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Caneca de Letras

Caneca de Letras

06
Set19

Vou De Férias... Aqui Ao Lado!

Filipe Vaz Correia

 

Meus caros amigos “Canequianos”...

Já tenho tudo preparado, estou emocionado, nervoso.

Malas feitas, bilhete comprado, viagem preparada e aqui vou eu...

Hoje vou visitar a nossa muito querida amiga, MJP, que amavelmente me convidou para sua casa, abrindo as suas portas para dois dedos de prosa sobre essa Liberdade que tanto nos amarra e ao mesmo tempo nos faz voar.

Vão até lá...

Eu já estou a caminho.

Para a MJP...

Obrigadíssimo, uma vez mais, pelo convite e um beijo do tamanho do mundo.

 

 

 

31
Ago19

Costa E Sócrates: Ressentimento Ou Traição?

Filipe Vaz Correia

 

Parece que José Sócrates irá usar o Jornal Expresso, deste sábado, para se indignar contra aquilo que sente ser um desprezo da parte do PS e de António Costa pela História do Partido, com particular atenção ao seu Governo de maioria absoluta.

Sócrates desabafa, por entre linhas, contra o que deverá sentir como uma traição de alguém que lhe sendo próximo, se afastou tacticamente.

Sócrates recorda a passagem de Costa pelo seu Governo, como número dois, recordando ainda a sua escolha para a Presidência da Câmara de Lisboa.

No meio de tanto ressentimento, Socrático, importa referir a parte de razão que assiste ao antigo Primeiro-Ministro, neste caso.

Não discuto o papel de Sócrates, enquanto Governante, já foi amplamente discutido, nem o seu papel do ponto de vista judicial, está neste momento em julgamento, apesar da convicção que sobrevive em todos aqueles que vendo de fora, sentem os meandros de tamanhas incongruências.

Enfim...

Costa que tantas vezes na Quadratura do Círculo fez saber da imensa amizade que o ligava ao anterior Primeiro-Ministro Socialista, foi dos primeiros a saltar para longe deste, quando o mesmo se tornou tóxico, num gesto taticista, próprio de sobreviventes capazes de tudo para se manterem à tona de água.

Julgo que os ratos se comportam da mesma maneira.

Sócrates está ressentido, talvez com razão, observando este reinado Socialista, intensamente obcecado em reescrever a História...

Por essa razão este artigo de Sócrates é importante, quanto mais não seja, para recordar a António Costa que a História não se reescreve, a não ser de forma rasurada, rasuradamente hipócrita.

E assim, entre amigos, cada um continuará certo da sua “verdade”, sendo que caberá aos Portugueses estarem atentos ao que dessa verdade resulta, como desenho comportamental e de carácter...

De Sócrates já se espera tudo, convém compreender o que se poderá esperar do sempre bonacheirão Costa.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

15
Ago19

No Caneca Com... A Maria!

Filipe Vaz Correia

 

O Filipe, num gesto generoso, pediu-me um texto para publicar No Caneca Com

Uma surpresa agradável, que me deixou sensibilizada.

Confesso, eu que nunca digo não a um desafio, tive medo. Medo de não corresponder às expectativas. Medo de escrever na página de alguém que tem o dom da escrita.

Escrevi uns tantos textos, nenhum me agradou. De repente, uma epifania!

Faz dia 18, 4anos, que meu pai partiu. Aproveito o desafio para homenagear um homem de letras numa Caneca de Letras.

 

Memórias

Apesar do sol estar meio envergonhado, entre nuvens acinzentadas, comprei uma revista e sentei-me na esplanada.

Ao abri-la, olhei, distraidamente, para a data. Uma nuvem, como a que encobria o sol, turvou-me a visão.

Faz hoje 4 anos que me privaste do teu sorriso doce e envergonhado.

Vieram-me à memória os momentos que partilhamos, as sonoras gargalhadas que soltavas, a tua voz a declamar Sophia, Pessoa e Mourão Ferreira.

Os almoços de domingo que se prolongavam pela tarde. Tinhas sempre qualquer história para me contar e simultaneamente tornar-me mais rica de saberes.

