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Caneca de Letras

Caneca de Letras

17
Jan19

Será Que Sabes?

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Será que sabes;

Ou não interessará saber,

Que esse desconhecimento,

Virou sofrimento,

Que esse breve ferir,

Se tornou fugir,

Por entre, o que prometeu ser eterno,

Para sempre tão terno,

Mas num segundo,

Se quebrou profundo,

Nesse sentido da vida,

Amargurada ferida,

Transformando em dor,

O que um dia foi amor.

 

Será que sabes;

Que o que hoje é nada,

Prometeu ser tudo,

E se escapou,

Em cada lágrima,

Desencontrada.

 

Será  que sabes?

 

 

 

 

 

 

 

15
Jan19

As Manhãs Na Cidade...

Filipe Vaz Correia

 

Tanta gente pela manhã, numa corrida desesperada por nada...

Olhares perdidos no horizonte, no ecrã de um telemóvel, na neblina dessa manhã que se assemelha a esconderijo dos tamanhos tudos, vazios de sentido.

Buzinas e palavrões, gritos e silêncios, entrelaçados numa correria constante.

Quem será a alma que a teu lado se senta, no autocarro?

Que destino se esconde nesse carro parado a teu lado?

O que importa?

Numa espécie de experiência laboratorial, como ratos em rodas, se vai perdendo o significado da vida, de tantas vidas, das entrelinhas escondidas, por entre, os anseios e sonhos, receios e pesadelos, pedaços de existência Humana.

Qual será a história daquele que ali dorme, no meio da rua, por entre, aqueles molhados papelões?

Quem sente?

Quem, verdadeiramente, quis saber?

As letras vão escapando, também elas, pela imaginação deste que vos escreve, numa interrogação entristecida e melancólica.

As flores amarradas a um poste, um candeeiro de rua, celebrando uma vida que se perdeu...

Num atropelamento, numa despedida, um tamanho ardor, uma infinita dor.

Tanta gente que se cruza, sem sentir, sem sentido, sem reparar na vida de quem passa, vai passando, sem parar.

Tanta gente pela manhã, numa correria desesperada, por tudo...

Por nada.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

14
Jan19

Amor de Mãe...

Filipe Vaz Correia

 

Estava a mexer em papéis, antigos, de minha mãe...

Minha querida Mãe.

Oito anos se passaram, oito tristes anos de saudade, ausência, eterno amor.

Oito anos que, por vezes, pareceram ontem, outras vezes pareceram uma eternidade.

No meio dessa busca, minha, por memórias, afagos perdidos, pedaços de algo que me pudesse reconfortar, nessa batalha constante contra a tamanha dor que se tornou presente.

Nessa busca, no meio da imensa confusão, papelada, esse pedaço de papel teu...

 

"Quando o dia nascer;

Acorda com coragem,

Crê em Deus, podes crer,

A vida vai "viver" uma nova viragem...

 

Ajuda, só de Deus;

Essa que irá chegar,

Olha com fé para os céus,

Que o sol te irá sempre brilhar...

 

Um beijo com amor;

Meu filho querido,

É com muito fervor,

Que sempre estarei contigo."

 

Por entre, uma soluçante vontade de te abraçar, escassearam as palavras, numa penetrante viagem pelas memórias tão minhas, tão nossas, que batem neste meu coração, tão teu, só teu, eternamente teu...

Obrigado Mãe!

Por tanto amor, por todas as lições que ecoam em mim.

Amo-te sem fim, pois sem fim foi esse amor que de ti sempre recebi.

Um beijo deste teu filho...

 

"Poesia da autoria de Mariana Vaz Correia"

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

12
Jan19

Beijo Na Alma...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Uma partilha de dor;

Dolorido tormento,

Num momento, um ardor,

Noutro sofrimento,

Caminhando sem pudor,

Despudoradamente ao vento...

 

Por entre a ventosa timidez;

Que insiste em chegar,

Com tamanha desfaçatez,

Se amarra ao olhar,

E de quando em vez,

Se atreve a magoar,

Esse vazio sem tamanho...

 

Porque é vazio;

O que esburacado permanece,

O que do outro lado de um rio,

Levemente se entristece...

 

Porque é vazio;

O que sem sentido,

Fere,

O que proibido,

Mata,

O que desmedido,

Transborda...

 

Seja loucura ou ternura;

Sede ou amargura,

Desejo ou aventura,

Fel ou candura...

 

E da salgada maresia;

Vai fugindo a mais doce lágrima,

Como letra em poesia,

Como beijo na alma.

 

 

 

 

09
Jan19

Uma Menina Chamada "Esperança"

Filipe Vaz Correia

 

Era uma vez uma menina, de seu nome Esperança...

Carregada de brilho, enchia as salas mais vazias, reflectia com o seu olhar a alegria escondida em sua alma, numa mistura de querer e sentir, presa ao sentimento desmedido de um tempo.

Mas o tempo foi passando e com ele levando parte desse colorido do coração, amargurando cada pedaço de um quadro que se tornou cinzento, escurecido, com as agruras do que não chegou...

Do que chegando não bastou, nesse destino meio perdido, por vezes ferido e que não pára de arder.

A menina, pequenina, cresceu e saiu voando pelas planícies da serra, porém foi se esquecendo de sorrir, de como outrora sorria no meio da chuva, de como dançava no calor do verão...

