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Caneca de Letras

Caneca de Letras

11
Nov20

“A Clareza Que Defendemos”... Ou Um Grito Da Direita Democrática?

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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De facto existem momentos na vida em que os valores não podem ser relegados para segundo plano, julgo que em nenhum momento o devem ser, momentos decisivos para nos diferenciar de certo tipo de gente...

A carta pública "A Clareza Que Defendemos", abaixo assinado, divulgada esta terça-feira por um conjunto vasto de pessoas do Centro Direita e da Direita mais tradicional ou liberal, repudiando este acordo entre o PSD e o CDS com o Chega nos Açores, serve de alerta sobre uma definitiva linha que não deveria ser ultrapassada.

Miguel Poiares Maduro, José Eduardo Martins, Miguel Esteves Cardoso, Pedro Mexia, Francisco José Viegas, Samuel Úria, José Diogo Quintela, Francisco Mendes da Silva, Sebastião Bugalho, Raquel Vaz Pinto, Teresa Caeiro, Miguel Monjardino, Henrique Burnay, Carlos Guimarães, Ana Rita Bessa ou Adolfo Mesquita Nunes, entre outros, são algumas das personalidades que decidiram ser este o momento para levantarem publicamente a sua voz num sinal de protesto para com esta ligação de Partidos da Direita democrática com um Partido radical de Extrema-Direita.

" Uma coisa são os movimentos nacional-populistas, xenófobos e autocráticos assumirem aquilo que são, outra mais grave, é o espaço não socialista deixar-se confundir com políticos e políticas que menosprezam as regras democráticas, estigmatizam etnias ou credos, acicatam divisionismos, normalizam a linguagem insultuosa, agitam fantasmas históricos, degradam as instituições."

"Trump não é Lincoln, T. Roosevelt ou Reagan, a democracia liberal Húngara não é aceitável num Partido Popular Europeu de tradição democrata-cristã, tal como, o neo-franquismo não é o herdeiro da direita espanhola de transição e do pacto constitucional. E o espaço do centro-direita e da direita portuguesa não é o do extremismo, seja esse extremismo convicto ou oportunista."

" A democracia liberal precisa de soluções consistentes e exequíveis não de discursos demagógicos, incendiários, revanchistas. É preciso deixar bem claro que as direitas democráticas não têm terreno comum com os iliberalismos. É essa clareza que defendemos."

Nesta posição clara e exacta este conjunto de cidadãos marca a posição daqueles que não condescendem com o populismo e os seus bacocos apelos ao pior de todos nós, a esse querer divisionista que busca criar na clivagem o terreno apropriado para o ódio e a segregação.

O erro de Rio e do PSD, assim como do CDS, é absolutamente indescritível, não só legitimando a mensagem da Direita xenófoba e radical, como ultrajando o passado histórico do seu Partido.

Miguel Poiares Maduro conclui explicando como a justificação de Rui Rio é absurda...

"Se o Chega moderar poderá haver diálogo com esse partido, para um acordo a nível nacional." Palavras de Rui Rio.

"O PSD até pode vir a fazer uma coligação com o PCP se o PCP for diferente daquilo que é hoje em dia." Miguel Poiares Maduro dixit, considerando que a questão não pode ser colocada nestes termos.

"Para mim o Chega é o que é hoje e o que é torna incompatível qualquer acordo do PSD com o Chega." Conclui o Professor Universitário.

Expressado nestas linhas a essência deste abaixo assinado publicado por alguns cidadãos da Direita tradicional Portuguesa, importa salientar a minha absoluta concordância com a substância deste texto, com a importância de saber o momento e o lugar onde quero estar...

E sem dúvida que em momento algum quero perder a oportunidade para expressar o quão me repugna este acordo e o que simboliza, num entrelaçar de destinos que poderá sair caríssimo à Democracia Portuguesa e consequentemente à Direita que sempre olhei como minha.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

17
Dez19

"A Escumalha"

Filipe Vaz Correia

 

O Sporting venceu, nos Açores, o Santa Clara, o que nos dias que correm é motivo para grande festejo...

4-0 numa exibição de qualidade, com tranquilidade e segurança, fazendo lembrar tempos idos em que o SCP jogava como equipe grande.

No entanto, este não é, infelizmente, o tema principal deste post...

Este pedaço de texto é sobre uma certa escumalha, esse conjunto de gente miserável que durante muitos anos parasitaram à volta do SCP, sob o disfarce de claque.

Os jogadores do Sporting foram recebidos nos Açores com palavras de ordem alusivas à invasão de Alcochete, esse dia infame que denegriu desmedidamente a História Leonina.

Encapuçados ou de cara tapada, um conjunto de energúmenos, ousaram nas “barbas” da policia recordar o ódio, destilar ofensas e celebrar tamanha “estupidez”.

