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Caneca de Letras

Caneca de Letras

21
Jan17

Juventude...

Filipe Vaz Correia

 

Tenho saudades;

De não ter sono mas sonho,

De não ter medo mas coragem,

De nada me ser enfadonho,

Do horizonte me parecer risonho,

Sem dor, ardor...

 

Tenho saudades;

De tantas noites e de tantos dias,

Desse desejo ardente,

Me preencher de alegria,

E de voar constantemente...

 

Tenho saudades;

De estar sol ou a chover,

Dessas histórias a escrever,

Numa vida a viver,

Sem ter medo de morrer,

Tendo amigos para fazer...

 

Tenho saudades;

De olhar para o meu espelho,

E reconhecer aquele reflexo,

Aquele pedaço tão complexo,

De mim...

 

Tenho saudades, tuas;

Minha imensa inquietude,

Minha perdida juventude...

 

08
Dez16

Meu Querido Amigo...

Filipe Vaz Correia

 

Faltou-te tempo para viver;

Faltou-te tempo para amar,

Faltou-te tempo para crescer,

Faltou-te tempo...

 

Sobrou tempo para esta dor;

Sobrou tempo para tamanha Saudade,

Nesse tempo sem temor,

De levar esta amizade...

 

Destino ladrão;

Vagabundo,

Cancro maldito,

Sem vergonha,

Nesse grito profundo,

Que se liberta...

 

Caminho inacabado;

Uma vida por cumprir,

Planos, desejos imaginados,

Sonhos a fugir...

 

Ainda recordo o teu olhar;

A esperança e a frustração,

Que por vezes tinha lugar,

Dentro do teu coração...

 

Tantos anos se cumpriram;

Já não voltam,

Não regressam,

Desde essa tua despedida,

Que não sara, ferida...

 

Não consigo trazer-te de volta;

Nem voltar a te abraçar,

Nessa espécie de revolta,

Que por vezes quer escapar...

 

Ainda sinto a tua falta;

Ainda recordo aquele abraço amigo,

Aquelas travessuras de criança,

Que passei contigo...

 

Saudades, eternas, tuas;

Amigo que sempre quis,

Dessas lembranças nossas;

Luis!

 

01
Dez16

Saudades

Filipe Vaz Correia

 

Porque me fazes doer?

Palavra estranha,

Por vezes até entorpecer,

Nesse passado que se entranha,

Devagar ao amanhecer,

De mansinho nos apanha...

 

Porque me iluminas sem brilhar?

Me deixas sentir esse sabor,

Esse intenso paladar,

Resgatando sem pudor,

Sem despir, divagar,

Esse passado às vezes dor...

 

Essa dor às vezes passada;

Essa mágoa por vezes regressada,

Numa mistura já vivida,

Por vezes ferida,

Sempre sentida...

 

E só assim;

Vivendo por ti,

Sinto as Saudades que adoçam a minha alma.

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Comentários recentes

  • Anónimo

    Meu caro, Notei com agrado a tua retratação relati...

  • Maria

    Há sempre um "tinhoso/a".É ignora-los. Porque há...

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