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Caneca de Letras

Caneca de Letras

18
Mar19

Aquele Olhar...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Fecho os olhos;

Revendo imagens,

Pequenos pedaços de mim,

Imensas partes de nada...

 

Fecho os olhos;

Buscando aquilo que se perdeu,

Tentando vislumbrar,

O que se escondeu,

Para lá do triste horizonte...

 

Fecho os olhos;

Querendo reencontrar,

As palavras e os sons,

Que outrora ousei adivinhar,

As melodias e os tons,

Que agora não ouso soletrar...

 

Abro os olhos;

De uma vez...

 

E de uma só vez;

Sei que perdida se encontra,

A velha história na memória,

Um dia guardada nesse coração,

Pedaço de cada emoção,

Desse terno olhar...

 

 Tão meu.

 

 

 

 

 

16
Mar19

A Finita Finitude De Um Amor...

Filipe Vaz Correia




Como se pode escrever;

Sem sofrer,

As palavras certas,

Mesmo que desertas,

De um bater sentido,

Nesse querer meio perdido,

Anunciando a despedida,

Eterna ferida,

Que servirá de recordação,

Ao magoado coração,

Nessa tempestade,

Que virou saudade,

Antes mesmo de existir...


Continua a vida a caminhar;

Esse destino a percorrer,

O intenso viajar,

Por entre o viver e morrer,

Que insiste em chegar...


E reescrevendo o adeus;

Redesenhando sem medo,

Sei que perdurarão nos céus,

Os segredos e os enredos,

Pincelados na mais bela história de amor...


Que findou.










12
Mar19

O Epitáfio De Um Grande Amor...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Se um dia;

Se escrever o epitáfio,

De um grande amor...

 

Então que se escreva;

Que foi regado em tamanhas lágrimas,

Por vezes salpicado,

Em doces abraços,

Afagos meio esquecidos,

Por entre olhares e sorrisos,

Sem fim...

 

E não se esqueçam de escrever;

Em cada pequeno espaço;

Uma frase para a dor,

Chorada nesse regaço,

Do solitário ardor,

Ardente pedaço,

Sentido...

 

E no fim dessa linha;

Pode constar uma adivinha,

Para encontrar sem medos,

Os incontáveis segredos,

Que se findam na memória,

Dessa finita história...

 

Que um dia foi de amor!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11
Mar19

A Minha Jangada De Pedra...

Filipe Vaz Correia

 

Mar acima, mar adentro, na minha jangada de pedra, no meio dessa imensidão de água, azul cristalino que me rodeia, num horizonte longínquo, sem fim.

Na minha jangada de pedra, navego por esse mundo a fora, numa viagem sem fim, por entre o que desconheço, sabendo somente que dentro de minha alma, pulsa a curiosa, curiosidade, de um solitário rapazinho.

Nessa solidão, onde me encontro, nascem e renascem fantasmas e animais, gigantes animais, que submersos aguardam por um instante para se revelarem, desnudarem a face e surgirem como um cabo das tormentas, numa sinuosa vertigem, inesperada.

Continuo a remar, sem olhar para trás, fixamente querendo flutuar sobre as águas, gélidas e ameaçadoras, buscando uma razão para interligar o sentir ao querer, o desejar ao temer, o recordar ao viver...

Sempre navegando, sempre continuando.

No meio desse interminável querer, enfrento medos e receios, perco pedaços de um passado desconhecido, meio perdido, por entre, as lágrimas de outrora...

Lágrimas que se foram embora, antes que delas me pudesse recordar, antes que essa parte de mim, escapasse da razão e partisse juntamente com a emocionada emoção de uma criança.

Eu sei lá, se continuarei a percorrer as águas da imaginação ou se nunca mais irei acordar de tamanho pesadelo, pesado desvelo que me amarra sem calar, que me afoga sem nadar, que se entrelaça numa singela jangada de pedra.

Num momento, tão pequeno, ali estou...

Num outro, tão velho, ali me encontro.

Passou, tudo passou, sem rasuras, sem retornos, sem regressões.

Numa jangada de pedra, comigo levo os livros de minha vida, capítulos sem fim do que vivi, por entre, romance e drama, comédia e ficção, desabafos soletrados que me pertencem.

São os livros de minha vida, contando a minha vida, flutuando nessa jangada de pedra...

Numa jangada de pedra.

Na minha jangada de pedra!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

10
Mar19

Caminhando...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Caminha, caminhando;

Sem olhar para trás,

Mesmo que arda essa estrada,

Outrora povoada,

E agora deserta,

Numa mistura incerta,

Das certezas que ficaram perdidas,

Por entre as feridas,

Que insistem em arder.

 

Segue então;

Amarrando o coração,

Silenciando a desilusão,

Na certa convicção,

De que o futuro,

Guardará...

 

O que foi "verdade".

 

 

 

 

 

 

06
Mar19

Caneca de Sabores: Spaghetti D'Amore!

