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Caneca de Letras

Caneca de Letras

13
Jun17

Os Corruptos Nunca Se Lembram!

Filipe Vaz Correia

 

O Futebol Português continua envolvido em escândalos e artimanhas que deixam a dúvida constante, na mente de cada adepto, que vendo em campo algo diferente daquilo que os resultados demonstram, continua desconfiando...

O Apito Dourado veio na verdade, evidenciar um conjunto de esquemas de viciação do jogo, que apesar de não terem sido caucionados pela justiça, criaram no cidadão comum essa ideia inevitável de corrupção.

O que me espanta são as virgens ofendidas de então, transformadas agora por emails em corruptos fanfarrões, descrevendo os esquemas que agora comandam a bola dentro do relvado.

A fruta foi substituída pelos padres e os aconselhamentos matrimoniais pelas missas encarnadas, no entanto, tudo se mantém igual no Futebol Português e na forma como é controlada a sua arbitragem...

O Benfica, Tetracampeão, vê através das conversas entre o seu Diretor da BTV e o ex-árbitro Adão Mendes, escapar a legitimidade desses mesmos títulos, pois é impossível que não sobreviva a dúvida por entre as mentes dos que não se negam a raciocinar, sobre o estranho caso que surgiu nos últimos tempos.

Assim sobra aguardar o que as instâncias judiciais dirão sobre estes emails, impregnados de canalhice mas mesmo que os absolvam, tal e qual como no Apito Dourado, ninguém lhes retirará este pedaço de pecado original...

O pecado da descredibilização do Futebol Português.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

19
Mai17

Brasil: Grito De Revolta!

Filipe Vaz Correia

 

Onde te perdeste Brasil?

É a pergunta que dá vontade de fazer, a cada noticia vinda daquele pedaço de encantamento refugiado na imensidão da sua beleza, distante de nós, apenas por esse gigante chamado Atlântico...

Como pode o País de Caetano e Bethânia, de Oscar Niemeyer e Jô Soares, de Jorge Amado ou Tom Jobim, de Fernanda Montenegro ou Vinicius de Moraes estar entregue a esta elite política pejada de aldrabões?

Como é possível?

Depois de anos a lutar contra a Ditadura Militar, contra a inflação gigantesca dos anos 90, contra os desmandos de um jovial Collor, o Brasil mereceria assim como a sua gente, um futuro mais risonho, mais adequado à intemporal dimensão da sua beleza.

Ao ver na rua as pessoas, ao perceber a sua revolta, um receio toma conta da minha escrita, da minha imensa vontade em reescrever esta triste novela em que se transformou este nosso Brasil:

O de uma revolta popular.

As pessoas talvez pela primeira vez em muitos anos, compreendem agora a dimensão real da corrupção que assola o País, que devora os alicerces que abanam a cada investigação, a cada delação, em cada noticia ou rumor...

Já não subsiste esperança para os mesmos que habitualmente vão trocando de lugares, que vão prometendo e fazendo o seu contrário, para todos os que participam neste esquema fraudulento a que habitualmente se chama Democracia Brasileira.

O desespero estampado no rosto, daqueles cidadãos que falam diante das câmaras de televisão, deixa o alerta gritante para um desastre sem proporções que me continua a parecer, esta elite política ainda não ter compreendido.

O que se tem sabido com a investigação Lava Jato vai muito para lá de Lula, de Dilma, de Temer, de Aécio, do PT ou do PSDB, vai diretamente ao cerne da questão...

Quem sobra impoluto a este terramoto político, a este vendaval sem moral, sem princípios, destituído de valores ou de ética?

Só vejo uma resposta, no panorama político actual:

O Tiririca.

O Brasil tem duas hipóteses:

Ou muda o sistema político em que assenta a sua Democracia ou votam no Tiririca, pois no meio daqueles Senadores, de todos aqueles Congressistas, da imensa corte política de Brasília, é bem capaz de ser o único que verdadeiramente, não roubou...

Que Deus te Proteja, Brasil de todos nós!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

07
Fev17

Brasil, Mostra A Tua Cara!

Filipe Vaz Correia

 

Estes dias temos visto o rosto de um Brasil, que entristece, assusta, enfim demonstra a agonia em que se encontra, este extraordinário país.

As imagens que todos os dias nos chegam, sinalizam a anarquia vigente no estado do Espírito Santo, em particular na capital Vitória,  demonstrando um horror incalculável, mas acima de tudo, uma impotência absolutamente indiscritível para quem naquele local habita...

Como se pode compreender todo um sistema policial, que deve proteger milhões de pessoas, se torne inoperante, inexistente, em direto, ao vivo, deixando as ruas se tornarem numa lotaria, numa arena para o crime organizado, para o terror desgovernado semear o pânico perante os cidadãos inocentes que se veem envolvidos neste turbilhão de assaltos e mortes.

Em quatro dias, pelo menos 62 mortos e milhares de saques, em ruas, lojas, autocarros, que entretanto pararam de circular...

Escolas e universidades fechadas, pessoas trancadas em suas casas, pedindo aos Deuses que ninguém lhes roube o direito de viver, tudo filmado e transmitido para o mundo, perante a estupefacção de todos aqueles que de fora assistem incrédulos a este cenário dantesco.

O Brasil é há muito vitima de uma desmedida corrupção, inerente à sua elite política, desde Collor a Lula, de Temer a Cunha, desde o Mensalão ao Lava Jato, formada por gente sem escrúpulos, sem a noção do bem público ou do bem estar geral, permitindo que este regime brasileiro se transformasse neste saco de gatos sem pudor ou vergonha.

A política brasileira está podre, desgraçadamente sem soluções, sem esperança e isso leva a um imenso sentido de impunidade que gera essa revolta constante, que se vê nas cadeias e nas ruas, nos polícias e deputados, sobrecarregando assim, o cidadão comum, aprisionado a este paradigma de um país perdido...

O Brasil que nos envolve a alma, finta como Péle ou Garrincha, canta como Caetano ou Betânia, representa como Lima Duarte ou Bibi Ferreira, encanta como Elis Regina ou Roberto Carlos, compõe como Carlos Drummond de Andrade ou Vinicius de Moraes, amarra-nos às gargalhadas de Jô Soares, à voz de Martinho da Vila ou Chico Buarque, à beleza de Luanna Piovanni.

Este é o Brasil dos meus sonhos, tão pouco representado neste triste espetáculo que insiste em prevalecer, por entre o sol e o carnaval que celebrizam as terras de Vera Cruz.

Ao ver aquelas imagens lembrei-me do enorme Cazuza e desta música, celebrizada no genérico da novela Vale Tudo, e que tanto representou para aquele momento, na vida desse imenso Brasil...

Parece que voltámos atrás no tempo, retrocedendo quase 40 anos, até ao grito de revolta, plasmado na voz desse intemporal intérprete:

"Não me elegeram para chefe de nada, O meu cartão de crédito é uma navalha, Brasil mostra a tua cara, Quero ver quem paga para a gente ficar assim"

"Brasil, qual é o teu negócio, O nome do teu sócio, confia em mim"

Diante deste percurso torto, enviesado, construido ao longo de tantas décadas, está na hora de voltar a ouvir Cazuza e encontrar por fim, um caminho que permita a este Brasil mostrar a sua verdadeira cara, aquela que está escondida por debaixo de tamanha corrupção.

Brasil, não tenhas medo, de mostrar a tua cara! 

 

 

Filipe vaz Correia

 

 

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