Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

29
Mai20

Alcochete: Uma Sentença Ou Uma Piada?

Filipe Vaz Correia

 

Sou Sportinguista desde que me recordo de mim, desde as mais imberbes recordações de mim mesmo, nessa entrelaçada recordação que me descodifica, me caracteriza, me define.

A sentença que absolve Bruno de Carvalho dá um novo folgo às milícias Brunistas, uma esperança do ressurgir de um tempo tenebroso para os lados de Alvalade.

Não preciso de sentenças...

Não são necessárias proclamações para identificar Bruno de Carvalho como um "Mal" que consome o quotidiano Leonino, assente nas suas gentes, nos seus braços delinquentes. denominados de claques.

O Sporting não poderá estar dependente deste tipo de sentença para seguir em frente, antes pelo contrário, deve colher da experiência destas pessoas para jamais cair em tão medíocre realidade.

Que venha o futuro...

Sem ditadores, sem bouçais, sem gentalha...

Todos nós merecemos melhor.

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

22
Mai20

O “Meu” Herman José... O Grande Artista Português!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

4DD70923-F350-4354-9C01-57BE5ED1C5D3.jpeg

 

 

Estive a ver o Herman José na Grande Entrevista.

A minha relação com o maior Humorista de todos os tempos, na minha modesta opinião, é umbilical, tão intensa como o respirar da alma.

Aprendi a rir, nessa consciência pueril, com ele, com o Esteves, o Serafim Saudade ou o Tony Silva...

Assim, desnudadamente concreto, simplesmente verdadeiro.

Nestes 40 anos de viagem, muitos foram os momentos desse Artista que me marcaram, que até moldaram a forma de encarar a graça ou a desventura.

Cresci com o Herman, faço parte da geração Herman, com todas as suas características, virtudes e defeitos.

Este Herman, quase nos 70 anos, que se apresentou para esta entrevista revela todo o trajecto que lhe serviu de rumo, que aprendemos a observar ao longo do tempo.

Estive com o Herman duas vezes na vida, uma delas na adolescência e outra já na fase adulta e das duas vezes apenas posso testemunhar o seu profissionalismo, a sua educação, a sua afabilidade e numa dessas vezes a sua paciência para buscar uma comunicação com aquele jovem carregado de timidez.

Temos mais em comum:

Somos peixes e fazemos anos no mesmo dia.

Há muito aprendi que as pessoas são feitas de um entrelaçado conjunto de coisas, uma espécie de prédio com várias camadas, vários apartamentos onde se guardam momentos bons e outros maus...

Ninguém é só uma coisa.

Recordo-me do génio, daquele que criou o Tal Canal, o Hermanias, o Casino Royal ou o Herman Enciclopédia, daquele que aparece no seu Instagram com sua Mãe dando largas a uma relação que embevece o mais empedernido dos críticos...

Mas também o "possidónio" que ostentava gratuitamente, num exercício que, estou certo, motivou parte dos problemas que lhe surgiram durante a sua magnifica carreira.

Adoro o Herman!

Este adorar, sem esquecer a Humanidade presente nos seus defeitos, permite que o olhe com a incerta certeza da sua falibilidade, essa fragilidade que não lhe permitiu dar, nesta entrevista, a Bruno Nogueira o protagonismo merecido...

Pelo menos foi o que me pareceu.

De uma coisa estou certo, por mais anos que viva, guardarei sempre de Herman José uma memória de genialidade amarrada à minha vida, a esse primeiro esboçar de espanto que senti ao vê-lo.

Senti isso com Maradona no futebol, com Erol Flynn no cinema, com Ivan Lendl no ténis, Nelson Piquet na fórmula 1, com Elvis Presley na música e Ronald Reagan na política...

Ou com o meu Pai em tudo o que fazia ou dizia.

Com a minha querida Mãe nada tinha a ver com genialidade, apesar da reacção ser a mesma, era somente amor...

Um deslumbrante e incondicional amor.

Talvez, também, isso nos una.

Obrigado Herman José...

O Maior dos Maiores.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

20
Mai20

Até Tu, CMTV?

Filipe Vaz Correia

 

 

 

8AF9B167-1FE5-4A98-95A7-4D05E34570F9.jpeg

 

 

Sabemos que ultrapassámos todos os limites quando a CMTV estabelece que fomos além dos seus valores e princípios.

Esse é o chamado patamar de indigência.

A CMTV aceita mortos e seus vizinhos, senta-se ao lado de casa de violadores e assaltantes, filma cenários dantescos para a aceitabilidade de alguém de bem...