Filipe Vaz Correia

 

Nada como buscar pratos novos, ideias que nascem na imaginação, nessa procura irreverente por uma nova sensação de felicidade, na cara de quem prova...

Desta vez, arrisquei um prato de Massa, uma arriscada mistura de sabores, por entre, Enchidos e Natas, Cogumelos e Pimentos.

 

Ingredientes:

 

. Pimentos

. Cogumelos frescos

. Esparguete

. Malagueta

. Coentros

. Sal

. Presunto

. Farinheira

. Natas

. Bacon

. Pimenta

. Baguete

. Alho

. Azeite

 

IMG-20190225-WA0003.jpg

 

Cortar uma Baguete em pedaços, regar com Azeite, Alho, Pimenta e finalizar com Orégãos.

Levar ao forno durante uns minutos.

Num tacho com água a ferver colocar o Esparguete, uma pitada de Azeite e Sal...

Deixar cozer durante uns cinco minutos e retirar do tacho.

Numa frigideira, em lume brando, colocar a Farinheira em pequenos pedaços e deixar fritar.

Levar o Presunto, o Bacon, os Cogumelos e os Pimentos ao forno até dourar, depois misturar tudo num tacho com as Natas, deixar ganhar textura e acrescentar os Coentros.

Num prato fundo, dispor a Farinheira cozinhada, acrescentar o esparguete, deitando o molho de Natas com os restantes ingredientes, por cima da Massa.

Picar uma Malagueta para finalizar e servir juntamente com o Pão de Alho.

Apreciem e comentem.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

04
Mar19

Rostos...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Rostos e mais rostos;

Nesse mar de gente,

Deambulando pela rua,

Multidão ausente,

Na solidão crua,

Tornada crescente,

A ausência tua,

Que em mim flutua...

 

Rostos e mais rostos;

Despidos de significado,

Pedaços de desgosto,

Num rosto desamparado...

 

Rostos e mais rostos;

Num entrelaçado silêncio,

Buscando arrepiados,

O que se escapou...

 

Rostos e mais rostos;

Nesse desenho rasurado,

Assinalando a despedida,

Meio ferida,

De um tempo.

 

 

 

 

03
Mar19

Tudo Outra Vez...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

O amor...

 

Sempre ele;

Nas entrelinhas da vida,

Entrelaçando destinos,

Magoando caminhos,

Tornando dor, 

O que outrora foi amor,

Pincelando de ardor,

O que um dia foi sabor,

Amarrando ao tempo,

Essa forma de sentimento,

Sem nexo,

Por vezes complexo,

Que se agiganta,

Suplanta...

 

Mas por fim;

Nesse final desenhado,

Fica somente a lembrança,

Dessa espécie de esperança,

Que desvaneceu...

 

E mesmo sabendo;

Voltava a correr,

Mesmo doendo,

Tornava a viver...

 

Tudo outra vez.

 

 

 

 

27
Fev19

Caneca De Sabores: As Favas Do Meu Alentejo...

Filipe Vaz Correia

 

Nenhum prato me faz recordar tanto de minha Mãe, como as suas maravilhosas Favas...

De certa forma, durante muito tempo, não gostava deste prato, para grande infelicidade de minha Mãe, que como boa Alentejana se orgulhava muito das suas Favas com Chouriço e Toucinho frito.

Parece que ainda consigo sentir o cheiro das Favas esvoaçando pela cozinha da nossa casa de Lisboa ou mesmo daqueles corredores no nosso Monte em Santa Luzia...

Parece que foi ontem.

Depois de sua morte, dediquei-me a pôr em prática as belas Favas à Alentejana, num estilo mais light, mas tentando resgatar o "velho" sabor.

 

IMG-20190221-WA0003.jpg

 

Ingredientes:

 

. 1Kg de Favas

. Chouriço

. Linguiça

. Toucinho Entremeado

. Malagueta

. Coentros

. Orégãos

. Azeite

. Vinho Branco

. Sal

. Folha de Louro

. Alho

 

Num tacho com água a ferver, colocar as Favas e deixar cozer um pouco, depois reservar essa água.

Numa frigideira aquecer o Azeite, para fritar o Toucinho entremeado à parte.

No tacho colocar uma Folha de louro com Azeite e Alho, acrescentar Sal e Orégãos, sem esquecer dos Coentros picados...

Após uns minutos, misturar o Chouriço e a Linguiça fatiada, deixando que os ingredientes se envolvam.

Misturar as favas, assim como, o Toucinho Frito e acrescentar o Vinho branco, envolvendo tudo com mais um pouco de Coentros...

Mexer bem e colocar a água reservada da cozedura das favas, criando assim um molho que envolva todos os sabores.

Tapar e deixar cozinhar.

Corrigir sabores e aguardar até que as Favas tenham uma consistência de acordo com o pretendido.

Por fim, acrescentar o resto dos Coentros, a Malagueta e Orégãos, para que sobressaia o seu sabor.

Experimentem mais uma receita da Caneca de Sabores, numa viagem pela Memória Alentejana de Minha Mãe.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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