei aquela rivalidade trivial que apimenta o desporto e temi, temendo que algo mais sério pudesse estar para acontecer.

Não era difícil imaginar o pior quando na véspera havia morrido Roland Ratzenberger.

Fui para a sala onde o meu Pai via na televisão a mesma cena, o meu Pai adorava Ayrton de Senna,  olhei para o seu rosto, o seu olhar fixo na televisão,  aquele invisível arrepio na espinha.

No meio dos escombros Senna mexeu a cabeça, um pequeno esgar que, por um momento, me deu a certeza de que estava tudo bem...

Mas não.

Talvez aquele momento tenha sido o princípio desse anunciado fim, o suspirar da alma desbravando os últimos instantes desta vida terrena.

Senna morreu, partiu há 26 anos, deixando um rasto de tristeza no mundo inteiro, um silêncio calado, profundo, imenso.

Recordo-me de estar no colégio e todos, mesmo todos, seguirmos a chegada do corpo de Senna ao Rio de Janeiro, o seu percurso pelas ruas, a tristeza das gentes, a voz embargada de uma Nação.

Passaram 26 anos, tempos diferentes dos dias de hoje, onde já nem vejo Fórmula 1, um desporto onde os pilotos e o seu talento passaram a ser acessório.

Desde Schumacher que o meu interesse foi esboroando, desaparecendo.

Ayrton de Senna do Brasil como gritava Galvão Bueno partiu há muito tempo, num outro século, numa outra existência, sem YouTube ou Instagram, sem Twitter ou Facebook mas isso não o impediu de ser eterno, de ter marcado uma geração, uma Nação, tantos e tantos que por esse mundo a fora choraram, calaram, sem idades ou cores, credos ou pensamentos políticos.

Foi assim Ayrton de Senna, tão eterno como permite a memória Humana, passando de geração em geração como só os maiores de "Nós" ousaram conseguir.

 

Até sempre, Ayrton de Senna... do MUNDO!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

28
Abr20

Bolsonaro: Um Escroque No Poder!

Filipe Vaz Correia

BRASIL MOSTRA A TUA CARA

"Esta canção de Cazuza permanece imortal"



Às vezes parece que a estupidez Humana se torna ainda mais inverosímil quando transportada para a desenhada realidade que nos cerca.

O Brasil...

O belo e extraordinário Brasil.

Os dias que correm são de estupefacção para quem de fora olha para dentro, para as esventradas entranhas de tão fascinante Nação.

Senti aquando da eleição de Jair "Messias" Bolsonaro, só o Messias já não augurava nada de bom estando este Messias aliado à IURD, uma sensação de arrepio Histórico, uma presença de desmedida estupidez.

Sei bem o quão difícil deve ter sido para o Povo Brasileiro ter de optar entre os corruptos do costume (PT) e o anunciado homem "providencial" que chegava montado em frases populistas e chavões religiosos.

Não deve ter sido fácil...

Mas estava à vista de todos.

Bolsonaro subiu ao poder, a escadaria do Palácio da Alvorada, num respirar fundo e passo em frente de uma Nação rumo ao abismo.

Militares, Evangélicos e o lobby das armas...

Que amálgama tão jeitosa.

Tudo para correr mal...

Bolsonaro que não passa de um boçal rodeado de escroques, tomava as rédeas do Pais e entrelaçava a sua ignorância aos destinos de mais de 200 Milhões de pessoas.

Triste samba.

Durante esta Pandemia ficou patente aos olhos de quase todos, claro que Bolsonaro também tem a sua Guarda Pretoriana, os seus indefectíveis, a sua Juve Leo...

Ficou claro aos olhos de todos a fragilidade dos seus ocos discursos, daquela moralidade estupidificante amarrada aos Evangélicos, daqueles chavões trauliteiros próprios de homens das cavernas.

Tudo ruiu...

Tudo está a ruir.

E porquê?

Porque nem sempre o salto em frente se apresenta como solução, nem sempre o desespero pode ser combatido com os vendedores de banha da cobra ou com déspotas que prometem matar o inimigo, sem pensarmos que quando chegar a nossa vez ninguém estará para impedir o desequilíbrio daqueles a quem entregámos as chaves de um País.

No meio desta Pandemia, com números falseados e políticas indescritíveis, o Brasil vive agora uma tragédia política com as demissões de Mandetta e Moro, sendo que este último saiu estrondosamente, implodindo as bases do que sobrou do Governo Bolsonaro e consequentemente do Bolsonarismo.

Acho que por lá ainda consta o nome da "Viúva Porcina", estrela mediática deste Governo, no entanto, até Regina Duarte já dá sinais de desgaste e abandono.

