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Caneca de Letras

Caneca de Letras

23
Mai19

No Caneca Com... Malik!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

De amor nua

 

De amor nua
bailando na brisa
que teima em passar,
é filha da rua
maior poetisa
que sabe ensinar;

 

Cabelos ao vento
acorda dorida
de tanto dançar,
é o desalento
da alma sentida
que a faz soluçar;

 

Um raio de luz
calor do universo
para a consolar,
vida de cruz
caminho incerto
para onde rumar?

 

Malik

 

 

 

 

 

 

 

 

 

20
Mai19

Todas As Mágoas Do Mundo

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Todos os gritos transformados num só;

Todas as vozes caladas,

Todos os sonhos reduzidos a pó,

Poeira desdenhada...

 

Todas as lágrimas desaparecidas;

Todos os olhares disfarçados,

Disfarçando as velhas feridas,

Em lugares desencontrados...

 

Todas as partes de mim;

Numa entrelaçada estrada,

Desapegadamente em busca de um fim,

Um fim cheio de nada...

 

Mas nesse horizonte ao luar;

Perdidamente entre poetas,

Vinícius, Cazuza, Pessoa ou Gilmar,

Se prende a mim, desperta,

Essa busca sem findar,

Da alma incerta...

 

E sem tradução;

Singelamente desacertado,

Se entrega o coração,

A esse destino acelerado,

Que ainda me consome.

 

 

 

 

 

14
Mai19

Soletrados Anseios

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Às vezes por entre o breu da noite;

Reservo parte de mim,

Buscando os sonhos adiados,

Os anseios perdidos de outrora...

 

Aqueles momentos nunca encontrados;

Os desenhos rabiscados,

As palavras ensaiadas,

Versos inacabados...

 

Às vezes por entre o breu da noite;

Se apodera de mim,

Esse medo sem fim,

De ter passado por aqui,

Sem ter ousado voar...

 

E nos silêncios de tamanhos desencantamentos;

Me amarro aos sorrisos,

Pedaços de sentimento,

Um dia vividos,

Nesta parte de destino,

Só meu...

 

Às vezes por entre o breu da noite;

Atrevo-me a voar,

Como se o céu,

Não tivesse fim.

 

 

12
Mai19

Ruidosos Silêncios...

Filipe Vaz Correia

 

Este silêncio que me consome, consumindo sem calar, desde a mais profunda inquietação arrepiada, numa encruzilhada de sentimentos despidos de cor, como se a espera constante de um reencontrado reencontro fosse maior do que esse degelo anunciado, desesperadamente gelado.

Contradições inquietas, palavras incertas, vozes e querenças diluídas no tempo, por um momento sedento de solidão.

Nada fica, se eterniza para além do testemunho cinzento daqueles pedaços de vento que esvoaçam por entre as almas mortais de todos nós.

Quantos dias e noites se perderam por entre lágrimas e sorrisos, risos de pouco siso, adivinhando os sombrios tempos que certamente chegarão.

Videntes descrentes, soltas imprecisões, cartas interpretadas de tristezas magoadas, dores cantadas e jamais navegadas, escondidas e guardadas nos doces recantos da alma.

Este silêncio...

Tantos silêncios, aguardando o tempo em que nada mais subsista do que o ruidoso som desse vazio.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

10
Mai19

Com Quantas Letras Se Escreve A Palavra Amor?

Filipe Vaz Correia

 

Quanto tempo pode durar um amor?

Talvez o mesmo que durar a tinta que marca este papel, rasurada expressao de algo misteriosamente intrigante.

Com quantas letras se escreve a palavra amor?

Talvez até ao infinito...

Talvez infinitamente.

Tão infinito como o brilho das estrelas, o sentir do céu nessa imensidao de um querer que jamais deveria ter existido.

Vale tão pouco sentir, quando o bater da alma se desencontra com o destino e sem mais...

Sem mais, amarra e despedaça o querer maior que outrora fazia sentido sentir.

O que sobrevive de tamanho desejo?

Talvez nada...

Talvez tudo.

Talvez na memória, nesse pedaço de verdade seja capaz de habitar a expressão imensa do que foi vivido.

Ali...

Sem receios ou medos viveremos como deveria ter sido.

Pela eternidade...

Pela saudade de uma eternidade roubada.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

08
Mai19

Caneca de Sabores: Folhado de Chouriço

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Cozinhar faz bem à alma, pelo menos a minha, numa mistura de música, ideias, memórias e sabores, entrelaçados desabafos carregados de cheiros.

Desta vez aventurei-me num pastéis de massa folhada, tal como a minha querida Lurdes me ensinou, como sempre inventei, numa desatina busca pelo "abismo".

 

 

Ingredientes:

 

. Quatro Linguiças

. Um Pimento

. Cebola

. Alho

. Coentros

. Pimenta

. Orégãos

. Um pacote de tomate pelado da Guloso

. Um pacote de Massa Folhada

. Um ovo

. Leite

. Sal e Azeite

 

 

IMG_20190507_210354.jpg

 

 

Num tacho preparar a Cebola, a Linguiça, o Alho e o Pimento picados, adicionar Azeite, Sal, Orégãos, Coentros e Pimenta.

