Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

13
Nov19

O “Menino” André... No Você Na TV!

Filipe Vaz Correia

 

O André Ventura foi ao Você na TV, tal e qual como o rapaz de saias...

De facto, por vezes, os extremos tocam-se.

O “menino” André sentado no seu gabinete recebendo o Manuel Luís Goucha, nem consigo imaginar como arrepiados deverão ter ficado alguns dos seus, mais radicais, camaradas de partido.

Nesta entrevista ficámos a saber que afinal, o deputado, não é contra a homossexualidade, somente o casamento, que não se considera de extrema-direita, que se afasta da direita Alemã ou Francesa, que é capaz de atenuar posições e afagar esse lado democrático que parece nele haver.

Olha que bonito...

Pelo meio, sobraram os laivos populistas que, sendo mais fortes do que o próprio, vêm sempre ao de cima, por entre, as visitas a uma freira violada ou a castração química.

Enfim...

Agora tenho de admitir que até tem piada assistir a esta entrevista do “nosso” André Ventura com o Manuel Luís Goucha, de fato azul “berrante”, por entre, mútuos cumprimentos e simpatias.

Uns de fato e gravata, outros de saia, no entanto todos buscando o mesmo...

Um pouco de audiência para vender o seu “peixe”.

Agora é esperar pela vez da Joacine Katar Moreira.

O Você na TV no centro da vida parlamentar...

Não poderia imaginar programa mais apropriado para estes actores.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

08
Out19

E O Chega... Chegou!

Filipe Vaz Correia

 

E o Chega...

Chegou!

André Ventura e o seu partido conseguiram, nas eleições legislativas deste domingo, eleger um deputado à Assembleia da República.

Muitos estão estupefactos, até indignados, com esta ascensão da Extrema-Direita em Portugal, no entanto, não deveremos esquecer que no parlamento Português, há muito, que estão representados partidos da Extrema-Esquerda que entre outros valores, defendem regimes ditatoriais como a Coreia do Norte ou a Venezuela.

É bom manter sempre a coerência como ponto de partida para avaliações políticas.

Infelizmente, um partido como o Chega encontrou na sociedade Portuguesa eco para as suas “odiosas” reivindicações, para o constante destilar de ódio com que olha para o País e a sua construção, sendo os portadores de princípios quase “hitlerianos” como base para o populista discurso com que nos brindam.

André Ventura, o líder destes herdeiros do PNR, conseguiu passar a sua mensagem para um nicho da população que serviu para o eleger, capaz de alimentar os ódios encapotados, por entre, frases sussurradas em surdina ou medos crescentes em algumas partes do nosso País.

O Chega representa, representará, uma ideia política perigosa, não podemos recear as palavras, uma busca pela segregação e divisão de uma sociedade Global, Multicultural e aberta ao mundo.

Este perigoso caminho, na minha opinião, segue uma tendência já observada em vários pontos do globo, Trump, Marine Le Pen, Orban ou Farage...

Um caminho que se alimenta do descontentamento das gentes, muitos deles que nada têm a ver com as elites mas sim com o proletariado, o dito povo, abandonado e cerceado por essa avassaladora Globalização e Modernização que mudou a face das civilizações.

Assim, este discurso divisionista, segregador, tacanho e populista, acaba por responder à singela ignorância daqueles que temendo, escolhem o autoritarismo como plano de fuga às agruras da vida.

Importa não optarmos pelo caminho mais fácil, aqueles que se opõem a estes ideais, mas sim tentar entender as causas que levaram a esta eleição de André Ventura e tentar desmascarar o discurso que o suporta.

Extrema-Direita, Extrema-Esquerda ou quaisquer outro tipo de extremismos, deverão causar o mesmo tipo de indignação, a mesma forma de repulsa, o mesmo tipo de condenação.

De uma coisa não nos deveremos esquecer...

A principal causa para o fortalecimento de um partido como o Chega é o enfraquecimento dos partidos da Direita tradicional, o que deverá aconselhar a uma maior contenção ao contentamento, daqueles “esquerdistas” que comemoraram um dos piores resultados do PPD/PSD e do CDS.

Porque em cenários destes, o que menos se espera tem lugar...

E o Chega, chegou!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

12
Abr19

No Tempo Dos Populismos... Importa Dizer Não!

Filipe Vaz Correia

 

O perigo do Populismo...

Essa palavra muito em voga, vezes sem conta, negada por tantos que a prosseguem, a executam sem decoro.

Exemplos não faltam, desde o nosso "Jovem" André Ventura, intra muros, até ao já "ilustre" Maduro, fora de portas.

Não posso deixar de referir o "Pequeno" Bruno de Carvalho, alguém que chegou a Presidente com o mesmo ar truculento que mantém, entrelaçado num passado de falências e aldrabices, vociferando mentiras e calúnias transformadas em "verdades" no seio da alma Leonina.

Recordo-me bem, de quem como eu, não se levantava para aplaudir o "Pequeno Líder", aquando das suas subidas ao relvado...

