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Caneca de Letras

Caneca de Letras

31
Out19

Quem Matou Marielle Franco?

Filipe Vaz Correia

 

Quem mandou matar Marielle Franco?

Esta será a pergunta do século no Brasil...

O que escreverão nos livros de História?

A rede Globo emitiu uma reportagem que aprofunda a investigação sobre este crime, assinalando as coincidências, as parecenças, as ligações perigosas que cercam Jair Bolsonaro.

O depoimento do porteiro que trabalha no “seu” condomínio, onde mora Bolsonaro e o assassino de Marielle, trazendo pormenores incómodos para o poder vigente.

Bolsonaro reagiu desde o Médio Oriente, num desbravado fervor, "xingando" os autores da reportagem e a emissora Globo.

Este caminho de ameaça e cerceamento ao maior grupo de comunicação do País, caracteriza o Presidente Brasileiro, desnuda a boçalidade perigosa deste personagem.

Existe uma ironia gritante que leva Bolsonaro a trilhar o mesmo caminho percorrido por Chavez...

Hugo Chavez diante das denúncias efectuadas pela maior cadeia de televisão Venezuelana, sobre o seu tirano regime, optou por encerrar esse veículo de informação, o mesmo trilho que Bolsonaro vocifera poder seguir.

Essa ironia traduz o carácter que toca sempre os extremos, ou seja, os extremismos e as suas lideranças.

Bolsonaro poderá tentar fazer isso com a Globo, no entanto, a dimensão e importância do canal "plim, plim" na sociedade Brasileira, tornará esta sua decisão suicida.

Matar a TV Globo não será tão fácil como os milhares de homicídios que se concretizam, diariamente, por terras de Vera Cruz.

Assim caminha o Brasil, entrelaçado em dogmas e preconceitos, em pobreza e corrupção, em populismos e aprendizes de "tiranete".

Quanto à TV Globo...

Que continue a fazer jornalismo, nada mais ou nada menos do que isso.

Sem receio do poder.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

26
Out19

Desconexas Confissões...

Filipe Vaz Correia

 

Não falo com certezas;

Escapadas proezas,

De imortais imperfeições,

Rotinadas paixões,

Que se perdem na fantasia,

Escondida maresia,

De uma solarenga tarde de amor...

 

Despindo o pudor;

Beijos entrelaçando o odor,

Nesse trémulo querer,

Misturada forma de Ser,

Imensamente só...

 

Um dia reescreverei;

Sem medo de gritar,

Cada parte em que pequei,

Nesse pecado chamado amar...

 

Uns dias sol;

Outros dias trevas,

Imperfeitas melodias,

De uma viagem sem retorno.

 

 

25
Out19

“Ode” Aos Inesquecíveis Amores... Que Ousaram Se Eternizar.

Filipe Vaz Correia

 

Tantas vezes sorri, perdidamente sorri, como se nada mais fosse importante, suficientemente importante para me esquecer desse pedaço de destino, onde timidamente me perdia em ti, por palavras, silenciosas palavras que decifravam cada entrelinha disfarçada nesse sentir que traduz o que escondido reluz, aquilo que importando se apaga, por entre, o espalhafato do quotidiano.

Foi assim...

Foram tantas vezes assim que se tornou pele e sangue, parte indisfarçável de um texto desconexamente sofrido.

Sofrimento, esse grito melodioso, que nos amarra, esmaga, que tantas vezes se agiganta como uma onda sem fim, cobrindo o horizonte e ligando o mar e o céu, num quadro poético, incapaz de ser descrito.

Tantas vezes a turbulência me tomou de assalto, me quebrou num pranto, nesse espanto que chegava e partia, desnudava e cobria, gritava mesmo que sem palavras...

Como explicar?

Como descrever o que, um dia, tão forte se fez sentir...

Esse bater do coração em tua presença, esse acelerar na tua ausência, descompasso de um compassado poema.

Pouco importará, nesse tempo futuro, se se perdeu cada toque e promessa, se desvaneceu cada eterno sentir que parecia inexpugnável...

Nada importará, nada mais do que cada memória amarrada a esse amor, tão imenso e intenso, capaz de resistir até mesmo ao seu fim.

Pois o fim, mesmo chegando, só é capaz de exterminar o que verdadeiramente se esquece...

E este amor será eternamente inesquecível.

Como sempre foi...

 

Filipe Vaz Correia

 

 

23
Out19

Velho Olhar...

Filipe Vaz Correia

 

Sabes bem que nas entrelinhas da história;

Mesmo calada, enfraquecida, solitária,

Se reaviva a memória,

Sempre que se desperta esse pedaço de querer,

Que um dia nos uniu...

