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Caneca de Letras

Caneca de Letras

19
Mar19

Fazer Anos, Por Entre, Saudades e Recordações...

Filipe Vaz Correia

 

O tempo voa, passa num pequeno pestanejar, como se fosse areia numa mão, vento por entre um momento, um singelo momento intemporal.

Cada ano que passa vamos perdendo pessoas, deixando para trás memórias, histórias, laços que se quebram, sem retorno.

Parece que se acalma silenciosamente a impulsiva vontade de correr, de viver intensamente sem parar, sem esperar, desesperando nesse receio desencontrado por um outro sentir.

O tempo passa, voa, entrelaça a alma pueril à sua idade real, à descoberta desse caminhar das nuvens por entre o céu, do viajar da água por entre o rio, do ondular das ondas no mar.

Caminhando sempre no mesmo sentido, sem regressar...

Como tenho saudades, de mim e dos meus, daqueles que hoje não se encontram a meu lado, nesse abraço perdido, que jamais voltarei a sentir.

Como tenho saudades dos cheiros, desses mesmos cheiros que um dia me pertenceram...

Como tenho saudades do escuro da manhã, de mãos dadas com minha Mãe a caminho do colégio.

Como tenho saudades das viagens para o Alentejo, das vozes carregadas de alma em cada ruela de Santa Luzia.

Como tenho Saudades de correr por entre os corredores da minha escola, sem temer o tempo, desconhecendo que cada pequeno instante, seria importante para mim.

O tempo passa, voa...

Por entre as vitórias e perdas de um destino.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

27
Fev19

Caneca De Sabores: As Favas Do Meu Alentejo...

Filipe Vaz Correia

 

Nenhum prato me faz recordar tanto de minha Mãe, como as suas maravilhosas Favas...

De certa forma, durante muito tempo, não gostava deste prato, para grande infelicidade de minha Mãe, que como boa Alentejana se orgulhava muito das suas Favas com Chouriço e Toucinho frito.

Parece que ainda consigo sentir o cheiro das Favas esvoaçando pela cozinha da nossa casa de Lisboa ou mesmo daqueles corredores no nosso Monte em Santa Luzia...

Parece que foi ontem.

Depois de sua morte, dediquei-me a pôr em prática as belas Favas à Alentejana, num estilo mais light, mas tentando resgatar o "velho" sabor.

 

IMG-20190221-WA0003.jpg

 

Ingredientes:

 

. 1Kg de Favas

. Chouriço

. Linguiça

. Toucinho Entremeado

. Malagueta

. Coentros

. Orégãos

. Azeite

. Vinho Branco

. Sal

. Folha de Louro

. Alho

 

Num tacho com água a ferver, colocar as Favas e deixar cozer um pouco, depois reservar essa água.

Numa frigideira aquecer o Azeite, para fritar o Toucinho entremeado à parte.

No tacho colocar uma Folha de louro com Azeite e Alho, acrescentar Sal e Orégãos, sem esquecer dos Coentros picados...

Após uns minutos, misturar o Chouriço e a Linguiça fatiada, deixando que os ingredientes se envolvam.

Misturar as favas, assim como, o Toucinho Frito e acrescentar o Vinho branco, envolvendo tudo com mais um pouco de Coentros...

Mexer bem e colocar a água reservada da cozedura das favas, criando assim um molho que envolva todos os sabores.

Tapar e deixar cozinhar.

Corrigir sabores e aguardar até que as Favas tenham uma consistência de acordo com o pretendido.

Por fim, acrescentar o resto dos Coentros, a Malagueta e Orégãos, para que sobressaia o seu sabor.

Experimentem mais uma receita da Caneca de Sabores, numa viagem pela Memória Alentejana de Minha Mãe.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

30
Jan19

Caneca de Sabores: Empadão de Arroz com Atum

Filipe Vaz Correia

 

 

Mais uma receita, mais uma Caneca de Sabores...

Um prato fácil e rápido de fazer, que me traz memórias da minha infância.

A primeira vez que comi um empadão de arroz com atum, foi no meu Colégio, feito pelas mãos da Professora Jesuína, que além de ser uma das Directoras do Colégio, era também minha Diretora de Turma, assim como, responsável pelo refeitório.

Um empadão de Atum delicioso, que fazia as delícias de todos os alunos...

Nesse dia cheguei a casa completamente rendido, implorando para que a minha Mãe o fizesse.

Claro que a minha Mãe, queridíssima Mãe, logo conseguiu a receita com a sua muito amiga Jesuína, passando a fazer este prato em nossa casa, para delícia desta, outrora, criança.

O tempo foi passando e adquiri o gosto por cozinhar, adaptando este prato às minhas inevitáveis invenções.

