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Caneca de Letras

Caneca de Letras

26
Jun19

Não Aceitamos Lições Sobre Corrupção!

Filipe Vaz Correia

 

O Conselho da Europa acusou o Estado Português de ser um dos mais coniventes com a corrupção, não tendo cumprido 73% das medidas recomendas.

Ora isto é uma vergonhosa perseguição.

Parece que estamos a descrever um Estado corrupto, repleto de casos de corrupção.

Será que escrevem esse relatório somente porque pende sobre um anterior Primeiro-Ministro acusações gravíssimas de corrupção e branqueamento de capitais ou um Banqueiro, o mais proeminente do País, estar a braços com um alegado escândalo de corrupção, tendo levado à falência um dos maiores bancos do sistema...

Ou até por outros Banqueiros que tiveram o mesmo comportamento, acompanhados de geniais gestores, o magnífico Bava ou o conceituado Granadeiro, que contribuíram para a destruição de uma das maiores empresas nacionais, a PT.

Até um Procurador da Républica já foi condenado.

E nas autarquias?

Bem nesse caso, terei de escrever de forma genérica, tendo em conta que neste momento quase que poderíamos realizar um encontro nacional Autárquico, numa sala de tribunal, tantos que são os autarcas acusados ou detidos por corrupção.

E no futebol?

Na administração pública?

Nas operações furacão e afins?

Até sucateiros...

Até no lixo e sucata se corrompe, por meros robalos, certamente suculentos e saborosos.

Sinceramente este Conselho Europeu deve desconhecer a realidade intransigente do Estado Português em relação a actos corruptos, sendo esta a base de tão inusitado relatório.

Certamente, por ignorância, desconhecem a história da supervisão ou regulação Portuguesa, esse Histórico que tem por referência esse baluarte de rigor e sapiência...

Senhores, nós tivemos como Presidente do Banco de Portugal o Prof. DR. Vítor Constâncio e só por esse motivo não aceitamos lições de anti-corrupção de ninguém.

Espero que se penitenciem por incompreensível injustiça.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

14
Jun19

Uma Cabala Contra Constâncio?

Filipe Vaz Correia

 

Todos a perseguir Vítor Constâncio, num espectáculo vergonhoso em praça pública.

O anterior Governador do Banco de Portugal está na boca do Povo, vítima de manchetes sem fim, diárias, caluniando o seu bom nome e a sua idoneidade.

Meu caro Vítor, estou solidário consigo.

Afirmam que o senhor esteve em reuniões que afinal não esteve, estava certamente ocupado num outro assunto, insistem que aprovou créditos que não poderia aprovar, alfinetam ainda o doto Vítor sobre omissões e incongruências que este está exausto de tentar explicar.

Como poderia o "nosso" Constâncio desconfiar do "Comendador" Berardo, quando este se pavoneava por este País, como estrela maior nos idos de 2006?

Como poderia Constâncio vigiar com tão parcos recursos?

Como lidaria o anterior Governador contra leis e afins que o impossibilitavam de proibir contratos já efectuados?

Poderia Vítor Constâncio fazer melhor?

Claro que não!

Esta tamanha má vontade, de tantos ou quase todos, em relação a Constâncio, só pode ter sustentação numa cabala vergonhosa, numa tentativa de denegrir um profissional com tão bom nome por este País a fora.

Constâncio nada soube, nada ouviu, nada pode fazer...

Ou ninguém acredita na palavra do Senhor Doutor Professor?

Meus caros amigos, façam um esforço e tentem acreditar nas cândidas explicações do Ex-Governador, mesmo que vos cheire a flagelada incompetência, a imponente trafulhice...

Melhor do que esta gritante tristeza, somente escolher Filipe Pinhal, condenado enquanto Banqueiro, para desmascarar um seu igual.

Estamos e continuamos bem entregues.

Enfim...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

06
Jan17

Novo Ano, Novo Banco, Velha História...

Filipe Vaz Correia

 

Tudo começou quando Ricardo Salgado se dirigiu a São Bento, para pedir a Passos Coelho, 2 Mil Milhões de Euros para salvar o BES de uma crise que se tornaria num pesadelo para o antigo Presidente daquele banco...

Passos Coelho rejeitou e já tivemos de injectar no antigo BES mais de 4 Mil Milhões de euros.

Depois disso descobriram-se as fraudes, as imparidades e a promiscuidade entre o Grupo Espírito Santo e o Banco Espírito Santo, sob o comando de Ricardo Salgado.

Mais tarde entra em campo o Banco de Portugal e dá-se a intervenção do regulador para a resolução do BES, numa solução nunca experimentada antes em outro país e que se revelaria absolutamente catastrófica.

Esta solução tinha como principal instrumento a venda no curto prazo e o reembolso do Estado daquele dinheiro que injectara naquela instiuição financeira.

O BES seria dividido em dois, o Banco bom com todos os activos valiosos e o Banco mau que serviria para armazenar os activos tóxicos resultantes do escândalo de fraudes que rebentára no Grupo Espírito Santo.

Iriam chover candidatos, com propostas valiosas e o processo seria um estrondoso sucesso...

Não!

Para começar como é que se escolhe este nome, para este novo banco?

Novo Banco...

Que falta de imaginação!

Poderia ser Verde Banco, uma côr de esperança...

Ou Doce Banco, com o Slogan:

O Salgado já passou!

Ou mesmo CR Banco e aproveitavam-se os anúncios já pagos com o Cristiano Ronaldo e a Dona Inércia para promover a instituição.

Agora Novo Banco?

Mais, ficámos hoje a saber que o Novo banco, ou seja o banco bom, continua a conter activos tóxicos que afinal não foram retirados na altura, para o Banco mau...

Inexplicável o apurado sentido de incompetência que domina o Banco de Portugal e o Fundo de Resolução neste processo.

Para finalizar soube-se também hoje, que a proposta indicada por esses iluminados que lideram este processo, pertence a um fundo abutre, Lone Star, que certamente caso fosse o vencedor, facilmente desmembraria o Novo Banco e vendê-lo-ia aos pedaços para capitalizar o seu investimento.

E ainda para mais, oferecem apenas perto de 750 Milhões de euros, pedindo garantias do Estado de 2.5 Mil Milhões de euros.

Só para rir...

O Antigo BES ou Novo Banco, tem uma importância fundamental na nossa economia, sendo mesmo aquele que mais apoia as pequenas e média empresas neste país e o seu desaparecimento seria absolutamente aterrorizador para a economia nacional.

Assim esta tese que hoje comecei a ouvir, defendida por muitas pessoas, da nacionalização do banco para reestruturá-lo e mais tarde ver compensado todo o investimento que os contribuintes nele depositaram, poderá ser o caminho mais acertado.

Quero deixar bem claro, que sou um leigo nesta matéria, o que julgo me tornará muito próximo, dos senhores que lideram ou lideraram este processo, Carlos Costa, Sérgio Monteiro, Maria Luis Albuquerque, Passos Coelho, entre outros... 

Sou ideológicamente contra Nacionalizações, mas admito que não me parece existir outra solução.

Por isso, que a sorte esteja do nosso lado, porque nesta história é o que parece nos restar...

 

Filipe Vaz Correia

 

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