Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

02
Out17

Més Que Un Jogador!

Filipe Vaz Correia

 

Gerard Piqué assumiu ontem, mais uma vez, a sua face Catalã, a alma que o preenche, numa declaração emocionante, carregada de nobreza e dignidade...

Podia facilmente optar por um discurso de ódio, composto de revolta e amargura, no entanto, Piqué optou por falar pausadamente, por entre as lágrimas que não conseguia conter, descrevendo a dor que invadia o Povo Catalão, na simples vontade de serem livres.

Naquelas palavras, mais do que a legalidade ou ilegalidade de um Referendo, soltaram-se nos olhos do jogador Catalão, a tristeza inerente a uma violência estupidificante e que apenas diminui a grandeza do Estado Espanhol...

É aqui que Mariano Rajoy se equivocou, perdeu a noção do poder da imagem no mediático mundo em que vivemos.

Piqué representou naquele momento o grito libertador de Milhões de Catalães que nas ruas esperavam para poder votar, dando força à voz daqueles que insistem na Independência...

Admiro a atitude de Piqué, a dimensão Humana com que abordou a questão e a coragem explanada nas suas palavras, aprisionando ao seu olhar a vontade de todo um Povo.

Provavelmente pagará esta ousadia na Selecção Espanhola, nas retaliações que sofrerá nos mais variados campos de futebol Espanhóis, mas certamente isso será um preço menor, para tão imensa atitude.

Assim, num dia violento e histórico, pelo menos no coração dos Catalães, uma verdade, será para sempre eternizada:

Piqué, será Més Que Un Jogador!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

29
Set17

Domingo: Eleições, Futebol E Alma...

Filipe Vaz Correia

 

Sempre fui um conservador, diferente hoje do que era há vinte anos, na minha efervescente adolescência, obrigado a reflectir por um mundo que nos abraça por estes dias, desempoeirando a mente e destapando os obscuros dogmas ...

No entanto conservador em muitos aspectos, na essência política, na imensa crença dos valores, acreditando porém que a alma Humana, é maior do que certas regras instituídas.

Perdido numa ausente representação política, reencontrarei neste domingo a escolha eleitoral, a opção por votar neste ou naquele...

Não me sinto representado nestas eleições em Lisboa, ninguém merece o meu voto, do meu ponto de vista, desiludido com o PSD, mas surpreendido com o CDS, e essencialmente órfão de um líder, de um caminho que sinta verdadeiramente inteiro.

Entramos assim no dia de reflexão, no silêncio imposto, hipocritamente, mas que supostamente necessita de ser respeitado, mesmo que com o fenómeno das redes sociais, ninguém o respeite.

Nem eu...

Tenho fé que estas eleições representem o ocaso de Pedro Passos Coelho e deste partido que gravita à volta desta fantasmagórica personagem, dando espaço a um regresso às origens de Francisco Sá Carneiro e de um PSD próximo das pessoas e dos seus anseios.

Domingo será um dia excepcional, repleto de emoções, de leituras e questões, desde as Eleições Autárquicas a um Sporting-Porto, até ao referendo da Catalunha...

Um dia repleto de receios e decisões, que certamente condicionarão os destinos de alguns.

Na Catalunha decide-se a existência de uma nação, em Alvalade a permanência de uma esperança e no PSD a esperança de uma permanência.

Para mim será fácil decidir:
Vitória do meu Sporting, queda de Passos Coelho e na Catalunha que Deus nos ajude.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

22
Set17

Catalunha!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Não existem palavras;

Para soletrar a minha liberdade;

Liberdade escrava,

Despudorada vontade...

 

Não existem grilhões;

Que calem o meu escrever,

Não serão prisões,

A silenciar o meu querer...

 

Não existem ventos,

Capazes de cercear,

Não serão tormentos,

Que me irão calar...

 

Neste Ser Catalão;

Minha indivisível alma,

No pulsar de um coração,

De todo um povo...

 

Um povo;

Invencível.

 

 

21
Set17

O Referendo Da Discórdia!

Filipe Vaz Correia

 

A Catalunha está a ferro e fogo, num braço de ferro entre a Generalitat e o Governo central de Madrid, por entre um Referendo que ameaça desconstruir a unidade Espanhola.

Entendo a questão que inquieta Mariano Rajoy e todos aqueles que acreditam numa Espanha Una e Indivisível, no entanto, o caminho escolhido para impedir a realização do tão desejado Referendo, pelos Independentistas, parece-me um erro colossal.

A lei está do lado de Rajoy, a constituição protege aqueles que alegam a ilegalidade deste acto, porém com estas detenções, aquilo que o Governo de Madrid conseguirá, será transformar em mártires, os desafiadores da República...

