Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

27
Fev19

Carta Para O Meu Tio Jaime...

Filipe Vaz Correia

 

Um ano é muito tempo, mesmo que por vezes pareça pouco, quase ontem...

Ontem quando nos recordamos das histórias, dessas recordações que trazem o Tio até nós, cada um de nós, desses momentos que sendo eternos, enriqueceram e enriquecem, cada um daqueles que o guardam junto ao coração.

O mesmo tempo que se agiganta quando olhando para esta data, se apercebe a imberbe alma que o tempo não pára, como dizia Cazuza, na letra intemporal da canção.

E a saudade, essa que acalenta em tantas conversas, a mesma que entristece um pedaço, sempre que se materializa esse fim, carregado de tristeza, da inevitável despedida.

Meu querido Tio Jaime...

Tantos dias tem um ano, mas poucos poderão descrever o quão marcante foi para mim, num conjunto de memórias que guardarei para sempre, com o carinho que lhe tenho.

E de que é feito o afecto, senão dessa mágica palavra que nos molda e constrói...

Memória.

Um ano depois...

Fica a saudade e a eterna gratidão, por tudo e por tanto.

Com carinho, do seu sobrinho...

Pipo

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

22
Fev19

O Mergulho Da Alma

Filipe Vaz Correia


Nem sempre o que grita o espelho, no reluzente reflexo do olhar, consegue convencer o coração a seguir em frente, a deixar para trás todo o carinho reservado no tamanho querer de um amor.

Mas o que fazer?

Se no fim da linha, nesse molhar os pés no mar, se apercebe o coração desse caminho sem volta, que sufoca desmedidamente.

Devagarinho...

Sem pressa, se entrelaça o querer ao desejo, se amarra todo o sentimento numa imensa tristeza, caminhando mar adentro.

Sempre mar adentro.

Num mergulho...

Num mergulho nesse mar intemporal, misturamos as nossas lágrimas nessa água salgada, somente sussurrando, discretamente, todo o ardor da intensa dor.

Mergulhamos uma e outra vez...

Uma e outra vez.

E numa esperança sem fim, deixamos para trás, esse pedaço que já não nos pertence, se algum dia pertenceu, sabendo a alma, nossa, que jamais desaparecerá a ferida, revivida em cada parte de nós.

Mas adormecerá, permitindo ao tempo, um novo tempo para amar.

E talvez um dia, longínquo, possamos olhar para trás e nesse olhar, outrora valioso, sentirmos apenas uma leve sensação de desconhecimento.

Um desconhecido sentido de indiferença.

Uma calorosa indiferença que alimentará um adeus sem fim...

Por fim.



Filipe Vaz Correia




17
Fev19

Adeus Amor

Filipe Vaz Correia

 

Nem sempre o que grita o espelho, no reluzente reflexo do olhar, consegue convencer o coração a seguir em frente, a deixar para trás todo o carinho reservado no tamanho querer de um amor.

Mas o que fazer?

Se no fim da linha, nesse molhar os pés no mar, se apercebe o coração desse caminho sem volta, que sufoca desmedidamente.

Devagarinho...

Sem pressa, se entrelaça o querer ao desejo, se amarra todo o sentimento numa imensa tristeza, caminhando mar adentro.

Sempre mar adentro.

Num mergulho...

Num mergulho nesse mar intemporal, misturamos as nossas lágrimas nessa água salgada, somente sussurrando, discretamente, todo o ardor da intensa dor.

Mergulhamos uma e outra vez...

Uma e outra vez.

E numa esperança sem fim, deixamos para trás, esse pedaço que já não nos pertence, se algum dia pertenceu, sabendo a alma, nossa, que jamais desaparecerá a ferida, revivida em cada parte de nós.

Mas adormecerá, permitindo ao tempo, um novo tempo para amar.

E talvez um dia, longínquo, possamos olhar para trás e nesse olhar, outrora valioso, sentirmos apenas uma leve sensação de desconhecimento.

Um desconhecido sentido de indiferença.

Uma calorosa indiferença que alimentará um adeus sem fim...

Por fim.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

23
Out18

Cavaco Silva: Crónicas De Um Homem "Pequeno"...

Filipe Vaz Correia

 

Cavaco Silva continua a sua cruzada contra o passado, uma espécie de ajuste de contas que permanece em sua alma.

Fui, nos meus imberbes anos, um Cavaquista convicto, um admirador confesso do então Primeiro-Ministro...

Como estou distante desses anos, da minha querida juventude.