Aqui fica a receita:

 

. Arroz em quantidade para preencher um tabuleiro

. Um Pimento

. Coentros

. Orégãos

. Sal

. Uma embalagem de 200 Gr de Bacon

. Uma lata de Azeitonas

. Quatro latas de Atum em Azeite

 

IMG_20190126_220201.jpg

 

 

Fazer o arroz normalmente, enquanto isso, dispôr num tabuleiro o Bacon em pedaços, o pimento cortado em pequenas tiras,  misturar tudo com os orégãos e o sal a gosto.

Pôr o tabuleiro no forno a 200 graus e deixar alourar o Bacon e os pimentos.

Após o arroz estar pronto no tacho, retirar o tabuleiro do forno, passar o Bacon e os pimentos, já preparados, para um prato à parte.

Preencher o fundo do tabuleiro com Arroz branco criando uma cama para espalhar, por cima, o Bacon misturado com os Pimentos e os Coentros frescos em pedaços...

Adicionar as quatro latas de Atum, misturando com os restantes ingredientes.

Depois, tapar tudo com uma nova camada de arroz, camuflando na perfeição o recheio do empadão.

Por cima, acrescentar as Azeitonas da forma que melhor vos aprouver, no meu caso, é sempre de forma abstracta, como se pode comprovar.

Levar tudo para o forno, até que o Arroz e as Azeitonas fiquem dourados.

Experimentem e espero que gostem.

Receitas fáceis e rápidas, sem ciência mas com amor.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

16
Jan19

Caneca de Sabores: Os Esses Da Minha Avó...

Filipe Vaz Correia

 

Misturar letras com sabores, será a melhor maneira de descrever esta rúbrica no Caneca...

Todas as Quartas, o Caneca de Letras passará a ser, a Caneca de Sabores.

Adoro cozinhar, receber amigos e partilhar boas conversas acompanhadas por um belo repasto.

Não podia começar este espaço com outra receita, pois estes bolinhos fazem parte dos sonhos da minha infância...

Da pequenina Mariana, minha Mãe, da jovem Alice, minha Avó e de sua Mãe, minha Bisavó.

Por isso espero que gostem e experimentem os Esses de Azeite da Avó Alice, pois é uma receita fácil de fazer, artesanal e caseira.

 

IMG_20190116_003928.jpg

Ingredientes:

 

. 4 Ovos

. 1DL de Azeite

. 125 Gr de Açúcar

. Raspas de Limão a gosto

. Farinha com fermento

 

Preparação:

Juntam-se todos os ingredientes e bate-se muito bem.

Junta-se progressivamente a farinha até tender, ou seja, até conseguir formar os Esses, sem que estes se peguem às mãos.

Polvilha-se o tabuleiro com mais farinha e colocamos os Esses, mantendo uma pequena distância, uns dos outros.

Deixar repousar alguns minutos e depois levar ao forno bem quente.

Assim que estiverem "douradinhos", é devorar como se mais nada existisse.

Não esquecer de polvilhar as mãos com farinha, enquanto da feitura dos Esses para que estes não se colem às mãos.

Com carinho...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

14
Jan19

Amor de Mãe...

Filipe Vaz Correia

 

Estava a mexer em papéis, antigos, de minha mãe...

Minha querida Mãe.

Oito anos se passaram, oito tristes anos de saudade, ausência, eterno amor.

Oito anos que, por vezes, pareceram ontem, outras vezes pareceram uma eternidade.

No meio dessa busca, minha, por memórias, afagos perdidos, pedaços de algo que me pudesse reconfortar, nessa batalha constante contra a tamanha dor que se tornou presente.

Nessa busca, no meio da imensa confusão, papelada, esse pedaço de papel teu...

 

"Quando o dia nascer;

Acorda com coragem,

Crê em Deus, podes crer,

A vida vai "viver" uma nova viragem...

 

Ajuda, só de Deus;

Essa que irá chegar,

Olha com fé para os céus,

Que o sol te irá sempre brilhar...

 

Um beijo com amor;

Meu filho querido,

É com muito fervor,

Que sempre estarei contigo."

 

Por entre, uma soluçante vontade de te abraçar, escassearam as palavras, numa penetrante viagem pelas memórias tão minhas, tão nossas, que batem neste meu coração, tão teu, só teu, eternamente teu...

Obrigado Mãe!

Por tanto amor, por todas as lições que ecoam em mim.

Amo-te sem fim, pois sem fim foi esse amor que de ti sempre recebi.

Um beijo deste teu filho...

 

"Poesia da autoria de Mariana Vaz Correia"

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

20
Dez18

Adeus, Nunca Te Direi...

Filipe Vaz Correia

 

Oito anos se passaram e parece que foi ontem...

