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Caneca de Letras

Caneca de Letras

19
Jul19

Trump E Bolsonaro: Embaixadores Para A Troca!

Filipe Vaz Correia

 

Bolsonaro quer colocar o seu filho como Embaixador do Brasil nos Estados Unidos...

Donald Trump quer colocar o seu filho como Embaixador Americano no Brasil.

Qual é o problema?

Em primeiro lugar nós, Portugueses, deveríamos ser proibidos de nos pronunciarmos sobre casos de family gate, no entanto, é tentador o tema...

Julgo que este intercâmbio é previsível, tendo em conta os intervenientes, compreensível tendo em conta os valores regentes na estrutura, hoje, existente nesses países.

Tenhamos como exemplo o genro de Trump e o seu papel no panorama Israel-Palestina, com a sua impreparação para o cargo como pano de fundo.

São novos tempos, tempos inesperadamente inspiradores no palco político Mundial, sendo que não podemos deixar de salientar cada pedaço desta trama, cada sinal prepotente de faustosos "ditadores".

Trump e Bolsonaro são pavões impreparados, inquisidores sem causa, capazes de se aproveitarem dos seus cargos para usufruto pessoal...

Para eles e para os seus.

As sociedades que os sustentam terão de compreender este facto para que possam desmascarar o que se esconde por trás destes homens.

Poderá demorar algum tempo mas casos como estes, ajudarão a desmascarar as estruturas que sustentam estes políticos.

Enfim...

Quem quer ser o próximo Embaixador?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

11
Jun19

Brasil: Nem Política, Nem Justiça!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Por cá andamos entretidos com a chegada de Jorge Jesus a terras Brasileiras, no entanto, por lá novidades preocupantes ganham força e tornam-se conhecidas do grande público.

Por estes dias foram reveladas mensagens trocadas entre o Procurador e o Juiz encarregues da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol e Sérgio Moro, actual Ministro da Justiça.

Sinceramente não é algo que me surpreenda, pois como já aqui várias vezes escrevi, tenho absoluta aversão a Juízes providenciais ou a Justiceiros populares.

Sei bem que num tempo de grande revolta e desencanto em vários pontos deste nosso globo, as sociedades e os seus cidadãos tendem em buscar na individualidade "divina", vulgo Homem Providencial, a resposta para combater as injustiças sentidas pelo "Povo".

Normalmente dá errado.

Não tenho dúvidas, convicção sustentada pelas peças jornalísticas saídas do processo, que Lula da Silva é culpado de corrupção, que a política Brasileira está apodrecida e envolvida em casos escandalosos, condenáveis não só criminalmente, como moralmente.

No entanto, a base de uma justiça saudável e confiável é a Imparcialidade do seu julgamento, o assegurar que todos, sem excepção, poderão contar com um tratamento irrepreensível da parte do julgador...

Aqui reside o problema da questão, Sérgio Moro já tinha dado indícios da sua extrema parcialidade neste caso da Lava Jato, já tinha dado sinais da sua pretensão política, aceitando entrar para o jogo político tendo sido ele parte efectiva nesse mesmo jogo que levou à eleição de Bolsonaro.

As mensagens reveladas por estes dias, expressam não só uma relação perigosa entre Juiz e Procurador, como também demonstram uma participação quase tutorial da parte do Juiz em relação ao Procurador, o que desvirtua completamente a noção isenta de Justiça.

Mais uma vez, nada que me surpreenda, apenas me indigne, pois estas pessoas nesse arrombo justicialista não se apercebem que mais do que deter um político corrupto, elas acabam por desvalorizar a sentença que o condena.

Aos olhos de quem vê este triste espectáculo, apenas a preocupante sensação de que ninguém está bem neste retrato...

Nem os corruptos que corroem as instituições políticas, nem aqueles que os deveriam julgar imparcialmente, acabando por ser cúmplices na construção de uma profunda desconfiança no sistema judicial.

E quando nem o poder político, nem o poder judicial dão respostas dignas aos anseios de uma sociedade, abrem alas para o Caos...

E do Caos nasce sempre o conflito.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

29
Out18

A Direita Brasileira... Morreu?

Filipe Vaz Correia

 

A Direita Brasileira morreu?

Esta pergunta é a que mais me inquieta quando olho para o espectro Partidário no Brasil, seja, por ser essa a minha base de partida, seja, por acreditar piamente que sem uma Direita capaz, forte e interventiva não se poderá esperar uma alternativa Democrática saudável.

