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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Um Dia Professora...

 

Há muito que não escrevo sobre o Presidente Americano, Donald Trump, entretido que ando com esta tragédia em que se tornou o "meu" Sporting...

No entanto, não posso ignorar este pequeno episódio envolvendo o Senhor Trump e uma professora reformada, numa carta tão surreal como reveladora.

Yvonne Mason, professora Norte-Americana, na reforma, escreveu ao Presidente Trump para incita-lo a visitar as famílias das vitimas de mais um tiroteio em escolas Americanas...

Mais um pedaço de horror, patrocinado por políticas proteccionistas ao Lobby das armas e que há muito corroem os Estados Unidos.

Política essa, validada em certa medida, pelas acções e discurso do actual Presidente.

Donald Trump enviou uma carta a esta professora, respondendo assim aos seus anseios...

Porém, o que mais sobressai na missiva enviada a esta professora, é a quantidade de erros gramaticais apresentados, dentro do registo intelectual que todos podemos esperar de Donald Trump, sendo que não deixa de espantar o singelo facto de ninguém a ter corrigido.

Das duas uma...

Ou Donald Trump escreve pelo seu punho as respostas às cartas que recebe na Casa Branca ou a sua equipa de assessores tem o mesmo grau de iliteracia do seu "Chefe".

Qualquer uma dessas hipóteses é inquietante.

Quanto a Yvonne Mason, uma nota de verdadeiro apreço...

Demonstrou que uma Professora nunca deixa de o ser, qualquer que seja o momento, nem mesmo diante da grotesca ignorância de uma mimada criança, quase a entrar na fase idosa da sua vida.

Haja paciência.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Donald Trump: Um Estado De Desunião...

 

O discurso de Donald Trump no Estado da União, não trouxe grandes novidades ao mundo...

Trump foi fiel a si mesmo, ao seu jeito trauliteiro de ser, debitando durante uma hora e meia, algumas das anormalidades que a todos habituou.

Trump sai deste Estado da União, como entrou...

Sem mais apoios, mas com os mesmos a seu lado.

Esta teatro ou comício em forma Presidencial, consegue fazer corar de vergonha alheia, aqueles que como eu esperaram noite adentro, para ver esta representação tosca e desenfreada, sob os olhares atentos e desbragados de Mike Pence e Paul Ryan.

As inverdades coleccionadas por Trump, ao longo do discurso, foram sendo contabilizadas online por vários jornais Norte-Americanos, tentando assim desmascarar os números e as histórias, ali incorrectamente publicitados.

Neste cenário entre o cómico e o inverosímil, num intenso trabalho abdominal de toda a estrutura Republicana, tantas as vezes que tiveram de se levantar, vai ficando a minha incredibilidade perante o exemplo daquele senhor Norte-Coreano...

Aquele homem de muletas, que segundo Donald Trump teria fugido, atravessando a China e parte do sudeste Asiático de muletas, até à liberdade encontrada em terras Americanas.

Mas enfim...

No fim deste Estado da União, fica a certeza de que a palavra União, nunca esteve tão longe daquela Câmara dos Representantes...

E nos tempos mais recentes, da sociedade Americana.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Turpin: Nem Todos Merecem Ser Pais!

 

Resisti imenso em escrever sobre este caso nos Estados Unidos, em que os Pais fizeram durante décadas os filhos reféns, aprisionados em casa, subnutridos, torturados, massacrados sem dó...

Resisti por não compreender como foi possível, como é possível, como terá sido possível isto acontecer.

Ao ver as noticias sobre este caso, as imagens repetidas vezes sem conta, busquei através dos olhos daqueles Pais uma explicação, uma desperançada explicação...

Mas o vazio naqueles olhares, representa em mim esse medo da Humanidade, receio maior de pessoas assim...

Capazes deste tipo de sofrimento, desta tortura da alma, àqueles que supostamente lhes pertenciam.

Continuo a olhar para as imagens...

Sem resposta.

Sempre sem resposta.

E aqueles que com eles conviviam?

Os familiares?

E aquelas imagens na Disney ou em Las Vegas?

E os miúdos?

Mantiveram-se calados?

Sem nada dizer?

São estas as questões que me toldavam a escrita, a imensa vontade de entender, gritar a indignação diante da aberrante estupefacção.

Será possível?

Os Turpin serão antes de mais um caso de Psiquiatria, Psicanálise ou algo do género, mas isso deixarei para o meu caro amigo, Jaime Bessa, entendido na matéria e talvez com uma explicação profissional para este horror...