Quando dizem basta, esse será o pormenor mais pormaior que se poderia imaginar.

Pois bem...

Aconteceu.

André Ventura foi dispensado pela direcção dessa empresa pelo singelo facto de se terem ultrapassado algumas linhas vermelhas.

"Foi uma decisão editorial. Considero que foram ultrapassadas algumas linhas vermelhas. Não se trata de censura, mas chegou uma altura em que considerámos que as suas posições colocavam em causa direitos previstos na Constituição, como o direito à vida e a igualdade dos cidadãos perante a lei."

Foram estas as palavras do Director Octávio Ribeiro.

Inacreditável!

Até o Correio da Manha, CMTV, concluiu que entre os seus quadros, e que quadros, não poderia residir tão execrável figura, nesse seu misto de populismo bacoco e vocação Neo-Nazi.

Até tu, CMTV?

Parece que sim.

De facto está aos olhos de todos, explanado em cada intervenção, a cada pedaço de demagogia em seu discurso...

Só não vê quem não quer ver.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

14
Mai20

Quem Quer Demitir Mário Centeno?

Filipe Vaz Correia

13D263C8-E1E3-4417-8A76-B510D2522579.jpeg

 

Um alvoroço parece ter tomado conta da vida política Portuguesa, uma espécie de assassinato em directo do Ministro das Finanças, Mário  Centeno, para gáudio de algumas franjas da sociedade.

Não sou socialista, não sou comunista, muito menos bloquista, essa franja de ódio a Centeno, sou somente alguém que analisa a política de um lado "imparcial" da tela, num quadro pincelado em tórridas cores de irracionalismo.

Mário Centeno tem sido, na minha opinião, um bom Ministro das Finanças,  tão importante como incómodo para um determinado grupo de pessoas que o observam em outros quadrantes políticos.

Não quero aqui inocentar as minhas dúvidas aquando da sua chegada, mas sim afirmar as minhas certezas durante o seu percurso.

Um ministro das Finanças, Socialista, a apresentar um superávit?

Num Governo coligado com o Bloco e o PCP?

Querem osso maior na garganta?

Numa garganta progressista que vê o seu Ministro das Finanças enquadrado na política Europeia...

A queda de Centeno será a vitória do "esquerdismo" Português, mas não tenham ilusões, será  também o início do fim do governo de António Costa.

Esse utópico conto de fadas, reescrito por uma nova Esquerda, onde parecia ser possível conciliar o rigor económico com as promessas de esperança aos seus cidadãos, num pincelar em quadros diferentes.

No entanto, Centeno não é um pormenor...

Nunca o será.

Será sempre um pormaior, recordado pela História como um intervalo de ponderação entre festas Socialistas.

Quem o quer demitir?

Infelizmente...

Até alguns que jamais esperei ver neste filme de baixíssima qualidade.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

13
Mai20

Formação Da DGS Para Crianças De 3 Anos?

Filipe Vaz Correia

DFE5632F-9912-4674-90AD-D903EADA5961.jpeg

 

As creches, as crianças e os seus trabalhadores...

Importará a este Governo saber como se sentirão essas pessoas?

Como se prepararão as educadoras para enfrentar este nível de pesadelo, atiradas para uma linha da frente sem que exista uma rede que as possa tranquilizar?

Será possível pedir a crianças, em idade de infantário, que se consigam manter a dois metros umas das outras ou não partilhem os seus brinquedos, sem que isso pareça uma profunda utopia?

Pedir a estas educadoras que não dêem colo a meninos de 2 anos quando estes começarem a chorar, ao se despedirem de seus Pais, é somente mais um retrato carregado de hipocrisia.

Assim, fica claro que este sector é atravessado por uma realidade própria, por dinâmicas diferentes, carecendo de um pensamento distinto em tempo de "desconfinamento".

Sei bem que para os Pais poderem ir trabalhar, a tão importante Economia, será necessário que possam ter com quem deixar os seus filhos, daí reconhecer a importância deste tipo de estabelecimentos, no entanto, importa reconhecer que estes necessitarão de um tempo diferente, de um apoio maior e melhor...

Não só de apoio mas também de um plano exacto e preciso que possa tranquilizar todos os que dele dependem e a ele pertencem.

Pais, crianças e profissionais.

Basta imaginar as Educadoras vestidas de astronautas, com receio de apanhar Covid ou Kawasaki, para depreendermos que este quadro não irá contribuir nem para a saúde mental da crianças, nem para a tranquilidade dos Pais que ali as deixarão.

