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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Chuvas de Verão

Filipe Vaz Correia, 06.06.22


Estampado no rosto;

entre chuva de verão

se constrange o desgosto

na palma da mão.

 

Na ombreira da porta;

por entre sombrias melodias

reza a velha torta 

afagando as suas fantasias.

 

Sem sonhos para sonhar;

lágrimas para chorar

sem anseios a suspirar

ou vontades a chegar.

 

E foi escrevendo o velho poeta;

cada linha desta oração

afastando os medos que despertam 

despertares do coração.

 

Porque amar é a singela e derradeira

vontade cimeira

de eternamente sentir.

 

 

 

 

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