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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Um Tempo Para Populismos?

Filipe Vaz Correia, 24.06.20

 

 

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De soslaio, no canto do olho, moram os radicais, aqueles que num pedaço de palavra encontram a desculpa perfeita para incendiar tudo à sua volta.

Aqueles que nas fracturas desenham o caos, encapotados pela carícia das suas prosas, disfarçadas nas entrelinhas do politicamente correcto.

Não vivemos tempos para disfarçes, muito menos para disfarçados discursos de conveniência, no entanto, importa medir o rumo, a melodia entrelaçada num mundo cada vez mais dividido.

Olho pela janela do meu quarto, para a rua despida de gente, no silêncio dos grilos e busco...

Vou buscando significado para a tamanha imbecilidade, para aqueles que copiam e se inspiram em Lenine, para os que recuperam Mussolini, para os que disfarçam o facto de terem se entusiasmado com Bolsonaro ou Trump.

Essa tralha de gente que insiste em caminhar pelas amargas entrelinhas da História, dela nada tendo retirado, a não ser a insistência nos seus erros...

Nem Deus ou o Diabo poderiam ter pincelado tamanha construção para o caos, tantos entrelaçamentos desenhados no desespero das gentes.

Boçais, possidónios, ressabiados, ingénuos ou simplesmente tontos, assim se constrói parte das massas que aglomeram estes que agora desfilam e que anteriormente seriam silenciados por um coro de sensatez.

Mas que nestes tempos reinam...

Por entre, Instagram. Twitter ou Facebook.

Da minha parte apenas obterão o desprezo, a gritante repugnância pelas suas ideias, pelo caminho...

Mas isso, solitariamente, chegará?

Temo que não...

Neste mundo carregado de idiotas, parece pulular a crença, daqueles que imbuídos no seu pensamento insistirão em redesenhar o comportamento Humano, por entre, os traços totalitaristas dos seus ideais.

Irá caber a todos nós, Sociedade, decidir o rumo de nossos destinos enquanto comunidade...

E como isso me deixa desconfortável?

É só revistar a, "nossa" , História...

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

Bolsonaro: Um Escroque No Poder!

Filipe Vaz Correia, 28.04.20

BRASIL MOSTRA A TUA CARA

"Esta canção de Cazuza permanece imortal"



Às vezes parece que a estupidez Humana se torna ainda mais inverosímil quando transportada para a desenhada realidade que nos cerca.

O Brasil...

O belo e extraordinário Brasil.

Os dias que correm são de estupefacção para quem de fora olha para dentro, para as esventradas entranhas de tão fascinante Nação.

Senti aquando da eleição de Jair "Messias" Bolsonaro, só o Messias já não augurava nada de bom estando este Messias aliado à IURD, uma sensação de arrepio Histórico, uma presença de desmedida estupidez.

Sei bem o quão difícil deve ter sido para o Povo Brasileiro ter de optar entre os corruptos do costume (PT) e o anunciado homem "providencial" que chegava montado em frases populistas e chavões religiosos.

Não deve ter sido fácil...

Mas estava à vista de todos.

Bolsonaro subiu ao poder, a escadaria do Palácio da Alvorada, num respirar fundo e passo em frente de uma Nação rumo ao abismo.

Militares, Evangélicos e o lobby das armas...

Que amálgama tão jeitosa.

Tudo para correr mal...

Bolsonaro que não passa de um boçal rodeado de escroques, tomava as rédeas do Pais e entrelaçava a sua ignorância aos destinos de mais de 200 Milhões de pessoas.

Triste samba.

Durante esta Pandemia ficou patente aos olhos de quase todos, claro que Bolsonaro também tem a sua Guarda Pretoriana, os seus indefectíveis, a sua Juve Leo...

Ficou claro aos olhos de todos a fragilidade dos seus ocos discursos, daquela moralidade estupidificante amarrada aos Evangélicos, daqueles chavões trauliteiros próprios de homens das cavernas.

Tudo ruiu...

Tudo está a ruir.

E porquê?

