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Caneca de Letras

Caneca de Letras

23
Fev21

Um Amor De Ontem...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Éramos tão jovens;

tão infinitamente jovens,

que não nos apercebemos do passar do tempo,

desse bater descompassado,

que a poeira não traz de volta.

 

Tão jovens na memória do olhar;

nesse espartilhar de emoções,

nesse querer amar,

carregado de contradições.

 

E por entre segredos guardados;

desejos imaginados,

viverão esse sonhos de outrora,

"nessas saudades de agora,"

que partiram...

 

foram embora.

 

 

 

 

21
Dez20

Mãe, Mais Um Ano... Sem Ti!

Filipe Vaz Correia

 

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Guardo-te nas minhas memórias onde sobrevive o teu cheiro, o teu olhar, a tua voz, tantos momentos que guardados em mim perpetuam cada parte de nós, intensamente nossos, perdidamente únicos.

Guardo em mim a saudade, ardente e insistente, guardo em mim o amor, intenso e imenso, guardo em mim o adeus, a cada instante, asfixiante.

Guardo tanto de ti, deste que te pertence, desse nós que só existe por tua decisão.

Sou gente porque o quiseste, sou alma porque o desejaste, sou eu...

Porque fui teu...

Sou teu.

As palavras que aprendi a tecer, foram-me dadas por ti, tecidas nesse amor soletrado em cada linha, em cada letra, de cada forma, em cada pozinho de perlimpimpim.

Não sei chorar sem esconder, respirar sem sofrer, esperar, esperar, esperar...

Esperar por esse tempo que não volta, esse ardor que ainda queima, esse desesperante adeus que persiste.

Deitada na cama de teu quarto, sem vida, recordo-me desse último olhar, meu sobre ti, num adeus que sabia seria o mais penoso em mim.

Nesse último instante, a sós, em nossa casa, tinha a certa certeza de que nada seria igual, nada o foi, de que jamais poderia sentir o mesmo bater do coração.

Meu amor...

Tenho saudades de não ter saudades, desse querer maior traduzido em teus olhos nesse navegar em minha direcção.

Nesse olhar descobri, sempre senti, o significado do incondicionalismo, num amar maior do que a vida...

Amo-te, Mãe.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

20
Out20

Outras Vidas...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Tantas vidas à tua procura,

Uma após outra, uma após outra...

 

Sem parar, numa aventura;

Procurando com candura

O toque dessa tua ternura

Perdida além do tempo...

 

Noutra vida...

Que ainda consigo recordar,

Lá bem distante,

Tão jovens, inocentes,

Desencontrados nesse amar

Que buscamos eternamente

Sem saber ou adivinhar

Esse encontro de antigamente.

 

Tantas vidas afinal, sempre nossas;

Noutras vidas que passaram, tão nossas,

Tantas e tantas, só nossas...

 

Um dia as encontraremos todas...

Todas as nossas vidas,

Numa só.

 

 

09
Out20

Salvem-Se Os Poetas...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

As minhas palavras foram, desde cedo, entrelaçadas aos grandes poetas, àqueles que puseram em palavras os sentidos maiores desses temores que nos perseguem...

A todos.

Desde pequeno que fui apresentado a este sentimento maior que nos estrangula e deixa sedentos, que nos abraça e liberta, nos ensina a viver e reviver pelos trilhos da dimensão Humana.

Nessa ânsia de caminhar, leia-se escrever, ler, fui tropeçando na boçalidade que amiúde saltava dos ignorantes com quem me fui cruzando mas também ressaltando daqueles que me deram a mão, me ensinaram a olhar e escutar, soletrando as suas ideias, sussurrando as questões que perturbavam os dogmas instalados...

Desses, os últimos, fui bebendo, retirando o melhor, em prosa, em verso, nas intermináveis poesias que simbolizavam os enigmas escondidos nas esquinas da alma.

Tenho medos e anseios, saudades imperfeitas em perfeitas e solitárias vontades...

