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Caneca de Letras

Caneca de Letras

08
Out19

E O Chega... Chegou!

Filipe Vaz Correia

 

E o Chega...

Chegou!

André Ventura e o seu partido conseguiram, nas eleições legislativas deste domingo, eleger um deputado à Assembleia da República.

Muitos estão estupefactos, até indignados, com esta ascensão da Extrema-Direita em Portugal, no entanto, não deveremos esquecer que no parlamento Português, há muito, que estão representados partidos da Extrema-Esquerda que entre outros valores, defendem regimes ditatoriais como a Coreia do Norte ou a Venezuela.

É bom manter sempre a coerência como ponto de partida para avaliações políticas.

Infelizmente, um partido como o Chega encontrou na sociedade Portuguesa eco para as suas “odiosas” reivindicações, para o constante destilar de ódio com que olha para o País e a sua construção, sendo os portadores de princípios quase “hitlerianos” como base para o populista discurso com que nos brindam.

André Ventura, o líder destes herdeiros do PNR, conseguiu passar a sua mensagem para um nicho da população que serviu para o eleger, capaz de alimentar os ódios encapotados, por entre, frases sussurradas em surdina ou medos crescentes em algumas partes do nosso País.

O Chega representa, representará, uma ideia política perigosa, não podemos recear as palavras, uma busca pela segregação e divisão de uma sociedade Global, Multicultural e aberta ao mundo.

Este perigoso caminho, na minha opinião, segue uma tendência já observada em vários pontos do globo, Trump, Marine Le Pen, Orban ou Farage...

Um caminho que se alimenta do descontentamento das gentes, muitos deles que nada têm a ver com as elites mas sim com o proletariado, o dito povo, abandonado e cerceado por essa avassaladora Globalização e Modernização que mudou a face das civilizações.

Assim, este discurso divisionista, segregador, tacanho e populista, acaba por responder à singela ignorância daqueles que temendo, escolhem o autoritarismo como plano de fuga às agruras da vida.

Importa não optarmos pelo caminho mais fácil, aqueles que se opõem a estes ideais, mas sim tentar entender as causas que levaram a esta eleição de André Ventura e tentar desmascarar o discurso que o suporta.

Extrema-Direita, Extrema-Esquerda ou quaisquer outro tipo de extremismos, deverão causar o mesmo tipo de indignação, a mesma forma de repulsa, o mesmo tipo de condenação.

De uma coisa não nos deveremos esquecer...

A principal causa para o fortalecimento de um partido como o Chega é o enfraquecimento dos partidos da Direita tradicional, o que deverá aconselhar a uma maior contenção ao contentamento, daqueles “esquerdistas” que comemoraram um dos piores resultados do PPD/PSD e do CDS.

Porque em cenários destes, o que menos se espera tem lugar...

E o Chega, chegou!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

04
Out19

Freitas Do Amaral: A Morte De Um Democrata Cristão!

Filipe Vaz Correia

 

Morreu Diogo Freitas do Amaral...

Um dos pais da democracia Portuguesa.

Freitas do Amaral entra na minha vida, através das palavras de meu Pai, desse reconhecimento pelo seu importante papel no afastamento do poder comunista que ensombrava o País no pós-revolução.

Freitas, Mário Soares e Sá Carneiro, cada um à sua maneira, desempenharam um papel significativo nesse travar das intenções do PCP e de Álvaro Cunhal na "soviétização" do nosso Portugal.

Não tenho memória desse período, no entanto, tenho inúmeras memórias sobre esse período, contadas, expressadas, por entre, conversas e opiniões.

A primeira memória, minha, absolutamente minha, foi na campanha eleitoral de 1986, Soares VS Freitas, onde este vosso amigo, claro está, defendia afincadamente o candidato Freitas do Amaral.

Foi a primeira vez que tive a noção do que era expressar essa querença política, do que era uma batalha eleitoral, num País fracturado, dividido entre direita e esquerda.