Muitas foram as razões para as pessoas votarem em Jair Bolsonaro, nenhuma delas, do meu ponto de vista, aceitável, tendo em conta o discurso e a forma escolhida por tão populista candidato...

Porém, convém aprender com os erros e certamente enxergar para além da Insegurança, Corrupção e afins que marcam as justificativas que se ouvem, por estes dias, para catalogar este fenómeno.

Não menosprezando todos esses argumentos, antes pelo contrário, as causas para tamanho terramoto político no Brasil, prendem-se, também, com o desaparecimento de figuras credíveis, dentro do espaço do Centro-Direita Brasileiro, alternativas capazes de se apresentarem como uma esperança ao eleitor, uma esperança moderada, capaz de encontrar e oferecer um rumo, baseado em políticas credíveis e seguras.

Aécio Neves, ficou a poucos pontos percentuais de Dilma Rossef, nas últimas eleições, fazendo todo o sentido que ele ou alguém do PSDB, pudesse aparecer como alternativa neste processo eleitoral, retirando espaço e reduzindo as hipóteses do surgimento de um qualquer populista "salvador da pátria".

O problema é que durante o processo Lava-Jato, destituição de Dilma Rossef, a Direita Tradicional Brasileira cometeu o seu Hara-Kiri particular, ou seja, suicidou a sua credibilidade ao mesmo tempo que o PT, extrema esquerda, implodia.

Todo o sistema Partidário Brasileiro explodiu, levando com ele os alicerces fundamentais de um Estado de Direito, que servem para o salvaguardar de pseudos milagreiros com soluções Bíblicas como programa político.

Sendo assim e entregues ao seu desespero, muitos Brasileiros, acreditaram que só uma solução extrema os poderia salvar, desse lamaçal que se havia transformado o seu planeta político.

Nestes tempos de radicalização, somente Sociedades com Instituições fortes e educacionalmente preparadas, conseguem sobreviver e não sucumbir, diante da mirifica imagem do "homem" providencial...

E o Brasil não sobreviveu.

Podemos encontrar diversos culpados para esse passado que guiou os destinos da Nação até esse lugar, meio sombrio, com laivos de "Inquisição", no entanto, penso ser melhor olhar para o Futuro e tentar vislumbrar uma solução que possa se apresentar como a alternativa, para esse amanhã que se espera chegar...

E esse caminho não será feito com o PT, com esse pedaço de Lula da Silva, submerso em corrupção e escândalos.

Por isso é urgente que a Direita Brasileira se afaste de Bolsonaro, assim como, do PT e busque criar uma esperança alternativa, como novo Rumo deste Brasil...

Com tradição, conservadora, economicamente pujante e reformadora do Estado Social e Educacional...

Mas sempre com respeito pelos Direitos Humanos, abraçando a "modernidade" de valores, como um bem adquirido da Civilização.

Boa sorte...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

29
Out18

Brasil: A Vitória Do Caos...

Filipe Vaz Correia

 

Jair Bolsonaro venceu as eleições, sendo assim, o 38º Presidente do Brasil...

E quem perdeu?

Quem perdeu foi esse Brasil que aprendi a amar.

Venceu a intolerância, a misoginia, a homofobia, o racismo, o autoritarismo, a boçalidade, o preconceito em geral...

Venceu também o "Deus" de Bolsonaro e a sua Bíblia em primeiro lugar.

Em segundo lugar a suposta Constituição que ao seu lado se encontrava, no discurso de vitória, certamente, estripada de algumas páginas fundamentais e a Biografia de Churchill...

Ali estava a Biografia daquele que lutou contra o Nazismo.

Haja "Sacrilégio".

Se a virada tivesse ocorrido, venceria a corrupção, a demagogia de esquerda que tomou conta, durante mais de uma década, do Brasil.

Venceria a suspeita de uma impunidade que poderia salvar Lula da Silva, um passado demagogo, principal responsável pela eleição do senhor Bolsonaro.

Essencialmente venceu o Caos, nestas eleições do Brasil, pois se nada irá ficar igual, depois da eleição de Jair Bolsonaro, também não tenho dúvidas que quem nele hoje votou, lhe irá exigir, de forma intolerante, os demagógicos resultados que tanto prometeu.

"Deus", "Deus" e "Deus", denominador comum nos discursos do novo Presidente Brasileiro, entrou definitivamente na política Brasileira, elevando assim para um patamar transcendental esse destino de uma Nação.