Porque nem sempre o salto em frente se apresenta como solução, nem sempre o desespero pode ser combatido com os vendedores de banha da cobra ou com déspotas que prometem matar o inimigo, sem pensarmos que quando chegar a nossa vez ninguém estará para impedir o desequilíbrio daqueles a quem entregámos as chaves de um País.

No meio desta Pandemia, com números falseados e políticas indescritíveis, o Brasil vive agora uma tragédia política com as demissões de Mandetta e Moro, sendo que este último saiu estrondosamente, implodindo as bases do que sobrou do Governo Bolsonaro e consequentemente do Bolsonarismo.

Acho que por lá ainda consta o nome da "Viúva Porcina", estrela mediática deste Governo, no entanto, até Regina Duarte já dá sinais de desgaste e abandono.

O Brasil está carregado de suspeitas, a corrupção de sempre, que não mudou, de assassinatos e chantagens, por entre, os filhos do Presidente e o seu circulo mais privado.

Mas o que esperavam ao votar num escroque?

O que esperavam ao votar num ignorante?

E agora?

O PT não é solução, antes pelo contrário, aliás nunca o foi.

Quem poderá aparecer, quem poderia agarrar no legado do último estadista que o Brasil teve sentado no Palácio da Alvorada, Fernando Henrique Cardoso...

Quem?

Não sei como poderá o Brasil sair deste período dramático da sua História, por entre, o acelerar da Epidemia, a tragédia económica e a loucura política ou Governamental.

De uma coisa tenho a certeza...

Não será com demagogos e populistas como Bolsonaro e sua trupe.

Disso estou certo.

Boa sorte, Brasil!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Tem Calma André!

Filipe Vaz Correia, 05.04.20

 

Tem calma André!

Parece que o estimadíssimo André Ventura se demitiu da Presidência do Chega...

Isto de estarmos em tempos de Coronavirus, tempos de Pandemia, é uma grande chatice para populistas demagogos sempre à espreita de um pedaço de atenção.

Uma chatice porque este tipo de crise, tende a dar às pessoas a razoabilidade para descartarem aqueles charlatães que pululam pela beira do mediatismo, em busca da frase de café que os catapulte para a crista da onda.

Nestes tempos o jovem André andava desaparecido, sem espaço ou tempos de antena, mesmo a sua tentativa de caridade foi desmascarada pelo Padre que o recebeu...

A ele, à sua vasta comitiva e aos fotógrafos que foram acompanhar e publicitar o momento.

Citando o mesmo Padre:

"Caridade não necessita de publicidade."

Enfim...

Neste tempo, neste turbulento tempo para populistas, André Ventura encontrou uma brecha, desesperada expressão de encontrar um espaço nos cabeçalhos do jornais, nessa tentativa de resgatar as atenções perdidas.

Este vírus está a roubar o mediatismo ao jovem André, por entre, a tragédia e os elogios à postura de outros políticos de espectros mais tradicionais do panorama "polítiqueiro" Nacional.

Uma demissão, um agitar da maresia em bicos de pé...

Nestes tempos fica mais fácil destrinçar um singelo demagogo.

Não é André?

Que maçadoria.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

RE-PUG-NAN-TE...

Filipe Vaz Correia, 28.03.20

 

O discurso do Ministro das Finanças Holandês no Conselho Europeu, não foi o único, é absolutamente repugnante...

António Costa assim o classificou e muito bem.

Parece que nada aprendemos com a crise de 2008, sendo que muitos dos que saltaram para fora do barco se apresentam capazes de fazer o mesmo assim que o Tsunami económico chegue.

Uma barbaridade.

Uma coisa a União Europeia terá de repensar...

O seu propósito.

Se não serve para uma solidária resposta num caso como este, então não servirá para nada.

Gostaria, não sei se gostar será o verbo, de ver o que valeria a Economia Holandesa, Austríaca, Húngara sem o chapéu de chuva do Euro.

Mantendo este tipo de atitude, se calhar, iremos descobrir mais cedo do que julgamos.

Pois desta resposta se fará o futuro da União Europeia.

Repugnante...

Bela palavra Senhor Primeiro-Ministro...

Absolutamente repugnante.

 

 

Filipe Vaz Correia