De como se sentia no sopé da tristeza que, hoje, a invade.

Perdeu-se, esqueceu-se...

Desencontrou-se desses sonhos, não sabendo mais acreditar nesse voar que se escapou.

E nessa tela carregada de negros que percorre o seu olhar, continua a bater o mesmo coração, a mesma encantadora criança, esperando um dia reencontrar essa esperança que insiste em não regressar.

No bater da alma, se esconde a mesma menina, a mesma Esperança...

Que um dia ousou sorrir, sem temer, sem olhar para trás.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

08
Jan19

Desapegadamente Entregue...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Podia chorar ou correr;

Desesperar até morrer,

Cantar sem sofrer,

Amargar sem saber,

Esgotar esse viver,

Num entrelaçado perder,

Sem tamanho...

 

Podia deixar ou esquecer;

E levemente fugir,

Mas como poderia reviver,

O que insisto em sentir,

Sentindo este querer...

 

Podia tanto e tão pouco;

Poderia até sorrir,

E num gesto louco,

Desistir...

 

Mas o sol renasce;

A lua espreita,

O vento corre,

E eu...

 

Acredito piamente;

Que ao acordar,

Novamente,

Te direi...

 

Que te amo demais.

 

 

05
Jan19

Poesia...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Porque faz sentido a poesia?

Essa mistura de letras e palavras,

Voltando como maresia,

Num agigantar da alma,

Desesperada por um sentir,

Que mesmo fugaz,

Se imortalize...

 

Se torne intemporal;

Como o olhar de uma mãe,

Como a brisa do verão,

Um abraço desmedido,

Aquecendo o coração...

 

A poesia é beijo;

Ou um escondido desabafo,

Um intenso desejo,

Que não cala...

 

A poesia é um pedaço de tudo;

Um eco de nada,

Uma tela do mundo,

Uma voz retratada...

 

A poesia é enfim;

Uma beleza sem fim.

 

 

 

31
Dez18

Um Bom Ano Para Todos Os "Canequianos"...

Filipe Vaz Correia

 

Um bom ano para todos...

Como diria Cazuza:

" O Tempo Não Pára".

E assim se aproxima 2019, num caminhar pela estrada do destino e neste pequeno espaço, uma Caneca repleta de Letras, apenas um desejo ganha vontade...

Que o Ano Novo traga, para todos, os melhores sonhos e com eles a concretização desses secretos planos que ansiosamente permanecem na alma, de cada um de nós.

Um abraço repleto de carinho para todos os "Canequianos" que acompanham este blog e com a essa presença tanto enriquecem este "cantinho".

 o ultimo fecha a porta, A Desconhecida, o Triptofano, a Ana, a Beia Folques, a Gaivota Azul, a Tudo Mesmo, o José da Xã, o Malik, A Rapariga Do Autocarro, o P.P., a Mami, a Cecília, a Cheia, o Robinson Kanes, o Júlio Farinha, a Terminatora, a Andreia,  o Francisco Laranjeira, o Jaime Bessa, a Verinha, O Lourenço, o Delfim Cardoso, a Roxie, o Manel Jardim, a Daniela, o Miguel Pastor, a Equipa Sapo, o Anjinho...

A todos um Bom Ano.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

30
Dez18

O Sentido Da Vida...

Filipe Vaz Correia

 

Por vezes parece fácil viver, esquecendo todo o medo que sobrevoa a vida Humana, desde que nascemos, desde que começamos, levemente, a morrer.

Esse fim, marcado, submerso nessa correria do quotidiano que nos impele a adormecer essa desdita imperiosa.

Por vezes é despertada em nós, essa noção de fim, através de uma despedida, sempre que alguém parte, sempre que algo se parte dentro da nossa alma.

Por vezes num pesadelo ao adormecer, um arrepio ao acordar ou singelamente amarrado ao horizonte, numa memória perdida de algo que não conseguimos explicar...

Mas como explicar o que não tem explicação?

No meio de tamanhas reflexões, inquietações Humanas, sobram os dias e anos, os passageiros momentos que nos permitem suspirar, respirar, enquanto o corpo envelhece e a alma se engrandece, bebendo um pedaço dessa sabedoria que a Natureza nos oferece.

Por vezes parecemos imortais, pensamos nessa imortalidade que a juventude nos convence, mas por fim...

Seremos, somente,  uma ténue recordação do que um dia fomos, para permitir que novos sonhos de imortalidade se deparem com o eterno "sentido da vida".

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

30
Dez18

Menino...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Suspenso no ar;

Numa redoma de encantar,

Vai caminhando o menino,

Buscando esse destino,

Que desmesuradamente perdeu,

Quando a ternura desvaneceu,

E lhe sobrou a tristeza,

Pedaço de dor sem beleza,

Que é solitária e ardente,

Sufocando loucamente,

Como se um dia,

Se pudesse tornar poesia...

 

E perdido o menino se encontrou;

Por entre a mágoa que chegou,

Sorrindo disfarçado,

Num desabafo entrelaçado,

Olhando para trás no tempo,

Procurando aquele momento,

Que para sempre ficou marcado,

Como o dia amargurado...

 

De tua partida.

 

 

 

 

 

 

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