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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Palavras Desconexas Por Entre Prosa E Poesia, Sem Nexo Ou Sentido, Na Busca De Um Pedaço De Vento.

Filipe Vaz Correia, 23.04.20

 

Tanto amor, desamor, tantas viagens, caladas, tantas vontades silenciosas, por entre ruídos, tamanhas provações, em sonhos humedecidos, sorrisos entravados, com medo de voar, pedaços de sentir, escondidos em burkas, palavras mansas, perdão soltas, estúpidas celebrações, de coisas que não fazem sentido, estranhos contextos, desconexos textos, sapos e letras, palavras e tretas, cansado que estou...

Nada me faz querer, perdido se encontra, a razão de amar, soletrada descontracção, mergulho no mar, na cama da perdição, entrelaçado olhar, observando na escuridão, o braseiro aceso, tão quente de paixão, vai e volta, vai e volta, vai e volta...

Os cheiros que sobram ao longe, tão longe que parece perto, tão míope o olhar, queira DEUS, num adeus pedido, programado e fodido, choram as lágrimas no horizonte, escalopes de bisonte, ao longe...

Um dia...

Um dia volta a esperança, esse desejo que balança, desejo de ser Pai, de ser Mãe, de ser teu e meu ao mesmo tempo, de ser gigante e pequeno, ao sereno, de ser desmedido e comprido, tão vesgo e ferido que possa passar desapercebido, como a folha que cai de uma árvore nos primeiros pingos do outono.

Um dia serei Neptuno e Sereia, serei mão cheia de nada, diamantes e rubis, serei o respirar e vislumbre de querença, serei o bater desse coração que ama sem parar...

Em cada instante, por cada asfixiante segundo que se perde por entre a eternidade de nossas vidas.

Será demais dizer?

Amo-te!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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