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Caneca de Letras

Caneca de Letras

09
Jan19

A "Direita" Laranja...

Filipe Vaz Correia

 

A polémica está instalada, mais uma, no PPD/PSD, com as declarações de Manuela Ferreira Leite.

A antiga Ministra de vários Governos Sociais Democratas, disse que preferia uma derrota eleitoral, ao rótulo de Direita que estava a ser implementado pela anterior direcção partidária.

Digamos que compreendo a ideia, discordando dela...

Confuso?

Tentarei explicar.

O PSD sempre foi um partido abrangente, desse facto advém a sua força na nossa sociedade, englobando várias ideias e ideais, numa mescla de posicionamentos políticos.

Não é à toa que o Partido sempre foi conotado com o Centro-Direita, ou seja, tinha um vasto eleitorado que partia desse gigantesco centrão, até tocar na Direita tradicional Portuguesa.

Esse legado de Sá Carneiro, da abrangência no posicionamento político, foi talvez a maior arma para combater a influência do PS de Soares, no pós 25 de Abril.

O período Cavaquista, também contribuiu para alargar essa base de apoio e recrutar muitos dos que se situavam na Direita Conservadora, vulgo CDS, e que durante as duas maiorias absolutas do Professor Cavaco Silva, se mudaram para o lado "Laranja" do espectro político.

Assim, começo por discordar da afirmação de Manuela Ferreira Leite, nesta suposta rejeição, de uma certa ideia de Direita, no PPD/PSD.

No entanto, consigo compreender a sensação de fobia ao período "Passista", vivido nos tempos da Troika e que devastou parte da base eleitoral do PSD...

Sempre me considerei de Direita e Conservador, sentindo também eu essa espécie de fobia por um caminho que me parecia desvirtuar o passado e a Historia Social Democrata, mas não pelo rótulo de Direita, antes sim pelo rumo Ultra-Liberal, Radical e Populista que ganhou corpo durante aquele período.

Essa "nouveau" Direita que colocava muitas vezes o PSD, à direita do CDS, configurando um confuso e complexo cenário social ou partidário.

A resposta de Luís Montenegro que espera na tela da TVI, o momento certo, para esventrar um "Rio", se me faço entender, não é mais do que a defesa desse PSD radical, do qual fez parte, sendo peça primeira desse tempo.

Assim, compreendo a rejeição de um caminho, discordando das palavras e até do principio usado por Manuela Ferreira Leite, para demonstrar a sua opinião.

No entanto, não tenho dúvidas...

Se tivesse que escolher um lado, uma "Direita" com quem privar, estava certo da minha escolha, sem hesitações ou recuos.

Ao lado de Manuela Ferreira Leite.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

02
Dez18

George Bush: O Presidente Americano...

Filipe Vaz Correia

 

Morreu George Bush...

Neste triste dia, muitas coisas se podem dizer acerca do homem e do político, normalmente suavizadas pelo constrangimento da noticia.

No entanto, vou saltar essa parte do constrangimento e escrever o que sempre pensei sobre a figura.

Julgo ser essa a maior homenagem que se pode fazer.

Nasci em 1977, por isso, o primeiro Presidente Americano de que me recordo é Ronald Reagan, provavelmente a Mãe de Cristiano Ronaldo, também.

Porém, crescendo numa casa onde se respirava política, ninho de gente de direita conservadora, aprendi a admirar Reagan....

O atentado que sofreu, os jogos de poder que mudariam o planeta, por entre, as palavras de Gorbatchev.

Por tudo isso, tenho uma visão lírica desse mandato Republicano, desse tempo, da sua figura Histórica e do seu papel.

Tempo esse onde George Bush, Vice-Presidente de Ronald Reagan, começava a ganhar balanço para se tornar figura primeira da política Americana.

O resto é Historia...

O seu mandato único, os erros, a invasão do Iraque que me recordo como se de hoje se tratasse, com os medos e receios próprios da minha geração.

Não me recordo se foi no 5° ou 6° ano que, numa manhã, sentados no colégio, víamos pela televisão as movimentações daquela invasão...

Naquele cenário de batalha.

" No More Taxes."

Frase Inesquecível e que provavelmente lhe custou a reeleição contra Bill Clinton.

