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Caneca de Letras

Caneca de Letras

26
Mai20

Obrigado...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Um blog, um conjunto de letras e palavras, desabafos pincelados na tela em branco, num desencontrado encontro de experiências e opiniões, entrelaçadas por esse mundo virtual que nos ampara.

Quando comecei a escrever, no Caneca, jamais poderia ter imaginado as pessoas que iria conhecer, mesmo que ao longe, aqueles com quem trocaria argumentos e as afinidades completadas em pequenos pedaços de frases soltas.

Um mundo diferente...

Entrei em viagens que desconhecia, percorri deliciosas receitas, aprofundei opiniões, abalei as incertas certezas que me alicerçam, escutei melodias e mergulhei em odes poéticas pelas mãos de outros.

Tanto em tantos momentos...

Sorri e soltei gargalhadas, emocionei-me com partidas e chegadas, voei em imaginativos contos e carpi os desgostos futebolísticos de um amor sem fim.

É nesta caminhada e através dela que me cabe expressar este obrigado por tamanha viagem, a todos sem excepção, pela forma educada e carinhosa com que quase todos aceitaram por aqui passar.

O que seria de uma Caneca de Letras, se essas Letras fossem apenas pinceladas por uma pessoa, somente por um olhar, sem esse enriquecimento vivido entre soltas prosas de gente diferente.

Mais de 1500 posts depois, mais de 130.000 visitas e a caminho das 250.000 visualizações, achei por bem deixar este pedaço de gratidão a todos vós.

Pois nunca é demais dizer obrigado para quem com tamanho carinho foi mergulhando nesta singela Caneca.

Obrigadíssimo.

A viagem continua...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

23
Mai20

Quem Se importa?

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Aos teus olhos somente fragilidade;

aos olhos de outros fortaleza,

aos meus olhos reciprocidade,

aos olhos de outrem aspereza.

 

Nesta batalha de tantas vidas;

se escondem amargas melodias,

marcas e feridas,

disfarçadas à luz do dia.

 

Mas no toque de uma mão;

baixinho continua o rádio a tocar,

vai soletrando a canção,

essa desesperada esperança de amar.

 

E mesmo que tudo corra mal;

no entrelaçado caminho,

no teu respirar, olhar, cheiro,

busco a certeza de não estar sozinho...

 

Mesmo que por vezes, efectivamente, possa estar.

 

 

18
Abr20

Tenho Saudades... De Não Ter Saudades!

Filipe Vaz Correia

 

Tenho saudades...

Saudades dos meus, daqueles que me fazem falta, nesse grito maior que um telefonema não pode bastar.

Palavras que ganham desmedidamente valor, tentando descrever esse calor que falta, esse abraço que não chega, esse sorriso que se perde, por entre, as imagens do Watshaap ou do House Party.

Sei bem os tempos que vivemos e as medidas que temos de cumprir, no entanto, não será demais libertar essa "raiva" escondida em mim...

E aqueles que se encontram trancados sozinhos, sem ninguém com quem partilhar pelo menos o desabafo, o resmungar, o inevitável desespero que chega?

Distantes dos que mais queremos, de alguns dos que mais queremos, parece que este sentimento, a saudade, cresce, aumenta, desassossega o sentir maior.

Por vezes, no quotidiano, não damos valor aos pequenos momentos que se tornam hábito, aquele encontro diário com pessoas que se tornam "normalidade", até os vizinhos do prédio, da rua, encontros fortuitos se assemelham agora a "família", rostos do dia a dia que se tornaram pertença, aquele assemelhar de realidade perdida, perdida vontade de resgatar algo que sabemos perdido.

Um rosto sem máscara, um olhar desbravado de preocupações, por entre, vozes e silêncios.

Tenho saudades dos meus...

De mim.

Fecho os olhos buscando esse sentido meio entrelaçado à nostalgia que me assalta, nestas linhas ressaltada sem receios ou vergonhas, pois em cada gota de chuva que vai caindo do lado de fora da janela, busca a alma minha esse lavar de esperança, no nascer de novo, no querer desnorteado, na trémula escrita que se pretende firme e crente.

Tenho saudades...

Saudades de não ter saudades.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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