Cavaco Silva apresentará a segunda parte do seu livro, carregado de inconfidências e considerações, de episódios e juízos de personalidade...

Este testemunho mais do que dizer algo, sobre aqueles que com ele privaram, durante o tempo em que foi Presidente da República, dirá, certamente, mais do Senhor Professor.

Cavaco é um homem "pequeno", cheio de si mesmo, empenhado em divulgar a sua imperiosa razão, "narrativa", por entre, dez desastrosos anos como figura maior da Nação.

Não me admira este buscar por um ajuste de contas, este não esquecer nem perdoar, daquele que " nunca se engana e raramente tem dúvidas"...

Cavaco observa-se num espelho fosco, sem qualquer noção de uma realidade que não se compadece, com a sua tamanha "grandeza".

Este velho "político" foi perdendo o seu prestigio, por entre, tricas e conluios, inconsciente da imensa distância que o separa daqueles que o julgarão e estarão muito longe de lhe prestar o tributo que julgará merecer.

Como vão distantes aqueles comícios na Fonte Luminosa.

Os dias da minha adolescência.

Mas enfim...

Cavaco continuará igual a si mesmo, ou seja, pequeno, um pedaço ressabiado, repleto desse "Boliqueime" que jamais sairá dentro de si.

Mas o tempo se encarregará de trazer à tona, o melhor e o pior, desta figura política, amarrada aos "pequenos" complexos do seu desencantado "planeta"...

O "planeta" Cavaco.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

24
Set18

Os Melhores Dias De Verão...

Filipe Vaz Correia

 

Os melhores dias de Verão...

No Outono.

Temperaturas de fazer inveja a Julho e a Agosto, temperadas a gosto com um pitada de desgosto para aqueles que resolveram tirar férias no Verão, ao invés de esperar por este Outono imprevisível.

Nada é como dantes, onde as Estações respeitavam o calendário, onde as previsões se enquadravam no dito popular.

As folhas permanecem na copa das árvores, brindando o sol, viçosamente desafiadoras de um tempo que em nada é igual e em tudo é divergente do previsto.

Será o aquecimento global?

Trump dirá que não...

No entanto, talvez possa estar enganado.

Sobra aproveitar estes dias, este prolongamento que ameaça tornar-se hábito, numa espécie de metamorfose meteorológica que acabará por inevitavelmente trazer nefastas consequências a este nosso "velhinho" planeta.

Bem...

Mais uma imperial e um mergulho que o tempo não está para grandes escritos.

Viva o eterno Verão.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

06
Jul18

Não Existe Tempo, Para O tempo Voltar Atrás...

Filipe Vaz Correia

 

São tantas as palavras que parecem se perder em mim.

Parecem perdidas aguardando que as escolha, sem escolher...

Que as pinte, sem pintar...

Que as soletre, sem falar...

Que as perpetue no papel, sem que o tempo as apague.

Neste misto de contradição amarrada à imensidão de memórias, se mistura a desmedida vontade, entrelaçada com os sonhos que ficaram, por entre, o tempo...

Essa viagem de vida onde, por vezes, se confunde o viver com a passagem dos dias e noites.

Sentei-me à janela, nessa janela onde tantas vezes ousei sonhar, vendo o mundo lá fora correndo sem parar.

Mas ousei quedar-me em espera, aguardando serenamente por um destino enevoado, com receio de que as asas, minhas, se quebrassem nesse voo desconhecido.

As estrelas permanecem nos mesmos sítios, mas não as mesmas, o céu permanece silencioso, talvez o mesmo silêncio, acompanhado pela lua...

A lua que continua altiva, brilhante, capaz de arrebatar um qualquer, perdido, coração.

Terá valido a pena sonhar, sem que fosse capaz de caminhar, por entre, esse desejo de fugir sem temer, de ousar sem voltar, de escapar destemperadamente...

Terá valido a pena?

Se calhar sim, se calhar não.

Nunca o saberei...

Pois não existe tempo, para o tempo voltar atrás.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

27
Jun18

Se Um Dia Te Esqueceres...

Filipe Vaz Correia

 

Não escondo as palavras, dentro de mim...

Elas ecoam sonoramente, cintilando na minha alma como recordação constante desse bater que um dia se tornou descoberta.

Foi assim como um dia de sol irrompendo a noite, o anoitecer deslumbrante de um fascinante verão.

Sem ruídos, silenciosamente, como quer esse sentimento imenso, essa forma de querer sem dizer, dizendo sem poder, calando o que não se sabe gritar.