Nas ruas, estarão plasmados os rostos de um Brasil em ferida, num caminho de espinhos tropicais que não irá ter recuo.

O Brasil suicidou-se, amarrado a um discurso agressivo e trauliteiro, preso por entre corruptos e intolerantes.

Sobra-me, assim, a tristeza por esses PSDB, PDT e outros tantos partidos, que ao longo do tempo se demitiram do seu papel político, em nome de interesses maiores...

Maiores do que o País, do destino e do futuro.

E agora lidarão com as populistas consequências dos seus desmandos.

No Brasil não existirá Direita ou Esquerda, mas sim Bolsonaro ou o Anti-Bolsonaro, o mito ou os seus detractores.

O Caos acabará por chegar, com essa intolerância descrita em cada discurso, em cada pedaço de pensamento, de uma maioria desesperada por um Brasil maior.

Este Brasil que zurze por justiça...

Justiça moral e religiosa como garante do seu pensamento, enquanto, Sociedade.

O caos como modo de vida.

E o Caos...

Nunca é boa escolha.

 

 

 Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

24
Out18

"Deus" E O Populismo...

Filipe Vaz Correia

 

Partindo das eleições Brasileiras para uma reflexão mais alargada, vou discorrendo sobre esta inusitada ligação entre Deus e o Populismo Radical.

Deixo aqui bem claro que não atribuo culpa alguma, nesta relação, a Deus mas sim àqueles que se aproveitam da Sua mensagem, usando a frustração presente em Milhões para capitalizar votos e com isso chegarem ao poder...

Esta nota parece de somenos mas para mim é relevante manter este respeito pelo Divino, não vá...

Bem.

Em primeiro lugar, não esquecer a principal razão para Bolsonaro seguir com esta vantagem nas eleições do Brasil...

Quase duas décadas de poder do PT, repletos anos de corrupção envolvendo quase todo o espectro político Brasileiro, permitindo assim terreno para o aparecimento de um qualquer Salvador da Pátria.

No entanto, a presença de "Deus" tornou-se evidentemente crucial, com o peso crescente das Igrejas Evangélicas, Iurd na frente, tomando os votos dos seus Milhões de fiéis como garantia de um desequilibrar da balança.

Numa reportagem da SIC, uma fiel à saída do Templo de Salomão, em São Paulo, gritava as suas razões para votar em Bolsonaro:

Porque tinha sido indicado pelo Bispo Edir Macedo...

"Homem que a tinha retirado da droga e do pecado!"

Transformando-a assim, num Ser acéfalo, incapaz de raciocinar por si mesma.

Esta segunda parte é claramente um pensamento meu...

Se olharmos para os Estados Unidos e para o discurso de Trump, as palavras bíblicas e o peso dos Mormons, Baptistas, Pentecostais, não poderemos deixar de, também ali, reparar neste peso desmedido destas religiões no acto político.

Poderemos ir mais longe...

A forma como Chavez manipulava a sua relação com "Deus", para acrescentar credibilidade ao seu discurso, acto aliás continuado nesta anarquia reinante de Maduro.

A demissão durante décadas da Igreja Católica, em muitos deste lugares, com principal incidência no Brasil, não pode deixar de ser aqui relevada, no desmesurado ganho de influência destas "supostas" religiões.

Num patamar mais extremado, não esquecer o papel do radicalismo Islâmico, no transformar das Sociedades Muçulmanas que foram perdendo com o passar dos anos, uma certa laicidade que as marcava, submersas em anos de conflitos e repressão.

Basta olhar para os anos 60 no Irão, Líbano ou até a Arábia Saudita.

A mensagem de "Deus" que deveria ser a de Amor, é usada para disseminar o Ódio, discriminação, encontrando eco numa mistura de sentimentos muito em voga por esse mundo a fora...

Frustração, desespero, ressabianço, insegurança, preconceito, etc...

Na construção de um mundo melhor, parece que estamos encurralados nesta espécie de ignorância, entrelaçada com a vontade de dividir, ao invés, de agregar, o que perspectiva todos estes cenários assustadores em alguns pontos do planeta.

Resta olhar para "Deus" e esperar que o tempo possa desarmar esta ligação entre o Divino e o Populismo Radical.

Mas sem Educação....

É difícil.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

19
Out18

Brasil: Onde Anda Você?

Filipe Vaz Correia

 

Suspeitas de caixa 2 invadem a segunda volta das eleições no Brasil...

