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Caneca de Letras

Caneca de Letras

01
Nov19

O Caneca De Letras... Faz Três Anos!

Filipe Vaz Correia

 

Três anos de Caneca de Letras...

Faz hoje três anos que escrevi pela primeira vez nesta Caneca, longe de imaginar o alcance dessa decisão, dessa viagem percorrida entre textos e histórias, conversas e discussões, poesias e palavras, num encontrado gosto pela “Sapiana” partilha.

Encontrei através desta Caneca, pessoas e vozes, diferentes e semelhantes, opinadores que desassombradamente anotam o carinho e a contradição, a concordância e o seu contrário, pedaços de histórias que enriquecem este pequeno blog...

Aqui escreveram penas diferentes da minha, com tintas e aguarelas próprias, visões distintas que asseguraram novas frases, novos mundos, palavras soltas pertencentes a interessantes imaginações.

De facto, durante este tempo “Canequiano” nada me preencheu mais do que as visitas de estimadíssimos amigos que se tornaram parte deste espaço, parte importante nesta troca de ideias e desejos.

Parece que foi ontem...

Mas passou o tempo, viajante misterioso que nos cobre de memórias, desapegadas histórias da alma.

Tinha tantas pessoas para agradecer que temo perder-me nesse entrelaçado agradecimento, no entanto, a todos vós, estimados Canequianos, aqui fica este abraço do tamanho do mundo, tão intenso e imenso como o esvoaçar desse sentir poético.

Que venham mais Canecadas...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

31
Ago19

Costa E Sócrates: Ressentimento Ou Traição?

Filipe Vaz Correia

 

Parece que José Sócrates irá usar o Jornal Expresso, deste sábado, para se indignar contra aquilo que sente ser um desprezo da parte do PS e de António Costa pela História do Partido, com particular atenção ao seu Governo de maioria absoluta.

Sócrates desabafa, por entre linhas, contra o que deverá sentir como uma traição de alguém que lhe sendo próximo, se afastou tacticamente.

Sócrates recorda a passagem de Costa pelo seu Governo, como número dois, recordando ainda a sua escolha para a Presidência da Câmara de Lisboa.

No meio de tanto ressentimento, Socrático, importa referir a parte de razão que assiste ao antigo Primeiro-Ministro, neste caso.

Não discuto o papel de Sócrates, enquanto Governante, já foi amplamente discutido, nem o seu papel do ponto de vista judicial, está neste momento em julgamento, apesar da convicção que sobrevive em todos aqueles que vendo de fora, sentem os meandros de tamanhas incongruências.

Enfim...

Costa que tantas vezes na Quadratura do Círculo fez saber da imensa amizade que o ligava ao anterior Primeiro-Ministro Socialista, foi dos primeiros a saltar para longe deste, quando o mesmo se tornou tóxico, num gesto taticista, próprio de sobreviventes capazes de tudo para se manterem à tona de água.

Julgo que os ratos se comportam da mesma maneira.

Sócrates está ressentido, talvez com razão, observando este reinado Socialista, intensamente obcecado em reescrever a História...

Por essa razão este artigo de Sócrates é importante, quanto mais não seja, para recordar a António Costa que a História não se reescreve, a não ser de forma rasurada, rasuradamente hipócrita.

E assim, entre amigos, cada um continuará certo da sua “verdade”, sendo que caberá aos Portugueses estarem atentos ao que dessa verdade resulta, como desenho comportamental e de carácter...

De Sócrates já se espera tudo, convém compreender o que se poderá esperar do sempre bonacheirão Costa.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

28
Jul19

Um Momento Entre Amigos Ou A Busca Pela Eternidade?

Filipe Vaz Correia

 

Nada me preenche mais do que uma prosa entre amigos, esse tempo decorrido onde não se encontra o fim, onde não se entrelaça o início e apenas se busca a continuidade que parece interessar.

Por entre um olhar, uma palavra, um sorriso ou um gesto, se compreende todo um significado, um doce ou salgado entendimento de nós mesmos.

É assim que entendo a amizade, o sentir maior que não cala, mesmo no meio de silêncios, mesmo por entre ruidosos momentos que parecem silenciar cada pedaço de entendimento.

Foi assim o jantar de hoje, são assim os jantares de sempre.

Escolhemos o prato, decidimos a bebida, perdemos um infinito tempo entre sobremesas e digestivos...

Mas verdadeiramente nos perdemos por entre as conversas e memórias, graças e recordações.

Só assim faz sentido...

Só assim poderá fazer sentido.

Por mais palavras que se troquem, por melhores paladares que se encontrem, são as pessoas que contam, os sentimentos que somam, esse querer que se impõe.

Nada mais se sobrepõe, nada mais importa.

E hoje...

Foi apenas isso que aconteceu, um singelo momento entre amigos, por entre imprecisos instantes de um desmedido querer, maior do que nós, maior do que a memória que nos pertence...

Pertencerá.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

25
Jul19

O Tempo Onde Era Criança!

Filipe Vaz Correia

 

Como posso dizer?

