Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

Quem Nunca Amou?


Não  me sobrou o medo, pois esse medo que me corrompe, me consome, estará apenso à solidão  momentânea  de um desmedido desejo, singelo ensejo de um destino.

Palavras  singelas que se confundem com o bater do coração, esse cego sentir, sentindo cegamente esse querer secreto.

Mas poderá a alma se silenciar?

Poderia ser diferente se de cada vez que é tornado realidade, se desvanece num senão, esse tão puro amor?

Por entre a sapiente sabedoria de um silencio, vai desvanecendo essa esperança, essa intensa querença que se tornou tristeza...

Mas como se explica ao coração que não importa o sentir?

Como se explica ao coração que por vezes apenas sobrará  a desmentida promessa?

Por vezes não importa explicar, apenas soletrar baixinho o triste caminho que sobreviverá eternamente...

Num texto desconexo, por entre palavras descomplexadas, tristemente enumeradas numa carta sem poesia, numa tarde de maresia, afogando o que um dia prometeu ser eterno.

Por vezes não importa amar...

Por mais que esse amor seja o essencial de uma vida...

De todas as vidas.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

2 comentários

Comentar post