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Caneca de Letras

Caneca de Letras

09
Fev17

América: A Perigosa Legitimação do Ódio!

Filipe Vaz Correia

 

Os primeiros dias de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos vieram confirmar os receios de muitos e os anseios de alguns, acerca das suas promessas eleitorais e o seu comportamento pós eleições.

No entanto, quero aqui retirar a parte folclórica da personagem, a parte teatral dos gestos, do tom, da forma, que não considero de somenos importância, apenas não a considero principal questão.

A parte principal deste perigoso caminho está nas palavras, que por estes dias continuaram a trazer ao mundo várias realidades, reconfortantes e assustadoras...

Reconfortantes pela maneira como dentro e fora dos Estados Unidos se tem respondido à política delineada por este grupo de lunáticos que rege os destinos daquele país, desde anónimos a famosos, de jovens e velhos, empresas pequenas ou grandes grupos empresariais ( Google, Amazon, Apple, entre outras), de homens e mulheres, de todos os quadrantes políticos.

Assustadora, pela forma como esta mesma política, nos poderá guiar para uma armadilha sem precedentes, acabando por legitimar aqueles contra quem, tanto combatemos, nos últimos anos.

As palavras do Ayatolla Ali Khamenei, seguem precisamente nesta direcção, de fazer crer aos seus seguidores e aos moderados de todo o mundo muçulmano, que a radicalização do discurso deste novo Presidente Americano, é na verdade, o pensamento intrínseco que sempre guiou os Estados Unidos da América e por conseguinte, todo o ocidente.

É por isto, que é relevante dizer não!

Estas palavras encontram, na realidade eco, nas atitudes irrefletidas de Donald Trump e da sua Administração, carregada de cólera, que não desiste de criar este ambiente de perseguição constante dentro e fora de "muros".

Este perigo de legitimarmos aquilo que mais contestamos nestes radicais, o ódio profundo por aqueles que nos são diferentes, deixará pouca margem de manobra para um dia voltarmos atrás, nesta batalha auto-destrutiva.

Assim hoje, mais do que nunca, aqueles que se levantam para defender o legado Americano, fazem-no em nome de todos nós, ocidentais, e desse passado que importa recordar, é feito de erros, mas também de virtudes inapagáveis, na construção de sociedades plurais e mais fortes.

Calar ou consentir perante os desmandos da Administração Trump, é por isso a legitimação de um discurso de ódio, segregador, e que se transformará numa gigantesca armadilha, que reforçará o discurso das organizações terroristas e seus aliados...

Por isso importa recordar, insistentemente, por esse mundo fora, que a América não se vergará diante daqueles que a querem radicalizar e com isso radicalizar, ainda mais, o mundo.

Citando Churchill:

" A atitude é uma coisa pequena que faz uma grande diferença".

E será essa atitude, essa resistência, que resgatará a América destes dias cinzentos que a assolam.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

31
Jan17

As Crianças de Mossul!

Filipe Vaz Correia

 

Em Mossul, no Iraque, estão neste momento 350 mil crianças encurraladas, numa cidade cercada, à mercê do Daesh ou de artilharia pesada da coligação nesta batalha sem honra que já dizimou Milhões de pessoas.

O mundo está de facto perdido...

Ao ouvir esta notícia, admito que tive de a rever para acreditar e não pude deixar de me questionar se algum dia, aprenderemos algo com os ensinamentos da história.

O que poderá ser mais importante, do que, este facto?

O que poderá valer mais a pena, do que, estas 350 mil crianças...

350 mil!

Mais ou menos a população de um país como a Islândia.

O que mais me aterroriza, é que no quadro político, populista, do mundo de hoje, parece que existem valores superiores a um drama como aquele que se vive em Mossul...

Muros e expulsões, raças ou religiões, ocupam hoje as prioridades desconexas deste novo tempo, transformando-se aos olhos de muitos, como as razões para as clivagens existentes nas mais variadas sociedades ocidentais.

No entanto, não consigo parar de pensar naqueles meninos e meninas aprisionados em Mossul:

Fechem os olhos e imaginem um prédio escuro, sem eletricidade, numa noite fria numa ponta do Iraque...

Imaginem os olhos temerosos de cada um daqueles meninos, enquanto as bombas caem, enquanto as carrinhas do Daesh varrem a cidade e estas crianças escondidas, perdidas, tentam respirar...

Tentam sobreviver.

Não existe política sem esperança, sem humanismo, sem futuro e que futuro estaremos a construir deixando estas pequenas pessoas de amanhã, abandonadas e entregues ao nada...