Mas foi essencialmente pelo seu papel depois da Casa Branca que aprendi a admirar George Bush.

Não será de somenos a relação fraterna e quase referencial que manteve com os Presidentes Clinton e Obama, não valerá a pena referir o seu filho, George W. Bush...

Mas foi através do olhar de Clinton e Obama, seus naturais opositores, nessa forma de encantamento como sempre a ele se referiram, que podemos entender melhor, um pedaço dessa sua dimensão, dessa forma como aglutinava, mesmo por entre aqueles que aparentemente se lhe opunham.

Esta é a característica maior dos grandes estadistas.

Numa altura de agonia na política Americana e até Mundial, particularmente no Partido Republicano, referências como John Mccain ou George Bush, são mais do que necessárias e a sua partida não poderá apagar o seu legado na Historia.

Morreu o Presidente Bush...

Um estadista.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

29
Out18

A Direita Brasileira... Morreu?

Filipe Vaz Correia

 

A Direita Brasileira morreu?

Esta pergunta é a que mais me inquieta quando olho para o espectro Partidário no Brasil, seja, por ser essa a minha base de partida, seja, por acreditar piamente que sem uma Direita capaz, forte e interventiva não se poderá esperar uma alternativa Democrática saudável.

Muitas foram as razões para as pessoas votarem em Jair Bolsonaro, nenhuma delas, do meu ponto de vista, aceitável, tendo em conta o discurso e a forma escolhida por tão populista candidato...

Porém, convém aprender com os erros e certamente enxergar para além da Insegurança, Corrupção e afins que marcam as justificativas que se ouvem, por estes dias, para catalogar este fenómeno.

Não menosprezando todos esses argumentos, antes pelo contrário, as causas para tamanho terramoto político no Brasil, prendem-se, também, com o desaparecimento de figuras credíveis, dentro do espaço do Centro-Direita Brasileiro, alternativas capazes de se apresentarem como uma esperança ao eleitor, uma esperança moderada, capaz de encontrar e oferecer um rumo, baseado em políticas credíveis e seguras.

Aécio Neves, ficou a poucos pontos percentuais de Dilma Rossef, nas últimas eleições, fazendo todo o sentido que ele ou alguém do PSDB, pudesse aparecer como alternativa neste processo eleitoral, retirando espaço e reduzindo as hipóteses do surgimento de um qualquer populista "salvador da pátria".

O problema é que durante o processo Lava-Jato, destituição de Dilma Rossef, a Direita Tradicional Brasileira cometeu o seu Hara-Kiri particular, ou seja, suicidou a sua credibilidade ao mesmo tempo que o PT, extrema esquerda, implodia.

Todo o sistema Partidário Brasileiro explodiu, levando com ele os alicerces fundamentais de um Estado de Direito, que servem para o salvaguardar de pseudos milagreiros com soluções Bíblicas como programa político.

Sendo assim e entregues ao seu desespero, muitos Brasileiros, acreditaram que só uma solução extrema os poderia salvar, desse lamaçal que se havia transformado o seu planeta político.

Nestes tempos de radicalização, somente Sociedades com Instituições fortes e educacionalmente preparadas, conseguem sobreviver e não sucumbir, diante da mirifica imagem do "homem" providencial...

E o Brasil não sobreviveu.

Podemos encontrar diversos culpados para esse passado que guiou os destinos da Nação até esse lugar, meio sombrio, com laivos de "Inquisição", no entanto, penso ser melhor olhar para o Futuro e tentar vislumbrar uma solução que possa se apresentar como a alternativa, para esse amanhã que se espera chegar...

E esse caminho não será feito com o PT, com esse pedaço de Lula da Silva, submerso em corrupção e escândalos.

Por isso é urgente que a Direita Brasileira se afaste de Bolsonaro, assim como, do PT e busque criar uma esperança alternativa, como novo Rumo deste Brasil...

Com tradição, conservadora, economicamente pujante e reformadora do Estado Social e Educacional...

Mas sempre com respeito pelos Direitos Humanos, abraçando a "modernidade" de valores, como um bem adquirido da Civilização.

Boa sorte...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

04
Out17

PSD: Líder Procura-se...

