Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

"Areia No Mar"

Filipe Vaz Correia, 19.12.18

 

 

 

Tenho as mãos dormentes;

A voz tremula,

Um batuque insistente,

Que não pára de bater,

Dentro de mim...

 

Parece que é o coração;

Assustado com o que está a sentir,

Uma espécie de emoção,

Que persiste em fugir...

 

Insiste em escapar;

Por entre os dedos,

Como areia no mar,

Como o mais puro dos segredos...

 

Mas na folha em branco;

Na singela pureza desnudada,

Não sobra espanto,

Sobrando a certeza...

 

De que não existe beleza;

Maior...

 

Do que este tímido querer;

Chamado amor.