Dos olhares, das palavras, do ar de reprovação a estes "Croquetes" do antigamente.

O Populismo inebria as massas, transmuta a realidade, traz perigo às Sociedades.

Que o diga o "meu" Sporting.

No entanto, a situação é mais grave do que apenas um ou outro exemplo, um ou outro personagem desesperado de protagonismo, sedento de conseguir os seus intentos.

Gente capaz de tudo, por entre, uma coluna invertebrada, capaz de se adaptar sem valores, àquilo que julgam ser o mais adequado para convencer o "Povo".

Neste cenário, as redes sociais desempenham um papel cimeiro, como veículo de disseminação das ideias, ou falta delas, dos slogans, dos ódios libertados como forma de amarrar o descontentamento popular.

Assim, uma mentira ganha vida, surge capaz de enlamear qualquer um, independentemente da veracidade da sua origem, do seu fim.

Televisões, Jornais ou Pasquins se elevam, pouco preocupados com verdades ou seriedade jornalística, apenas com a sua "verdade"...

As tiragens, audiências ou lucros suficientes para alimentar a sua sobrevivência, numa Era onde cada vez mais perdem importância e relevo.

Assim, importa escrever, falar, gritar, numa constante querença maior, capaz de se antagonizar com esse Populismo velado que parece ameaçar Sociedades e seus Cidadãos.

Nesta Caneca...

As letras estarão sempre dispostas, a se juntar, para gritar Não ao bacoco Populismo, destes "novos" tempos.

Não!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

14
Set17

A Aventura Do André!

Filipe Vaz Correia

 

O debate desta na noite na TVI, sobre André Ventura, perdão sobre Loures, demonstrou o miserabilismo de algum tipo de Jornalismo, uma espécie de versão sensacionalista de Judite de Sousa, misturado com o show demagógico do Jovem André...

André Ventura sabe pouco, tem pouco a dizer, para além do seu discurso anti-ciganos, com algumas passagens pela pena de morte ou pelos parquímetros, no entanto, cavalga sem pudor estas bandeiras, esta consecutiva forma de sem nada dizer, amarrar o ódio ao poder discursivo.

Muitos assim triunfaram ao longo dos tempos com esta receita, que apesar de ignorante é deveras apelativa para aqueles que se encontram encurralados por estes problemas.

Percebo agora muito bem, a razão pela qual Rui Moreira não aceitou comparecer ao debate da TVI, moderado por Judite Sousa, pois na verdade, esta Jornalista é uma sombra daquela que há muitos anos representava qualidade e rigor, resvalando sistematicamente para a espuma, para o pequeno assunto, para o folclore...

O registo que apresentou de maneira escandalosa nos fogos de Pedrógão não é a excepção mas sim a regra para a qual resvala, infelizmente, a informação do canal de Queluz.

Voltando ao debate, gostei do candidato do CDS, bem distante deste triste representante de um desaparecido PSD, e acima de tudo capaz de demonstrar que estava ali para discutir Loures, com os seus problemas e as suas assimetrias.

Debater essencialmente as propostas de Pedro Guerra, perdão André Ventura, não é em si um pecado, julgo mesmo ser uma necessidade, no entanto, transformar isso, num debate centrado neste discurso demagógico e hipócrita apenas transforma um assunto real, em mais um momento de chicana política.

Num debate em que pouco se esclareceu, acredito que Bernardino Soares e o candidato do CDS terão estado em melhor plano, num espectáculo um pouco deprimente, deste cenário autárquico.

Em Outubro veremos se o ódio poderá ser uma mais valia no debate eleitoral...

Espero que não.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

26
Jul17

Loures: O André E Os Ciganos...

Filipe Vaz Correia

 

Durante estes últimos dias André Ventura tem se desdobrado em explicar as suas afirmações sobre a comunidade Cigana em vários canais de televisão, desde o popular Você na TV, na TVI, até aos telejornais da cabo...

A polémica lançada pelas suas palavras, para alguns xenófobas, atira para a crista da onda o pequeno André, a sua veia mediática, o seu apetite pelas luzes toscas da popularidade.

A indignação reinante dos muitos que resolveram atacar André Ventura neste caso, soa a hipocrisia, a aproveitamento bacoco de um sentimento fácil e pouco esclarecedor...

O que disse André Ventura sobre a Comunidade Cigana, é ou não o que muitas das pessoas pensam?

É ou não, aquilo que em muitos casos acontece?

Muitos dos que o criticam neste caso, aceitariam ou imaginariam viver num daqueles bairros?

Estariam preparados para lidar com as consequências de uma clara impunidade, que estes gozam?

E as denuncias que André ventura fez acerca da discriminação sofrida pelas mulheres Ciganas, sob o jugo da chamada tradição?

Terá mentido?

Neste blog escrevi a minha opinião sobre o senhor em causa, sobre a minha completa discordância com quase tudo o que este senhor diz, da forma como o diz, do que pensa, no entanto, neste caso julgo que mais do que as suas palavras, convêm avaliar o problema...