Tinha 9 anos e vivi com intensidade todos os momentos desse tempo, nesses dias onde tanto se disputava, onde muito se acreditava.

Freitas perdeu...

Mas não perdeu o direito de expressar a sua opinião, esse acérrimo desejo de trilhar o rumo que ditavam as suas convicções.

Freitas nunca mentiu, sempre afirmou o seu posicionamento como homem de centro, de ideologia Democrata-Cristã, apoiado na posição social da Igreja, sem receio de caminhar solitariamente em defesa dos seus ideais.

Fundador do CDS, foi muitas vezes acusado de ter abandonando o partido, sendo por demais evidente que terá sido muito mais o partido a mudar a sua identidade, do que o seu fundador, a trair os seus princípios.

Em 2005, Freitas do Amaral aceita fazer parte do Governo de José Sócrates, num gesto que lhe custaria, em definitivo, todo e qualquer afecto que ainda lhe pudesse reservar o centro-direita Português, deixando estupefactos alguns dos que se recordavam do seu papel nesse lado do panorama político.

Admito, sem hipocrisia, que fiz parte daqueles que não compreenderam ou aceitaram este gesto, que se indignaram com esta viragem à esquerda de um dos símbolos históricos da "nossa" Direita.

Neste dia em que parte, presto a minha homenagem a um homem culto e politicamente corajoso, sendo que o seu legado ficará para sempre impresso nas entrelinhas da História Portuguesa.

Solitariamente marcado, Freitas do Amaral foi um homem, verdadeiramente, leal às suas convicções.

O que para os padrões políticos da actualidade, já é uma absoluta raridade.

Por fim, as palavras de Antonio Lobo Xavier num jantar do CDS:

" A nossa história não se reescreve."

"Sem ele, porventura não estaríamos aqui."

 

 

 

Filipe Vaz Correia

  

13
Set19

Os Debates Já Começaram?

Filipe Vaz Correia

 

Tenho andado distraído, em relação aos debates eleitorais, não por falta de vontade mas sim por uma sonolência irritante que se acomete da minha pessoa, sempre que insisto em ver estas pelejas políticas.

Debates serenos e mornos, enfadonhos e tristonhos, carregados de uma lentidão argumentativa nessa ausência total de argumentos.

Os sorrisos disfarçados, os programas mal elaborados, a noção de um resultado pré-determinado, neste autêntico passeio de António Costa...

Motivos para adormecer, sem voz ou determinação, entrelaçados por desvios ideológicos que confundem a mente das gentes, rasurando, vezes sem conta, a noção de Esquerda e Direita.

Encontramos Costa e o seu PS como garante das contas públicas, preocupados com o “diabo” que afinal acreditam poder chegar, enquanto encontramos o PSD e o CDS a prometer distribuir dinheiro entre impostos e incentivos, num grito desesperado por amarrar, amealhar, votos num quarto escuro.

Ligo, novamente, a televisão e ali se encontram:

Os candidatos, o moderador e a promessa de um debate...

Começa o dito e ansiado debate, a suposta troca de ideias, eu terei dito ideias?e logo se vai desvanecendo o interesse, se dilui a vontade de querer compreender o que têm a dizer.

Rio e Costa vão se encontrar, dentro de dias, para um decisivo debate...

Decisivo para Rui Rio, ou seja, para compreendermos por quanto perderá, se por uma gigantesca diferença ou apenas pela margem suficiente para atenuar a humilhação.

Triste tempo este...

Para quem como eu, que sendo de direita, se vê despojado de alternativas ideologicamente representativas deste campo político.

Vou dormir...

Se por acaso algum debate for digno desse nome, por favor, avisem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

30
Jul19

Santana Lopes No "Maluco Beleza"!

Filipe Vaz Correia

 

Pedro Santana Lopes foi ao Podcast do Rui Unas, Maluco Beleza...