Enfim...

Urge pensar sobre este sector, sem demagogias, percebendo que existe uma gigantesca diferença entre uma sapataria e uma creche.

Ouvir os receios de uma querida amiga educadora, sabendo o seu amor pela profissão mas entendendo também a angustia e temor que sente neste avançar dos tempos, fez-me reflectir sobre a importância de tão específico sector.

Importa não esquecer que nas creches de todo o País reside o desejado futuro desse amanhã que ansiamos, alicerçado nessas Educadoras que amparam os seus primeiros passos, que sustentam as "nossas" primeiras memórias, por isso é importante criar as condições e cautelas para que todos possam sentir o conforto desta nova realidade.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

01
Mai20

Ayrton De Senna... Do Brasil!

Filipe Vaz Correia

99A1DA90-4A57-44DA-9B96-E2E4DBA2F37F.jpeg

 

Faz hoje, dia 1º de maio, 26 anos que morreu Ayrton de Senna...

Ayrton de Senna do BRASIL, era assim que gritava ao microfone da Globo o intemporal comentador Galvão Bueno, nesse misto de samba e emoção, de golo e meta, que de forma transcendente ligava Senna ao Automobilismo, ao Desporto, à sua Nação.

Senna não era do Brasil, era do mundo, por aqueles anos, talvez fosse mesmo o mundo para a grande maioria dos admiradores de Fórmula 1.

Nunca fiz parte desse rol, antes pelo contrário...

Eu era anti-Senna, sempre fui, desde os tempos em que corria no seu Lótus preto, debaixo de chuva nas curvas do Estoril, vencendo ali a sua primeira corrida no escalão maior do Automobilismo.

Recordo-me dessa corrida, a que assisti em casa de uns amigos de meus Pais, Senna vencia para alegria de Adriano Cerqueira e Domingos Piedade.

Desde esses tempos, sempre estive do outro lado...

Em primeiro lugar porque "adorava" Nelson Piquet e em segundo lugar porque aprendi a gostar daquele menino que revolucionaria a Fórmula 1 e se atreveria a enfrentar tudo e todos...

Michael Schumacher!

Nesse ano de 1994, que marca também o primeiro titulo mundial de Schumy, a Fórmula 1 e o mundo do desporto viveriam um dos seus momentos mais trágicos, essa partida e morte de um dos seus maiores.

Nessa corrida em Imola, que me recordo perfeitamente, Ayrton de Senna tentava reduzir o atraso que levava, no campeonato, para Schumacher, tentando assim resgatar essa posição de favorito que lhe era apontada, não só pelo seu talento absolutamente extraordinário mas também pelo facto de a Williams ser a mais poderosa "Scuderia" da época.

Nesse dia, quando observei o despiste de Senna, festejei, sorri e pensei:

- Vamos! - Força Schumy!

Mas rapidamente me sentei, silenciei aquela rivalidade trivial que apimenta o desporto e temi, temendo que algo mais sério pudesse estar para acontecer.

Não era difícil imaginar o pior quando na véspera havia morrido Roland Ratzenberger.

Fui para a sala onde o meu Pai via na televisão a mesma cena, o meu Pai adorava Ayrton de Senna,  olhei para o seu rosto, o seu olhar fixo na televisão,  aquele invisível arrepio na espinha.

No meio dos escombros Senna mexeu a cabeça, um pequeno esgar que, por um momento, me deu a certeza de que estava tudo bem...

Mas não.

Talvez aquele momento tenha sido o princípio desse anunciado fim, o suspirar da alma desbravando os últimos instantes desta vida terrena.

Senna morreu, partiu há 26 anos, deixando um rasto de tristeza no mundo inteiro, um silêncio calado, profundo, imenso.

Recordo-me de estar no colégio e todos, mesmo todos, seguirmos a chegada do corpo de Senna ao Rio de Janeiro, o seu percurso pelas ruas, a tristeza das gentes, a voz embargada de uma Nação.

Passaram 26 anos, tempos diferentes dos dias de hoje, onde já nem vejo Fórmula 1, um desporto onde os pilotos e o seu talento passaram a ser acessório.

Desde Schumacher que o meu interesse foi esboroando, desaparecendo.

Ayrton de Senna do Brasil como gritava Galvão Bueno partiu há muito tempo, num outro século, numa outra existência, sem YouTube ou Instagram, sem Twitter ou Facebook mas isso não o impediu de ser eterno, de ter marcado uma geração, uma Nação, tantos e tantos que por esse mundo a fora choraram, calaram, sem idades ou cores, credos ou pensamentos políticos.