Ao desesperante medo de morrer.

Quero acreditar que será possível ter esperança e que como nos filmes, existirá sempre um final feliz, no entanto, olhando para o ecrã da minha televisão, começa a ser difícil...

Mas continuo a acreditar.

Que Deus vos proteja, Meninos de Mossul.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

24
Jan17

Quo Vadis, Europa?

Filipe Vaz Correia

 

O mundo parece avançar a um ritmo vertiginoso para um abismo, inebriado por uma vozeria trauliteira, que a todo o custo, urge evitar.

A eleição de Donald Trump, as eleições Francesas que estou convicto se travarão entre Le Pen e Fillon, a posição Russa nas manobras que envolvem hoje em dia o panorama estratégico no Médio Oriente e claro está o império Chinês, cada vez mais preparado para impôr a sua vontade, caso a isso, seja obrigado...

E a Europa...

Quo vadis, Europa?

Como poderá responder um aglomerado de países, União Europeia, que caminha sem liderança, sem rumo há mais de década e meia?

O projecto Europeu não foi colocado em causa pelo Brexit, confirme-se ou não, foi precisamente a falta de rumo desse projecto que potencializou a vitória desse movimento.

Assim como nos Estados Unidos, a revolta de muitos cidadãos está a minar o processo democrático, fragilizado pelo abrandar de muitas economias e com isso o degradar da vida desses mesmos cidadãos.

Se por algum motivo a Europa não conseguir responder a estes inquietantes sinais e deixar degradar cada vez mais, a relação dos seus cidadãos com as instituições que os representam , então Donald Trump terá razão e o fim deste projecto Europeu será inevitável.

Marine Le Pen, Farage, Victor Orban e outros populistas que começam a crescer de maneira avassaladora, não o fazem indicando as soluções para os problemas que tanto afectam as respectivas populações, mas sim indicando os males que afectam realmente essas sociedades democráticas envolvidas em escândalos sem fim, desacreditadas entre os seus pares.

Por isso insta repensar este modelo, estas prioridades que sendo lógicas para o Status Quo de Bruxelas, são incompreensíveis para as respectivas populações e que fazem aumentar o descontentamento em pessoas que votarão no desespero ao invés do mesmo encurralado sistema.

Os conservadores cristãos terão neste processo um papel fundamental, na minha opinião, pois em parte, partirá desse espectro político a solução que possa fazer frente à demagogia populista que hoje crassa em grande medida pelas mais variadas democracias.

A Direita Cristã ou Conservadora tem de revitalizar os seus princípios fundadores, recuperando a ligação com as pessoas e demonstrando uma genuína preocupação em construir as pontes necessária entre aqueles que se consideram excluídos e as novas gerações sedentas por uma incontornável globalização. 

Isso só poderá ser alcançado com a melhoria da vida das pessoas, com o sentimento de bem-estar fundamental para que os avanços não esmaguem a esperança e os desejos inerentes à condição humana.

Assim espero que a Europa possa mudar o seu rumo e ver neste extremar de posições que nos chega do outro lado do Atlântico, uma oportunidade para ser ela a liderar os acontecimentos e não os acontecimentos a ditarem o seu destino.

Isso será determinante para o caminho Europeu, consciente das diferenças nacionais que sempre existirão, mas inclusivo, global, integrante, com valores Humanistas que certamente nos guiarão ao encontro de um futuro onde a Europa possa resgatar a importância que sempre teve.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

21
Jan17

América: Uma Vírgula na História...

Filipe Vaz Correia

 

Aqui estávamos nós, perante o dia da tomada de posse de Donald J. Trump, como o 45º Presidente dos Estados Unidos da América.

Um dia que acabou por ser o que muitos esperavam, uma cerimónia triste, esvaziada de uma certa esperança que sempre acompanha estes momentos, com faces meio embaraçadas e com o povo longe de encher aqueles jardins e ruas diante do Capitólio.

Trump não desiludiu, com um discurso esvaziado de ideias, repetitivo, odioso, fracturante, populista, provocando em muitos momentos, um silêncio constrangedor, mesmo entre aqueles que ali o apoiavam. 

Com um estilo arruaceiro, de punho erguido qual Hugo Chavez ou Fidel, Trump continua a atacar tudo e todos, tal e qual como na campanha eleitoral, desde Washington até à China, das fronteiras até à globalização, da imprensa até à Nato.

Assim, o senhor que se segue na Casa Branca continuará a coleccionar inimigos, externos e internos, o que lhe provocará, estou certo, valentes dissabores durante este mandato presidencial.