 

Não sei se num olhar;

Num presente desesperar,

Num abraço a intensificar,

A eternidade ao luar...

 

Não sei se perdidamente;

Me perderei todas as vezes,

Tantas vezes intensamente,

Intensamente por ti...

 

Nos silêncios que tomaram conta deste nós;

Que calaram a melodia que outrora trauteava,

Mesmo aí...

 

Sobrará sempre um tempo;

Para confessar desesperadamente,

Que é amor,

O que vês neste meu, tão teu, velho olhar.

 

É amor.

 

 

 

22
Out19

Amor A Portugal

Filipe Vaz Correia

 

Amor a Portugal!

Esta foi a canção escolhida na inauguração do Estádio de Alvalade, na voz de Dulce Pontes, num momento emocionante que tocou todos os presentes, de forma inexplicável.

Este “Amor a Portugal”, esta forma inexplicável de sentir que nos preenche, invade e resgata a expressão maior do Ser Português, é o que define a nossa essência, essa alma Lusitana que percorre a literatura, a pintura, a História...

Essa forma de ser que é nossa.

Nestes dias em que vulcões políticos e sociais parecem ter despertado, um pouco por todo o mundo, olho para este nosso País com a certa certeza desse esmagador amor.

Chile ou Síria, Turquia ou Curdistão, Ucrânia ou Barcelona, Iraque ou Caxemira, Cidades e Países, esventrados por violência e reivindicações que esmagam e cerceiam as liberdades, fazendo refém a incerta vontade dos seus cidadãos.

Em Santiago do Chile tenho um querido amigo e sua família, jovem família, amarrado a uma realidade distante daquela a que estava habituado, a que sempre esteve habituado.

Na sua voz a tranquila intranquilidade, de quem julga saber que tudo ficará bem, no entanto, o receio daqueles que estando por cá, amigos e família, temendo diante das imagens que invadem os noticiários.

Estranha sensação, desventurada realidade.

Nestes momentos, olhando para este “nosso” Portugal, sobra certeza de que aqui...

Nesta terra abençoada, vivemos a estranha “felicidade” em tempos altamente conturbados.

Uma felicidade que, por vezes, ousamos esquecer.

Quanto ao mais importante...

Cuidado, meu querido Ricky!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

22
Out19

Até já, Vida!

Filipe Vaz Correia

 

Ando pelas ruas, sem poiso, sem lugar aonde pertencer, numa frenética busca de algo que jamais ousei alcançar.

Perdi-me por entre rostos, cansados desgostos que oiço repetitivamente, numa desamparada correria entrelaçadamente alucinada.

Voltas e mais voltas nas pedras da calçada, dormindo aqui e acolá, fazendo de cada esquina, casa, em cada fria noite que me abraça, despedaçadamente solitária, desnudadamente sem retorno.

Já partiram todos os que importavam, mesmo persistindo nos erros que sobravam, assinaladamente desesperadores, sempre regressando ao mesmo tempo, momento onde se desamarraram as águas, se perderam as lágrimas, se soltaram as questões.

Estou cansado...

Tão cansado que já me esqueci desse cansaço, pequeno pedaço de mim, amargura sem fim, por entre, as soluçantes vozes de outrora.

Os que amei...

Os que esqueci...

Os que não importando se impuseram, como fantasmas regressando, vezes sem conta, para me atormentar.

Às vezes a penumbra, o trémulo vislumbrar do que ficou perdido no tempo, lá atrás, onde fui feliz...

Será que fui feliz?

Será possível?

Mais uma noite que chega, mais um dia que finda, nesta desventurada aventura denominada de destino...

Fecho os olhos, oiço o barulho dos carros, as vozes e passos daqueles que passam a meu lado no passeio, de tanto e tão pouco.

De tanto e tantos que partilham este mundo comigo e de tão pouco que me sobrou...

Para além desta tristonha solidão que me alimenta.

Alimentando cada pedaço de palavra que soletradamente salta de mim para o papel, do papel para as estrelas, das estrelas para um desencontrado reencontro com aqueles que um dia me pertenceram, que um dia partiram...

Até já.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

20
Out19

Sporting: O Momento De Escolher Um Caminho Diferente...

Filipe Vaz Correia

 

O tempo passa, passando de maneira exasperante, de verde e branco, de angustia e espanto, temor e pranto, nessa senda Leonina.

Tenho como certo que esta “liderança” Sportinguista tem os seus dias contados, extinguidos perante o desesperante grito dos adeptos fartos da incompetência reinante, do amadorismo que se instalou no “nosso” clube.

