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Caneca de Letras

Caneca de Letras

António Costa: O “Chavez” De Matosinhos…

Filipe Vaz Correia, 21.09.21

 

 

 

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Quando oiço um Presidente ou um Primeiro Ministro a querer dar lições exemplares a empresas privadas não consigo deixar de me recordar de Hugo Chavez e dos seus anos de nacionalizações das indústrias petrolíferas venezuelanas...

E que excelente exemplo foi esse.

António Costa imbuído por uma tentação eleitoralista tem percorrido o País a prometer dinheiro europeu, a sua tão estimada bazuca, tentando convencer e aliciar as pessoas, de forma pouco ética, a votar no seu PS.

Talvez por isso, perdendo todo o senso do ridículo, tenha em Matosinhos atravessado uma linha de decência que se afigura perigosa.

Por mais duvidosa ou até discutível que a medida da Galp possa ser, encerrar a refinaria de Matosinhos, nada justifica a intromissão, ameaça, do Primeiro Ministro, num tom absolutamente soviético e inusitado...

Ameaçar uma empresa cotada em bolsa, privada na sua maioria de capital, com uma lição exemplar que sirva também para futuros empresários extrapola tudo o que possa ser admissível.

Volto a referir que nos leva aos tempos de Chavez na Venezuela, a estilos e ideias bafientas de um exercício ditatorial de poder.

O PS ao longo da sua história está repleto de assomos autoritários, de tentativas de controlo do sistema bancário, do sistema das telecomunicações, entre outros...

Parece que não aprenderam lição nenhuma.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

O Rosto De Uma Tragédia...

Filipe Vaz Correia, 22.01.21

 

 

 

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Portugal está a agonizar, desnudado por entre centenas de mortos, diariamente, que nos ferem a alma.

Durante meses ocupei estas linhas a elogiar este Governo na sua gestão da pandemia, nesse caminho escolhido que inexplicavelmente ousou abandonar...

Infelizmente, neste momento, não o posso fazer.

António Costa e o seu Governo estão tão perdidos como todos nós, com o agravante de serem eles os escolhidos para nos governar.

O Natal...

Esse aperitivo de popularidade que António Costa escolheu para o sorriso temporário do povo, com os custos aterradores que agora saboreamos, aliado à manutenção das fronteiras abertas com o Reino Unido, enquanto outros países as encerravam, sobrando ainda a manutenção das escolas abertas enquanto todos percebíamos que se caminhava para o desastre.

Tantas coisas...

Estamos entregues a uma avalanche de informação, de tragédia e desnorte, sendo que me parece ser evidente o imenso ziguezaguear e desnorte que invade quem nos dirige.

Sobra a todos resistir, ficar em casa, sabendo que só sobreviveremos enquanto Nação se formos absolutamente responsáveis e cumpridores num tempo carregado de surpresas.

Entre a saúde pública e as questões financeiras e económicas seremos confrontados com as ruínas do nosso tempo, aquele que tínhamos como garantido, e será aí que importará recordar as vozes e os responsáveis de tamanhas incompetências.

Os que nos dirigiram, aqueles que continuam a fazer jantares de centenas de pessoas, e os outros que continuam no palco jogando o jogo da hipócrita arte de fazer política.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

Tribunal De Contas, Costa e Marcelo... Os Cargos E A Sua Contradição!

Filipe Vaz Correia, 07.10.20

 

 

 

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O Governo exonerou o Presidente do Tribunal de Contas, num caso ruidoso, barulhento, que cheira a bafientos tempos.

A exoneração de Victor Caldeira deixa um cenário de desconfiança num tempo onde se afigura a chegada de muitos Milhões de Milhões de Euros da União Europeia.

António Costa defende a actuação governativa clamando esse "novo" dogma da não recondução de cargos sujeitos a nomeação, trazendo à colação um suposto acordo entre Órgãos de Soberania...

Governo e Presidência da República.

Já aquando da substituição de Joana Marques Vidal havíamos assistido a este argumento, sendo que este pode ser tão defensável como qualquer outro...

Uma questão se impõe:

Aquando da renovação de mandato de Mário  Centeno, como Governador do Banco de Portugal, será este o critério?

Porque pelo que compreendo neste tipo de critério não se enquadra a competência, apenas a singularidade da imposição "Socialista" do espaço temporal.

Estranho, complexo e suspeito num tempo onde tudo necessitávamos menos esse entrelaçado de desconfiança que acresce a estas decisões.

Mas o que se pode acrescentar?

Quem poderá escrevinhar um guião superlativo neste quadro de impunidade?