Foi assim Ayrton de Senna, tão eterno como permite a memória Humana, passando de geração em geração como só os maiores de "Nós" ousaram conseguir.

 

Até sempre, Ayrton de Senna... do MUNDO!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

28
Abr20

Bolsonaro: Um Escroque No Poder!

Filipe Vaz Correia

BRASIL MOSTRA A TUA CARA

"Esta canção de Cazuza permanece imortal"



Às vezes parece que a estupidez Humana se torna ainda mais inverosímil quando transportada para a desenhada realidade que nos cerca.

O Brasil...

O belo e extraordinário Brasil.

Os dias que correm são de estupefacção para quem de fora olha para dentro, para as esventradas entranhas de tão fascinante Nação.

Senti aquando da eleição de Jair "Messias" Bolsonaro, só o Messias já não augurava nada de bom estando este Messias aliado à IURD, uma sensação de arrepio Histórico, uma presença de desmedida estupidez.

Sei bem o quão difícil deve ter sido para o Povo Brasileiro ter de optar entre os corruptos do costume (PT) e o anunciado homem "providencial" que chegava montado em frases populistas e chavões religiosos.

Não deve ter sido fácil...

Mas estava à vista de todos.

Bolsonaro subiu ao poder, a escadaria do Palácio da Alvorada, num respirar fundo e passo em frente de uma Nação rumo ao abismo.

Militares, Evangélicos e o lobby das armas...

Que amálgama tão jeitosa.

Tudo para correr mal...

Bolsonaro que não passa de um boçal rodeado de escroques, tomava as rédeas do Pais e entrelaçava a sua ignorância aos destinos de mais de 200 Milhões de pessoas.

Triste samba.

Durante esta Pandemia ficou patente aos olhos de quase todos, claro que Bolsonaro também tem a sua Guarda Pretoriana, os seus indefectíveis, a sua Juve Leo...

Ficou claro aos olhos de todos a fragilidade dos seus ocos discursos, daquela moralidade estupidificante amarrada aos Evangélicos, daqueles chavões trauliteiros próprios de homens das cavernas.

Tudo ruiu...

Tudo está a ruir.

E porquê?

Porque nem sempre o salto em frente se apresenta como solução, nem sempre o desespero pode ser combatido com os vendedores de banha da cobra ou com déspotas que prometem matar o inimigo, sem pensarmos que quando chegar a nossa vez ninguém estará para impedir o desequilíbrio daqueles a quem entregámos as chaves de um País.

No meio desta Pandemia, com números falseados e políticas indescritíveis, o Brasil vive agora uma tragédia política com as demissões de Mandetta e Moro, sendo que este último saiu estrondosamente, implodindo as bases do que sobrou do Governo Bolsonaro e consequentemente do Bolsonarismo.

Acho que por lá ainda consta o nome da "Viúva Porcina", estrela mediática deste Governo, no entanto, até Regina Duarte já dá sinais de desgaste e abandono.

O Brasil está carregado de suspeitas, a corrupção de sempre, que não mudou, de assassinatos e chantagens, por entre, os filhos do Presidente e o seu circulo mais privado.

Mas o que esperavam ao votar num escroque?

O que esperavam ao votar num ignorante?

E agora?

O PT não é solução, antes pelo contrário, aliás nunca o foi.

Quem poderá aparecer, quem poderia agarrar no legado do último estadista que o Brasil teve sentado no Palácio da Alvorada, Fernando Henrique Cardoso...

Quem?

Não sei como poderá o Brasil sair deste período dramático da sua História, por entre, o acelerar da Epidemia, a tragédia económica e a loucura política ou Governamental.

De uma coisa tenho a certeza...

Não será com demagogos e populistas como Bolsonaro e sua trupe.

Disso estou certo.

Boa sorte, Brasil!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

22
Abr20

O Tempo Não Pára... Ou As Doces Lágrimas De Um Poeta?

Filipe Vaz Correia

 

O tempo não pára...

Já aqui escrevi, tantas vezes, sobre essa inevitabilidade que é o percorrer do tempo, esse caminhar sem parar, abraço que aperta mais do que ama.

O TEMPO NÃO PÁRA!

A letra e música de Cazuza, poeta maior que aqui vos deixo em voz no Canecão 1988, pouco mais de um ano antes de morrer, é o despertar de um País, o alfinetar da consciência de sua geração, esse desesperado adeus a um ausente presente que jamais chegaria.

