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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Mas Que Orçamento É Este?

 

Mas que Orçamento é este?

De um lado gritam despesismo, do outro, brilhantismo e redistribuição...

Onde ficamos?

De acordo com aquilo que sabemos, sendo que muitas medidas ainda não são públicas, parece-me que este Governo não se desviará daquilo que tem feito até aqui.

Devolução de salários e direitos, ao mesmo tempo que cortará impiedosamente para compensar este esforço financeiro.

Até aqui tudo bem.

Quer dizer tudo bem, se não atingisse o sector da Saúde, um dos mais prejudicados por esta Governação e não só.

Faço uma declaração de interesse:

Gosto de Mário Centeno, uma afirmação quase indescritível vinda de um Conservador sobre um Ministro das Finanças de um Governo do PS, apoiado pelo PCP e BE.

Julgo que uma das grandes virtudes de Centeno, além do controlo do déficit, uma característica que não é de somenos, tem sido o controlo da vontade despesista dos parceiros da Geringonça.

Neste planeta virado ao contrário, duas medidas merecem a minha interrogação:

Os manuais escolares gratuitos até ao 12º ano e a redução significativa em todos os passes sociais.

Atenção...

Acredito que ninguém, no seu perfeito juízo, possa expressar o seu desacordo, como principio, destas medidas, porque aliviam grande parte das famílias, assim como, oferecem uma sensação de bem estar que se notará no dia a dia dos Portugueses.

No entanto, convém questionar como se alcançarão, de forma responsável, as verbas para financiar tais medidas.

A primeira, ou seja, os manuais escolares, traz até um toque nostálgico dos loucos anos Chavistas, em plena Era petrolífera ou do saudoso "Magalhães".

Por fim, não esquecer os rumores crescentes que indicam a saída de Mário Centeno do Governo, para um cargo na União Europeia, género FME...

A ser verdade, isso sim, deixaria a minha intuição deveras preocupada.

Quanto ao Orçamento, vamos esperar até o compreender na sua globalidade.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Tempestade "Geringonça": A Inesperada Remodelação...

 

Uma remodelação Governamental surpreendente...

Absolutamente surpreendente.

Quando todos aguardavam a substituição do Ministro da Defesa, eis que António Costa resolve ir um pedaço mais além e substituir mais três Ministros...

Saúde, Cultura e Economia.

Terá  sido a tempestade de ontem à  noite?

Se no caso do Ministério da Saúde poderíamos antever problemas para Adalberto Campos Fernandes devido à contestação evidente entre o pessoal médico e enfermeiros , assim como, os fracos recursos nos Hospitais públicos...

Já quanto aos Ministros da Cultura e da Economia, apesar da sua fraca qualidade política, não conseguíamos  encontrar uma manifestação de desagrado nos sectores por eles tutelados.

Pelo menos que se pudesse sentir publicamente.

No entanto, o Primeiro Ministro resolveu fazer uma grande remodelação a um ano de eleições legislativas, provocando, na minha opinião, uma surpresa geral em todos os quadrantes da Sociedade Portuguesa.

Quem adivinharia?

Será uma estratégia de sucesso?

Ou arriscada?

Se por um lado Costa refrescará o executivo a meses dessas eleições, por outro dá uma ideia de fragilidade no seio de um Governo que acabado de apresentar um Orçamento, resolve baralhar e dar de novo.

Esperarei para compreender melhor a orientação que norteou este passo escolhido por Costa, assim como, a validação política e de qualidade que sustentam estes nomes, não crendo porém que daqui saia um Governo mais forte.

Talvez mais "fresquinho", mas não creio que mais forte.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

O Planeta Cavaco...

 

Cavaco Silva regressou...

Pausadamente, como sempre, num registo de preocupação, tendo a sua Maria atrás como pano de fundo...

E como sempre, sonolento.

Perdão...

Sonolento, fiquei eu!

Cavaco veio falar da substituição de Joana Marques Vidal, partilhando com o País a sua opinião, deixando no ar a impressão de um conluio para "coisas estranhas".