Existe na realidade um problema de segurança, convivência, em certos lugares deste nosso país, entre a população comum e a comunidade Cigana, protegida por uma espécie de impunidade disfarçada de Democracia.

Disse aqui e escrevi que o meu problema com André Ventura não foram as suas palavras em relação a esta polémica mas sim tudo o que desse senhor já ouvi, ao longo do tempo...

O que ele representa como cata-vento político, ou seja, um anárquico ideológico capaz de tudo para representar as massas e diluir o verdadeiro sentido da palavra, política.

É populista?

É demagogo?

Sem dúvida nenhuma mas até um relógio parado acerta nas horas, duas vezes por dia.

Por essa razão, discuta-se o problema, debata-se a polémica e não se escondam as questões que certamente preocuparão muitas das pessoas que votam no Município de Loures, pois foi assim que Donald Trump chegou ao poder...

Iludindo as gentes com soluções impossíveis para problemas existentes, problemas esses que nenhum dos candidatos do main stream, quis sequer falar.

Depois não vale a pena dizer:

Como é que as pessoas votaram num tipo destes?

Talvez porque mais ninguém se dignou a ouvi-las.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

19
Jul17

CDS E A Vergonha Alheia!

Filipe Vaz Correia

 

Não sou grande apreciador das características políticas de Assunção Cristas, nem sequer do Partido Popular de Paulo Portas, sempre me senti mais ligado ao CDS de Adelino Amaro da Costa ou daquele político que na minha opinião é o Príncipe da política portuguesa:

Adriano Moreira.

No entanto a verdade tem de ser dita, escrita, evidenciada...

A atitude do CDS em relação à candidatura de André Ventura resgata por fim, um pouco da dignidade de uma certa Direita, não só a derradeira escolha, como também no critério, nas premissas necessárias para se ser candidato.

O CDS não teve pejo em retirar o seu apoio a esse hediondo candidato, esvoaçante personagem, que certamente envergonhava os tradicionais votantes deste lado partidário...

O que me espanta ou infelizmente não, é a serenidade, a indiferença com que o PSD se mantêm ao lado desta desventura chamada de André, deste candidato que jamais o deveria ser.

Se pensarmos bem, qual é a diferença entre este Senhor e os Abreus Amorim da vida, os Hugos Soares, os Pedros Pintos ou mesmo os Doutorados Relvas?

Nenhuma...

Pedro Passos Coelho e o seu PSD é isto mesmo, um conjunto desregrado de populistas, sem raízes, sem ideologia, sem carácter, valendo tudo para nos seus estilos demagogos, rivalizarem com o ridículo na busca de uma mirifica vitoria eleitoral.

Admito que discordem desta minha opinião, no entanto, André Ventura personifica uma infeliz característica da nossa sociedade:

A mediatização da ignorância.

E neste momento, com esta atitude, o CDS pelo menos desta vez, disse não...

Não à vulgarização da sua história, do seu legado...

Já o PSD?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

17
Jul17

O Estranho Caso De André Ventura...

Filipe Vaz Correia

 

André ventura é um homem dos mil ofícios, comenta na televisão casos criminais, processos judiciais, futebolísticos e agora tornou-se a cara política do PSD/CDS, na campanha autárquica à Câmara Municipal de Loures...

Tudo isto e mais alguma coisa sempre assente numa verdade coerente:

A sua ignorante demagogia.

Trata assuntos leves com hipocrisia e populismo, a mesma premissa, que usa para assuntos sérios ou graves, sempre alicerçado numa gigantesca ignorância muito característica deste tipo de personalidades.

O facto de André Ventura ser apenas isto mesmo, não é por si relevante, nem mesmo o facto de ser comentador da CMTV, tendo em conta os critérios " jornalísticos " daquele canal, no entanto, o mesmo não se poderá dizer do facto, de ser este o escolhido pela coligação PSD/CDS nestas eleições Autárquicas...

O que se terá passado com os Partidos da Direita Portuguesa para não apenas um, mas os dois, terem decidido apoiar uma personagem destas?

Citando Francisco Mendes da Silva:

" Não há nada que André Ventura diga, que eu não considere profundamente errado, ligeiro, fruto da ignorância e de um populismo gratuito ou eleitoralista."

Não poderia estar mais de acordo, meu caro Francisco...

O receio de todos aqueles que representam uma certa direita em Portugal, Conservadores, Sociais Democratas, Liberais ou Democratas Cristãos é a colagem deste tipo de gente aos Partidos que supostamente nos representam e que cada vez mais, se encontram minados por uma espécie de Trumpistas acéfalos.

Por todas estas razões, tenho uma secreta esperança, que estas eleições e os seus resultados possa trazer uma imensa mudança na Direita Portuguesa, nas suas escolhas e na busca pelo mérito dos nossos representantes, que há muito deixou de ser critério para a escolha dos candidatos...

Pois se existisse esse critério, essa procura pela qualidade, não estaríamos a discutir este estranho caso de André Ventura.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Comentários recentes

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Calendário

Dezembro 2019

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D