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Caneca de Letras

Caneca de Letras

06
Jan21

As Saudades De Um Amigo...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Meu querido amigo, muitos parabéns neste dia, pelos 42 anos que ficaram por cumprir...

Assim como ficaram os 20, os 30,  tantos e tantos sonhos, guardados em ti.

Neste dia de Reis, recordo muitos dos dias que passámos juntos, muito dos sorrisos que partilhámos, das traquinices que inventámos, da lealdade constante entre nós.

Se pudesse descrever a nossa amizade numa palavra, talvez esta fosse a mais apropriada, a que mais nos caracterize...

Lealdade.

Sempre juntos, sinceros, ligados.

Tanta coisa nos separava à partida, tantos nos ligou sem sabermos...

Às vezes penso se teríamos sido amigos, sem aquela cena de pancadaria que nos levou ao gabinete da Professora Jesuína, directora do colégio e daquela casmurrice, que tão bem nos define, de cada um querer assumir as culpas do outro.

Inimigos até aquele dia, siameses a partir daí.

Tínhamos 10 anos, 10 jovens anos.

Desde esse dia e até hoje, repito hoje, em momento algum ficaste longe do meu pensamento, meu amigo, longe deste coração que sempre te pertencerá.

Mesmo naqueles dias difíceis, enevoados por entre as sessões de quimioterapia, a que foste sujeito, mesmo nesses dias, não esqueço a nobreza com que enfrentavas a realidade, a esperança que brilhava no teu desbravado olhar...

No teu leal olhar.

Daqui, nesta carta, amigo de uma vida, fica o meu grito de parabéns, onde quer que estejas, onde quer que vás, para onde quer que foste.

Daqui, com o tremendo sentimento desta eterna amizade, fica silenciosamente, o imenso obrigado, por um dia ter feito parte dessa breve vida, que foi a tua...

Mas que sempre recordarei, com um carinho sem tamanho.

Parabéns Luís...

Meu querido amigo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

18
Nov20

Amizade

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Amigo, porque estás sempre presente?

Ausência não é certamente,

Nesse privilégio que se sente,

Essa palavra quente...

 

Amigo, porque não me deixas cair?

Pois posso lá eu pedir,

Ou até mesmo exigir,

Se não sei o que está para vir...

 

Amigo, porque estás sempre a meu lado?

Nesse teorema ou quadrado,

Seja pobre ou abastado,

Desse sentimento desejado...

 

Amigo, porque me dás a tua mão?

Afastando a solidão,

Iluminando a escuridão,

Falando-me ao coração...

 

Amigo já não me sinto sozinho;

Nem empurrado para um cantinho,

E já parece que adivinho,

A tua presença no caminho...

 

Amigo, já sei o que é amizade;

Pode rimar com lealdade,

Com certeza, com verdade,

E ainda mais, com a palavra amor!

 

 

21
Out20

Meu Querido Amigo, Quantos Versos Cabem Nestas Saudades?

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Faltou-te tempo para viver;

Faltou-te tempo para amar,

Faltou-te tempo para crescer,

Faltou-te tempo...

 

Sobrou tempo para esta dor;

Sobrou tempo para tamanha Saudade,

Nesse tempo sem temor,

De levar esta amizade...

 

Destino ladrão;

Vagabundo,

Cancro maldito,

Sem vergonha,

Nesse grito profundo,

Que se liberta...

 

Caminho inacabado;

Uma vida por cumprir,

Planos, desejos imaginados,

Sonhos a fugir...

 

Ainda recordo o teu olhar;

A esperança e a frustração,

Que por vezes tinha lugar,

Dentro do teu coração...

 

Tantos anos se cumpriram;

Já não voltam,

Não regressam,

Desde essa tua despedida,

Que não sara, ferida...

 

Não consigo trazer-te de volta;

Nem voltar a te abraçar,

Nessa espécie de revolta,

Que por vezes quer escapar...

 

Ainda sinto a tua falta;

Ainda recordo aquele abraço amigo,

Aquelas travessuras de criança,

Que passei contigo...

 

Saudades, eternas, tuas;

Amigo que sempre quis,

Dessas lembranças nossas;

Luís!

 

Meu querido Luís Miguel, parece que foi ontem, 24 anos se passaram desde que nos vimos pela última vez, nesta saudade que não finda, somente adormece ligeiramente, sempre presente na alma.

Os anos passaram e com eles sobram estas datas que nos marcam, o dia de teus anos, o dia de tua partida, por entre, tantas outras memórias que nos ligam à nossa infância.

Este poema escrito, para ti, há anos atrás, regressa a esta Caneca de Letras numa singela homenagem, num abraço fraterno deste teu "irmão" que sempre te quererá bem...

Um abraço tão imenso como esta saudade que nos separa.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

18
Ago20

Obrigado Tia Ana!

Filipe Vaz Correia

 

Querida Tia Ana:

Poderia começar escolhendo um milhão de palavras para descrever estes dias na Foz, na sua Foz, de umas décadas a esta parte, por culpa dos Tios e do Jaime, também a minha Foz, no entanto, de todas essas palavras irei escolher...

Obrigado.

Obrigado por tamanho carinho e amizade, pela acolhedora forma como sempre nos faz sentir em casa, nessa sua casa que sinto, sempre senti, como minha.

Durante anos, desde a imberbe juventude, fui recebido na Foz, em Barrantes, na Quinta do Lago ou em Lisboa com esse sentir maior, essa capacidade de amarrar nas longas conversas ao jantar, nos sorrisos das memórias, nas histórias que marcam a alma e moldam a saudade.

Saudades do Tio, de tempos que, enfim, revivemos sempre que estamos juntos...

Agora na companhia dos meus sobrinhos, seus netos, que enriquecem o olhar, enternecem a vida e salpicam de esperança o futuro.

Mais uma vez não tenho palavras para descrever esse pormaior que entrelaçou estas férias, os jantares, os filmes, os jogos, as conversas e o bom Zaqueu...

Espero que o meu amigo Zaqueu possa, de quando em vez, continuar nos seus escondidos petiscos à volta da mesa da cozinha.

Obrigadíssimo Tia...

Por tudo e como este tudo é demasiado pequeno para expressar o tanto que, ao longo do tempo, vivenciei com o Tio Jaime e a Tia Ana.

O Mar da Foz...

Sempre pincelado com o seu carinho e afecto.

Um beijinho do seu "sobrinho"...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

17
Ago20

O Regresso De Uma Caneca...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Meus queridos amigos, o Caneca de Letras está de volta, depois de duas semanas de férias, quase ausente desta blogosfera tão importante para este que vos escreve.

Às vezes nessa ausência se busca a intrínseca chama desse escrevinhar que alimenta a intensa vontade de vociferar...

Vociferar, tão intensamente como a secreta esperança de um jovem aprendiz.

O Caneca de Letras voltou!

Passem pelo sardinhaSemlata...

Um abraço

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

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