Deixar cozinhar em lume médio até estar bem refogado.

Misturar o Tomate pelado e deixar desfazer, acrescentar um pedaço de Leite...

Deixar tudo apurar.

Preparar e estender a Massa Folhada, cortando em meias luas, rechear com o preparo feito anteriormente.

Num tabuleiro, forrado com papel vegetal, dispor os folhados e pincelar com Ovo.

Levar ao forno durante 30 minutos a 200 graus.

Servir com Salada e Maçã Fatiada.

Espero que apreciem e experimentem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

07
Mai19

Lição de Espinhos

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Onde se escondem as certezas;

Que outrora povoavam a minha alma,

Aquelas incertas purezas,

Que me fizeram ver o que nunca existiu...

 

Onde se perdeu;

O que nunca foi encontrado,

Aquele pedaço que morreu,

E não pode ser recordado...

 

Pois que sirva de lição;

Ao doce coração,

Para que jamais volte a confiar,

Num entrelaçado fiar,

Despido de sentir...

 

E então voltará a sorrir;

Talvez até a amar,

Esse pequeno coraçãozinho,

Carregado de ternura.

 

 

05
Mai19

Dia da Mãe: Um Dia Repleto De Amor, Saudades E Memórias...

Filipe Vaz Correia

 

Dia da Mãe...

Há oito anos que se desfez este dia, nesse celebrar presente, simplesmente, guardado em mim ou nessas memórias que me pertencem.

Já não compro presentes, nem vislumbro aquele teu sorriso ao receber com amor cada pedaço de querer que sempre te quis demonstrar.

Foi a minha Mãe que me ensinou a amar, em cada gesto dessa ternura sua, em cada toque vindo do seu mais entrelaçado sentir.

Olho para um frasco repleto de arroz, um pequeno frasco de arroz tingido de azul e rosa, com letras gravadas a tinta...

"Feliz dia da Mãe!"

Os beijinhos que encerravam essa mensagem, ali permanecem desde aquele dia em 1981...

Tinha eu 4 anos.

Claro está que a letra era da minha educadora, a querida Zita, mas marca, eternamente, esse saudoso amor que sempre em mim viveu...

Esse amor por ti.

Esse amor que continua a pulsar em mim, por ti, por nós.

Obrigado por tudo minha querida Mãe, neste dia tão especial...

Onde quer que estejas, talvez nesse céu estrelado para onde tantas vezes olho, buscando te reencontrar.

Beijinhos meu primeiro e verdadeiro amor deste filho que te ama, amará, infinitamente.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

04
Mai19

Minuto Por Minuto

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Teria um Milhão de coisas para te dizer;

Mas falta-me a voz,

Um Milhão de coisas a escrever,

Mas treme a minha mão,

Um Milhão de coisas a sonhar,

Mas não encontro tinta para colorir o sono...

 

E se uma hora for demasiado;

Tomaremos um minuto,

Minuto por minuto,

Até percorrer a eternidade...

 

Teria um Milhão de coisas para te dizer;

Mas sei que não o preciso de fazer,

Está escrito no meu olhar,

Nesse reflexo de amar,

Que em teu olhos habita...

 

Minuto por minuto;

Até percorrer a eternidade.

 

 

 

 

 

22
Abr19

Quem Faltou Ao Almoço De Páscoa?

Filipe Vaz Correia

 

Páscoa...

A vida é passageira, imutavelmente passageira, levando com ela momentos, pessoas, abraços e carinhos, palavras e sentidos.

Nesta Páscoa, sentado à mesa de almoço, num momento familiar, não consegui deixar de recordar o que ficou para trás, aqueles que se entrelaçaram com as memórias perdidas do destino.

Neste dia senti falta de Santa Luzia, da casa de minha Tia, do Monte dos meus Avós.

A minha Avó Nininha, Avó Paterna, sempre foi uma referência para mim, por todas as razões e mais algumas...

Pelas suas agruras no fim de vida, pela forma digna e altiva como sempre as enfrentou, por esse amor que sempre me deu, mesmo que a rispidez fosse característica intrínseca da sua personalidade.

A sua relação com minha Mãe era tocante, como Mãe e Filha, num carinhoso acto de afecto, sem que, muitas vezes, isso pudesse ser visível, àqueles que a conhecessem menos bem.

Tenho saudades de cada palavra sua, em cada ensinamento seu.

Guardo de si as memorias mais calorosas, próximas, nessa forma de me fazer sentir especial, por entre, um olhar quase intimidante mas que era desarmado sempre que esse olhar, se cruzava com o meu.

Nesta Páscoa recordei sorrisos e gestos, por entre, os lugares vazios que não podem ser recuperados, guardando cada pedaço de saudade junto ao coração.

A vida é passageira, tão passageira como prazerosa, sobrando à alma juntar numa tela imprecisa todos os recantos de um caminho...

Repleto daqueles que nos ensinaram a amar.

E por falar em amor...

Como tenho saudades tuas, minha Mãe.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

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