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Caneca de Letras

Caneca de Letras

14
Out19

Respirar...

Filipe Vaz Correia

 

Nem sempre é fácil respirar;

Respirar fundo,

Como se coubessem nesse ardor profundo,

As mais belas palavras de encantar...

 

Num instante, segundo,

A desenhar, pincelar,

Todas as memórias por viver.

 

Nem sempre se entrelaçam as vontades,

Os desejos ou segredos,

Nem sempre se amarram as saudades,

Os pesadelos, os medos...

 

E por entre noites e dias;

Tristes alegrias,

Se reescreve em poesia,

Esta imensa vontade de respirar.

 

12
Out19

Desmedidamente...

Filipe Vaz Correia

 

Se dói, deixa arder;

Deixa entrelaçar essa dor,

Esse fogo a corroer,

Essa forma de ardor,

Numa misturada interrogação do Ser,

Que se arrebata num torpor,

Num torpor a aprender,

Cada pedaço de um amor,

 Sem medo de o viver.

 

Vai continuando a sentir;

Sem receio do formigueiro,

Esse medo a fugir,

Num domingo domingueiro,

Cada toque a pedir,

Esse beijo derradeiro.

 

E num instante a despedida;

Essa espécie de partida,

Esquecida ferida,

Tão intensa e desmedida.

 

Desmedidamente verdadeiro...

 

Desmedidamente inteiro...

 

Desmedidamente Amor.

 

 

 

03
Out19

Bernardo Silva: Não Seremos Todos Racistas?

Filipe Vaz Correia

 

A estupidez Humana, de facto, não tem limites.

Bernardo Silva tem estado à mercê de um sem número de criticas, em consequência de uma ridícula polémica sobre um “suposto” acto racista.

Chegámos até aqui?

Parece que sim!

Um mundo onde dois amigos, que o são, não podem trocar uma ou outra picardia, um ou outro “carinhoso” apelido, sem que se levantem os fiscais dos costumes “correctos”, acenando com os fantasmas dos seus próprios complexos.

Neste tempo, onde parece impossível vivermos sem ser espartilhados por uma “gestapo” do politicamente correcto, assistimos ao linchamento na praça pública de Bernardo Silva, mesmo que em sua defesa tenha incorrido o dito “ofendido”.

Bernard Mendy, um dos melhores amigos de Bernardo, veio a publico explicar que em nenhum momento viu naquela imagem ou naquelas palavras qualquer tipo de racismo ou qualquer tipo de preconceito.

Mesmo assim a Federação Inglesa não vacilou e permanece irredutível, nessa busca pela justiça popular, em nome de imaculados algozes.

Depois do "Aladino" Trudeau, temos agora o jovem jogador do City, preparado para arder nesse expiatório de tiranetes puritanos.

Do que discordo em ambos os casos, foi do pedido de desculpas feito por Trudeau e Bernardo, numa inaceitável humilhação a que foram sujeitos pela vociferia histérica destes captores da Sociedade.

A comparação de Bernardo, ou seja, comparando Mendy aos famosos bombons "Conguitos", nada tem de racista, antes deveria ser encarada como um acto de “amor”, pois é disso que se trata a amizade, carregado com uma boa medida de bom humor.

Imaginem o que deveríamos fazer àqueles “racistas” que apelidaram de "Conguito", o jovem apresentador de televisão e rádio, que agora é famoso entre os adolescentes Portugueses.

Se calhar deveríamos prender essas pessoas.

Esperem lá...

Se calhar foram os seus Pais ou seus amigos.

E esta coisa de Racismo só funciona se vier do lado "branco" da sociedade, de preferência nos holofotes da opinião pública.

Disse branco...

Fui racista?

Afinal para estes “censores”...

Não seremos todos racistas?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

02
Out19

Pedaço De Mim

Filipe Vaz Correia

 

Vivi um dos dias mais difíceis da minha vida...

A vida que tem destes dilemas, curtos poemas que nos constroem, nos auxiliam neste ensinamento maior que nos amarra e define.

Nada é mais aterrador do que a espera numa sala de um hospital, aguardando que estranhos me venham dizer como estás...