Enquanto esperava com tristeza e até estupefação, pelos comentários às fraquíssimas palavras de um Presidente cowboy, uma janela se abria no canto do meu televisor, com uma notícia de última hora, chegada da base militar de Andrews:

Barack Obama, falaria uma vez mais, antes de entrar no Air Force One.

Nunca havia sido feito...

Nunca um Presidente cessante, teve a ousadia de fazer uma conferência de imprensa enquanto o seu sucessor ainda assinava os primeiros papéis no Capitólio.

Obama fez e fez muitíssimo bem.

Em apenas oito minutos, voltou a trazer dignidade à função, a recuperar a esperança num olhar, num aceno, nas palavras...

"Uma vírgula, não um ponto final!"

Obama terá um papel importante no futuro dos Estados Unidos, na construção de um caminho que possa resgatar os valores e princípios Americanos.

A ignorância e a boçalidade tão visíveis em Trump, contrastam com a eloquência, a cultura, a imensa capacidade de nos prender com as palavras de Obama.

Por isso acredito que a América saberá contornar esta vírgula no papel, pois a história Americana não merece tamanha injustiça.

 

Filipe Vaz Correia 

20
Jan17

Donald Trump: Um Remake de "Nós os Ricos"...

Filipe Vaz Correia

 

Antes de mais queria pedir desculpa a todo o elenco desta série portuguesa, especialmente ao Fernando Mendes, Rosa do Canto e Carlos Areias, mas não posso deixar de escrever sobre as semelhanças entre a ficção nacional e a triste realidade Americana.

Quando hoje me preparava para escrever no Caneca, pensava como poderia abordar este momento tão marcante para os USA e para o mundo e tantas ideias me assolaram a mente, num misto de saudade e susto perante este passado ainda presente e o futuro que se aproxima...

No entanto, sentado diante da minha televisão, vendo as muitas reportagens que circulam pelos canais de informação sobre o Sr. Trump, não pude deixar de ter esta visão que me fez regressar à minha infância:

Os salões de casa de Mr. Trump, na Trump Tower em Nova Iorque.

Admito que me feriu o olhar, pouco preparado para tamanhos dourados, tamanhos cristais, tamanha ostentação bacoca.

Por momentos pensei estar ali, naqueles episódios de "Nós os Ricos".

Será que Donald Trump se terá inspirado nesta série portuguesa para decorar os seus salões?

Ou qual Luis XIV, tentou transformar aquele espaço numa espécie de Galeria dos Espelhos, do Palácio de Versailles?

Em qualquer dos casos isso dirá muito do dito senhor, pois no primeiro exemplo tentava-se ridicularizar precisamente este género de bimbos ou labregos, como preferirem, e no segundo a Galeria dos Espelhos só faz sentido no local onde foi construída...

O Palácio de Versailles.

Fora destes casos este cenário torna-se parte integrante da personagem que o ostenta e descreve na perfeição a personalidade do mesmo.

Trump é isso mesmo, um pequeno pedaço de intelecto, forrado a dourado e repetindo vezes sem conta as banalidades odiosas que pensa lhe poder assegurar a tão preciosa popularidade...

Por isso mesmo é tão perigoso para todos nós, que alguém assim, seja Presidente dos Estados Unidos da América do Norte...

Para nós e para o mundo.

Assim, perdido entre as repetições reluzentes daquele cenário de tão mau gosto, uma dúvida me atormenta e persegue:

Se Marcelo Rebelo de Sousa é o Obama português, como muitos escrevem, será que estaremos destinados a ter nas próximas eleições, Fernando Mendes como Presidente da República?

Bem, vou mudar de canal para ver se os Simpsons me poderão responder a esta curiosidade, esperando verdadeiramente, que o Homer tenha piedade de nós.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

13
Jan17

Donald Trump: O D. Quixote dos Tempos Modernos!

Filipe Vaz Correia

 

Hesitei escrever sobre Trump, pois ainda estou em choque depois de ver a conferência de imprensa organizada pelo Presidente eleito, durante a tarde de ontem...

Inacreditável.

Ainda para mais quando na noite anterior, tinha assistido ao último discurso do Presidente Barack Obama, em Chicago...

Que contraste!

Donald Trump manteve-se igual a si próprio, o que não é propriamente um elogio, antes sinónimo de boçalidade, deselegância, ignorância...

Trump começa a perder-se nestes pedaços de história, que certamente o irão perseguir depois das inúmeras batalhas que insiste em comprar, numa atitude absolutamente irracional contra tudo e contra todos.

A China parece mesmo uma escolha absurda, nos constantes avisos e ameaças lançados àquele país, que apenas é o maior credor de dívida Americana...