Eu como leigo, apenas um comum escrevinhador, solto aqui esta infinita e desesperante conclusão:

Nem todos merecem ser Pais.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

A Saúde Mental De Donald Trump!

 

A saúde mental de Donald Trump volta a estar nas luzes da ribalta, por estes dias, devido à sua inaptidão para cantar o Hino Nacional durante um jogo futebol universitário, entre o Alabama e a Geórgia.

As redes sociais agitaram-se com vários internautas a clamarem a sua preocupação, diante dos mais variados indícios de instabilidade emocional do Presidente Americano.

Esta noticia, certamente preocupante, acrescenta um pedaço de drama a um folhetim que balança entre o cómico de inusitadas situações e o trágico de ser este homem o Presidente da mais poderosa nação militar mundial.

Donald Trump, na minha modesta opinião, não sofre de nenhum problema relacionado com a demência, ou outro tipo de doença degenerativa mental, apenas revela com o passar do seu mandato e a inerente exposição pública, sem rede, as várias facetas de personalidade, que sempre o definiram.

Não se pode pedir a Donald Trump para ser algo que nunca foi, para se mostrar um estadista, quando nunca passou de uma personagem de Reality Show, instável e irascível, inculto e boçal...

Esta mistura, meio efervescente, constitui parte dos alicerces de carácter, carácter é um expressão demasiado ousada para caracterizar a pessoa em questão, no entanto, a surpresa que muitos observadores têm demonstrado, em relação ao comportamento de Mr. Trump, mais do que definir algo sobre a sua saúde mental, revela antes o desconhecimento e impreparação dos mesmos.

Trump foi assim ao longo do seu caminho como empresário, veja-se as polémicas ao longo dos anos, foi assim durante a campanha que o levou à Casa Branca e não iria deixar de ser assim enquanto Presidente.

Apenas isso e não mais do que isso.

Acredito que Trump poderá ser derrotado em novas eleições, ou através das várias investigações em curso, sobre a sua campanha, os seus negócios, as suas ligações à Rússia, entre outros casos...

Mas não acredito que o seja por alegados problemas de saúde mental.

Trump não é demente, é apenas inculto, ignorante e boçal...

E isso é mais do que suficiente para justificar as suas imensas boçalidades.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Uma Mensagem From Alabama...

 

O resultado das eleições Americanas, para o Senado, no Alabama, trouxe consigo uma mensagem de mudança, uma surpresa inimaginável tendo em conta a história política, recente, daquele Estado.

O candidato Republicano foi derrotado nas urnas, o que já não acontecia desde 1992, passando este Estado ultra-conservador para o lado Democrata...

Esta mensagem de repúdio da política de Donald Trump, mais até, do que do Partido Republicano que sempre se mostrou renitente em apoiar Roy Moore, candidato acusado de assédio sexual a menores, vem dar um novo impulso a uma mudança que já se perspectiva em futuras eleições.

As eleições de 2018 podem confirmar esta reviravolta na política Americana, deixando definitivamente confirmado, o largo espectro de rejeição a Donald Trump.

Trump tenta a todo o custo criar manobras de distracção, como a mudança da Embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém, com o intuito de desviar o foco dos vários escândalos e falhanços que marcam o seu mandato.

Num tempo onde parece que o Partido Democrata está órfão de uma liderança, capaz de empreender o momento e capitalizar o desastre político e diplomático, denominado Trump, estas eleições trazem assim uma lufada de ar fresco, àqueles que acreditam num novo projecto político.

Assim fica a mensagem vinda do Alabama...

No More Trump!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Assédio Ou A Brincar?

 

Despediram Charlie Rose?

A sério...

Sinceramente acho que se está a confundir tudo, num misto de histeria colectiva e de reacção impulsiva que se transforma na mais pura e animalesca justiça popular.

Misturar casos como os de Kevin Spacey ou Harvey Weinstein, por exemplo, com os de Joseph Blatter ou de Dustin Hoffman, são em primeira instância uma ofensa para aquelas pessoas que foram verdadeiramente vitimas de violações e abusos sexuais...

Neste terreno frágil e sensível, não se deve misturar um crime condenável e repugnante, como aconteceu nos dois primeiros casos, com uma atitude moralmente condenável, mas a anos luz de ser um acto criminoso.

Não se confundam as coisas.

