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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Gaiola Dourada...

Filipe Vaz Correia, 30.01.17

 

Cada casa, uma gaiola;

Cada vida, enjaulada,

Numa preciosa esmola,

Meio desencontrada,

Em que se transformou esta vida...

 

De manhã para o trabalho;

À tarde sempre a correr,

Nessa lotaria a retalho,

Sem pensar ou viver...

 

Sem tempo para desfrutar;

Do amor, de uma amizade,

Nesse vento que tarda a chegar,

Pejado de uma saudade,

Daqueles que um dia partiram...

 

Traiçoeiro destino;

Eterna competição,

Compassadamente desatino,

Nesse imenso turbilhão,

Engolindo sem razão,

Os que já não sentem a ilusão,

De viver...

 

Cada gaiola dourada;

Cada vida nela,

Aprisionada,

Cada passo,

Caminhada,

Rumo ao desconhecido...

 

E assim, acabados de nascer;

Se passou a correr,

Essa vida sem dizer,

Se na hora de morrer,

Terá verdadeiramente, valido a pena...

 

A minha gaiola dourada!

 

 

 

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