Ou seja nada mais apropriado, sendo o "enfant terrible" da política um grande "Maluco", com todo o respeito, assim como um grande apreciador da "beleza", com um respeito ainda maior.

Santana sentou-se durante quase duas horas naquele cenário, despido de receios ou artimanhas, respondendo ao seu interlocutor, assim como às perguntas do público, num encontro descontraído mas carregado de substância.

A vida pessoal, o percurso político, o novo partido ou até o "seu"  Sporting, tudo passou por aquele estúdio, por aquela agradável conversa.

Sinto ser minha obrigação fazer aqui um ponto de ordem, aliás julgo já o ter feito noutras páginas desta Caneca...

Sou de direita e durante a minha adolescência, aquele período Cavaquista que tanto me entusiasmou, era verdadeiramente Santana Lopes que me entusiasmava, movia parte da esperança dessa minha geração, num acreditar que me colava aos Congressos, às intervenções públicas carregadas de rebeldia e visão.

Era assim que me sentia, que crescia essa crença numa liderança Santanista.

Santana foi tanta coisa...

Presidente do"meu" Sporting, de Câmaras, comentador político e de futebol, tanto e tão pouco num turbilhão de emoções que acabariam por ditar as armadilhas de um destino que muitos auguravam brilhante.

Lentamente este jovem, que vos escreve, cresceu e a ingenuidade com aquele mundo Laranja se foi esboroando, com Cavaco, com aquele período e com o ídolo de outrora...

Pedro Santana Lopes!

A sua ida para o Governo, Primeiro-Ministro, a criança na incubadora, os familiares que queriam bater na mesma criança...

Enfim, tamanhos e entrelaçados erros acumulados ao longo do tempo e que acabaram por descredibilizar o político, sendo em grande medida, esses erros responsáveis pela imensa taxa de reprovação que ainda sustenta.

Mas não posso negar...

Santana esteve no Maluco Beleza como nos Congressos do PPD/PSD, aqueles Congressos do antigamente, com a mesma energia, a mesma desenvoltura, a mesma forma de nos amarrar à mensagem, seja ela política ou corriqueira, numa conversa que me trouxe momentos que pensava perdidos no passado.

Gostei...

Francamente foi um gosto imenso.

Este Santana poderá não vencer eleições, até por culpa própria, pela imagem de si construída, mas acrescenta à vida política, a essa Direita ausente do debate, da disputa pública.

Num mundo de Direita, preenchido por "eunucos", gente capaz de nada dizer sobre esse nada que os habita, Santana aporta um outro discurso, uma forma de agitar as águas sem receio de ir à luta.

Como ele mesmo definiu:

Este projecto, Aliança, é radicalmente moderado.

E assim caminha buscando ideias e gente nova, indo ao encontro das pessoas, as reais, que habitam para lá das paredes da Assembleia da República ou das "cortes" de Lisboa.

Gostei desmedidamente deste Maluco Beleza.

Perdão...

Deste, rejuvenescido, Pedro Santana Lopes.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

18
Jul19

As Saudades do Presidente Marcelo...

Filipe Vaz Correia

 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, despediu-se hoje desta composição parlamentar, num formalismo que marca um tempo, antes da campanha eleitoral e respectivas eleições.

Nessa cerimónia, Marcelo assinalou as saudades que vai sentir deste parlamento, deste tempo inovador e surpreendente.

Muitos de nós, nos quais me incluo, jamais acreditariam numa legislatura completa, assente numa maioria de esquerda, Geringonça, cumprindo inesperadamente o seu percurso até ao fim.

Marcelo, como é seu apanágio, aparou arestas, dourou a realidade e expressou essa "saudade" de um tempo, na sua visão, carregado de entendimentos e salutar convivência.

Não posso estar de acordo.

Poderia falar dos incêndios, da saúde, dos professores, de tantas outras coisas...