Escrevinho tremulamente, temendo que possa sair de cada uma destas linhas, cada letra, cada palavra...

Mas não se perde o que se sente, não se desvanece o que faz parte do ser, não se extingue a chama intemporal do que verdadeiramente importa.

São esses pedaços de nada que valem tudo, essas pequenas coisas que se tornam relevantes, esses gestos que apenas "nós" entendemos...

No fundo do coração, perdido por entre medos, receios que amarram, passa o tempo devagar, lentamente desesperando o intenso sentir...

Sentindo o sentir sentido que atravessa alma.

Tudo isto para dizer que te amo, que amarei eternamente sem esquecer cada momento guardado em mim...

E se um dia te esqueceres ou nos desencontrar a eternidade, deixarei voar esta folha, solta através do vento, fugindo por entre o tempo, para que possa perdurar em cada estrela presa ao céu, estas palavras minhas...

Meu amor!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

14
Fev18

Houve Um Tempo Que Findou...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Tinha escrito numa folha de papel;

Há muito tempo atrás...

 

Há tanto tempo;

Que escrevera tais palavras;

Enganadoras palavras,

Que trazidas pelo vento,

Amarravam à esperança,

A inquietude...

 

Mas o tempo passou;

E com ele esvoaçaram as palavras,

Para um longínquo destino,

Onde esmoreceram abandonadas...

 

Abandonadas e esquecidas;

Solitários quadros,

De antigas feridas,

Que jamais sararão...

 

Houve um tempo;

Bem distante,

E ao mesmo tempo presente,

Onde a minha voz hesitante,

Queria gritar...

 

Houve um tempo;

Que findou.

 

 

 

13
Fev18

Quantas Vidas Tem Um Amor?

Filipe Vaz Correia

 

Por vezes a vida escreve por nós o guião, mesmo que tenhamos a ilusão que não...

Que somos nós quem a redige, que é nossa a pena que traça as decisões de um momento, o olhar que se dirige por entre o horizonte.

Os encontros que se aproximam, programadamente ilusórios, de um destino que a muito custo tentamos amarrar aos planos imaginados da pequena alma.

No longínquo passado pejado de escolhas, mora a incerta dúvida que um dia se apresentou, a certeza intermitente que pareceu acertada, a convicção que somos senhores desse destino, tão nosso.

Mas não...

Por vezes não!

Por vezes e só por vezes, chove sem parar, desaba em nós a duvidosa expressão da alma, entrelaçada com a tristeza imensa que parece eterna, somente eterna, para sempre eterna.

Outras vezes, ela se atenua, essa mesma tristeza que desvanece, por entre um sorriso que se encontra ao virar de uma esquina, num reencontro desconhecido, naquele olhar repetidamente irrepetível.

A mesma empatia de sempre, mesmo que esse sempre, seja inexplicável, de tempos em que a memória não alcança, pois não consegue regressar ao lugar, onde se esconde o derradeiro enigma...

A vida!

Todas as vidas!

Cada vez que a morte reclama esse fim, que resgata para si todos os encontros de uma existência, se apagam na dor os pedaços desencontrados, desses mágicos momentos, onde se amou perdidamente...

Onde perdidamente se amou.

Mas por vezes, poucas as vezes, ultrapassando a razão que insiste em se afirmar, deixando para trás a noção terrena de finitude, se desamarra a imaginação, se liberta do universo a velha chama e se reencontra uma pequena parte de mim, que foste tu...

Ou uma imensa parte de ti, que um dia, me pertenceu.

Nesse momento, mágico instante, volta a fazer sentido o inexplicável olhar, a inacreditável dimensão da alma, sem se explicar, pois não tem explicação o que para lá da razão se encontra.

E apenas o amor...

O raro amor, poderá compreender o que se esconde por entre as nuvens do tempo.

O intemporal tempo, de tão infindáveis destinos...

Do nosso infindável destino. 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Comentários recentes

  • Anónimo

    Meu caro, Notei com agrado a tua retratação relati...

  • Maria

    Há sempre um "tinhoso/a".É ignora-los. Porque há...

  • Filipe Vaz Correia

    Meu caro José...A mais pura verdade.Um abraço

  • Filipe Vaz Correia

    Minha querida Pingos de Chuva...Absolutamente verd...

  • cheia

    Uma erva daninha estraga uma seara.Um abraço

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Calendário

Agosto 2020

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031

Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D