Escrevinhar sem soluçar, ou mesmo que soluçando, olhando de frente para o futuro sem me recordar daquela criança que brincava em seu quarto, esperançosamente esperando por esse amanhã.

Todos já fomos essa criança...

Não fomos?

Aquele mundo de exclamações e interrogações, de medos e certezas, de anseios e desejos.

Tanto tempo passou...

Tão pouco tempo decorreu.

A noção de tempo é um dos mistérios da existência Humana, desse decorrer de segundos e instantes que chegando se perdem, abraçando se extinguem, amarrando nos libertam.

Tanta gente que se perdeu pelo caminho, olhares que se apagaram, vidas que abandonaram o palco e vivem agora aprisionadas na minha memória.

Tenho tanto carinho por aquela criança, pelos seus sonhos cumpridos ou por cumprir, pela sua vontade de querer, simplesmente, existir.

Tenho saudades...

Saudades que vivem em mim, sem fim, por fim.

Em cada momento, por entre, caminhos e destinos, busco sempre, quase sempre, aquele sentir puro que habitava naqueles largos caracóis, naquelas expressões sorridentes, naquele tempo que parecia não passar.

Infelizmente passou...

Felizmente passou.

Tantas contradições, próprias de interrogações que chegam e que se entrelaçam com a vida de adulto.

Escrevendo este texto liberto um pouco desse tempo perdido nos escritos antigos, nas memórias presentes, recordando nesta Caneca um pouco mais de mim...

Um pouco mais dos meus.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

12
Fev19

Caneca de Sabores: Feijoada à moda do Pipo...

Filipe Vaz Correia

 

Esta Caneca de Sabores é especial...

É dia de Feijoada.

Nada é mais poético, no mundo do repasto, do que uma bela Feijoada, esse entrelaçado de ingredientes, misturados com amor, libertando em cada pedaço de odor, o leve sabor, de tamanha aventura.

Vinicius de Moraes escreveu...

Feijoada à minha moda, uma das minhas preferidas poesias.

Nada mais apropriado e que recomendo vivamente.

 

IMG_20190203_202824.jpg

 

Ingredientes:

 

. Folha de Louro

. Malagueta

. Polpa de Tomate

. Orégãos

. Lombinhos de Porco em Tiras finas

. 1 Chouriço

. 4 Linguiças pequenas

. Pimentos

. Coentros

. 1 Farinheira

. 100 Gr. de Bacon às tiras

. 1 Cálice de Vinho do Porto

. Azeite

. 4 Latas de Feijão Encarnado

. Sal

 

Colocar o Azeite com uma folha de Louro e Sal ao lume, esperar um pouco e misturar as carnes, as tiras de Lombinho de Porco, o Bacon, o Chouriço, a Farinheira, a Linguiça, tudo fatiado.

Após colocar estes ingredientes, mexer tudo e aguardar um pouco para fritar.

Misturar as ervas, Orégãos e Coentros, acrescentar a Pimenta e os Pimentos.

Aguardar mais um pouco.

Misturar o Vinho do Porto e a Polpa de Tomate com os restantes alimentos.

Deixar envolver até ganhar uma calda com o suco das carnes e do Vinho do Porto.

Preparar e acrescentar o Feijão.

Misturar água a gosto, assim como, mais Coentros.

Mexer e aguardar, tapando o tacho.

Deixar ao lume até ferver.

Por fim, acrescentar a Malagueta, corrigir os sabores, até estar ao gosto do "cozinheiro".

Acompanhar com Arroz Basmati.

Servir e apreciar...

De preferência na companhia de quem mais gostamos, pois é assim que melhor se apreciam os bons momentos da vida.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

31
Dez18

Um Bom Ano Para Todos Os "Canequianos"...

Filipe Vaz Correia

 

Um bom ano para todos...

Como diria Cazuza:

" O Tempo Não Pára".

E assim se aproxima 2019, num caminhar pela estrada do destino e neste pequeno espaço, uma Caneca repleta de Letras, apenas um desejo ganha vontade...

Que o Ano Novo traga, para todos, os melhores sonhos e com eles a concretização desses secretos planos que ansiosamente permanecem na alma, de cada um de nós.

Um abraço repleto de carinho para todos os "Canequianos" que acompanham este blog e com a essa presença tanto enriquecem este "cantinho".

 o ultimo fecha a porta, A Desconhecida, o Triptofano, a Ana, a Beia Folques, a Gaivota Azul, a Tudo Mesmo, o José da Xã, o Malik, A Rapariga Do Autocarro, o P.P., a Mami, a Cecília, a Cheia, o Robinson Kanes, o Júlio Farinha, a Terminatora, a Andreia,  o Francisco Laranjeira, o Jaime Bessa, a Verinha, O Lourenço, o Delfim Cardoso, a Roxie, o Manel Jardim, a Daniela, o Miguel Pastor, a Equipa Sapo, o Anjinho...

A todos um Bom Ano.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

29
Nov18

Um Jantar Do "Caneca"...

Filipe Vaz Correia

 

Dias atrás, tinha eu acabado de fazer o jantar para os meus Sobrinhos Matilde e João, quando estes disparam uma ideia tão peregrina, como engraçada...

