Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

04
Out17

PSD: Líder Procura-se...

Filipe Vaz Correia

 

Pedro Passos Coelho não se recandidatará à Presidência do PPD/PSD...

Esta frase marcou o dia noticioso, reflectindo o fim de um ciclo e essencialmente um novo tempo de esperança.

As eleições Autárquicas encurralaram a direcção do PSD e desnudaram as fraquezas inerentes a dois anos fracassados de oposição...

O mundo paralelo de Passos Coelho ruiu, deixando de fazer sentido continuar a persistir neste desgaste permanente de um Partido, que terá sempre um papel importante na Sociedade Portuguesa.

A saída de Pedro Passos Coelho, é assim o primeiro passo para a recuperação desse tradicional PSD e do eleitorado que se afastou do Partido.

Os nomes que rapidamente soaram na comunicação social, antecipam uma disputa intensa, capaz de abanar as bases adormecidas, no entanto, convém que a mudança seja efectiva, não parcial, muito menos fictícia...

Será necessário um reconstruir do Partido, uma renovação radical de rostos e políticas, trazendo esperança para onde antes se falava de dor, de compreensão para onde antes se ouvia amargura, sentir futuro onde antes se pressentia passado.

Por estas razões, Luís Montenegro, Hugo Soares ou Paulo Rangel não servirão para a tal necessária mudança, pois representam estes anos de Passismo e estarão sempre vinculados, a muitas das suas medidas...

Retiro desta equação Luís Marques Mendes ou Santana Lopes, pois não considero crível, que aceitem regressar a um papel, onde anteriormente não foram felizes.

Outros nomes que oiço, são os de Rui Rio ou Luís Morais Sarmento...

Dois nomes interessantes, duas opções credíveis e que certamente revitalizariam um Partido tão sedento de um rumo político.

Gosto de Rui Rio, faço aqui a minha declaração de interesse, e acima de tudo gosto dos nomes que o poderão acompanhar:

Manuela Ferreira Leite, Silva Peneda, Pacheco Pereira, representam um regresso a um PSD com o qual me identifico e pelo qual tenho imenso respeito.

É essa a minha esperança nestas eleições, nesta disputa pela liderança, que seja possível construir uma alternativa em Portugal, de Direita, credível e próxima das populações...

Resgatando o PSD, de um longo limbo ideológico.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

30
Mai17

Alguém Me Sabe Dizer, Onde Fica A Direita?

Filipe Vaz Correia

 

Alguém me sabe dizer, onde fica a Direita?

Esta pergunta faz cada vez mais sentido, no panorama político Português, devido ao estado absolutamente lamentável em que se encontram PSD e CDS, com lideres distintos mas ambos absolutamente inaptos para o atual cenário.

Comecemos pelo PSD, esmagado pelas suas contradições, pela continuidade da liderança e do projeto, aborrecidamente ultrapassado, incapaz de lidar com os desafios que se lhe apresentam...

Pedro Passos Coelho acreditou que o seu discurso repressor, do ponto de vista das expectativas, austeritário do ponto de vista moral, o levariam inevitavelmente ao sucesso na construção de um novo País e de um novo povo.

Enganou-se!

Aquele ar melodramático, como se fosse um tristonho tenor de um opereta mediana, com que se apresentava aos Portugueses, com a conivência do anterior inquilino de Belém, permitia formar um dueto que rapidamente se desgastou na opinião pública mas que se mantinha minimamente assente no facto de parecer que aquele caminho proposto era mesmo a única alternativa...

Com a chegada ao poder do Imperador Marcelo e do optimista Costa, o Houdini da política Portuguesa, tudo se desmoronou numa conjuntura astral que parece ter concorrido para a destruição da narrativa Coelhista.

E preso nessa contradição Passos continua numa sala escura, alimentando a amargura juntamente com as Marias Luís, os Montenegros ou os Leitões Amaros do aparelho Social Democrata.

O CDS por sua vez, renovou-se na continuidade...

Portas astuto e inteligente percebeu que tinha se esgotado o seu espaço político e  foi cuidar da sua vida, deixando o partido livre para escolher um caminho diferente, procurar uma alternativa que pudesse construir uma verdadeira oposição neste processo guiado pela Geringonça.

O CDS escolheu Cristas, a anterior Ministra do Mar, dos Transportes e da Agricultura...

Ou seja, escolheu mudar o rosto e manter o rumo, com a inevitabilidade de ter perdido o talento e qualidade inerentes a Paulo Portas e que efetivamente Assunção Cristas não possui.

A sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, gesto de suposta consolidação política, será certamente o seu epilogo...

O projeto político do CDS é um conjunto de banalidades e disparates, como a construção das vinte novas estações de Metro ou a ideia absolutamente idiota de conceder um ano sabático aos Funcionários Públicos, Remunerado, durante a sua vida profissional ativa.

Remunerado?????

Assim de saia travada ou destravadamente, de botas e calças de ganga para todo o terreno, a líder do CDS continua perdida na procura de um destino que lhe é difícil vislumbrar, no meio de tamanho nevoeiro.

Assim a questão que me ocorre com frequência é esta:

Onde podemos nós encontrar a Direita Portuguesa?

Bem somente às quintas feiras pelas onze da noite, na SIC noticias.

E mesmo António Lobo Xavier, me parece, desanimado...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

24
Jan17

Quo Vadis, Europa?

Filipe Vaz Correia

 

O mundo parece avançar a um ritmo vertiginoso para um abismo, inebriado por uma vozeria trauliteira, que a todo o custo, urge evitar.

A eleição de Donald Trump, as eleições Francesas que estou convicto se travarão entre Le Pen e Fillon, a posição Russa nas manobras que envolvem hoje em dia o panorama estratégico no Médio Oriente e claro está o império Chinês, cada vez mais preparado para impôr a sua vontade, caso a isso, seja obrigado...

E a Europa...

Quo vadis, Europa?

Como poderá responder um aglomerado de países, União Europeia, que caminha sem liderança, sem rumo há mais de década e meia?

O projecto Europeu não foi colocado em causa pelo Brexit, confirme-se ou não, foi precisamente a falta de rumo desse projecto que potencializou a vitória desse movimento.

Assim como nos Estados Unidos, a revolta de muitos cidadãos está a minar o processo democrático, fragilizado pelo abrandar de muitas economias e com isso o degradar da vida desses mesmos cidadãos.

Se por algum motivo a Europa não conseguir responder a estes inquietantes sinais e deixar degradar cada vez mais, a relação dos seus cidadãos com as instituições que os representam , então Donald Trump terá razão e o fim deste projecto Europeu será inevitável.

Marine Le Pen, Farage, Victor Orban e outros populistas que começam a crescer de maneira avassaladora, não o fazem indicando as soluções para os problemas que tanto afectam as respectivas populações, mas sim indicando os males que afectam realmente essas sociedades democráticas envolvidas em escândalos sem fim, desacreditadas entre os seus pares.

Por isso insta repensar este modelo, estas prioridades que sendo lógicas para o Status Quo de Bruxelas, são incompreensíveis para as respectivas populações e que fazem aumentar o descontentamento em pessoas que votarão no desespero ao invés do mesmo encurralado sistema.

Os conservadores cristãos terão neste processo um papel fundamental, na minha opinião, pois em parte, partirá desse espectro político a solução que possa fazer frente à demagogia populista que hoje crassa em grande medida pelas mais variadas democracias.

A Direita Cristã ou Conservadora tem de revitalizar os seus princípios fundadores, recuperando a ligação com as pessoas e demonstrando uma genuína preocupação em construir as pontes necessária entre aqueles que se consideram excluídos e as novas gerações sedentas por uma incontornável globalização. 

Isso só poderá ser alcançado com a melhoria da vida das pessoas, com o sentimento de bem-estar fundamental para que os avanços não esmaguem a esperança e os desejos inerentes à condição humana.

Assim espero que a Europa possa mudar o seu rumo e ver neste extremar de posições que nos chega do outro lado do Atlântico, uma oportunidade para ser ela a liderar os acontecimentos e não os acontecimentos a ditarem o seu destino.

Isso será determinante para o caminho Europeu, consciente das diferenças nacionais que sempre existirão, mas inclusivo, global, integrante, com valores Humanistas que certamente nos guiarão ao encontro de um futuro onde a Europa possa resgatar a importância que sempre teve.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Comentários recentes

  • Sofiazita

    Eu sou benfiquista mas não ligo nada de nada ao fu...

  • Sofiazita

    Ui ui ui ui,fiquei super espantada com esta notíci...

  • Teresa

    Guiarão? Como se não se tivesse já passado o abism...

  • Filipe Vaz Correia

    Meu caro Anónimo...Portanto diZ que se descermos p...

  • Anónimo

    Eleições?!? Mas o Varandas não foi eleito democrat...

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Calendário

Janeiro 2020

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031

Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D