Ao ordenar à Guardia Civil que prendesse vários daqueles que organizam este Referendo ilegal, Rajoy acabou por indignar muitos dos que silenciosamente observavam esta fricção divisionista, unindo a generalidade dos Catalães, numa revolta incontrolável.

Esta espécie de demonstração de força Madrilena, pouco avisada na minha opinião, cria na sociedade Catalã a sensação de intolerância e opressão, ganhando expressão o grito de revolta que se tornará no maior apoio aos intentos da Generalitat e aos seus apoiantes independentistas.

Receio que esta batalha em torno da Independência da Catalunha, caminhe para um extremar de posições para a qual não se encontre uma solução conciliadora, capaz de serenar os ânimos anti-autonómicos em Espanha.

Se o Referendo avançar, irá o Governo de Espanha prender todos aqueles que se apresentarem para votar?

Dúvidas e questões que certamente adensarão este Referendo, que tanta discórdia tem provocado.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

18
Ago17

E Depois De Barcelona?

Filipe Vaz Correia

 

E depois de Barcelona?

Depois de mais um atentado terrorista em nome do Islão, às ordens do Daesh, fica a derradeira imagem de impotência, de uma Europa que se vê constantemente esventrada pelos seus próprios filhos...

Jovens que nasceram ou cresceram dentro das nossas fronteiras.

O que mais me choca, quando penso neste verdadeiro dilema dos tempos modernos, para além do horror explicitado em cada imagem, de mortos e feridos, é sem dúvida, tentar entender como se poderá parar tal ameaça.

Várias vezes reflecti sobre este problema, sobre esse medo que se torna imenso, para todos aqueles que inocentemente caminham por uma qualquer rua Europeia, desfrutando simplesmente do seu direito a ser livres...

Este horror indescritível, tomou proporções inimagináveis, numa ameaça sem paralelo, onde qualquer jovem com uma simples faca, um singelo carro, se transforma num Kamikaze aterrorizador.

A questão que mais me inquieta é a ausência de posição dos altos representantes religiosos do Islão, desses clérigos escondidos nas mesquitas, de Meca, em Riade, em Teerão, Islamabad ou Argel, enfim por esse mundo a fora...

Será o Islão, uma religião que potencia o Mal?

Estará implícito nos seus mandamentos, um verdadeiro apelo ao terror?

Infelizmente e após centenas de atentados por esse mundo fora, começo a acreditar que na verdade existe uma conivência silenciosa, entre estes radicais e aqueles religiosos que mesmo aparentemente moderados, permanecem calados, ausentes na critica a tal barbárie.

Terão estes terroristas cometido menor pecado aos olhos do Islão, do que Salman Rushdie, ao escrever os Versículos Satânicos?

É que se bem me recordo, a Rushdie foi decretado uma Fatwa...

E a estes terroristas?

Se os mais altos representantes das varias facções do Islão, Mullahs ou Imãs, decretassem publicamente que quem perpetra actos violentos, terroristas, atentatórios da liberdade Humana, seria banido aos olhos de Alá, continuariam a ter legitimidade para falar em nome de Deus, estes radicais?

Teriam a força para recrutar e seduzir tantos jovens?

Tenho muitas dúvidas...

No entanto, o silencio gritante dos religiosos, surge em contraste com os gigantescos gritos dos terroristas que insistentemente silenciam tantas vidas.

Alguém imagina que um radical católico pudesse cometer este tipo de atrocidades, no panorama actual, sem a peremptória condenação do Papa?

Sei bem que apesar de não aparecer nos noticiários Ocidentais, os atentados cometidos em solo Islâmico, contra muçulmanos considerados infiéis por estes radicais, não ficam em nada a dever a estes que roubam tantas e tantas vidas na Europa, no entanto, não será demais pensar que continuando neste rumo, sem respostas vindas de dentro do próprio Islão para conter este tipo de selvajaria em nome de Deus, provavelmente chegará a altura em que a intolerância vencerá...

E aí, teremos de lidar com uma batalha religiosa, ainda mais sangrenta e imprevisível.

Por isso repito a pergunta:

E depois de Barcelona?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

18
Ago17

Dor Catalã...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Pedaços de gente;

Espalhados pela rua,

Vidas inocentes,

Tristeza crua,

Olhar descrente,

Da alma nua,

Ali esventrada...

 

Choro e lágrimas;

Desespero e sofrimento,

Gritos repletos de dor,

Vozes de tormento,

Num interminável ardor,

Sem fim...

 

Nas calles de Barcelona;

Por entre as pinturas de Miró,

Silencia-se por um instante,

O rebuliço constante,

De todos nós...

 

E em cada pintura;

Pincelada no coração,

Vai ficando a amargura,

Desse horror Catalão,

Que nos pertencerá,

Eternamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Comentários recentes

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts destacados

Pesquisar

Calendário

Abril 2021

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930

Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Em destaque no SAPO Blogs
pub