Pondo nas suas mãos a tua vida, essa alma tua que me pertence, pertencerá, somente nós.

Como gostaria que este dia não acarretasse esta dura sensação de medo que me envolve, entrelaça, nessa partida, por entre, o descerrar da cortina, o fechar da porta de um elevador...

Desse afastar, sem que possa te proteger.

Meu amor, aqui estarei...

Aqui estou...

Aqui voltarei a estar.

Nesse entre-tempo, medida temporal que angústia os que verdadeiramente amam, esperarei pelo singular instante em que os teus olhos se abram e nos possamos reencontrar, nesse singelo encontro de almas...

Porque só assim fará sentido.

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

01
Out19

A “Intemporal” Viagem De Todos Nós...

Filipe Vaz Correia

 

Ainda sangra ou já estancou o pedaço de ferida que teimava em se fazer sentir?

Nesse caminhar constante, vulgo destino, tantas foram as vezes que desassombradamente a vida chega e nos derruba, nos amarra nessa tristeza que parece ficar para sempre.

O nascer do dia chega mas a noite escura parece reinar, tenebrosamente presente, ameaçando, nessa escuridão, os coloridos sonhos de outrora.

Já não existe brisa ou maresia, riso ou contentamento, esse leve sentimento desnudado e esquecido, entrelaçado sofrimento, amargurado e ferido.

O escorrer do sangue, como lágrima que não se esconde, intensifica a espécie de ardor que marca e esventra, num desmedido querer silencioso, grito calado que ensurdece o pobre coração...

Ainda sangra?

Ainda vociferas pedaço de ferida na alma?

Alma?

O olhar meio perdido que abraça a realidade vai ditando o caminho, trilhando o destino ensurdecedor, trauteando palavras e frases, descontraídas formas de choro que se confundem com a ausente poesia numa folha em branco...

A despida contradição num cumprimento que se perdeu.

Nem sei como soletrar esta contraditória melodia que num momento se degladia, num outro irradia, e em todos eles se desvanece numa alucinante montanha russa de lembranças, amarguradas desesperanças que outrora pulsavam, antigamente se soltavam, por entre, a saudosa esperança que tudo transformava.

O sol partiu, discretamente se despediu, devagarinho, de mansinho, num aceno que pareceu timidamente discreto, incertamente nostálgico.

Sem saber se num novo dia voltará a irromper por entre os céus...

Num repetido quadro intemporal.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

29
Set19

Velha Imagem...

Filipe Vaz Correia

 

Silêncios e vazios;

Desaguando repetidamente,

Vazios rios,

Secando secamente,

Por entre desvarios,

Que gritam insanamente,

Ao luar...

 

Onde te escondes lua?

Triste tristeza,

Dançando nua,

Na firme certeza,

De que não será tua,

Essa intensa beleza,

Que se despedirá...

 

Vai passando sem parar;

Esse tempo,

Num corrupio, viajar,

Caminhando num tormento,

Até se acabar,

Num segundo ou firmamento,

A palavra a soletrar...

 

Soletro uma vez mais;

E mais uma vez soletro,

Desesperançadamente diante do espelho...

 

Quem sois velha imagem?

Quem sois?

 

 

 

25
Set19

Poderia Ter Sido Diferente? Ainda Bem Que Não Foi...

Filipe Vaz Correia

 

Espero sempre que o telefone toque...

Que seja a tua voz que se encontra do outro lado, nesse encontro perdido e que amiúde me invade, buscando reencontrar o doce timbre de um aconchegante passado.

Olho pela porta entreaberta, por entre, as frestas da janela nessa imaginada procura que não chega, não chegará e que se perdeu sem compreender o tempo que o tempo traz e leva, resgata e afasta, mata e esventra, em cada pedaço do que fica na desprendida memória.

Como poderia ser diferente?

Vezes sem conta ligo para aquele número gravado na memória do telefone, ouvindo repetidamente aquele gravador, como se algo, por um segundo, se tivesse alterado, modificado, sendo diferente, nesse perder que ainda amarga e dói, queima e arde, esmaga e faz arrepiar.

Tenho saudades...

