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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Até Sempre Rui...

 

Hesitei muito em escrever este texto, por não saber se seria verdade, apesar de tudo o indicar, por não querer acreditar que poderia ser verdade, por não querer expressar por palavras a tamanha tristeza que em mim subsiste...

No entanto, aqui vai:

Tudo indica que Rui Patrício terá sido vendido ao Nápoles, por uma quantia irrisória tendo em conta o seu valor, valor esse futebolístico, sentimental, histórico.

Nada representa mais, para mim, deste reinado boçalista ou Brunista se preferirem, como esta venda estranhamente inexplicável.

O Rui simboliza um pedaço da nossa alma, desse caracterizar do sentido verde e branco, da formação continua, continuada por mais de dez anos na equipa principal, por mais de vinte e três desde que por ali entrou.

Este partir, saindo pela porta pequena, pois em Alvalade nesta Era já não existem portas grandes, é definitivamente o quebrar com todo o sonho de uma criança, aquela de Marrazes que com sete anos por ali entrou e com ela todas aquelas crianças que um dia acreditaram na magia de ser Leão.

A partida de Rui Patrício, a se confirmar, mata profundamente o verdadeiro sentido deste Clube que me habituei a ter como "meu"...

Torna-nos a todos mais "Bruno", coniventes com esta vontade de nos conformar-mos com esta espécie de nada, somente permitida nesses refúgios meio Cubano-Venezuelanos.

Os Sportinguistas estarão confrontados com o maior desafio da sua história, permitir ou não que um pequeno homem destrua a obra centenária de muitos...

Até lá, resta-nos despedir de alguém que respira da mesma forma que nós, que ama este Clube da mesma maneira que nós amamos, que é tão Leão como todos nós.

Para sempre ficarão as lágrimas tuas no relvado do Jamor, pela derrota naquela Taça, pela vergonha do que sobrou deste nosso Sporting...

Para sempre ficará na memória, na minha, a primeira defesa, o primeiro momento, a eterna sensação de que serias eterno.

Até sempre Rui Patrício.

 

 

Filipe Vaz Correia