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Caneca de Letras

Caneca de Letras

11
Jun19

Rafael Nadal: O "Touro" Espanhol!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Meus caros amigos, nunca fui uma pessoa capaz de imparcialidades desportivas, de me sentar a ver um jogo de Futebol Inglês sem torcer por uma equipe, de assistir a uma corrida de Fórmula Um sem ter um piloto preferido, de ver uma partida de ténis sem ter um jogador como meu...

A vida toda assim foi.

De pequenino torcia por Ivan Lendl contra Boris Becker ou Edberg, depois veio o tempo em que sofria por Agassi nessa disputa mítica com Peter Sampras, até à eternidade.

Depois o vazio...

Até que um miúdo chegava ao ATP, ali pelos idos de 2004, de vestes meio desgarradas, tentando competir com os melhores, com o novo Rei que se afigurava senhor do "futuro".

Todos eram adeptos de Roger Federer, o Suíço que deslumbrava o mundo do Ténis, pelo talento, elegância, capacidade de inovar...

Eu não.

Torcia por Rafa Nadal, por esse menino Espanhol que chegado à alta roda do Ténis prometia lutar por cada ponto como se fosse o último.

Por estes dias Nadal alcançou a vitória número 12 em Roland Garros.

Sim...

12!

Palavras escasseiam para caracterizar esta garra, este nível, esta demonstração de superação constante de alguém que sendo especial, único, lutou nos últimos anos com demasiadas lesões, contrariedades.

Nadal é isso mesmo...

Exemplo de atleta, de superação.

E eu aqui permaneço como adepto, orgulhoso daquele menino de outrora, curioso por esse próximo passo que nos surpreenda, nos arrebate até deixar sem palavras.

O Olimpo do Ténis Mundial encontrará um lugar especial para tamanho atleta, sem deixar esquecer a desmedida superação do Touro ♉ Espanhol.

Gracias Rafa.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

10
Jun19

O Dia De Portugal Chegou Mais Cedo...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

O dia de Portugal chegou mais cedo...

A 9 de Junho a Selecção Portuguesa deu início às comemorações do 10 De Junho.

Portugal venceu a Liga das Nações, a primeira da História, cravando indelevelmente o nome desta nossa Nobre Nação nos anais do mundo do Futebol.

Todos ficarão para a História mas Rúben Dias, Bernardo Silva, Rui Patrício, Gonçalo Guedes e Cristiano Ronaldo irão para sempre cintilar mais do que quaisquer outros...

Ronaldo sempre ele, de braçadeira no braço marcando o compasso de tão bela sinfonia.

E Fernando Santos...

Criou uma equipa que não joga espectacularmente bem, não encanta pela beleza do seu jogo, do seu futebol mas vence, conquista, enche de orgulho a velha Nação Lusitana.

Obrigado Selecção...

Parabéns Portugal!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

08
Jun19

Sorrir...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Sorri, sorri sempre;

Mesmo que arda demasiado,

Que o querer esteja ausente,

Ou te roube o significado...

 

Mas não deixes de sorrir;

É a forma de sobreviver,

De esconder esse ferir,

Esse pedaço a morrer...

 

E preso no olhar;

Que habita dentro de ti,

Lá permanecerá esse magoar,

Que sussura sem fim...

 

Talvez um dia seja passado;

O que efectivamente se perdeu,

O que outrora era amado,

E hoje desvaneceu...

 

Sorri, sorri sempre;

Mesmo que não saibas sorrir,

Sorri, sorri sempre,

Sem medo de sentir.

 

 

07
Jun19

Bloco E PS: O Divórcio Anunciado...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Mais um debate semanal na Assembleia da República e mais uma troca de acusações entre o Governo e o Bloco, entre Costa e Catarina.

Não é a primeira vez que tal sucede, antes pelo contrário, acentua-se o tom, exaltam-se os argumentos, afinam-se as acusações.

Este novo tempo augura um divórcio anunciado, uma separação pós eleitoral, num jogo de tabuleiro, na tentativa de ganhar votos e marcar posição.

Esta estratégia Bloquista é diferente do posicionamento do PCP, um partido mais fechado, tradicionalista, imobilizado pelos anos e experiência de um longo passado.

Costa poderá sentir que o tempo da Geringonça passou, que não poderá repetir a experiência com os mesmos, pelo menos com o BE, algo cada vez mais evidente nas cisões e intervenções no Parlamento.

O Bloco poderá estar tentado a cavalgar os resultados das Europeias, tentando se emancipar desta ligação Governamental.

O que fica evidente é que se caminha para um divórcio neste segmento da Esquerda Portuguesa, algo desaproveitado pela moribunda Direita Portuguesa, órfã de lideranças e incapaz de ser presente em todo o xadrez político ou se assumir como projecto alternativo.

Que comece a campanha pois estão todos à espera do momento de partida.

Pelo menos à Esquerda já ninguém disfarça.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

06
Jun19

No Caneca Com.... MJP!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Bom dia!

 

Quem me conhece, já sabe que eu gosto de interagir... de comentar post’s alheios... e, há algum tempo que me tornei visita assídua neste ilustre cantinho.

 

Ontem, o Filipe escreveu um post sobre uma notícia triste, que dava conta que uma jovem holandesa, de 17 anos, resolveu pôr termo à sua vida, alegando sofrimento emocional insuportável...

 

Como não podia deixar de ser... manifestei a minha opinião, (tendo por base a minha vivência profissional), em forma de comentário... e... fui surpreendida pelo Filipe, com um generoso e amável convite para escrever nesta sua casa...

 

Como gosto de desafios e de partilhar as minhas experiências, não poderia recusar tão ilustre convite, que muito me honra e agradeço...