Como admiro Pessoa, na sua pequenez agigantada, Cazuza, na sua irreverente vontade de viver que inevitavelmente o guiou até ao imberbe fim de seus dias, Drummond de Andrade, na gentil forma de ser intemporal, Vinicius, nesse copo de Whisky que ainda tilinta nos mais requintados bares de Copacabana, Camões, pelo singelo facto de ser na sua pena que se amarra cada parte dessa descoberta constante de um imenso Povo...

O nosso.

Na Carta a Dani, onde Cazuza escreve as primeiras palavras após ter assumido a sua doença, essa que naqueles dias certificava o fim mais cruel desde o tempo da lepra, se pode sentir a corajosa coragem, a repetição por vezes faz sentido, podendo encontrar o verdadeiro sentido de um poema...

Despido, real, mais além do que qualquer retrato.

Coragem, Humano, de uma dimensão escassa, singela...

Cazuza escreveu um dia:

"Que morrer não dói"

Mas dói a insensibilidade destes tempos desumanos, bem explicita na encíclica papal Fratelli Tutti, onde o Papa Francisco cita Vinicius de Moraes.

E se na divina palavra de um Papa cabe um trecho do "Samba da Benção"...

"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro na vida"

Talvez seja a hora de em cada parte de nossas vidas conseguirmos olhar para o outro, para cada verso de nossos dias, com a fraterna expressão de um poeta.

Sem receio de amar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

28
Ago20

Mãe, Onde Estás? As Saudades De Um Filho...

Filipe Vaz Correia

 

Guardo-te nas minhas memórias onde sobrevive o teu cheiro, o teu olhar, a tua voz, tantos momentos que guardados em mim perpetuam cada parte de nós, intensamente nossos, perdidamente únicos.

Guardo em mim a saudade, ardente e insistente, guardo em mim o amor, intenso e imenso, guardo em mim o adeus, a cada instante, asfixiante.

Guardo tanto de ti, deste que te pertence, desse nós que só existe por tua decisão.

Sou gente porque o quiseste, sou alma porque o desejaste, sou eu...

Porque fui teu...

Sou teu.

As palavras que aprendi a tecer, foram-me dadas por ti, tecidas nesse amor soletrado em cada linha, em cada letra, de cada forma, em cada pozinho de perlimpimpim.

Não sei chorar sem esconder, respirar sem sofrer, esperar, esperar, esperar...

Esperar por esse tempo que não volta, esse ardor que ainda queima, esse desesperante adeus que persiste.

Deitada na cama de teu quarto, sem vida, recordo-me desse último olhar, meu sobre ti, num adeus que sabia seria o mais penoso em mim.

Nesse último instante, a sós, em nossa casa, tinha a certa certeza de que nada seria igual, nada o foi, de que jamais poderia sentir o mesmo bater do coração.

Meu amor...

Tenho saudades de não ter saudades, desse querer maior traduzido em teus olhos nesse navegar em minha direcção.

Nesse olhar descobri, sempre senti, o significado do incondicionalismo, num amar maior do que a vida...

Amo-te.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

09
Jul20

Amor Da Minha Vida

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Amor da minha vida

que me fazes perder o sentir

esse respirar que se suspende

que só a alma compreende.

 

Desejo o teu cheiro

em cada momento inteiro

sabor primeiro

nunca derradeiro 

e assim infinitamente.

 

Por ti vivo

e morro

suspiro e deliro

me perco e reencontro

tudo de uma só vez.

 

E de todas as vezes

sem receio

te abraço

eternamente.

 

 

08
Jul20

Mil Vezes Amar

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Amar, amar, amar...

Morrer de amor, sofrer amor, querer de amor...

Não desliga por favor, nessa despedida cantada, despida nortada, que se abeira do fim...

Do fim que reinicia, da desesperada partida, maldita desdita que não cala...

O silêncio, sofrimento no tormento, desesperado sentimento, num ausente momento...

Tão presente quanto ausente, num olhar o esgar, desse sentir que se esconde...

Escondido e perdido, no mar despido, amargurado e sentido, orgulho ferido...

Pois faz parte desse amar, o saber perdoar, tão imenso se entrelaça o bater da alma...