O Brasil está carregado de suspeitas, a corrupção de sempre, que não mudou, de assassinatos e chantagens, por entre, os filhos do Presidente e o seu circulo mais privado.

Mas o que esperavam ao votar num escroque?

O que esperavam ao votar num ignorante?

E agora?

O PT não é solução, antes pelo contrário, aliás nunca o foi.

Quem poderá aparecer, quem poderia agarrar no legado do último estadista que o Brasil teve sentado no Palácio da Alvorada, Fernando Henrique Cardoso...

Quem?

Não sei como poderá o Brasil sair deste período dramático da sua História, por entre, o acelerar da Epidemia, a tragédia económica e a loucura política ou Governamental.

De uma coisa tenho a certeza...

Não será com demagogos e populistas como Bolsonaro e sua trupe.

Disso estou certo.

Boa sorte, Brasil!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

22
Abr20

O Tempo Não Pára... Ou As Doces Lágrimas De Um Poeta?

Filipe Vaz Correia

 

O tempo não pára...

Já aqui escrevi, tantas vezes, sobre essa inevitabilidade que é o percorrer do tempo, esse caminhar sem parar, abraço que aperta mais do que ama.

O TEMPO NÃO PÁRA!

A letra e música de Cazuza, poeta maior que aqui vos deixo em voz no Canecão 1988, pouco mais de um ano antes de morrer, é o despertar de um País, o alfinetar da consciência de sua geração, esse desesperado adeus a um ausente presente que jamais chegaria.

Naquele palco carregado de dor, ardor e compaixão, se entrelaçariam as letras de um povo, se reuniriam os poetas de um destino, se libertariam, em parte, os geniais instantes de um momento finito...

Tão finito quanto definitivamente dramático.

Nas linhas imperfeitas da poesia de Cazuza descobri o amor, aprendi a desencontrar a critica feroz da ternura disfarçada dos pequenos medíocres, desassombrei-me com os hipócritas no meio da multidão.

O poeta cru, destemperado, emocional e transparente...

Assim se traduzia cada verso da poesia de Cazuza, cada traço final da sua agonizante vida.

Morreu o poeta, entregue às cicatrizes da sua maldição, ao mesmo tempo que se tornou eterno, eternamente guardado nas histórias de um povo, na alma de todos, no "pequeno" sentir deste que vos escreve.

O que diria Cazuza da Pandemia?

De Bolsonaro?

Se calhar para a desprendida poesia de um inquieto poeta, a verdadeira pandemia se realiza a cada palavra de Bolsonaro, em cada aparição de uma visão boçal...

Se calhar?

Obrigado Cazuza.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

17
Abr20

O Medo Que Alimenta Os Ignorantes (Ou Vice Versa)

Filipe Vaz Correia

 

Neste dia descobri que num qualquer prédio em Espanha, uma médica viu o seu carro vandalizado pelos seus vizinhos, pelo singelo facto de ir a casa após as suas horas de trabalho, na linha da frente desta batalha...

"Rata Contagiosa"

Foram estas as palavras que foram escritas no carro da médica, na garagem do seu prédio, por um ou mais medíocres que apoderados pelo medo e pela sua ignorância, extravasaram assim o reflexo da sua pequenez.

Não é o primeiro caso e não será, infelizmente, o último.

Desde a jovem que trabalha nos supermercados até aos médicos que lutam por todos nós, este egoísmo em forma de barbaridade, transparece um pedaço dos Homens que habitam entre nós, Sociedade, e que em momentos como este revelam a essência de suas almas.

Parece que estes casos têm aumentado por terras Espanholas, não sendo atitudes exclusivas de "neutros hermanos", mas que definem, sem hesitação, a grande epidemia que se esconde em tempos como este...

A ignorância e mesquinhez de alguns.

Que atitude esperar de gente como estes vizinhos, se por alguma razão se instalar a ideia que os velhos serão, ainda mais, potenciais factores de risco?

Para eles mesmos e para os outros?

Neste prédio, na impunidade de uma qualquer reunião de condomínio, certamente se aprovaria que fossem prontamente despejados e se por acaso levantassem objecções, medidas mais severas se poderiam implementar.

O mundo avança, felizmente, com muitos casos que contrariam estes episódios, esta miséria cobarde que amiúde nos invade através destes relatos carregados de tristeza e surrealismo.

Num dia em que desapareceram Rubem Fonseca e Luís Sepúlveda, quando a beleza da escrita e da cortante imaginação fica mais pobre, convém acentuar o perigo da ignorância, da boçalidade encapotada, nos gestos de poucos mas disfarçadamente submersa na tímida vontade de muitos.

Convém não esquecer...

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

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