"O Arroz do Tio é tão bom como o do H3."

"E tio... Esse arroz é o melhor."

Claro que sorri e o meu coração se regozijou com os elogios destes dois, que sendo "meus", me enternecem.

"O Tio deveria ir ao Masterchef."

Acrescentavam por entre um conjunto de elogios.

Sentados à mesa, a minha querida Sobrinha Matilde, não se poupava às ideias...

Porque razão, o Tio não faz um texto no Caneca sobre este jantar e daqueles "seus" seguidores que comentarem, escolhemos um para ir jantar a casa do Tio, um dos seus fantásticos cozinhados.

Sorri...

Sorri imaginando a coisa e pensando como seria bom juntar, à volta de uma mesa, pessoas que desconheço, com algumas que fazem parte da minha vida, desde sempre.

Todas as desculpas servem para, por exemplo, uma boa feijoada.

Histórias partilhadas, gargalhadas, conversas, palavras...

A Desconhecida, a Ana, o Delfim Cardoso, o Triptofano, a Beia Folques, o P.P, a Gaivota Azul, o Anjinho, o Francisco Laranjeira, a Terminatora, o Robinson Kanes, a Tudo Mesmo...

Como seria bom.

E juntar o Jaime Bessa, o Miguel Pastor, a Verinha, a Daniela, o Lourenço, o Manel.

Tudo com a supervisão dos autores da ideia.

Bem...

Não passa de uma ideia.

Mas que seria uma belíssima ideia, isso seria.

Seria?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

17
Mar18

Sonho Meu...

Filipe Vaz Correia

 

Um frio imenso, intenso, amarrado a um vento que parecia cobrir todo o horizonte que diante de mim se encontrava e que ameaçava se tornar infinito.

Ao meu lado o vazio, a solitária solidão, neste caminho que necessito percorrer, impulsivamente buscando o que desconheço e que desconhecendo parece me pertencer.

Continuo sem parar...

Esforçadamente querendo, cerrando dentes, fechando os punhos, orando bem alto...

Bem alto dentro de mim, sem gritar ofegantemente, como queria fazer, deveria fazer ou desejaria sentir.

O manto branco que cobre o chão, onde enterro os meus pés, abraçados pela neve imensa que se formou...

Não tenho medos, tendo tantos, não tenho desesperos, estando coberto por eles, na imensidão silenciosa que me acompanha.

Olho para todos os lados em busca de um destino, buscando também, nesse destino, os fantasmas prometidos em cada pesadelo, a cada meu receio.

Não tenho medos...

Repito sem parar, tentando convencer a alma minha de que é verdade esta mentira que sinto, que não me aprisiona este tão grande silêncio.

O barulho do vento, dessa gigantesca presença ausente, parece apoderar-se sem dizer, de tudo e ao mesmo tempo de nada, de mim e de ninguém, de todos os que sendo meus, há muito, me abandonaram.

Vou andando...

Vou esperançadamente caminhando.

Ao longe, neste destino que se tornou viagem, oiço o trautear da minha infância, das vozes perdidas em mim, dos sonhos que um dia me pertenceram...

Uma casa pequena, com as luzes reflectidas nas janelas, a lareira acesa e o fumo saindo da chaminé.

Naquelas paredes, no meio do nada, daquele nada gélido e branco, parece existir um pedaço que conheço, uma parte que sempre reconhecerei.

Aproximo-me daquelas janelas e espreito para lá dos seus vidros...

Sinto cheiros que conheço, vozes que me embalaram, sorrisos e abraços que tanto me ensinaram.

Naquela casa vejo Avós e Mãe, Tios e até amigos...

Vejo gente que tanto quis...

Que tanto quero.

Num instante o meu olhar se cruza com o de minha Mãe, com o seu terno e querido olhar, repleto daquele carinho que me tornava o centro do mundo...

Do seu mundo.

Um sorriso que me abraçava, somente abraçava, como se aquele abraço fosse o que nesse mundo mais importava, nesse mundo que se encontrava dentro daquele abraço.

Acordei...

Acordei, acordando, sabendo que esperava não mais acordar.

Naquele gélido sonho, naquelas palavras que não disse, nem escrevi, se encerrava um breve encontro, desencontrado amor que sempre me amparou, entrelaçado com as imensas saudades que para sempre perdurarão...

Como é bom sonhar, com quem sempre connosco sonhou.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

18
Out17

Terra Queimada

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Terra queimada;

Dor abrasadora,

Cheiros de nada,

Mágoa destruidora...

 

Terra queimada,

Ao som de um ardor,

Vidas ceifadas,

Desnudado pudor...

 

Terra queimada;

Vazio que sobrou,

Tragédia cantada,

Que na memória ficou...

 

E já não voltam os mortos;

Filhos ou Pais,

Amigos ou amores,

Eternamente perdidos,

Por entre chamas de horrores...

 

Nesta nossa terra queimada,

Descansará um pouco de todos nós,

Num silêncio Lusitano,

Num imenso grito sem voz.

 

 

 

 

 

 

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