Reparemos o que se passa com Charlie Rose, jornalista de quem gosto há muitos anos e que aqui aparece acusado de vários actos, todos eles absolutamente brejeiros, estúpidos, ridículos, se assim quiserem...

Mas muito longe de serem crime, sendo que o próprio admitiu alguns daqueles actos mas jamais confirmou a autenticidade de todos eles.

E o que se fez?

O que fez a CBS?

Despediu um dos mais conceituados jornalistas da sua geração...

Esta espécie de histerismo a que todos os dias assistimos, descredibiliza os verdadeiros casos, onde mulheres e homens se tornam vitimas de violência sexual, com a conivência de uma sociedade que se presta ao papel de condenar veementemente tudo o que lhe aparece pela frente, sem ouvir, sem confirmar, sem verdadeiramente saber.

Hoje em dia, neste mundo mediático, um "Famoso", (parece-me essencial nestes casos esta condição) que tente seduzir alguém tem de ter muito cuidado, pois a linha entre o galanteio brejeiro e a violação tornou-se absolutamente ténue.

Convém aqui referir que não estou a querer defender os galanteios brejeiros, ou comentários impróprios, ou mesmo, um insinuante piscar de olhos...

Não!

Mas por favor, não me venham com a conversa de que tudo isto é crime...

Não, não é!

Misturar tudo é tão injusto para as vitimas, todas elas, as que sofreram violência sexual às mãos deste tipo de animais, assim como, aqueles que não tendo feito nada disso, são hipocritamente comparados, a esses mesmos animais.

Bem...

Vamos ver quem é acusado amanhã...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

Um Ano Após Donald Trump, Estamos Todos Vivos!

 

Um ano de Trump e o mundo resistiu...

O céu não desabou, nem eclodiu nenhum desastre nuclear...

Por enquanto.

Donald Trump inundou o planeta de tweets, de discursos desconexos, de falsas verdades, ou como se chamava no meu tempo, mentiras.

Trump trouxe ainda consigo, um discurso xenófobo, retrogrado, limitativo civilizacionalmente, ignorante de todos os outros pontos de vista...

Este é o homem que apoia a construção de um muro, numa Era em que a Globalização se esforça por quebrar barreiras, é a personagem que aposta na reindustrialização do carvão, algo séc.XIX, num tempo onde as alterações climáticas atingem a preocupação de todo o mundo civilizado.

Depois de um ano, é evidente que Donald Trump será nos dias que correm o Presidente Americano mais impopular de sempre, unindo até Ex-Presidentes Democratas e Republicanos na critica unânime, incapaz de aprovar muita da legislação populista a que se propôs, mesmo contando com maioria no Congresso.

Trump está muito para lá do simples aspecto de Esquerda/Direita, até porque na verdade, nos Estados Unidos não existe uma Esquerda, como existe na política Europeia.

O problema de Trump é a sua inexistente credibilidade, uma gigantesca impreparação para o Cargo, o que inevitavelmente lhe retira apoios, mesmo entre aqueles, que pertencem ao seu partido.

Donald Trump está ainda envolvido num sem número de suspeitas, envolvendo a sua campanha e a Rússia de Putin, que adensam as nuvens que sobrevoam este mandato.

Depois de tantas vezes aqui ter escrito sobre o que me separava de Trump, do discurso, do populismo inerente à figura, tenho que admitir que nada me horroriza mais, do que a boçalidade plasmada em cada palavra, em cada gesto, após cada encenação.

No entanto cá estamos...

Um ano depois de Trump ter chegado à Casa Branca,  surpreendentemente, todos vivos.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Hillary Clinton...

 

Hillary Clinton foi a convidada do GPS, de Fareed Zakaria, na CNN, para falar do seu novo livro e de vários outros assuntos...

Vi várias entrevistas de Hillary ao longo dos anos, desde o 60 minutos até outro tipo de formato, e sempre me ficou a sensação de que não se conseguia ver a verdadeira mulher, por trás da personna política.

Nesta entrevista, pela primeira vez, julgo que Hillary está diante de Fareed, assim como dos espectadores, de alma nua, despida dos receios ou constrangimentos que sempre a amarraram.

Hillary falou de Putin, de Trump, da América, da economia, da campanha, das fake news, de si e do seu casamento...

Falou de tudo.