Anjos e demónios, antónimos e sinónimos, estranhos e homónimos, numa caminhada mundana...

Pé sobre pé, de mãos dadas, no silêncio das paredes, com a lua como testemunha, do outro lado da janela...

E ali se segreda a vontade, a saudade, a intensa verdade...

De um amor.

O nosso amor

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

04
Jul20

O Amor...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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O amor, esse pedaço de tudo que se transforma em respiração, em toque e sobressalto, em olhar perdido que se entrelaça no silêncio, em partilha intensa desmedidamente entregue.

O amor, palavra sacra e vã, tantas vezes atirada para o ar nesse querer que se torna mundano, nesse vazio impreciso tornado verdade, no entanto, no seu sacro esvoaçar se eterniza, em escassos momentos, raros amantes, por entre vidas...

Vidas distantes, tornadas uma só nessa entrelaçada explicação da alma, do terno e sensível coração.

O amor de Shakespeare, de todos os Shakespearianos, se esconde desencontrado nas estradas poeirentas e mundanas do destino, é escrevinhado a pena, desenhando letras que num ápice se fundem, num precioso e raro instante.

Nesse amor, o sacro, raro, floresce a inexplicável vontade de amar, esse entrelaçar de dedos que fortalece, esse quebrar de barreiras que solidifica, esse saber maior que nos une.

Amor, tamanho amor que bate e pulsa, que grita e se torna em melodia, que fundido num abraço nos torna um só.

Desse amor, o das imortais Odes, poucos serão os comuns mortais a o experimentar, salpicando as suas vidas nessa busca vã do nada que sobra.

Para as imortais almas que sobrevivem ao desgaste do tempo, que insistem nessa busca entre vidas, procurando incessantemente aquele eterno momento, onde pela primeira vez o sol insistiu em quebrar a barreira dos céus...

Para esses, os raros de Shakespeare, o tempo não passa, o toque não se perde, o cheiro não desaparece, o abraço é igual ao da tamanha descoberta.

Para esses, tudo é singelamente belo, nesse infinito olhar que tudo sabe, soletra, soletrando poeticamente a incerta certeza de um desmedido amor.

E viagem após viagem, no preciso sorriso desse desencontrado encontro, se repetirá, todas as vezes, a primeira.

A infindável primeira vez, naquele entrelaçado olhar que nos uniu...

Num inexplicável unir de almas.

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

18
Jun20

Inconveniente Trovador...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Quisera a intemporal temporalidade que se contasse num conto amador, as palavras de tão inconveniente trovador, desmentido pela melodia que escondia quem sorria num castelo inventado, quase pincelado com as cores reais, fingindo a coroa doirada esperar o radioso querer transformado em espinhos, tão cravados na alma, desalmada querença que magoa e esventra tudo à sua volta.

sorriso que se perde vezes sem conta na esmerada realidade tão aconchegada ao olhar, esse que nada traduz, apenas solitária desesperança, saltitando na balança da traição esmagada que se encontra em cada soletrada incongruência de um dia.

vai caminhando ao luar, vendo o seu reflexo na calmaria das águas, na soberba da vontade, no expressado trilho dos dragões que esvoaçam a sua mente, sem parar, sempre e sempre sem parar. Volta melodia, ruído ensurdecedor de poemas condenados em quadros encantados de tempos passados em encontros desencontrados que prometeram pedaços de amarras nesse perdido destino transformado em viagem.

Cansaço desesperador que se abeira da alma e toma conta do sorriso matreiro da lágrima certeira e que se assoma de tua.

e num conto amador o inconveniente trovador recorda à saciedade a importância de não estender a mão para a ausente presença que de nada o resgata, somente ilude o olhar para esse sentir tão vago como fingidor.

e o poeta continua a escrevinhar libertando de sua alma em cada memória passada o sofredor pincelar que dá vida à emoção de outros com esse sofrimento tão particular, tão seu, tão solitariamente seu.

mais caminhos, cristalinos adivinhos nas entrelinhas da volúpia e soluçante maresia...

 

por outro tempo

noutros dias.

 

 

 

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