Parece que Bolsonaro viu a sua campanha impulsionada por "fake news", provenientes de donativos de grandes empresas que serviriam para através do Watshapp influenciar Milhões de pessoas, com mentiras e factos inventados.

Esse dinheiro, vulgo caixa 2, poderá tramar Bolsonaro, segundo avança a reportagem do Folha de São Paulo, pois no Brasil este tipo de donativos são proibidos, dando assim dimensão às queixas apresentadas por Haddad e Ciro Gomes, reivindicando a impugnação da Candidatura do PSL.

Nada disto parece estranho, pois falamos do Brasil.

De uma coisa estou certo:

Bolsonaro é um verdadeiro boçal, uma espécie de Nazi "popularucho", não sendo, na minha opinião, menos cúmplice do Sistema do que tantos outros antes dele, excepção feita a Fernando Henrique Cardoso.

No seu longo trajecto de mais 25 anos no Congresso, não apresentou uma única proposta de lei, uma pequena iniciativa legislativa, passeando como outro qualquer, por aqueles corredores impregnados de corruptos.

Aliás, observando estas últimas acções de campanha, Bolsonaro fez-me recordar Collor de Mello, por um momento, um segundo...

Recordei-me de Collor.

E assim, mesmo antes de ganhar, já o querem impugnar...

O mais engraçado, se é possível ter alguma graça, o que se passa nas terras desse "nosso" Brasil, é que quem o acusa é tão ou mais corrupto do que ele, foi tão ou mais cúmplice dessa nefasta corrupção.

Corruptos caçando corruptos, canalhas perseguindo canalhas, num mistério sem fim que vai corroendo a Sociedade Brasileira.

Triste destino, triste samba, pois o fado Lusitano fica deste lado do Atlântico.

Neste entrelaçar musical deixo aqui o meu novo encantamento, voando por entre a voz e a letra, numa mistura de John Lennon e Caetano Veloso...

Tim Bernardes.

Não... Paralelas... A mais velha História do mundo... Tanto Faz... Não espero mais...

Poesia misturada com uma voz deslumbrante, um piano sonhador.

Por um instante, pareceu-me "pressentir" a letra de Vinicius ou "Onde Anda você".

Ai como este Brasil merecia tudo melhor...

Tão melhor.

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

02
Out18

A IURD e o Seu "Messias"...

Filipe Vaz Correia

 

O líder da IURD deu o seu apoio a Jair Messias Bolsonaro...

Messias?

Só mesmo assim para Edir Macedo se sentir perto de algum Messias.

Perdoai-me Meu Deus por tamanha blasfémia mas não pude evitar tão previsível graçola.

No entanto, não podemos deixar de registar este apoio dado pelo líder desta poderosa Seita, perdão Igreja, com os seus Milhões de fiéis.

Mas o que poderíamos esperar de alguém que se entreteve durante décadas, a raptar criancinhas para as entregar à sua família e bispos, numa espécie de "brincadeira" de Papás e Mamãs.

Bolsonaro é detentor de ideias e frases pouco condizentes com a palavra do "Senhor", se quisermos entrar pelo lado litúrgico da coisa, como por exemplo:

" A esterilização dos pobres."

" Tive quatro filhos e ao quinto fraquejei, nasceu a minha filha."

" Só não estupro você, pois a Senhora Deputada é feia e não merece."

" O erro da Ditadura foi torturar em vez de matar."

"  É preferível um filho meu morrer num desastre do que entrar em casa com um bigodudo."

Pérolas recheadas de preconceito, boçalidade e discriminação que certamente se afiguram coadunantes com a mensagem de "Deus"...

Mais uma vez penitencio-me.

É neste lamaçal de corrupção, crápulas, pseudos Messias e vendedores da banha da cobra que está submerso esse imenso Brasil, o mesmo cantado por Cazuza ou Caetano, por Roberto Carlos ou Elis Regina, nos pés de Péle ou Garincha, nas letras de Drummond de Andrade ou Vinicius de Moraes, na pena desenhada de Óscar Niemeyer.

É esse mesmo Brasil que sorri a cada graça de Jô Soares ou da genialidade da Porta dos Fundos...

Esse mesmo Brasil que tantos, como eu, aprenderam a amar.

Nesta mistura repleta de degredo Humano ou político, resta-nos esperar que ganhe o mal menor...

E esse não será, certamente, Jair Bolsonaro.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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