Por vezes esqueço, mesmo não querendo, pois o tempo na sua infinita crueldade, acaba por atenuar a dor, acalmar o ardor que constrói a solitária imensidão de um desesperado vazio...

Mas aqui regresso.

Como poderia ser diferente?

Como poderia?

Se de cada vez que respiro, o faço também por ti, se de cada vez que sorrio, o faço também contigo, se de cada vez que choro, contigo o faço no pensamento.

Se de cada vez...

Se de cada vez que te procuro e não te vejo, sei bem que foi verdade, a crua realidade de uma despedida eterna.

Mas mesmo assim continuo a procurar, a questionar, a tentar reencontrar cada momento marcante nesse destino partilhado, desencontradamente preciso.

Poderia ter sido diferente?

Se calhar não...

Porque foi intensamente perfeito.

Amo-te, minha querida Mãe...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

14
Set19

Contraditórias Palavras...

Filipe Vaz Correia

 

São contraditórias as palavras;

Meio enraizadas,

Nessa expressão maior,

Misturada dor,

Que se entrelaça na ardente expiação,

Dessa pequena emoção,

Outrora ferida,

E que agora se transformou em recordação perdida,

De uma desassossegada alma.

 

Já não grita a amargura;

Nem a desventurada desdita,

Essa amargurada aventura,

Perdidamente descrita,

Por entre letras soletradas,

Palavras inacabadas,

Momentos infinitos...

 

Um dia voarei;

De asas abertas,

Rumo a esse horizonte,

Que perpetuamente desnudado,

Se definirá como eterno,

Eternamente melodioso...

 

Melodiosamente único.

 

 

11
Set19

Carta Para Ti... Meu Amor!

Filipe Vaz Correia

 

Ao longe, ao ouvido de uma estrela, sussurrei o teu nome, baixinho, devagarinho, num entrelaçar de emoções, emocionada esperança que invade a minha querença...

Escasseiam as letras, mesmo numa Caneca repleta delas, para descrever como pulsa o meu coração, nesse bater sem razão, aquele sentir que não se explica, sente-se, caminhando sem medo de voar.

Tantas vezes disse que te amava, te amo, nessa misturada forma de expressar cada momento que juntos construímos, que de mãos dadas insistimos em percorrer.

Não seria a mesma pessoa se não te tivesse conhecido, nem sei se teria sobrevivido à dura pena que um dia me amarrou na velha sala da minha antiga casa...

Nessa dura despedida, enquanto caia rumo ao infinito e tenebroso vazio, senti a tua voz, a tua mão, a tua presença a amparar a queda, a segurar essa parte de mim, despedaçadamente estilhaçada.

Sempre tu...

Por entre o olhar, o teu, esse que me aponta o porto seguro, soube, sempre soube, que encontraria o destinado amor, esse amar eterno que se confunde com destino, que se transforma em felicidade.

Não sei se poderia saber, se te conseguirei descrever o que no bater da alma, no pulsar deste meu coração, se desencontra em cada lágrima tua, se descompassa em cada pedaço de tristeza que sinto em ti...

Porque és o meu mundo, tão intenso e profundo que num breve segundo se mistura na alma desarmada, na brisa desbravada, em busca de te dizer o que significas para mim.

Amo-te...

E de mãos dadas, bem velhinhos, por entre a despedida de um tempo longínquo sobrará a certa, certeza, de que valeu a pena.

Disto tenho a certeza:

Bem velhinhos...

Meu amor!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

09
Set19

Para Sempre Amor!

Filipe Vaz Correia

 

Não tenho medo de nada;

De nada tenho medo,

E de tudo...

 

De tudo tenho receio;

Sempre que te vejo a dormir,

Que te pressinto a sorrir,

Ou ao longe te vislumbro...

 

A chegar.

 

Tenho medo de te perder;

De o vento te levar,

Tenho medo de te ver sofrer,

De algo te arrancar...

 

Não tenho medo de nada;

De nada tenho medo...

 

Desde que estejas a meu lado;

De mãos dadas,

Nessa eternidade que construímos dia a dia...

 

Para sempre...

 

Para sempre amor!

 

 

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