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Caneca de Letras

Caneca de Letras

A Minha Montanha

 

 

 

Do alto da minha montanha;

Vislumbro ao longe,

Bem ao longe,

Quase se perdendo no olhar,

As asas que timidamente,

Insisto em não usar...

 

Do alto dessa montanha;

Hesito em partir,

Deixar para trás a presente tristeza,

Que persiste em ferir,

O que há muito desvaneceu...

 

Do alto daquela montanha;

Vejo passado e o presente,

Esse futuro que se pressente,

O querer agora ausente,

Só mágoa,

Tão minha...

 

Do alto desta montanha;

Me despeço de ti,

E abraço sem fim,

Essa parte de mim,

Que ainda é capaz de sonhar...

 

Sonhar!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sorriso...

 

 

 

Vai se perdendo o sorriso;

Sem deixar de sorrir,

Mesmo que esse sorriso,

Seja apenas a fingir...

 

Fingindo que é verdade;

A ausente tristeza,

Que não é saudade,

Essa incerta certeza,

Que sinto...

 

Sentindo sempre a bater;

Esse amor no coração,

Espécie de sofrer,

Sofredora desilusão...

 

E vai sobrando esse sorrir;

Estranha forma de disfarçar,

Essa mágoa a ferir,

Em que se tornou,

Este amar.

 

 

 

Teu Olhar...

 

 

 

Não consigo explicar;

O que não tem explicação,

Essa forma de amar,

Que amarra o meu coração,

Umas vezes a palpitar,

A palpitar dessa emoção,

Que por entre o teu olhar,

Me invade...

 

E no teu cheiro;

Me busco,

Sempre inteiro,

Me perco,

Em ti...

 

 Pois nos teus braços;

Em teus braços,

Tudo faz sentido,

Sentindo em mim,

O tempo a regressar,

A cada beijo perdido,

Lágrima prometida,

Ardor ferido,

De uma outra vida...

 

E em cada uma dessas vidas;

Encontro essa parte de nós,

Que se tornou eterna,

Vivendo intemporalmente,

Neste imenso amor...

 

Que nos pertence.

 

 

Inexistente!

 

 

 

Desalinhadamente escrevi;

Palavras soltas,

Tão soltas e impreparadas,

Que se escapam do papel...

 

Descrevendo;

O que indescritívelmente me amarrava,

Amarrando,

O que verdadeiramente desejo gritar...

 

Perdeu-se;

Sem nunca ter valido a pena,

Desvaneceu,

Sem nunca ter existido esperança,

Desapareceu,

Sem nunca ali ter estado...

 

Passo após passo;

Num constante caminhar,

Vai insistindo o coração,

Lutando bravamente...

 

Lutando por aquele amor,

Inexistente...

 

Loucamente inexistente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Outrora Amor...

 

 

 

Como dói;

A desilusão,

Como corrói,

Esse pedaço do coração,

Que ainda se ilude...

 

Segredando ao tempo;

O que o tempo sabe esperar,

Desenganado momento,

Em que tudo irá acabar...

 

Pois nada sobrará;

De tamanho amor,

Dessa ferida que perdurará,

Por entre a dor,

Intemporal...

 

Apenas;

Recordações pequenas,

De vagas penas,

Na memória...

 

Do que um dia;

Existiu.

 

 

 

 

 

Estúpido Coração...

 

 

 

Estúpido coração;

Ingénuo sentir,

Desnudadamente entregue,

Às feridas que chegarão,

Inevitavelmente...

 

Inevitavelmente chegarão;

Para te magoar,

Expondo esse ardor,

Que ao longe se confunde,

Mas de perto te destrói...

 

Estúpido coração;

Que insistes em amar,

Esse pedaço de tempo,

Que se esfumou...

 

Que nunca te pertenceu;

Nem de ti fez parte,

Num instante desvaneceu,

Eternamente...

 

E eternamente aprenderás;

Que aquele olhar,

Não passava de espuma,

De uma ilusória contradição da alma...

 

E noutro tempo;

Num outro momento,

Reencontrarás...

 

Aquele pedaço de ti;

Que fará sentido.

 

 

 

 

 

 

Queria...

 

 

 

Queria muito;

Poder voar,

Fugir com tamanhas asas,

E com elas sobrevoar,

Por entre os céus,

Num eterno vislumbrar,

De um sonho...

 

Queria tanto;

Amarrar a alma,

Ao silencioso momento,

Intenso querer,

Irrompendo o vento,

Por um imenso sentir,

Num ardente prolongamento,

Sem fim...

 

Queria sem parar,

Poder dizer-te baixinho...

 

Meu amor.

 

 

Bastaria...

 

 

 

Bastaria um segundo contigo;

Para ter valido a pena,

Um pequeno momento,

Para se acender a chama,

Momento derradeiro,

Inteiro...

 

Bastaria um olhar;

Desencontrado no tempo,

Para o coração reencontrar,

Esse intenso amar,

Voando pelo vento,

Anos sem fim...

 

Bastaria o silêncio;

Suspenso no céu,

Para descrever,

Sem palavras,

Tão belo amor...

 

Tão gigantesca forma de amar.

 

 

Sem Ti...

 

 

 

Poucas palavras;

Que possam descrever,

O que não pode ser descrito,

Silenciosamente querer,

Tamanho amor...

 

Porque tu;

Simplesmente tu...

 

És o pedaço de mim;

Que mais amo,

A parte de mim,

Que mais desejo,

Esse querer sem fim,

Que é amor...

 

És o bater da minha alma;

O expressar da minha emoção,

Pedaço de calma,

Que acalma o meu coração...

 

Pois sem ti;

Nada existe,

Nada importa,

Nada faz sentido...

 

Sem ti;

Se extingue a chama,

De uma vida.

 

 

 

Amo-te!

 

 

 

Parece que o mundo está preso ao teu olhar;

Pois é nesse olhar que me perco,

Nessa esperança que me amarro,

Voando através dessa alma tua,

Pela eternidade...

 

Parece que o céu se fecha;

De cada vez que sorris,

Num abraço imenso,

Tão imenso,

Mas que mesmo assim,

Não consegue desfazer,

As tamanhas saudades....

 

Parece que a voz se embarga;

Apertando a alma;

Nessa sensação desapegada,

De solidão...

 

De cada vez que partes,

De cada vez que se fecha a cortina,

De mais um dia...

 

Parece que é pouco o tempo;

Para tamanho amor;

Parece que é pouco o vento,

Para voar contigo,

Sem fim...

 

Parece...

Parece que nada;

Será tão grande como este amor que sinto por ti,

Tão imenso como este amor que palpita em mim,

Tão gigante que não consigo expressar...

 

Parece que a vida é pequena;

Para escrever estas palavras,

Para descrever cada letra,

Cada parte de mim,

Em ti...

 

Amo-te.