Frederico Varandas numa intervenção brilhante, carregada de desprezo, e muito bem, catalogou esta gentalha de escumalha, nessa feliz precisão que tão bem os caracteriza.

Tenho a maior das diferenças em relação a este Presidente, desde a política desportiva à postura institucional, desde a equipa dirigente até ao desperdício de talentos formados em Alcochete, no entanto, neste quesito...

Nesta específica matéria, das claques, estou totalmente ao seu lado, sem hesitações ou receios, dúvidas ou questões.

Pela primeira vez olhei para Varandas e senti que ali estava representado, como adepto, nesse singelo amor, por este clube, que se amarra à alma.

Muito bem, Presidente!

Quanto à escumalha...

Têm de ser erradicados do clube, expulsos e interditados para sempre do Sporting Clube de Portugal.

Só assim se respeita o legado de tão grande Instituição.

 

Viva o Sporting.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

11
Nov17

Uma Semana De Encontros e Descobertas...

Filipe Vaz Correia

 

Encontros e palavras, sempre especiais, nesses momentos que parecem destinadamente imperfeitos, mas que estranhamente se transformam numa sentida vontade de conhecer o outro.

Num dia desta semana, estava eu sentado na esplanada da pastelaria Cinderela no Areeiro, a escrever mais um texto para o Caneca de Letras, quando um casal se sentou na mesa ao lado...

Na mão de um deles um maço de cigarros, um maço de Além-Mar.

Estou a deixar de fumar, mas quem resiste a um cigarro Açoriano?

Ainda para mais, quando está a beber um belo Jameson...

E assim aproveitando esse mítico nome, voámos literalmente por esse oceano até às terras Açorianas de São Miguel, local de onde vinha aquele casal que aqui estava a passar uns dias em Lisboa.

A conversa fluiu, as palavras ganharam liberdade e de um momento para o outro ali estávamos, três pessoas acabadas de se conhecer, parecendo amigos de uma vida...

Falámos de quase tudo, desde o meu receio de voar, até àquela desventurada luta para reduzir o tabaco deste meu amigo Micaelense, ou mesmo das quatro estações que podemos encontrar, num só dia Açoriano.

Os minutos passavam e chegava ao fim a nossa breve conversa, com um encontro marcado, neste texto aqui prometido.

Tão escasso tempo, tão agradável encontro.

Ontem fui ao Encontro Com Vinhos e Sabores, na antiga FIL da Junqueira, a convite da minha querida Tia Xandinha Jardim, que como sempre, me fez sentir especial e querido...

Obrigado, é sempre pouco para a tamanha estima e amizade.

Voei por entre aqueles corredores carregados de cheiros e sabores, de expositores e experts, de vinhos e mais vinhos.

Logo na entrada, deparei-me com o expositor do Continente, onde experimentei um surpreendente espumante, o Contemporal, marca que desconhecia, mas que para ser sincero, me pareceu bastante agradável...

Não é um Raposeira ou um Murganheira, mas surpreendeu-me.

No entanto, foi a simpatia do Paulo e da Maria, do Filipe e da Rita, que apesar de ter a máquina fotográfica ao pescoço, insistia em dizer que não era fotografa, foi essa simpatia que me conquistou.

Todos impecáveis, brindando-me com imensa paciência e atenção e sem nunca esquecer, aquele copo que mais tarde, voltaria a resgatar.

No expositor da Symington e Prats, região do Douro, tive a mais extraordinária experiência de toda a Feira, com uma explicação detalhada que me levou numa magnifica viagem por entre Chryseia e Post Scriptum, numa deliciosa aventura para o palato.

Por fim a minha perdição:

O desventurado encontro com os queijos e enchidos, encontro esse que me obrigou a sequestrar dois queijinhos do Monte da Vinha, um deles amanteigado e o outro curado e ainda um insuportável salpicão que atrevidamente insistia em sorrir para mim.

Obrigado a todos e que noite espectacular.

Hoje voltei ao Optometrista, o meu querido João Miraldes, para corrigir a graduação dos meus óculos, pois apesar de ter uns olhos esplendorosamente extraordinários, com uma capacidade de visão quase de Super-Herói, o João não me deixará mentir, as horas de escrita, os momentos passados diante do computador, vão se fazendo notar.

Para começar, somos ambos Sportinguistas e isso é logo meio caminho andado para que tudo corresse bem, excepto se a pessoa em causa, fosse o Bruno de Carvalho, depois pela gigantesca paciência do João para aguentar a minha hesitação, a constante dúvida que me fez repetir perguntas, ou pelo menos querer, vezes sem conta, repetir as respostas, enfim...

Enfim testar ao máximo, o meu amigo Optometrista.

João, aqui está o meu sincero Obrigado, enquanto espero ansiosamente que cheguem os meus óculos.

Um abraço a todos os que nesta semana me acompanharam, por entre encontros e descobertas.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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