No entanto, cada vez que vejo nos jornais que esta direcção, falta dela, se prepara para executar um plano desportivo no mercado de inverno, pensando já na compra de um defesa central, mais me sobra a certeza de que importa gritar bem alto...

Não!

Não é possível...

Estamos em Outubro, início de época e já com esta temporada hipotecada tal o futebol praticado, ou seja, a ausência desse futebol entrelaçado numa equipa em frangalhos, desmotivada e carregada de péssimos jogadores.

E serão estes incompetentes a continuar a esbanjar o nosso dinheiro em jogadores de qualidade duvidosa ou medíocre?

Permitiremos?

Não pode ser...

Façam uma petição, uma manifestação ou uma rebelião, qualquer coisa, porém torna-se imprescindível retirar de Alvalade esta trupe que ameaça destruir, ainda mais, o que sobrou de um passado recente, já de si desesperador.

Não temos tempo...

O Sporting não tem tempo.

E já se percebeu que estes “soldados” não sairão por sua espontânea decisão...

Chegou o tempo de os Sportinguistas tomarem o destino em mão e escreverem um novo capitulo, uma nova história sem medo de errar.

Depois de um tiranete paranóico, um banana emproado.

Que ousemos escolher...

Um caminho diferente.

 

 

Filipe Vaz Correia

18
Out19

Quem Estará A Seu Lado?

Filipe Vaz Correia

 

Nos olhos de qualquer pessoa se reflecte o sentir maior da alma, essa forma de sentir que se confunde com o bater do coração, desmedida e impregnada sensação de queimada que arde sem parar.

Tantas vezes na caminhada solitária de um destino, pessoas se cruzam, esquinas desencontradas, imaginando esse entrelaçar que tarda, que esmaga, que desaparece devagarinho...

Neste instante em que lê estas palavras, imaginemos se por algum segundo já nos cruzámos numa rua, num café, numa outra vida?

Aquele olhar...

Aquela recordação...

Somos tão intensamente inteiros, neste corrupio quotidiano, que tantas vezes damos tão pouca atenção aos pormenores que se transformam, quase sempre, em pormaiores, existencialmente escondidos em perguntas, questões que passam despercebidas pelo turbilhão de caminhos por percorrer.

E se nos cruzámos, nem que seja por um segundo, não contará esse instante para podermos ter partilhado um momento essencial na vida de alguém?

Nesse mesmo instante, do outro lado da rua ou numa outra mesa do café, não poderá existir alguém a saber do nascimento do seu primeiro filho, da morte de alguém que amou ou a desvanecer no fim de um caminho carregado de recordações?

Mas o nosso passo impõe o acelerar da caminhada, desse passar sem aperceber, desse caminhar sem notar quem a nosso lado está...

E o que importa isso?

Talvez nada...

Talvez tudo.

Enquanto escrevo, enquanto lê, quem estará a seu lado, ao meu lado...

Ao nosso lado?

Olhem, sem medo de perder um momento e amarrem esse instante, desmedido instante, pois ele será irrepetivel, desencontradamente único.

E assim continua a vida de cada um de nós, por entre, encontros que se escapam ao sabor do vento.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

17
Out19

A Finita Infinitude De Um Amor...

Filipe Vaz Correia

 

Não sobrevive a canção;

Nem o nobre poeta,

Não escreve a imaginação,

Aquela letra certa,

Capaz de dar emoção,

Àquela parte deserta,

Que sobrou...

 

Mas porque insistes;

Em caminhar?

 

Porque resistes;

A esse renegar?

 

Porque persistes;

Nesse porfiar?

 

Talvez um dia ao clarear;

Sem mais nenhum pormenor,

Se descubra que partiu,

Esse pedaço de ardor,

Que outrora coloriu,

Um desmedido amor...

 

Tao desmedido como finito.

 

 

12
Out19

Desmedidamente...

Filipe Vaz Correia

 

Se dói, deixa arder;

Deixa entrelaçar essa dor,

Esse fogo a corroer,

Essa forma de ardor,

Numa misturada interrogação do Ser,

Que se arrebata num torpor,

Num torpor a aprender,

Cada pedaço de um amor,

 Sem medo de o viver.

 

Vai continuando a sentir;

Sem receio do formigueiro,

Esse medo a fugir,

Num domingo domingueiro,

Cada toque a pedir,

Esse beijo derradeiro.

 

E num instante a despedida;

Essa espécie de partida,

Esquecida ferida,

Tão intensa e desmedida.

 

Desmedidamente verdadeiro...

 

Desmedidamente inteiro...

 

Desmedidamente Amor.

 

 

 

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