Naquele palco carregado de dor, ardor e compaixão, se entrelaçariam as letras de um povo, se reuniriam os poetas de um destino, se libertariam, em parte, os geniais instantes de um momento finito...

Tão finito quanto definitivamente dramático.

Nas linhas imperfeitas da poesia de Cazuza descobri o amor, aprendi a desencontrar a critica feroz da ternura disfarçada dos pequenos medíocres, desassombrei-me com os hipócritas no meio da multidão.

O poeta cru, destemperado, emocional e transparente...

Assim se traduzia cada verso da poesia de Cazuza, cada traço final da sua agonizante vida.

Morreu o poeta, entregue às cicatrizes da sua maldição, ao mesmo tempo que se tornou eterno, eternamente guardado nas histórias de um povo, na alma de todos, no "pequeno" sentir deste que vos escreve.

O que diria Cazuza da Pandemia?

De Bolsonaro?

Se calhar para a desprendida poesia de um inquieto poeta, a verdadeira pandemia se realiza a cada palavra de Bolsonaro, em cada aparição de uma visão boçal...

Se calhar?

Obrigado Cazuza.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

21
Abr20

O Regresso Da Telescola...

Filipe Vaz Correia

 

Telescola...

Ontem, sentado no sofá da sala, assisti a uma aula de História, na RTP Memória, nesse viajar pelo tempo, por entre o tempo, através do tempo.

Parecia que de repente estava outra vez nos anos 80, anos da minha terna infância, viajando em toda a velocidade pelas trauteadas palavras da senhora Professora.

Incrível.

Gostei imenso, muito mais do que imaginaria se alguém me contasse que isto voltaria a acontecer, que esta realidade seria imposta e vivida por todos nós.

Aliás, se alguém me desse um roteiro com este guião, eu rapidamente o desqualificaria, rejeitaria, pelo singelo absurdo de descrever um cenário absolutamente inverosímil.

A realidade, de facto, é mais surpreendente do que qualquer ficção, vai muito para além do que a imaginação consegue absorver e alcançar.

Mas voltemos à Telescola:

Gostei imenso...

Sinceramente, gostei mais da aula de História do que a de Espanhol, foram as que vi, talvez pela intensidade da Professora de História, menos nervosa e mais enérgica, pelo menos aparentava esse menor nervosismo.

Aqui estou eu a divagar, escrevendo noite adentro, voando por entre temas, esvoaçando por entre as palavras que me escapam...

O tema da aula, julgo que 8ºano, era o Rei Sol, Luís XIV, o seu poder desmedido, a sua influência nas Artes e na Igreja, na Corte e no Povo.

Os meus parabéns para todos os professores que se entregam por estes dias, tentando chegar aos seus alunos, seja através das redes sociais ou pela Telescola.

Muito Obrigado.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

14
Abr20

Avé Maria

Filipe Vaz Correia

 

Amarga amargura que te moldas em mágoas,

palavras separadas em tempos de tristeza,

sábias e cicatrizadas feridas que não calam,

marcam compassadamente os mortos,

os rostos apagados, esquecidos, remarcados,

por entre lágrimas secas de outrora,

no alto mar tempestuoso de uma vida,

tantas vidas redesenhadas.

 

No meio da dor,

essa espécie de orfandade de sentimentos,

sobrevive a angustiada expressão incógnita,

esse ardor desesperado numa mistura,

mescla ardente do vazio que sobra,

transborda em prantos,

por todos os recantos da Humanidade.

 

Já não sei escrever, expressar por palavras a confusa obliquidade,

esse adeus profundo a uma realidade,

que desvaneceu.

 

Oiço ao longe o ressoar daquela voz,

solitariamente só na Catedral Duomo,

na Praça de São Pedro,

nas ruas deste mundo despido,

desnudado, ferido.

 

Avé Maria...

 

Avé Maria...

 

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Comentários recentes

  • Anónimo

    Meu caro, Notei com agrado a tua retratação relati...

  • Maria

    Há sempre um "tinhoso/a".É ignora-los. Porque há...

  • Filipe Vaz Correia

    Meu caro José...A mais pura verdade.Um abraço

  • Filipe Vaz Correia

    Minha querida Pingos de Chuva...Absolutamente verd...

  • cheia

    Uma erva daninha estraga uma seara.Um abraço

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Calendário

Agosto 2020

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031

Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D