Estas palavras mais do que alvejarem António Costa, tentavam visar Marcelo Rebelo de Sousa, neste trauma constante para com o seu sucessor.

Cavaco elogia o mandato da ainda actual Procuradora Geral da República, algo que me parece justíssimo, numa vã tentativa de criar um facto perturbador do tempo Democrático, continuando a se perder nesses enredos próprios de quem não compreendeu que o seu tempo passou.

Não beliscará Marcelo e julgo que nem mesmo a sua, de Cavaco, tão "estimada" Geringonça.

Cavaco Silva nos dias que correm, fruto de dois desastrosos mandatos Presidenciais é uma figura descredibilizada, sem afectos ou popularidade que sustentem os seus "pequenos" actos de vingança.

Quanto a Joana Marques Vidal tenho como a maioria dos cidadãos, uma apreciação globalmente positiva do seu trajecto enquanto PGR.

Esta minha opinião não invalida o facto de ter, desde sempre e principalmente na Justiça, uma certa relutância para com estas referências providenciais...

Parece que não teriamos Justiça sem Joana Marques Vidal...

E poderemos tê-la sem Carlos Alexandre?

Se calhar também não...

E sem o Procurador Rosário Teixeira?

A Justiça Portuguesa parece a Justiça Italiana de meados dos anos 90...

Carregada de Homens providenciais que são o garante da lei.

O garante da justiça são as leis que asseguram os direitos e deveres das pessoas vs a sociedade, muito para além daqueles que têm o dever de  fazer cumprir essas leis.

Caso contrário, inverte-se a noção justa de Justiça.

Também acredito num mandato único do PGR, por convictamente crer que assim se garante de forma mais assertiva, a independência do Ministério Público e daqueles que se encontram à sua mercê.

Apenas isso.

Quanto às conspirações Cavaquianas...

Resta-nos sorrir, desse rancoroso e sonolento Planeta Cavaco.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

A Revolta Socialista!

 

As declarações de Carlos César, Augusto Santos Silva e João Galamba em relação ao caso Manuel Pinho, e em certa medida a José Sócrates, revelam uma mudança Histórica do PS na sua coabitação com a Justiça.

O PS há muito que se habitou a reclamar para si, o papel de mártir, nas batalhas judiciais que em determinado momento atingiram alguns dos seus dirigentes, no caso Casa Pia ou na Face Oculta, entre outros, sendo por isso mesmo um sinal surpreendente ou não, esta postura que parece começar agora a sinalizar.

Talvez por sentir a culpabilidade dos envolvidos, buscando assim o distanciamento necessário daqueles que um dia tiveram papel cimeiro dentro do Partido, no entanto, esta mudança de palavras, de atitude, carrega de certezas a culpabilidade dos ditos arguidos.

António Costa, homem inteligente, terá há muito compreendido o lamaçal que envolvia a anterior estrutura Socialista, o que torna mais compreensível aquela expressão à saída da Prisão de Évora sobre José Sócrates:

" Ele está convicto da Sua verdade!"

A sua verdade...

De personagem em personagem, vai caindo parte do Status Quo que durante meia década governou esta nossa Nação, com resultados desastrosos para o País.

Resta ao PS tentar com esta estratégia resgatar a credibilidade do Partido e assim afastar os seus actuais quadros de tamanha vergonha...

A pergunta que não quer calar:

Conseguirá?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

O Centeno Na Europa!

Mário Centeno foi eleito, o novo, Presidente do Eurogrupo...

O País em festa, não me parece, mas razões não parecem faltar ao Governo de António Costa, pelo reconhecimento da competência do seu Ministro das Finanças.

Já aqui escrevi, num post anterior, que não acreditava que o Primeiro-Ministro Português arriscasse lançar o nome de Mário Centeno, sem ter garantido um conjunto de votos que lhe permitisse, pelo menos, ter uma noção de favoritismo...

E isso confirmou-se.

