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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Desnudada Maresia...

Filipe Vaz Correia, 15.07.20

 

 

 

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Viajo em alto mar numa casca de noz;

Com medo das noites de trovoada,

Enfrentando ondas sem voz,

Gritando a solidão desenfreada...

 

Imensidão de tortura;

Na tortuosa e desesperante vontade,

Declamando loucura,

Por entre poemas de saudade...

 

Provando o travo do mar salgado;

O sabor das tamanhas lágrimas companheiras,

Na memória resguardado,

As culpas conselheiras...

 

Dormindo ao relento;

Viajando sem destino,

Pelas agruras e tormentos,

Que compõem este meu desatino...

 

E mar adentro;

Nesse rumo sem melodia,

Aguardo o desencontrado momento,

Em que reflectida na água,

Se revelará a mais doce parte de mim...

 

Ali na desnudada maresia;

Na esperançada contradição,

Serei uno,

Entre a alma e o coração,

Entre o que fui e serei...

 

Entre as sonhadas parcelas daquela criança.

 

 

 

 

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