Parece que ainda há pouco te abracei, sem ter coragem de me despedir, sem ter coragem de te ver partir.

A imensa cobardia submersa nas lágrimas que escorriam pelo meu rosto, num misto de ardor e desgosto, de revolta e dor, de desespero sem fim.

Oito anos se passaram e continuo te procurando como da primeira vez, como de todas as vezes, como sempre foi e será.

Poderia me despedir numa carta, numa poesia, num adeus que permanece encravado na minha alma, mas continuo sem o saber fazer, sem saber como me despedir de ti, minha Mãe...

Como me despedir de alguém que dentro de mim pulsa e habita.

Tenho saudades do teu sorriso, do teu olhar, das tuas reprimendas, da tua mão em meus caracóis, do teu cheiro junto a mim, da tua voz, de ti...

Tenho saudades de tudo o que contigo vivi, do que ficou por viver, do que não sei descrever.

Mas do que mais falta sinto, é desse amor incondicional que me acariciava o coração, como se num pequeno beijo, eu pudesse sentir todo o carinho do mundo, ali preso, só para mim.

Nunca te agradeci, minha Mãe, pelo simples facto de existires em minha vida e com essa tua presença, teres sido a minha maior alegria, pois sem ti...

Nada, mesmo nada, teria feito sentido.

Sem ti...

Jamais saberia despejar no papel o que amarra a alma, jamais saberia chorar e sorrir sem temer, dizer ou libertar sem silenciar, olhar para o mundo sem ressentimentos, soletrando baixinho cada pedaço de mim mesmo.

Oito anos se passaram e ainda busco o cordão umbilical, ainda procuro, vezes sem conta, a tua mão.

Quando os dias estremecem, ainda busco o teu regaço, como refúgio maior da minha imberbe alma.

Neste vazio que ficou por preencher e que não mais será preenchido, contam-se dias e anos, somam-se saudades que não findam mas essencialmente ficará em cada lágrima minha, um pedaço de todo o amor que contigo descobri...

Que, intensamente, me ensinas-te.

Como canta Caetano:

"Todo o homem precisa de uma Mãe..."

Por tudo isso, por tudo o que pulsa no meu coração...

Obrigado Mãe!

E até sempre...

Pois adeus, nunca te direi.

Amo-te.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

09
Dez18

Reflexões Poéticas...

Filipe Vaz Correia

 

Como teria sido diferente se tivesse escolhido outro rumo, outro caminho a percorrer, outras voltas...

Se tivesse voado mais cedo e mais cedo escapasse pelo mundo, abraçando a imensidão de um destino, tão vasto como a imaginação mundana da alma.

Mas o que teria perdido?

Como poderia resgatar o que me preenche, quem me preenche?

Tantas interrogações, sendo que pelo meio das dúvidas sobram as certezas, as incertas querenças que se transformam em vontades, entrelaçadas saudades do que desconheço...

Ou que conhecendo não quis perder.

É assim a mundana caminhada de um olhar, de uma alma.

No íntimo desse existir que me pertence, sei bem que nada mudaria ou mudando...

Aqui queria, voltar, a estar.

Como diz a canção:

"Eu quero partilhar, a vida boa com você..."

Assim sem mais, sobra à imaginação, pincelar num quadro de aguarelas, os pequenos traços de um destino, curiosamente preguiçoso, carregado de uma saudade desse passado que adoraria voltar a viver.

Como escreveria minha Mãe:

"Viveria tudo novamente, se soubesse que me traria até ti."

Que saudades.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

06
Nov18

Carta De Um Filho...

Filipe Vaz Correia

 

Minha querida Mãe...

Tantas vezes te escrevi e tantas parecem ser tão poucas, para corresponder a tamanho querer...

Essa forma de amar que me ensinaste no gesto, em cada gesto, em cada pedaço desse amor sentido por mim, em mim, somente em mim.

Vi-te chorar, enquanto, para todos sorrias...

Também isso, contigo, aprendi.

Vi-te, sendo fiel a ti mesma, e como essa dignidade me bastava...

Escrevendo, escrevendo, reescrevendo, sempre descarregando em cada letra, um pedaço de ensinamento, mesmo que de forma desgarrada, desesperado contentamento do Ser.

Minha amada Mãe...

Numa carta pejada de saudade, estreita-se a singela vontade de gritar:

Que jamais te esqueço, te esquecerei...

Não por vontade ou escolha, simplesmente, porque é impossível esquecer quem nos pertence, quem inesquecível se torna como o nascer de um dia, a cada passo de tempo, nesta intemporal jornada de tantas vidas.

Serei sempre teu, eternamente teu, tão teu...

Como meu, sempre foi esse amor teu.