Mas compreendo o alcance das palavras, das suas palavras, pois também o Presidente da República acreditava numa legislatura carregada de belicismo, num falhanço certo neste acordo da esquerda radical com o PS...

E nada disso aconteceu.

Para Marcelo, para o seu legado e futuro, nada poderia ter corrido melhor, pois este cenário conferiu à sua figura um papel de mediador, de garante popular, como nenhum outro lhe poderia conferir.

Por este motivo consigo entender as suas palavras, as suas saudades...

No entanto, convém ser comedido, não pintar um quadro da realidade, muito além daquele que verdadeiramente existiu.

E assim, por entre, as saudades "Marcelistas" encontramos um pedaço deste nosso tempo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

10
Jul19

Encontrei O Primeiro-Ministro Na Rua...

Filipe Vaz Correia

 

Encontrei o António Costa pela rua, em Belém, descendo essa rua descontraído, como mais um de nós...

Porque não estaria?

Sentado no carro, disparei...

Olha o Costa!

Lá ia o "nosso" Primeiro-Ministro, sem guarda costas, sem polícias ou pajens, numa caminhada improvável e absolutamente reconfortante.

Não esperei para lhe dar passagem, na dita passadeira, também não acho que o merecesse de sobremaneira, no entanto, não deixei de soletrar a alegria de poder viver neste nosso País, onde a terceira figura da Nação, aquele que nos governa, pode andar livremente pela rua, descontraidamente amarrado ao telemóvel, sem receios ou esconderijos.

Este pormaior dirá muito do António, mas não deixa de dizer imenso, deste nosso pacato e tranquilo Portugal.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

04
Jul19

Pedro Nuno Santos Ou Fernando Medina: A Batalha Das Rosas!

Filipe Vaz Correia

 

Pedro Nuno Santos vs Fernando Medina...

A desculpa é o plano de rendas de habitação, no País e em Lisboa, justificando a batalha surda entre os dois delfins do legado Costa.

Medina escolheu o "timming" e enfrentou o Ministro "turco" num desafiador impulso para o duelo.

Há muito que julgava decidido este duelo com a força que Pedro Nuno Santos detém no PS, devido ao aparelho partidário rendido aos truques das Juventudes Partidárias, berço do actual Ministro das Infra-estruturas e Transportes, no entanto, Fernando Medina parece querer disputar essa herança "Costista", essa vontade de ser o sucessor de futuro.

Continuo a achar que será Pedro Nuno Santos a ganhar esta disputa, a dominar cada entrelaçar que define quem lidera, mas o actual Presidente da Câmara Lisboeta não se rende.

Com estas medidas, Medina ridiculariza e vulgariza as medidas do plano nacional deste Governo, com destaque para o seu rival, deixando em primeiro plano, uma batalha para o período pós Costa.

Enfim...

Esperemos pela batalha das Rosas.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

03
Jul19

Um Artista Português?

Filipe Vaz Correia

 

António Costa é um artista, dos bons, com arame e barra na mão se equilibrando, sem tremer, no fio de arame.

Esta eleição para os lugares de topo do União Europeia, trouxe na verdade uma derrota para Costa e os Socialistas que desejavam alterar o balanço de forças na hierarquia Europeia.

Bem...

Falhou!

Ursula Van Der Leyen como Presidente da Comissão Europeia ou Christine Lagarde como Presidente do Banco Central Europeu são alertas preocupantes e derrotas confirmadas para Costa e os seus intentos.

Assim quando se esperava que esta fosse a tónica da notícia, Costa muda o cenário, deixa cair o convite que recebeu, enfatiza a recusa, dá palavra à promessa feita aos Portugueses.

Os jornalistas vão atrás, confirmam a história...

E da derrota Europeia, Costa muda a realidade, chegando a esta Lusa Pátria como o Primeiro-Ministro que preferiu o País ao "el dorado" Europeu.

Não é de artista?

Um artista Português...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

18
Jun19

Radicais, Absolutamente, Livres!

