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Caneca de Letras

Caneca de Letras

07
Nov17

Comunismo: Sonho Ou Pesadelo?

Filipe Vaz Correia

 

Passaram 100 anos...

Faz hoje 100 anos que os Comunistas chegaram ao poder na Rússia, tomando o lugar daquele Governo Provisório que se mantinha em funções, desde a queda do Czar Nicolau II e sua Monarquia.

Naquele momento de esperança, em que todo um povo acreditava na voz de um só homem, Lenine, e que prometia transformar as vidas de muitos, de uma Nação, de um imaginário, que só em sonhos poderiam adivinhar.

Este dia marcará para sempre, o inicio de um regime sanguinário, talvez um dos mais sanguinários da História da Humanidade.

Só durante o período em que Josef Estaline comandou  a URSS, estima-se que mais de 10 Milhões de pessoas tenham perecido às mãos do seu arrepiante regime, desterradas em Gulags ou fuziladas em outros campos de concentração, espalhados pelos quatro cantos desse Império Comunista.

O Comunismo, utopia que seduz aqueles que crêem no igualitarismo, tornou-se ao longo dos tempos, numa arma para ditadores medíocres, normalmente ignorantes que amordaçando aqueles que prometeram libertar, construiram um mundo de opressão e demagogia inerente ao culto de um líder.

Não existe Comunismo sem o culto do líder, sem essa elevação da superioridade de um predestinado.

Não existiu regime Comunista sem repressão, sem polícia política, sem o amordaçar da gente, toldando o pensamento e a perigosa irreverência juvenil...

Nunca existiu Comunismo, sem o sequestrar da liberdade individual.

Hoje no Coliseu dos Recreios, um Partido Português, o PCP, festejou tudo isto, o sonho inicial, mas também  os Milhões de mortos espalhados pelos mais variados regimes Comunistas no mundo inteiro.

Pois estes não podem ser esquecidos!

!00 anos depois...

O sonho prometido, afinal escondia um Pesadelo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

25
Out17

Cartas Do Meu Passado.....

Filipe Vaz Correia

 

Através dos olhares de outros, viajo vezes sem conta por entre as realidades esquecidas, por entre vidas esvaziadas de presença, mas imensas no sentido, naquele sentir eterno.

Descobri cartas e mais cartas de um passado distante, com mais de 100 anos...

Cartas e postais, palavras soltas e apertadas, saudades distantes e lágrimas disfarçadas, em cada uma das suas letras esborratadas, de uma qualquer linha, daquele postal.

Naquelas cartas encontrei a minha Avó, minha Bisavó, amigas e sonhos, desilusões imprecisas, numa mistura de vida, cumprido destino.

Encontrei as saudades imensas de minha Mãe, uma menina que desconhecia que de si viria, aquele que nesse instante lia, palavras e sentimentos explanados em tão antiga carta...

Presente carta...

Voz que tanto amo.

Cartas e mais cartas, impregnadas dos meus, cheias de mim.

Porque o que somos nós senão esse pedaço, demasiados pedaços, daqueles que um dia, ao longo de vários destinos, nos pertenceram...

Serão eternamente parte de nós.

Assim continuo aprisionado, às letras, aos desabafos, à formalidade inerente a tempos que já passaram...

Continuo buscando partes de mim, que ainda não conheço.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

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