Recordo o teu escritório, onde sempre tão bem te sentias, rodeado de livros, jornais e revistas que lias sofregamente, e, se fosse fim-de-semana, tinhas ao lado um copo de whisky, que sempre te preparava seguindo a tuas instruções “dois dedos de whisky, água Perrier e 2 pedras de gelo.

A tua velha máquina de escrever ainda lá está. Ao lado, o portátil que a destronou e as canetas de tinta permanente que cuidadosamente enchias aos domingos.

Recordo as “aulas” que me davas de bem falar português. A insistência, quase obsessiva, com que dizias - o verbo haver nunca tem plural se for sinónimo de existir. Rio e frio são palavras dissilábicas, por isso tens de pronunciar ri-o e fri-o.

Continuo com dificuldades nas vírgulas. As vírgulas, o meu calcanhar de Aquiles. Nunca sei onde coloca-las (que pena estar desatenta quando me ensinaste). Assim, como dizias, abro a “caixinha” onde as guardo e deixo-as cair ao sabor da brisa.

Tal como no poema de Mourão Ferreira “Há de vir um Natal e será o primeiro em que se veja à mesa o meu lugar vazio”. Para mim esse Natal chegou, repleto de memórias. A ansiedade que em criança esperava que viesses da “repartição”, como dizias, para decorarmos a árvore, com bolas coloridas, fitas brilhantes e algodão a fingir a neve que o calor dos trópicos não tinha.

Olho em redor, solícito, o “garçon” (palavra que me ensinaste), aproxima-se. Ainda a pensar em ti e na tua paixão pela escrita, digoPor favor, uma caneca de letras”- as letras que tanto amavas misturar e transformar em poemas, ensaios e artigos para jornais olha-me admirado, responde, não temos.

Pode ser dois dedos de whisky, água Perrier e 2 pedras de gelo.

Saravá pai

 

Muito obrigada Filipe!

 

 

Maria

 

31
Jul19

Ser Ou Não Ser Canequiano?

Filipe Vaz Correia

 

Escrever no Caneca é uma espécie de busca pela minha interioridade, essa constância de sabores impregnados na alma, esse entrelaçar misterioso de pessoas e sentimentos.

Muitas vezes esta Caneca serve para, involuntariamente, viajar por entre memórias tão minhas, outras vezes por recordações que desconhecia me pertencerem, no entanto, sempre caminho nesta viagem Canequiana com a presente impressão de um percurso interior.

Evidentemente que opino e soletro, por entre, essa espuma dos dias, a actualidade que marca e fica, intensifica e sobressai mas são as letras soltas de uma poesia, de uma prosa desconcertada, que mais retratam a alma que em mim habita, as vozes que em mim sobrevivem, os retratos que dentro do meu coração se tornam telas pintadas, de histórias imaginadas, de amarras passadas.

Vivo liberto como Vinicius, inquieto como Pessoa, amarguradamente incerto como Cazuza, solitariamente desperto como Camões...

Será?

Enfim vivo como escrevo, nuns dias com tinta, noutros com lágrimas, nuns dias com alma, noutros vazio, numa espécie de desvario que se apodera da pena.

Nesta Caneca, vivo sem pontos ou vírgulas, acentos ou parêntesis, num mundo de letras que se completam em cada comentário desse outro lado, em cada abraço de quem se mostra Canequiano.

E porque ser Canequiano nada mais é do que um sentir constante, por vezes asfixiante, num misturado querer que se solta em busca de expressar o que, segredadamente, sussurra a desmedida alma.

Obrigado a todos os Canequianos.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

28
Jul19

Um Momento Entre Amigos Ou A Busca Pela Eternidade?

Filipe Vaz Correia

 

Nada me preenche mais do que uma prosa entre amigos, esse tempo decorrido onde não se encontra o fim, onde não se entrelaça o início e apenas se busca a continuidade que parece interessar.

Por entre um olhar, uma palavra, um sorriso ou um gesto, se compreende todo um significado, um doce ou salgado entendimento de nós mesmos.