Filipe Vaz Correia

 

Pedro Passos Coelho não se recandidatará à Presidência do PPD/PSD...

Esta frase marcou o dia noticioso, reflectindo o fim de um ciclo e essencialmente um novo tempo de esperança.

As eleições Autárquicas encurralaram a direcção do PSD e desnudaram as fraquezas inerentes a dois anos fracassados de oposição...

O mundo paralelo de Passos Coelho ruiu, deixando de fazer sentido continuar a persistir neste desgaste permanente de um Partido, que terá sempre um papel importante na Sociedade Portuguesa.

A saída de Pedro Passos Coelho, é assim o primeiro passo para a recuperação desse tradicional PSD e do eleitorado que se afastou do Partido.

Os nomes que rapidamente soaram na comunicação social, antecipam uma disputa intensa, capaz de abanar as bases adormecidas, no entanto, convém que a mudança seja efectiva, não parcial, muito menos fictícia...

Será necessário um reconstruir do Partido, uma renovação radical de rostos e políticas, trazendo esperança para onde antes se falava de dor, de compreensão para onde antes se ouvia amargura, sentir futuro onde antes se pressentia passado.

Por estas razões, Luís Montenegro, Hugo Soares ou Paulo Rangel não servirão para a tal necessária mudança, pois representam estes anos de Passismo e estarão sempre vinculados, a muitas das suas medidas...

Retiro desta equação Luís Marques Mendes ou Santana Lopes, pois não considero crível, que aceitem regressar a um papel, onde anteriormente não foram felizes.

Outros nomes que oiço, são os de Rui Rio ou Luís Morais Sarmento...

Dois nomes interessantes, duas opções credíveis e que certamente revitalizariam um Partido tão sedento de um rumo político.

Gosto de Rui Rio, faço aqui a minha declaração de interesse, e acima de tudo gosto dos nomes que o poderão acompanhar:

Manuela Ferreira Leite, Silva Peneda, Pacheco Pereira, representam um regresso a um PSD com o qual me identifico e pelo qual tenho imenso respeito.

É essa a minha esperança nestas eleições, nesta disputa pela liderança, que seja possível construir uma alternativa em Portugal, de Direita, credível e próxima das populações...

Resgatando o PSD, de um longo limbo ideológico.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

30
Mai17

Alguém Me Sabe Dizer, Onde Fica A Direita?

Filipe Vaz Correia

 

Alguém me sabe dizer, onde fica a Direita?

Esta pergunta faz cada vez mais sentido, no panorama político Português, devido ao estado absolutamente lamentável em que se encontram PSD e CDS, com lideres distintos mas ambos absolutamente inaptos para o atual cenário.

Comecemos pelo PSD, esmagado pelas suas contradições, pela continuidade da liderança e do projeto, aborrecidamente ultrapassado, incapaz de lidar com os desafios que se lhe apresentam...

Pedro Passos Coelho acreditou que o seu discurso repressor, do ponto de vista das expectativas, austeritário do ponto de vista moral, o levariam inevitavelmente ao sucesso na construção de um novo País e de um novo povo.

Enganou-se!

Aquele ar melodramático, como se fosse um tristonho tenor de um opereta mediana, com que se apresentava aos Portugueses, com a conivência do anterior inquilino de Belém, permitia formar um dueto que rapidamente se desgastou na opinião pública mas que se mantinha minimamente assente no facto de parecer que aquele caminho proposto era mesmo a única alternativa...

Com a chegada ao poder do Imperador Marcelo e do optimista Costa, o Houdini da política Portuguesa, tudo se desmoronou numa conjuntura astral que parece ter concorrido para a destruição da narrativa Coelhista.

E preso nessa contradição Passos continua numa sala escura, alimentando a amargura juntamente com as Marias Luís, os Montenegros ou os Leitões Amaros do aparelho Social Democrata.

O CDS por sua vez, renovou-se na continuidade...

Portas astuto e inteligente percebeu que tinha se esgotado o seu espaço político e  foi cuidar da sua vida, deixando o partido livre para escolher um caminho diferente, procurar uma alternativa que pudesse construir uma verdadeira oposição neste processo guiado pela Geringonça.