Por melhor que seja o futuro Presidente do Tribunal de Contas, mais isento ou impoluto, sobreviverá neste tempo, repleto de subvenções Europeias, esse quadro corrupto que há muito sobrevoa a Democracia Portuguesa...

Essa é a questão...

O resto é conversa.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

António Costa: Em On Ou Em Off?

Filipe Vaz Correia, 25.08.20



 

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Parece que está instalada a polémica entre o Primeiro-Ministro, a Ordem do Médicos, o Jornal Expresso e a costumeira barulheira em redor do fedorento sumo mediático.

António Costa deu uma entrevista ao Expresso, que não li, onde parece que atacou a Ordem dos Médicos, directa ou indirectamente, no entanto, o que parece ter ganho uma relevância indiscutível foram as declarações, em off, em que o Primeiro-Ministro acusa alguns médicos de Cobardes...

Grave?

Talvez...

Mas será menos grave que uma conversa em off possa ser libertada sem a autorização daquele que a proferiu?

Parece-me que não.

António Costa desiludiu-me neste quesito, pois estamos a falar de um político experiente habituado às andanças deste panorama mediático.

Confiar nos jornalistas que diante de si estavam, proferindo declarações como se estivesse entre pessoas de confiança...

Inacreditável.

Nesta polémica gostei da postura de Rui Rio, recusando-se a comentar declarações proferidas em off, demonstrando um carácter que ultimamente parecia esquecido nas suas últimas declarações.

Mas existirão sempre aqueles que não se importarão com esse pormenor de princípio para agitar as águas, aproveitando um pedaço de pulhice para cavalgar a onda.

Enfim...

É o que mais temos.

Agora é só esperar pelos próximos episódios...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

O Meu Tributo A Mário Centeno...

Filipe Vaz Correia, 09.06.20

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Mário Centeno demitiu-se do Governo, algo anunciado, infelizmente anunciado.

Para somar a esta triste notícia, assistimos à despedida do mesmo Centeno, por entre, uma conferência de imprensa com o Primeiro-Ministro, o futuro Ministro das Finanças e onde também se falou de hipermercados, Estados de Calamidade ou Covid-19...

Mário Centeno merecia mais. 

Em Fevereiro de 2017 escrevi um texto, Centeno Ou Sem Tino, onde analisava o Ministro das Finanças e onde deixava algumas dúvidas sobre o futuro político de Mário Centeno.

Desde essa altura que fui apreciando o seu papel, a sua capacidade para gerir o dinheiro público e o responsável pelo primeiro superávit da História democrática.

Mário Centeno foi Ministro durante 1664 dias e Presidente do Eurogrupo quase 1000 dias, com os resultados que todos conhecem, tanto internamente como a nível Europeu.

Num tempo onde a acção do Ministério das Finanças será absolutamente fundamental, não é estranho o País trocar de titular dessa pasta?

Que razão poderá ter levado Centeno a este bater de porta?

Mário Centeno aparentava, há muito, incompatibilidades com diversos sectores do Governo, a ala mais à esquerda encabeçada por Pedro Nuno Santos e Graça Fonseca e nos últimos tempos até com o Primeiro-ministro António Costa.

Com a chegada dos Milhões de Milhões vindos da União Europeia, talvez a veia Socialista tenha crescido dentro do Conselho de Ministros, com a sede despesista que sempre marcou os Governos de esquerda e que foi contrariada ao longo da anterior legislatura precisamente pelo próprio Centeno.

Por esta razão, não só por essa, lastimo a saída de Mário Centeno, um Ministro das Finanças que muito me surpreendeu pela positiva.

Sendo um eleitor de Direita, não posso deixar de expressar o quão apreciei a obsessão de Mário Centeno pelas contas certas e o esforço que deve ter sido necessário para justificar essa decisão dentro de uma Geringonça apoiada pela esquerda radical.

Com esta saída do Ministro das Finanças, duas coisas poderemos ter, quase, como certas...

Mário Centeno deverá ser próximo Governador do Banco de Portugal, tem mais do que competência para o ser, e este Governo ficará fragilizado com esta saída do Terreiro do Paço.

Atenção que as noticias que nos chegam alertam para a saída do Secretário de Estado Mourinho Félix, aquele que verdadeiramente foi o homem de confiança de Mário Centeno, durante estes 5 anos de mandato.

Para terminar deixar um pedaço de adivinhação, nesse futuro carregado de imaginação...

Será que Mário Centeno busca a Governação do Banco de Portugal para mais tarde ser candidato à Presidência do Banco Central Europeu?

Daqui a alguns anos saberemos a resposta.

Por agora...

Obrigado e um abraço, Sr. Ministro Centeno!

 

 

 

Filipe Vaz Correia