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Caneca de Letras

Caneca de Letras

A Minha Querida Professora...

 

A vida é feita de memórias, de tantas e tão poucas, nessa mistura que traz o vento, nessa saudade que o vento traz.

Sempre me amarrei a essa coisa insuportável chamada nostalgia, pedaços de recordações, de momentos que se escaparam por entre o caminhar de uma vida.

Nesse meu baú de memórias guardo um espaço muito especial para a minha querida professora de Português...

A Drª Jesuína.

Professora e Directora de Turma, assim como dona do colégio...

Guardo comigo ensinamentos intemporais, esse gosto por escrever compulsivamente, por amar cada palavra como uma apaixonante noite de luar.

Guardo as referências educacionais, as lições de valores e comportamentos, a exigência nos princípios.

O respeito exigido contrabalançado com aquele carinho severo, quase imperceptível, sendo que todos nós, alunos, o conseguíamos decifrar sem o revelar, nessa proibida intimidade.

Tenho saudades suas...

Tantas que não seriam possíveis de adivinhar.

Saudades desse tempo que reserva a alma, dos ensinamentos, dos muitos conselhos e repreensões.

Guardo e guardarei todos esses pedaços de nostalgia, sabendo que uma parte de mim é e será sempre sua responsabilidade, fruto do tanto que me deu...

Olhando para o hoje, com a tolerância de tempo que estas décadas trouxeram, temo tê-la decepcionado, tendo a certeza de que nos valores e princípios em nada a defraudei...

E não será isso o mais importante?

Segundo o que me foi ensinado por si...

É!

Um beijinho com saudade por entre essa malfadada eternidade que se interpõe entre a sincera realidade e a singela memória.

 

 

Filipe Vaz Correia