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Caneca de Letras

Caneca de Letras

14
Set19

Contraditórias Palavras...

Filipe Vaz Correia

 

São contraditórias as palavras;

Meio enraizadas,

Nessa expressão maior,

Misturada dor,

Que se entrelaça na ardente expiação,

Dessa pequena emoção,

Outrora ferida,

E que agora se transformou em recordação perdida,

De uma desassossegada alma.

 

Já não grita a amargura;

Nem a desventurada desdita,

Essa amargurada aventura,

Perdidamente descrita,

Por entre letras soletradas,

Palavras inacabadas,

Momentos infinitos...

 

Um dia voarei;

De asas abertas,

Rumo a esse horizonte,

Que perpetuamente desnudado,

Se definirá como eterno,

Eternamente melodioso...

 

Melodiosamente único.

 

 

01
Nov17

Caneca de Letras: Um Ano Depois!

Filipe Vaz Correia

 

Um ano depois...

Precisamente há um ano, comecei esta aventura a que chamei de Caneca de Letras, um pedaço de mim em forma de blog, mistura de opiniões e desabafos, de contos e poemas, de lágrimas e alma.

Um ano de linhas e palavras, post diários, quase sem falhas, sem obrigação apenas dedicação, vontade intrínseca ou compulsiva de escrever e partilhar.

Escrever é uma parte significativa de mim, uma espécie de lado lunar da alma, de bater descompassado do pensamento.

Comecei a medo, sem saber como fazer ou o que escrever...

Em primeiro lugar, quero agradecer a toda a equipa do Sapo, pelo carinho e atenção que sempre deles senti, pelos destaques, pela experiência única de me sentir apreciado, acarinhado.

Ao longo deste ano, muitas foram as pessoas que marcaram este espaço, muitas aquelas que não conhecendo as senti como minhas...

O primeiro favorito, Does a Name Matter, os primeiros comentários da minha querida Roxie, do meu querido Anjinho ou do sempre presente Anónimo em Lisboa. 

O tempo passou e a família do Caneca de Letras foi crescendo, foram chegando novas pessoas, refrescantes opiniões, repetidas visitas:

O Último Fecha a Porta, Robinson Kanes, Ventania, A Desconhecida, Mami, Cheia, Beia Folques, A Rapariga Do Autocarro, Sérgio Ambrósio, David Marinho, MJ, Andreia, Terminatora, A Lady, Travellight World, Pedro Rodrigues, Malik e tantos outros.

Um ano de encontros e reencontros, de gentes e gestos, de memórias e desejos.

Sempre guardei para mim o que me ditava a alma, envergonhada maneira de me expressar...

Ao expor a minha escrita nesta Caneca, acabei por desnudar essa vergonha que asfixiava a minha inquieta vontade de dar asas à imaginação.

Um ano...

Um ano de amizade, velhos reencontros, histórias perdidas, pedaços de vidas que já me havia esquecido.

Um agradecimento especial  a um dos meus mais fiéis leitores:

O meu Tio Jaime.

Por fim, mas certamente a parte mais importante, agradecer a infinita paciência da minha querida mulher, que vezes sem conta, ouve atentamente poesias ou prosas, antes de as publicar...

Repetidamente, vezes sem conta.

Obrigado a todos e que venha mais um ano desta Caneca, impregnada de sonhos e Letras.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

03
Jan17

Carinho de Mãe...

Filipe Vaz Correia

 

Vejo agora, as faces da minha meninice;

O olhar, a ternura, a expressão,

O cantinho de cada traquinice,

Própria de um livre coração...

 

Nada me escurecia a alma;

Esplendorosa parecia a minha mente,

Pois apenas o carinho e a calma,

Recebi desde o ventre...

 

Lugar esse que busquei toda a vida;

Por preguiça ou segurança,

Mas sempre de forma sentida,

Sentindo essa perdida esperança...

 

O menino de sua mãe;

Perdeu o seu abrigo,

Escapou-lhe aquela lágrima,

Sobrou-lhe o medo antigo...

 

Ninguém poderá pedir;

Que o meu coração pare de chorar,

E que deixe de sentir,

A falta do teu lugar...

 

Todas as noites olho para o céu;

À procura de um sinal,

Que por detrás daquele véu,

Descubra um teu postal...

 

Que perdido me senti;

Ao ver-te desaparecer,

Restando-me te descrever,

Até esse dia em que morrer...

 

Assim irei continuar;

Poema atrás de poema,

A celebrar o teu amar,

A decifrar o teu teorema...

 

Obrigado com ternura;

É o que sempre te irei dizer,

Por me guiares nesta aventura,

Que sem ti, é viver!

 

01
Nov16

Era uma vez...

Filipe Vaz Correia

Era uma vez um blog, chamado Caneca de letras...

Uma vontade imensa de escrever, de soltar a minha alma na ponta da minha caneta...

Ou melhor, do meu teclado.

Este blog falará de poesia, prosa, pequenos contos ou aventuras, crónicas e opiniões, sobre qualquer tema que entenda pertinente.

Não terá limites ou barreiras, tentando chegar a todos aqueles que comigo partilhem este espaço.

Será um espelho dos meus anseios, dúvidas, reflexões mas também daqueles que comigo se cruzam nesta caminhada chamada vida e que de uma maneira ou de outra, acabam polvilhando a minha imaginação, a minha curiosidade.

Espero que em algum momento possa surpreender quem aqui chegue, alcançando com as minhas palavras um pedaço de vós.

Obrigado.

Filipe Vaz Correia

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