É assim que entendo a amizade, o sentir maior que não cala, mesmo no meio de silêncios, mesmo por entre ruidosos momentos que parecem silenciar cada pedaço de entendimento.

Foi assim o jantar de hoje, são assim os jantares de sempre.

Escolhemos o prato, decidimos a bebida, perdemos um infinito tempo entre sobremesas e digestivos...

Mas verdadeiramente nos perdemos por entre as conversas e memórias, graças e recordações.

Só assim faz sentido...

Só assim poderá fazer sentido.

Por mais palavras que se troquem, por melhores paladares que se encontrem, são as pessoas que contam, os sentimentos que somam, esse querer que se impõe.

Nada mais se sobrepõe, nada mais importa.

E hoje...

Foi apenas isso que aconteceu, um singelo momento entre amigos, por entre imprecisos instantes de um desmedido querer, maior do que nós, maior do que a memória que nos pertence...

Pertencerá.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

24
Jul19

O "Caneca" No Instagram!

Filipe Vaz Correia

 

Aderi ao Instagram...

Isto para o comum dos cidadãos não é motivo de comemoração, no entanto, para este escrevinhador é um feito e tanto.

Aderi sozinho, publiquei sozinho e ainda hoje não sei como o fiz.

O meu primeiro amigo foi o inestimável Triptofano sempre presente, sempre imprescindívelmente simpático.

Se vos disser que ainda não percebi como o fiz, talvez não acreditem, no entanto é a pura verdade...

Puríssima.

Lá estão duas fotografias, com uma preciosa legenda, talvez não, sem hastag pois ainda não percebi como isso funciona.

Mas caminhando, lá vai o Caneca de Letras, inovando aos soluços, lutando com a inovação, os inovadores arrepios da tecnologia.

canecadeletras no Instagram...

Acho que é isto.

E assim continuo Canequiano, sem parar, buscando o próximo destino.

Talvez o Twitter...

Para Canequiar com o Senhor Donald Trump.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

27
Jun19

No Caneca Com... Hetero Doméstico!

Filipe Vaz Correia

 

Obrigado ao Filipe Vaz Correia por promover este entroncamento, entrosamento, entre bloggers, escritores, profissionais e amadores que tiram algum tempo do seu dia para ler o que outros escrevem, sem censura ou amargura de o já ter lido noutro espaço impresso…

 

Não costumo receber convites para escrever noutros blogs!
Não costumo escrever noutro blog que não o meu.
Não costumo receber convites, sejam para o que for…
Costumo escrever e escrevo sem convite!

 

A minha motivação para escrever surgiu quando comecei a ler demasiadas coisas que me desagradavam. Não sei criticar sem sugerir ou corrigir sem fugir com o cú à seringa!

 

Já não me recordava o que sente quando se escreve sem uma extensão para contar os vocábulos e os caracteres. Ah! E de um plugin para SEO! Não há pressa, há mais tempo. O cursor teima em piscar como aqueles metrónomos analógicos engraçados que se emanciparam dos relógios antigos de parede. É uma sede sem líquido turvo e uma fome que não dorme ou que precisa que a dome. Pratiquei demasiada dieta de letras e bebi duma caneca de cometas mornos…

 

Sinto que podia ficar aqui o dia todo, mas tenho de me levantar. E continuar a escrever…
De pé. Numa daquelas bandejas frias e pequeninas com um monitor que me cega e me obriga a pressioná-lo com o máximo de dedos possíveis e me força a justificar por que foram intangíveis aqueles retrógrados resultados?!

 

Apesar de breve foi bom, sem um pesar de greve sem tom!!!

 

Hoje vou lavar a minha caneca e fazer um chá diferente!
Que seja mesmo quente, que eu bata o dente, que a tenha de segurar com ambas as mãos para apontar com a asa para a frente… 

 

 

Hetero Doméstico

 

 

25
Jun19

"Carta Para Uma Desconhecida"

Filipe Vaz Correia

 

Quando há dois anos criei o Caneca de Letras, estava longe de imaginar que este espaço me poderia ligar a pessoas virtuais, perdão...

Pessoas que só conheço virtualmente mas que assumem uma importância na minha existência Canequiana.

