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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Auschwitz: “Um Poema Para José Rodrigues Dos Santos”

Filipe Vaz Correia, 10.12.20

 

 

 

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Atrás desses portões;

Onde se escondeu tanto sofrimento,

Tantas mortes sem caixões,

Servindo de ensinamento,

A um mundo de interrogações,

Espelhados nesse tempo...

 

Em cada gota de chuva;

Caindo desse céu,

Fica uma lágrima por chorar,

Por aqueles que nessa história,

Acabaram por deixar,

Uma vida por cumprir...

 

Nesse pedaço de terra;

Naquele cheiro a morte,

Essas memórias que encerram,

Tantas vidas sem sorte,

Às mãos de um malfadado destino...

 

Chaminés sempre a queimar;

Meninas e meninos gaseados,

Almas a escapar,

Por entre o fumo, desse passado,

Daquele presente a recordar,

Para que nunca mais seja tentado...

 

E assim, importa voltar a dizer;

Que foi verdade, tamanho horror,

Para que ninguém se atreva a esquecer,

Aqueles esqueletos, aquela dor...

 

Aqueles uniformes às riscas!

 

 

 

 

Auschwitz...

Filipe Vaz Correia, 28.01.17

 

Atrás desses portões;

Onde se escondeu tanto sofrimento,

Tantas mortes sem caixões,

Servindo de ensinamento,

A um mundo de interrogações,

Espelhados nesse tempo...

 

Em cada gota de chuva;

Caindo desse céu,

Fica uma lágrima por chorar,

Por aqueles que nessa história,

Acabaram por deixar,

Uma vida por cumprir...

 

Nesse pedaço de terra;

Naquele cheiro a morte,

Essas memórias que encerram,

Tantas vidas sem sorte,

Às mãos de um malfadado destino...

 

Chaminés sempre a queimar;

Meninas e meninos gaseados,

Almas a escapar,

Por entre o fumo, desse passado,

Daquele presente a recordar,

Para que nunca mais seja tentado...

 

E assim, importa voltar a dizer;

Que foi verdade, tamanho horror,

Para que ninguém se atreva a esquecer,

Aqueles esqueletos, aquela dor,

Aqueles uniformes às riscas!