O muro e os mexicanos, as alterações climáticas, as inúmeras referências ao Japão, a subserviência, agora entendida, à Russia de Vladimir Putin, são muitos dos temas fracturantes que acabam por aportar desconfiança a esta estupidificante figura.

No entanto, aquilo que mais me intriga,  é a disputa que começa a empreender contra a imprensa e os serviços secretos Americanos, num delírio intenso em que parece acreditar, qual D. Quixote.

Também Nixon comprou estes inimigos e talvez o epílogo deste mandato, nos recorde o desse anterior Presidente.

Donald Trump, talvez não consiga compreender que ser Presidente do Estados Unidos, não lhe permitirá fazer todas as loucuras que lhe passem pela cabeça, não lhe permitirá cumprir todas as vendettas que possa desejar, não lhe permitirá perseguir todos aqueles que deseja sem que lhe respondam com igual agressividade...

Os seus fantasmas irão sair dos dossiês escondidos no Kremlin ou noutro lugar qualquer, as suas declarações fiscais acabarão por aparecer, as suas fraquezas e escândalos acabarão por ser divulgados, porque por mais que este homem se ache intocável, com o exercício do cargo descobrirá dramaticamente,  o contrário.

As políticas protecionistas, discriminatórias e tacanhas que propõe, provavelmente acabarão por destruir a economia Americana quando as retaliações Chinesas, Indianas, Japonesas ou até mesmo Europeias começarem a chegar...

O isolacionismo que Trump deseja, acabará por ser o seu fim, esperemos é que os EUA e o mundo ainda vão a tempo de remediar o impacto de tamanho desastre.

Assim, após aqui escrever esta minha opinião, vou aproveitar para ver um pouco a CNN, pois temo que depois de Trump tomar posse, possa ser mais difícil.

 

Filipe Vaz Correia

 

10
Nov16

Donald Trump: O triunfo do ódio

Filipe Vaz Correia

 

9 de Novembro de 2016, ficará marcado na minha mente como o dia da revolução americana...

Nada ficará igual depois destas eleições, deste medíocre combate disputado entre Hillary e Trump.

As duas faces de uma América, centro do mundo ocidental, que nunca estiveram tão extremadas, distantes, antagónicas, muito por culpa de um discurso populista, xenófobo e sexista levado a cabo pelo candidato republicano.

Este retrato que não é virgem neste mundo em que hoje vivemos, o Brexit, a ascenção de Marine Le Pen, deixa a todos os líderes políticos que comandam as democracias mais evoluídas, um desafio que não poderá ser adiado:

Mudar o paradigma ou vacilar perante os novos populismos que crescem entre os mais necessitados e excluídos de cada um destes países.

A economia terá de ser colocada ao serviço das pessoas, das suas necessidades, o investimento terá de ser suficiente para alavancar novos sonhos, uma nova esperança que ultrapasse a ditadura do défice que cada vez mais sufoca e mina a confiança das pessoas nesse sistema em que todos vivemos:

A Democracia.

Donald Trump prometeu excluir muçulmanos, construir um muro, deportar 11 milhões de pessoas, mudar a face da NATO, destruir o acordo da NAFTA, destratou Latinos e Mulheres e ainda desvalorizou a importância das alterações climáticas...

Independentemente de tudo isto, venceu.

O medo e o ódio venceram aqueles que acreditavam, como eu, que seria impossível uma mensagem como esta, vencer na terra da liberdade, na democracia mais importante do mundo, deixando no ar uma tempestade que ameaça estremecer os alicerces que há muito nos habituámos a ter como sólidos e seguros na nossa sociedade ocidental.

Hillary perdeu, enleada pelos escândalos que a rodearam, pela falta de carisma e confiança que sempre a perseguiram e que já em 2008 a haviam levado á derrota nas primárias Democratas.

Uma aprendizagem para o partido Democrata, pois nem sempre o candidato da estrututra, do status quo é o mais indicado, como também Obama havia demonstrado no mesmo ano de 2008.

Assim cheio de dúvidas e interrogações, olhando para as nuvens que se instalaram nos Estados Unidos, para aquelas que antevejo se dirigirem para Paris ou Berlim em 2017, aquando das eleições nesses países, rezo para que neste século XXI os anos 20, 30 e 40, não voltem a ser tão trágicos, populistas e demagógicos como aqueles que o mundo viveu nas mesmas décadas do século passado.

 

Nunca como agora esta frase foi mais apropriada:

God Bless América e já agora todos nós.

 

Filipe Vaz Correia

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