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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Sorriso...

 

 

 

Vai se perdendo o sorriso;

Sem deixar de sorrir,

Mesmo que esse sorriso,

Seja apenas a fingir...

 

Fingindo que é verdade;

A ausente tristeza,

Que não é saudade,

Essa incerta certeza,

Que sinto...

 

Sentindo sempre a bater;

Esse amor no coração,

Espécie de sofrer,

Sofredora desilusão...

 

E vai sobrando esse sorrir;

Estranha forma de disfarçar,

Essa mágoa a ferir,

Em que se tornou,

Este amar.

 

 

 

Esquecendo...

 

 

 

Ao vento;

No meio do mar,

Vão sobrando as leves dores,

Do que um dia foi respirar,

Respirar sem fim...

 

Do que na alma existia;

Desse amor que batia,

De cada instante guardado,

Em nós...

 

Nesse nós;

Que era só meu,

Nesse olhar meio perdido,

Do que levemente se desvaneceu,

Desvanecendo ferido...

 

E de orgulho esventrado;

Coração magoado,

Vai se esbatendo o passado,

Outrora sincero...

 

Vou-te amar;

Amando eternamente,

Recordando para sempre,

O que importa esquecer...

 

Pois só esquecendo;

Poderei sobreviver,

A tamanho destino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Despedaçadamente...

 

 

 

Sussurro envergonhadamente;

Pois envergonhado me encontro,

Como sou intensamente,

Intenso desencontro,

Sussurrado...

 

Numa memória escrevinhada;

Reencontro imaginado,

Soletradamente aventurada,

Querer apaixonado...

 

Já partiu a velha imagem;

Que de tão velha se esqueceu,

Do que um dia foi miragem,

Dessa esperança que fugiu...

 

Escapou sem soletrar;

Cada palavra meio perdida,

Sem dizer ou gritar,

Aquele ardor,

Naquela ferida...

 

Vou continuar a caminhar;

Caminhando por entre as lágrimas,

Que escondo com pudor,

Para não mais sentir...

 

Vou continuar a caminhar;

Para não mais recordar,

Essa parte de ti,

Que tanto amei.

 

 

 

 

A Mais Bela Parte De Mim...

 

 

 

Sei bem que vai doer;

Como já dói,

Sem renegar o tamanho querer,

Que me consome...

 

Mas o que posso dizer;

Se assim é imposto,

Impondo a desmedida estupidez,

Deste destino descompassado...

 

Porque não vale a pena;

Buscar o eterno amor,

Quando se silencia,

Sem pudor,

Pedaços da alma...

 

E sobrará o olhar;

Perdidamente sincero,

Para recordar,

Cada pedaço de ardor,

Que se eternizará,

Sem medos...

 

Sem receios;

Do que um dia,

Ficou guardado,

Na mais bela parte,

De mim.

 

 

 

Perdi-me...

 

 

 

Perdi-me no meio do nada;

Um vazio constante,

Perdidamente triste,

Saudade penetrante,

Olhando para trás,

Para trás hesitante,

Tentando descodificar,

Esse medo sufocante,

Que sufocando,

Me aprisiona...

 

Perdi-me sem saber;

Que me perdendo perderia,

Essa espécie de querer,

Que querendo amputaria,

Este meu coração...

 

Perdi-me...

 

Para não mais te encontrar.

 

 

Se Pudesse...

 

 

 

Se pudesse pintar um desgosto;

Uma parte de mim que sangra,

Talvez memória esquecida que volta,

Vezes sem conta...

 

Se pudesse gritar,

E discretamente levitar,

Observando por entre as nuvens,

Como dói este destino,

Em que nada faz sentido,

Chorando destemperadamente,

Por entre a ilusão assombrosa,

Do que desassombradamente,

Esmaga...

 

Se pudesse voltar atrás...

 

Se pudesse;

Voltaria a pintar o mesmo quadro,

Com a mesma cor,

O mesmo cenário,

Esse mesmo amor...

 

Se pudesse;

Terminaria este poema,

Sem letras,

Sem palavras,

Sem nada...

 

Se pudesse...

 

 

 

 

Teu Olhar...

 

 

 

Não consigo explicar;

O que não tem explicação,

Essa forma de amar,

Que amarra o meu coração,

Umas vezes a palpitar,

A palpitar dessa emoção,

Que por entre o teu olhar,

Me invade...

 

E no teu cheiro;

Me busco,

Sempre inteiro,

Me perco,

Em ti...

 

 Pois nos teus braços;

Em teus braços,

Tudo faz sentido,

Sentindo em mim,

O tempo a regressar,

A cada beijo perdido,

Lágrima prometida,

Ardor ferido,

De uma outra vida...

 

E em cada uma dessas vidas;

Encontro essa parte de nós,

Que se tornou eterna,

Vivendo intemporalmente,

Neste imenso amor...

 

Que nos pertence.

 

 

Meu Amor...

 

 

 

Por entre vidas;

Esvoaçando...

 

Esvoaçando por entre destinos;

Tão desconexos,

Como complexos,

Arrepiantes lágrimas,

Somente permitidas,

A quem ama...

 

A quem ama intemporalmente;

Desta forma arrebatadora,

Que consome,

A imensa chama,

Sem calar...

 

Porque neste silêncio;

De tantos séculos,

De tantas e tantas vidas,

Sobra o sabor,

De cada instante,

Contigo...

 

Pois só tu;

Me completas,

E me completarás,

Eternamente.

 

 

Inexistente!

 

 

 

Desalinhadamente escrevi;

Palavras soltas,

Tão soltas e impreparadas,

Que se escapam do papel...

 

Descrevendo;

O que indescritívelmente me amarrava,

Amarrando,

O que verdadeiramente desejo gritar...

 

Perdeu-se;

Sem nunca ter valido a pena,

Desvaneceu,

Sem nunca ter existido esperança,

Desapareceu,

Sem nunca ali ter estado...

 

Passo após passo;

Num constante caminhar,

Vai insistindo o coração,

Lutando bravamente...

 

Lutando por aquele amor,

Inexistente...

 

Loucamente inexistente.