Esta eleição de Mário Centeno para o Eurogrupo traz vantagens para Portugal, pois exercendo este cargo, acredito que as hipóteses de entrarmos em qualquer aventura despesista ou descontrolo eleitoralista, estará sempre controlada, não só mas também, pelo novo cargo que ocupará o nosso Ministro das Finanças.

Por outro lado teremos também acesso a plataformas que anteriormente seriam inacessíveis, como por exemplo, a presença do Presidente do Eurogrupo como representante da U.E no G7, permitindo assim uma visibilidade e conhecimento que de outra forma nos eram vedadas.

Permitirá ainda participar de maneira mais intensa nas reformas que certamente existirão na nova arquitectura do Euro e de todo o sistema financeiro Europeu.

Estamos assim perante uma vitória de António Costa e de Mário Centeno, que na minha modesta opinião, é mesmo a peça central deste Governo...

Sem este Ministro da Finanças, tenho muitas dúvidas que esta Geringonça ainda andasse nos trilhos.

 

 

Filipe Vaz Correia

Ficaram Chocados?

 

A sério?

Ficaram chocados?

E o que temos nós, País, a ver com isso?

Vou passar a explicar o que, verdadeiramente, me chocou:

O número de mortos nos incêndios, deste País...

A falta de resposta de uma estrutura impreparada para combater e salvaguardar as pessoas...

O imenso desespero estampado no rosto, daqueles que desprotegidos viam as suas vidas ruir...

O sentimento de incapacidade dos nossos Bombeiros, desprovidos de armas, para esse combate tão desigual...

As palavras, absolutamente inenarráveis, do Senhor Primeiro-Ministro...

O tempo que decorreu entre Pedrógão e estes fogos, sem que nada tivesse sido feito...

Bem, estas são algumas das coisas que me deixaram mais do que chocado, absolutamente horrorizado...

Já as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, muito sinceramente, pareceram-me bem.

Muito bem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

O Regresso De Babush...

 

Babush está de volta, regressando com os seus sorrisos, depois da imensa tempestade, provocada pelo seu outro eu,  António Costa...

Babush estava então escondido, receando a chegada do sisudo António, seu lado impaciente, arrogantemente desagradado, zangado, e que a generalidade dos Portugueses, ainda, desconheciam.

O que o insensível Costa não esperava, era que a maioria dos Portugueses emocionados com a tragédia dos incêndios, se insurgissem com tamanha insensibilidade e que com a ajuda do afectuoso Presidente Marcelo, desfizessem num grito revoltado, as suas certezas.

Costa tremeu...

A Geringonça abanou...

E regressou Babush.

Babush é o termo carinhoso, segundo o próprio, como a Mãe, os Filhos, os Sobrinhos e alguns Amigos o tratam, e a quem, certamente, o desesperado António pediu ajuda.

Neste dia de entrega de casas em Pedrogão, juntamente com o Autarca da região, lá estava Babush, sorridente, tentando apagar a imagem, daquele homem frio, naquela fria madrugada, em que o António estarreceu o País.

Agora voltámos a ter o simpático Babush...

Porque será?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Filipe vaz Correia 

Extremamente Precipitado...

 

Existem pessoas que acreditam que a Geringonça morreu, que o apregoam aos quatro ventos, dando o post mortem como certo...

Os desejos por vezes até podem ser confundidos com certezas, no entanto, muitas dessas vezes, não passam disso mesmo, desejos.

Será que a Geringonça saiu fragilizada desta semana horribilis, carregada de desastrosas declarações dos seus representantes?

Sem dúvida.

Nada será igual depois destes dias, no entanto, parecem-me extremamente exageradas, cegamente exageradas, as conclusões que alguns conseguem tirar neste momento.

Em primeiro lugar, é absolutamente necessária uma alternativa credível para poder fazer tremer a União de Esquerdas actualmente no poder, e essa alternativa não existe...

Ainda.

A alternativa a este Governo dependerá do PPD/ PSD e por essa razão será preciso dar tempo, para que a clarificação pós-Passos exista, e dê lugar a um novo rumo dentro do partido.