Expressou ter compreendido o que se tornou trágico na sua campanha, o papel das fake news e o contributo que o FBI ou os Emails tiveram no voto Americano, mas compreendeu também que o seu lado fechado, contido, pouco natural, fez com que muita gente se afastasse...

Não sentisse empatia.

O que sei é que gostei desta entrevista, senti pela primeira vez empatia por aquela mulher, aquela pessoa que ali se encontrava despida de ex-Senadora, ex-Secretária de Estado, ex-Candidata Presidencial.

Pela primeira vez, foi apenas Hillary.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

América: A Implosão de Donald Trump!

 

Donald Trump chegou à Casa Branca anunciando um tempo novo, carregado de felicidade, de mirificas ilusões que transformariam, eternamente, o futuro da América.

Milhares de tweets depois, fica apenas esse chorrilho de afirmações, vagas, incompletas, imprecisas, na imprecisão característica dos incapazes, buscando inimigos, culpados para os seus sucessivos fracassos...

Desde a primeira hora se percebeu o inconstante caminho desta Administração, o errante pensamento sobre o País e o Mundo, sobre a geopolítica e os seus principais intervenientes, acima de tudo, sobre o papel que os Estados Unidos detinham na História.

A polémica com os Russos, o envolvimento destes na campanha Trump, desgastou e desgasta a Administração Americana, principalmente o seu Presidente, continuando este a negar as consequências que certamente acabarão por chegar, a todos os níveis do País:

Militar, económico, industrial e até ambiental.

Em todos estes planos, o papel de Trump é catastrófico, desastroso, impelindo o rumo dos Estrados Unidos para um abismo sem precedentes, denunciado pela sua baixa taxa de popularidade, reveladora do espírito com que muitos Norte-Americanos, olham para este erro de casting Presidencial.

Donald Trump vira-se agora para os seus, para aqueles que constituem o seu Staff, perdendo-se em demissões, em explicações, em deserções...

As novas escolhas tornam-se repelentes à primeira entrevista, à primeira gaffe, aos primeiros sinais de inadaptação, para os cargos por ele indicados.

É um caos descontrolado aquele que se vive, no interior da Casa Branca, nesta Administração perdida por entre os seus segredos, os seus degredos, as suas próprias ignorâncias...

E como são muitas.

Assim se assiste à degradação inevitável de uma personagem que sempre demonstrou a sua fraca qualificação para o cargo, apenas não se sabia, a dimensão da palavra inqualificado...

Esperemos então, que os Republicanos compreendam que depende deles a normalização da vida política Americana, resgatando os seus valores e princípios.

John Mccain, é um bom exemplo disso mesmo.

Para bem de todos nós.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Donald Trump: Rumo Ao Abismo!

 

Meio ano decorreu desde as eleições Americanas e com este tempo esfumou-se também alguma esperança que pudesse existir, numa mudança de atitude do atual Presidente Donald Trump...

As trapalhadas têm sido muitas, envolvidas em suspeitas, confundidas com Tweets, entrelaçadas com a emergente ignorância vigente na Casa Branca.

Donald Trump não conseguiu ainda substituir o Obamacare, algo que prometeu fazer no primeiro momento após tomar posse, não conseguiu ainda iniciar a obra para a construção do tão famoso muro, que supostamente os próprios Mexicanos iriam pagar...

Não conseguiu que a sua lei anti-ilegais, tivesse efeito em muitos dos Estados que se negaram a cumpri-la e por último, não conseguiu afastar a desconfiança cada vez maior, de uma conivente relação com Vladimir Putin.

Aliás, as últimas revelações que envolvem o seu filho e uma advogada muito próxima do Kremlin ou até o secreto encontro na cimeira do G20, colocam este Presidente Americano num patamar de descrédito indescritível e nem mesmo o Partido Republicano consegue confortavelmente, apoiar esta espécie de incontinente verbal, que debita vezes sem conta idiotices misturadas com irrefletidas e irreais afirmações.

No caso da ingerência Russa e mais concretamente nos encontros de Donald Trump Jr. poderemos estar perante um caso de traição, o que certamente levaria o atual Presidente Americano muito para lá do Impeachment...

Assim seis meses depois escasseia dignidade, elevação, verdadeiras políticas ou medidas que melhorem a vida dos Americanos e do mundo, no entanto, sobram anedotas, imbecilidades, gaffes, imprudências, decisões erradas e noticias falseadas...

E assim continua Donald Trump a percorrer o seu caminho rumo ao abismo.

 

 

Filipe Vaz Correia