Esses que por vezes se aproximam desta Caneca repleta de Letras, outros que até aqui já escreveram, tomando a Caneca como sua, num exercício de amizade Canequiana que tanto enobrece este espaço e este humilde escrevinhador.

Assim percorro este espaço Sapo em busca do que os meus caros amigos escrevem, lendo e sorrindo, absorvendo e questionando, entrelaçando com gosto, opiniões e palavras.

Tantas palavras que se tornam abraços, que aquecem ou refrescam, amarrando momentos e sentimentos.

Neste mundo Canequiano, por este pequeno mundo, senti a falta da nossa querida Desconhecida, amiga que por aqui sempre saltitava, alegre e contagiante, próxima e opinativa.

A sua ausência levou-me em busca dos seus escritos, da sua voz, numa mistura de saudade e querença de reencontrar essa pessoa que tanto significa para este Caneca de Letras.

A Desconhecida foi uma das primeiras subscritoras do Caneca de Letras, uma das primeiras a comentar e a escrever neste sítio de partilha e opinião.

Se alguém souber desta "Desconhecida" diga ou avise que andamos à sua procura.

Pois aqui existirá sempre espaço para uma alma Desconhecida.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

19
Jun19

Obrigado Miguel Duarte!

Filipe Vaz Correia

 

Meu caro Miguel, não sei nem me interessa averiguar os pormenores da questão, até porque em certos casos os pormenores são tão menores que não poderão ser comparados com os pormaiores essenciais.

Ouvindo e lendo toda a história que te pertence, sobra-me um pouco de vergonha, envolve-me esse conforto cobarde que nunca me permitiu arregaçar as mangas e contribuir, gigantescamente, como fizeste.

"Quando vejo uma pessoa a morrer afogada, não lhe pergunto se tem passaporte. Tiro-a da água."

Miguel Duarte

Parece que após ajudares a salvar milhares de vidas no Mediterrâneo, o Estado Italiano, comandado por Salvini, apressa-se a te processar, ameaçando com uma pena que pode ir até aos 20 anos de prisão.

Nada que possa espantar, vindo de quem vem...

Mas o que não pode tardar é a resposta desta Nação que sendo tua, é maior do que as suas fronteiras físicas e muito maior do que essa Alma transposta em livros, histórias, romanceadamente única.

Os teus actos nos enobrecem, orgulham, emocionam, o que em momento algum pode ser confundido com qualquer acto menos correcto ou condenável.

Ao tomar conhecimento deste caminho por ti traçado, senti-me impelido a escrever, a gritar, a contribuir desta pequena forma, neste insignificante blog...

Obrigado Caro Miguel Duarte, pois com o teu exemplo, se renova a esperança num futuro melhor.

Obrigado.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

18
Jun19

Radicais, Absolutamente, Livres!

Filipe Vaz Correia

 

Existem momentos ou situações que não conseguem ser descritos na sua plenitude, muito menos pormenorizados, pelo significado que têm, pela beleza que assumem...

É assim na amizade, nesse amor fraterno chamado amizade.

O texto de Jaime Nogueira Pinto em homenagem a Rúben de Carvalho é apenas um pequeno pedaço desse momento, de uma bela amizade forjada na diferença, nessa gigantesca diferença capaz de encurtar divergências, de ligar pólos opostos.

Um Comunista e um Nacionalista, tão diferentes como inteligentes, tão afastados como coerentes.

Nessa genialidade livre, nessa radicalidade fraterna, se manifesta a capacidade de dois homens discutirem sem populismos bacocos, sem hipocrisias menores, sem as amarras tão habituais na política de corrimão.

E é assim que se dá o exemplo, que se honra a grandeza maior da nossa História, do legado dos que souberam construir o que somos, o que nos moldou como Nação.

Estaria sempre ao lado de Jaime Nogueira Pinto, por princípio, convicção ou valores, no entanto, isso jamais me impediria de admirar, respeitar o passado e a memória de alguém como o radical, absolutamente, livre que era Rúben de Carvalho.

E isso, nos tempos actuais, já é uma valiosíssima lição a recordar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

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