Para mim, esse rumo só poderá passar pela candidatura de Rui Rio.

Independentemente do PSD, importa entender que os passos agora dados pelo Governo de António Costa, irão também ter um papel importante, na avaliação das pessoas:

Na reconstrução do que foi devastado...

Costa ensaiará os trilhos da redenção, buscará por entre o vendaval que ele mesmo criou, recuperar a empatia perdida, o entrelaçado glamour da Geringonça.

Com o passar do tempo, se tudo correr bem ao plano de Costa, todos se aperceberão que esta tragédia é o reflexo de anos e anos de incúria, de décadas de incompetência, mas caso corra mal, resistirá a imagem insensível, a boçalidade da arrogância, a imagem desta derradeira desgraça.

Não tenho certezas mas uma coisa sei:

Este post mortem da Geringonça, parece-me extremamente precipitado.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

O Novo Ministro!!!!!

 

Eduardo Cabrita é o novo Ministro da Administração Interna, substituindo Constança Urbano de Sousa, numa tentativa de dar um novo folgo a este Governo, liderado por António Costa.

Escrevi aqui anteriormente, que o Primeiro-Ministro deveria escolher um nome acima de qualquer dúvida, uma referência que trouxesse consigo peso político, e reconhecimento público...

Eduardo Cabrita, não é esse nome.

O novo Ministro é uma solução resgatada ao núcleo duro deste Governo, um nome que demonstra um curto espaço de recrutamento, assim como, um desconfortável sentimento existente, no olhar do próprio António Costa.

Não serei daqueles que gritam aos ventos a morte política do actual Primeiro-Ministro, pois apesar de não ter uma provecta idade, já vivi o suficiente, para presenciar a renascimentos improváveis.

Por essa razão, aguardemos com paciência, os próximos capítulos na cena política, os novos assuntos, polémicas que infelizmente abafarão as mortes e a dor destes malfadados dias, sendo que o País não perdoará, outra tragédia que esventre, uma vez mais, este nosso Portugal.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

A Carta De Demissão!

 

A carta que Constança Urbano de Sousa entregou, pedindo formalmente a demissão de MAI, é na verdade, um esclarecimento inequívoco, do erro gigantesco de percepção, de António Costa.

Nesta carta, não restam dúvidas, de que até a Senhora ex-Ministra acreditava não ter condições para continuar no cargo, desde a tragédia de Pedrógão Grande...

Pedrógão Grande!

Não posso deixar de aqui escrever, para ser fiel às minhas convicções, que as palavras escritas por Constança Urbano de Sousa, demonstram carácter e lealdade, duas características que muito aprecio, lamentando que essas características tenham servido para António Costa, deixar a ex-Ministra entregue à sua sorte, exposta ao longo de meses na cena pública.

O Primeiro-Ministro enfrenta agora, as consequências dos seus actos, num mistura política suicida, de certezas e enganos, que o deixam fragilizado, perante o coro de criticas que o perseguem...

Costa terá agora de escolher toda uma nova equipa do MAI, e essa opção será determinante para o futuro desta solução Governativa, pois caso o nome do novo Ministro, não esteja investido de uma gigantesca capacidade política, assim como, de um reconhecido conhecimento das funções, provavelmente, estaremos diante um dos últimos actos da Geringonça.

Não existe margem para erro.

Por fim, termino citando a ex-Ministra da Administração Interna:

"Considero que estão esgotadas todas as condições para me manter em funções, pelo que lhe apresento agora, formalmente, o meu pedido de demissão, que tem de aceitar, até para preservar a minha dignidade pessoal."

Com estas palavras sai de cena esta Ministra da Administração Interna, e infelizmente para Constança Urbano de Sousa, a sua dignidade pessoal, ficou aprisionada à decisão do Senhor Primeiro-Ministro, de a deixar em funções, contra sua vontade, após Pedrógão Grande.

 

 

Filipe Vaz Correia