O CDS escolheu Cristas, a anterior Ministra do Mar, dos Transportes e da Agricultura...

Ou seja, escolheu mudar o rosto e manter o rumo, com a inevitabilidade de ter perdido o talento e qualidade inerentes a Paulo Portas e que efetivamente Assunção Cristas não possui.

A sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, gesto de suposta consolidação política, será certamente o seu epilogo...

O projeto político do CDS é um conjunto de banalidades e disparates, como a construção das vinte novas estações de Metro ou a ideia absolutamente idiota de conceder um ano sabático aos Funcionários Públicos, Remunerado, durante a sua vida profissional ativa.

Remunerado?????

Assim de saia travada ou destravadamente, de botas e calças de ganga para todo o terreno, a líder do CDS continua perdida na procura de um destino que lhe é difícil vislumbrar, no meio de tamanho nevoeiro.

Assim a questão que me ocorre com frequência é esta:

Onde podemos nós encontrar a Direita Portuguesa?

Bem somente às quintas feiras pelas onze da noite, na SIC noticias.

E mesmo António Lobo Xavier, me parece, desanimado...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

24
Jan17

Quo Vadis, Europa?

Filipe Vaz Correia

 

O mundo parece avançar a um ritmo vertiginoso para um abismo, inebriado por uma vozeria trauliteira, que a todo o custo, urge evitar.

A eleição de Donald Trump, as eleições Francesas que estou convicto se travarão entre Le Pen e Fillon, a posição Russa nas manobras que envolvem hoje em dia o panorama estratégico no Médio Oriente e claro está o império Chinês, cada vez mais preparado para impôr a sua vontade, caso a isso, seja obrigado...

E a Europa...

Quo vadis, Europa?

Como poderá responder um aglomerado de países, União Europeia, que caminha sem liderança, sem rumo há mais de década e meia?

O projecto Europeu não foi colocado em causa pelo Brexit, confirme-se ou não, foi precisamente a falta de rumo desse projecto que potencializou a vitória desse movimento.

Assim como nos Estados Unidos, a revolta de muitos cidadãos está a minar o processo democrático, fragilizado pelo abrandar de muitas economias e com isso o degradar da vida desses mesmos cidadãos.

Se por algum motivo a Europa não conseguir responder a estes inquietantes sinais e deixar degradar cada vez mais, a relação dos seus cidadãos com as instituições que os representam , então Donald Trump terá razão e o fim deste projecto Europeu será inevitável.

Marine Le Pen, Farage, Victor Orban e outros populistas que começam a crescer de maneira avassaladora, não o fazem indicando as soluções para os problemas que tanto afectam as respectivas populações, mas sim indicando os males que afectam realmente essas sociedades democráticas envolvidas em escândalos sem fim, desacreditadas entre os seus pares.

Por isso insta repensar este modelo, estas prioridades que sendo lógicas para o Status Quo de Bruxelas, são incompreensíveis para as respectivas populações e que fazem aumentar o descontentamento em pessoas que votarão no desespero ao invés do mesmo encurralado sistema.

Os conservadores cristãos terão neste processo um papel fundamental, na minha opinião, pois em parte, partirá desse espectro político a solução que possa fazer frente à demagogia populista que hoje crassa em grande medida pelas mais variadas democracias.

A Direita Cristã ou Conservadora tem de revitalizar os seus princípios fundadores, recuperando a ligação com as pessoas e demonstrando uma genuína preocupação em construir as pontes necessária entre aqueles que se consideram excluídos e as novas gerações sedentas por uma incontornável globalização. 

Isso só poderá ser alcançado com a melhoria da vida das pessoas, com o sentimento de bem-estar fundamental para que os avanços não esmaguem a esperança e os desejos inerentes à condição humana.

Assim espero que a Europa possa mudar o seu rumo e ver neste extremar de posições que nos chega do outro lado do Atlântico, uma oportunidade para ser ela a liderar os acontecimentos e não os acontecimentos a ditarem o seu destino.

Isso será determinante para o caminho Europeu, consciente das diferenças nacionais que sempre existirão, mas inclusivo, global, integrante, com valores Humanistas que certamente nos guiarão ao encontro de um futuro onde a Europa possa resgatar a importância que sempre teve.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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