Roubaram-me a tua presença, o teu cheiro, esse sorriso inteiro...

Mas a lembrança minha, essa que me alimenta, guarda-te, preserva-te, protege-te.

E nesse lugar, só nosso, recordar-te-ei como sempre te vi...

Encantado com o encantamento de tão belo olhar.

Amo-te.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

12
Out18

As Infindáveis Cores Dos Meus Sonhos...

Filipe Vaz Correia

 

Parecem muitas as cores que me acompanham nos sonhos, que me amarram insistentemente a esse mundo tão meu... Só meu... Perdidamente órfão dos momentos que passaram e que por vezes ali se reencontram, numa mistura de rostos e palavras, sorrisos desencontrados, por entre, encontros tão ambicionados. Nesse mundo não escolho rumos ou caminhos, não corro nem fujo, não grito nem choro. Nesse mundo esvoaço vezes sem conta sobre mim mesmo, sobre o bater desse coração meu, inundado de um desejo sem fim, dessa intemporalidade só possível naquele encantador reino. Não busco crescer nem morrer, somente viver cada pedaço de recordações que já não recordava, de sentidos que não sabia possuir, de imagens que não sabia ter como minhas. Instantes impagáveis que se esfumam ao acordar, desaparecendo, por entre, a neblina de um novo amanhecer, desapegadamente da triste alma, entristecida forma de um querer. Nos sonhos soletro sem esquecer, esquecendo desesperadamente cada segundo imortal de um desgosto que magoa, de uma dor que permanece, de uma ardente maneira de sentir. Escadas que subi, corredores em que corri, janelas que me pertenceram, olhares que me escaparam, vozes que se calaram, abraços que se perderam. Nesses sonhos regressam, sem regressar, chegam sem efectivamente chegar. Mas sorrio sempre... Mesmo quando choro... Sorrio sempre. Pois na singela esperança desse adormecer, sonhar, posso sempre reencontrar quem mais me falta, aqueles de quem mais saudade sinto. Parecem muitas as cores que invadem os meus sonhos, tantas e tantas que me recordam as aguarelas pinceladas por minha Mãe... Essas aguarelas que gravo na alma com aquele amor que se entrelaça a cada biscoito de limão, em cada popia caiada, em cada cheiro ou abraço teu que, infelizmente, se perdeu...Nesta mistura de saudade e querença se reencontram os meus sonhos, solitariamente entregues ao destino, desamarrada forma de querer, ansiando que a cada adormecer, possa por mim esperar essa terra encantada, onde habitam os pedaços da minha alma que outrora perdi.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

13
Jul18

O Meu Amigo Imaginário...

Filipe Vaz Correia

 

Tive um amigo imaginário, tão imaginário aos olhos de outros, como real nesse sentir que até hoje me pertence.

Tantas e tantas vezes me acompanhou...

Em férias a sós com meus Pais, solitariamente entregue às brincadeiras que eu mesmo imaginava, no primeiro dia de escola, enfrentando os receios próprios desta minha timidez, no caminhar pelo trilho de uma infância.

Nesse mundo, só meu, aquela personagem se tornava real, companheiro de aventuras e desventuras, confidente inigualável nos mais variados momentos.

A minha querida Mãe ao se aperceber deste traço, de mim mesmo, das conversas aparentemente solitárias, apressou-se a levar-me a um Psicólogo, amigo da família, alguém entendido nestas coisas da mente, vulgarmente intitulado, em meados dos anos 80, de "maluquice".

Mas que mal tem falar com um amigo imaginário?

Pensava o menino...

E refutava o imaginário, no fundo da minha alma, sabendo bem a pueril mente que era somente na imaginação que vivia esse, tão fraterno amigo.

Talvez esse traço, vulgo consciência, me tenha retirado da área dos "malucos", ou então, esse dito amigo de meus Pais era, também ele, um grande "maluco".

Também?

Sabe-se lá...

"Deixem o rapaz brincar e expressar-se à vontade, isso é apenas um reflexo da sua imensa capacidade de imaginação, a escapatória por ser um menino num mundo de adultos.

O tempo passou...

Cresceu o menino, buscando da vida outras realidades, construindo reais amizades, vivendo intensamente cada pedaço de emoção solta, por entre, as melodiosas formas de um destino.

No entanto, de quando em vez, lá me vem à memória a imagem daquele amigo, conselheiro, companheiro incessante dos primeiros anos de uma vida...

E mesmo sabendo que fisicamente ele não existe, nunca existiu, não fez parte desta realidade que denominamos de vida, mesmo assim, em mim...

Na minha alma estará sempre presente a sua imagem, buscando nessa certeza, o pedaço dessa criança que em mim, felizmente, sobrevive.

Obrigado por tudo Gó.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

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