Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

É De Justiça Que Estamos a Falar?

 

Sinceramente não consigo entender porque razão não se usa aquele jogo do pedra, papel ou tesoura para se escolher o Juiz de instrução...

Num País com mais de dez milhões de habitantes e milhares de Juízes, em pleno Séc. XXI, só duas pessoas estão habilitadas para serem Juízes de Instrução.

Parece mentira mas pasme-se...

Estamos perante a verdade.

Seria então mais fácil, juntar estes dois Juízes numa sala e cumprindo o ritual do pedra, papel ou tesoura encontrarem uma conclusão feliz para tamanha curiosidade.

Será Ivo Rosa o Juiz de Instrução, em virtude desse tal sorteio, o que levou logo a um chorrilho de rumores e insinuações sobre o papel deste em prol das defesas dos arguidos.

Segundo aprendi nos "aninhos" em que andei pelo Curso de Direito, este papel também não era de somenos importância mas reflexo dos tempos que correm, parece cada vez ter menos relevância.

Podemos assim depreender, atendendo às insinuações, que essas mesmas pessoas teriam uma certa esperança ou percepção de que com o Juiz Carlos Alexandre estariam criadas as condições para se beneficiar o Ministério  Público...

Será?

Ou então acreditariam que o Juiz Ivo Rosa não teria a competência para fazer cumprir a lei?

A Justiça não pode estar amarrada a este tipo de desconfiança, de duas ou três alternativas abençoadas, reduzindo assim essa mesma Justiça a um sensacionalismo mediático que apenas a prejudicará a médio prazo.

Enfim...

Aguardemos pelo percurso próprio de um processo como este, sem especulações e sem populismos.

E que sejam condenados os que tiverem de o ser e não menos importante...

Absolvidos os que tiverem de o ser.

Pois é de Justiça que estamos a falar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

8 comentários

Comentar post