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Caneca de Letras

Caneca de Letras

A Greve Dos Táxis...

 

Quanto mais tempo passa nesta greve dos Táxis, mais gosto da Uber...

Devo salientar que respeito a reivindicação deste grupo profissional, no entanto, esta espécie trauliteira de reivindicar deixa-me sempre irritado.

A forma importa, ou seja, a maneira como se engarrafa a cidade, como se agride motoristas da Uber, como se ameaça o poder político, não sendo caso virgem nessa forma usada por vários sindicatos, contribui para irritar o lado mais conservador da minha alma.

O mundo mudou em vários parâmetros, varrido por novas tecnologias e plataformas que vieram para ficar, parecendo-me claro, ser esta uma luta inglória de quem ainda não compreendeu que tem de se modernizar.

Compreendo o dilema para quem detém licenças de um Táxi e vê nesta competição uma ameaça imensa ao seu património, assim como,  ao valor de cada "carro" que possui...

Trata-se de uma batalha contra um mundo que chegou, arrebatando não só um novo espírito empreendedor, como também de mentalidades que jamais retrocederão.

Os Táxis não podem deixar de retirar consequências desta mudança de paradigma e essa premissa não está interligada com Impostos...

Antes com a comodidade de chamar um Uber ou outra plataforma similar, de poder monitorizar o percurso, na sua apresentação e asseio, na amabilidade, no preço por antecedência.

Salvo raras excepções estas deveriam ser as principais preocupações daqueles que reivindicam.

E no que aos impostos diz respeito:

Porque razão pedir para que a Uber venha a ter as mesmas restrições e condições dos Táxis?

Porque razão não se pede precisamente o contrário?

Se as condições dadas à Uber são tão desequilibradamente favoráveis, então essa deveria ser a meta para os grevistas em questão.

Pedir que em vez de criar mais impostos e regulações para a Uber, diminuíssem aqueles que são impostas aos Táxis.

Mas isso seria pedir demais a Patronato e Sindicatos parados no tempo, num tempo onde este tipo de gestos, buzinas e gritarias condicionava o poder político.

Logo saberemos se, neste caso, ainda condicionará.

 

 

Filipe Vaz Correia