Filipe Vaz Correia

 

Existem momentos ou situações que não conseguem ser descritos na sua plenitude, muito menos pormenorizados, pelo significado que têm, pela beleza que assumem...

É assim na amizade, nesse amor fraterno chamado amizade.

O texto de Jaime Nogueira Pinto em homenagem a Rúben de Carvalho é apenas um pequeno pedaço desse momento, de uma bela amizade forjada na diferença, nessa gigantesca diferença capaz de encurtar divergências, de ligar pólos opostos.

Um Comunista e um Nacionalista, tão diferentes como inteligentes, tão afastados como coerentes.

Nessa genialidade livre, nessa radicalidade fraterna, se manifesta a capacidade de dois homens discutirem sem populismos bacocos, sem hipocrisias menores, sem as amarras tão habituais na política de corrimão.

E é assim que se dá o exemplo, que se honra a grandeza maior da nossa História, do legado dos que souberam construir o que somos, o que nos moldou como Nação.

Estaria sempre ao lado de Jaime Nogueira Pinto, por princípio, convicção ou valores, no entanto, isso jamais me impediria de admirar, respeitar o passado e a memória de alguém como o radical, absolutamente, livre que era Rúben de Carvalho.

E isso, nos tempos actuais, já é uma valiosíssima lição a recordar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

11
Jun19

Brasil: Nem Política, Nem Justiça!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Por cá andamos entretidos com a chegada de Jorge Jesus a terras Brasileiras, no entanto, por lá novidades preocupantes ganham força e tornam-se conhecidas do grande público.

Por estes dias foram reveladas mensagens trocadas entre o Procurador e o Juiz encarregues da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol e Sérgio Moro, actual Ministro da Justiça.

Sinceramente não é algo que me surpreenda, pois como já aqui várias vezes escrevi, tenho absoluta aversão a Juízes providenciais ou a Justiceiros populares.

Sei bem que num tempo de grande revolta e desencanto em vários pontos deste nosso globo, as sociedades e os seus cidadãos tendem em buscar na individualidade "divina", vulgo Homem Providencial, a resposta para combater as injustiças sentidas pelo "Povo".

Normalmente dá errado.

Não tenho dúvidas, convicção sustentada pelas peças jornalísticas saídas do processo, que Lula da Silva é culpado de corrupção, que a política Brasileira está apodrecida e envolvida em casos escandalosos, condenáveis não só criminalmente, como moralmente.

No entanto, a base de uma justiça saudável e confiável é a Imparcialidade do seu julgamento, o assegurar que todos, sem excepção, poderão contar com um tratamento irrepreensível da parte do julgador...

Aqui reside o problema da questão, Sérgio Moro já tinha dado indícios da sua extrema parcialidade neste caso da Lava Jato, já tinha dado sinais da sua pretensão política, aceitando entrar para o jogo político tendo sido ele parte efectiva nesse mesmo jogo que levou à eleição de Bolsonaro.

As mensagens reveladas por estes dias, expressam não só uma relação perigosa entre Juiz e Procurador, como também demonstram uma participação quase tutorial da parte do Juiz em relação ao Procurador, o que desvirtua completamente a noção isenta de Justiça.

Mais uma vez, nada que me surpreenda, apenas me indigne, pois estas pessoas nesse arrombo justicialista não se apercebem que mais do que deter um político corrupto, elas acabam por desvalorizar a sentença que o condena.

Aos olhos de quem vê este triste espectáculo, apenas a preocupante sensação de que ninguém está bem neste retrato...

Nem os corruptos que corroem as instituições políticas, nem aqueles que os deveriam julgar imparcialmente, acabando por ser cúmplices na construção de uma profunda desconfiança no sistema judicial.

E quando nem o poder político, nem o poder judicial dão respostas dignas aos anseios de uma sociedade, abrem alas para o Caos...

E do Caos nasce sempre o conflito.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

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