 

Sou enfermeira, paliativista, tendo dedicado a última década da minha vida à prestação de cuidados paliativos domiciliários, em que tive o enorme privilégio de acompanhar (cuidar) algumas centenas de doentes oncológicos em fim de vida (e respectivas famílias/cuidadores).

 

Os cuidados paliativos são muito mais do que “simples” controlo sintomático... todos os temas da vida são abordados, desde que a pessoa cuidada, assim, o deseje... e... é comum abordar o fim de vida... falar sobre a morte...

 

Muitas pessoas verbalizam como gostariam que fosse a sua morte e que, regra geral, se “resume” a ausência de sofrimento... porque, na verdade, o que a maioria teme não é a morte, em si, mas sim o sofrimento que lhe está associado...

 

Da minha experiência (que... vale o que vale), não tenho uma única situação em que a vontade de pôr termo à vida tenha sido manifestada...

 

Apesar de paliativista, assumida e convicta, não defendo que os cuidados paliativos devam constituir a única opção... defendo, sim, o livre acesso a cuidados paliativos, a todas as pessoas que deles precisem e os aceitem receber... no entanto, admito que, mesmo, com recurso a estes cuidados, algumas pessoas possam manifestar vontade de pôr termo à sua vida e, para esses, deverá haver opção, mediante critérios bem definidos, obviamente...

 

Eu sou favorável à decisão individual, livre e esclarecida (e, sublinho, esclarecida) sobre o destino a dar à própria Vida...

 

Mas convém salientar que, no actual quadro legal, tais práticas (eutanásia, suicídio assistido) não são permitidas em Portugal.

 

Para concluir esta minha partilha... gostaria, apenas, de expressar a minha enorme gratidão para com todos os doentes e respectivas famílias/cuidadores, que me deram o privilégio de enriquecer a minha vida e de aceitar ser cuidados por mim.

 

Apesar de ouvir a palavra “OBRIGADO” proferida (vezes sem conta), por eles, eu é que tenho razões de sobra para agradecer, porque recebi sempre muito mais do que dei...

 

Eu não os ensinei a morrer mas eles ensinam-me, todos os dias, a VIVER, a aproveitar cada momento!...

 

MJP

 

 

 

05
Jun19

O Melhor Do Mundo Esteve No Dragão!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Cristiano Ronaldo está velho!

Está, está...

Cristiano Ronaldo está no fim da carreira!

Está, está...

As palavras de alguns aziados, esbarram sempre nessa tremenda realidade, chamada genialidade ou simplesmente Ronaldo.

Quanto mais o provocam, antecipam o seu "enterro", elogiam outros para o rebaixar, mais ele aparece, reaparecendo em momentos de gala, em inesquecíveis poesias escritas com os pés.

Venceu em Inglaterra, venceu em Espanha, venceu em Itália, venceu por Portugal, cinco Bolas de Ouro e permanece na alta roda como nenhum outro.

Eu até compreendo que alguns Argentinos possam preferir Leonel Messi mas já me custa alguns Portugueses sustentarem essa teoria.

Ronaldo é o melhor de todos os tempos, de todos os momentos, contra todos os ventos.

E não sonhem com Bernardo ou Félix, pois Ronaldo é irrepetível.

Nesta noite, depois de mais um momento de ilusão, de magia, fica apenas a certeza de que a poética beleza, nesse instante de perfeição, esteve no Estádio do Dragão com a bola nos pés, carregando a nossa fé e a imensa esperança de vencer.

Obrigado, Cristiano Ronaldo!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

05
Jun19

Noa Pothoven

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Sou por princípio contra a eutanásia...

Porquê?

Nem eu sei.

Talvez por educação, valores que me foram incutidos na terna infância, por palavras, ideias ou através da inquebrantável fé, contada e explicada desde o berço.

Mas será assim?

Quem sou eu para julgar a decisão de outrem, de alguém que decide a sua vida, por entre, as agruras e dores que dentro de si habitam?

Ao ler a notícia que relata a eutanásia de Noa Pothoven, a menina Holandesa de dezassete anos que decidiu ser eutanasiada, senti a necessidade de tentar entender, de através das suas palavras entrar um pedaço nesse mundo seu.

Nessa carta de despedida no Instagram, a menina Noa relatou os abusos sexuais que sofreu ao doze anos, assim como, a violação que sofreu aos quatorze, feridas sangrando que lhe roubaram a inocência ou a perspectiva de viver.

Tantas dúvidas no meio de tamanha tristeza...

Como poderemos julgar o que verdadeiramente desconhecemos?

Nessa carta de despedida, Noa reflecte sobre a falta de cuidados psicológicos ou psiquiátricos na Holanda para pessoas que sofrem deste tipo de doença mental, claramente contrastando com as inovadoras e avançadas leis que permitem a qualquer pessoa, com mais de doze anos, poder decidir sobre o fim de sua vida.

Neste domingo, Noa despediu-se dos seus, dessa vida que tanto sofrimento lhe causava.

Descanse em paz menina Noa e que a sua História possa servir de exemplo para todos nós...

Pelo menos nos faça pensar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

05
Jun19

Bom Dia Amor!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Na minha alma vazia;

Nesse recanto de um dia,

Se ouve o som da maresia,

Como versos de poesia,

Hesitando por entre a vociferia,

Agitada calmaria...

 

Nessa desnudada parte de mim;

Confundidas lágrimas sem fim,

Se impõe esse reflexo empedernido,

Ardor desmedido,

Que grita intensamente,

Arde ardentemente...

 

E por entre as letras de uma canção;

Cravada na desgostosa memória,

Se apaga o coração,

Apagando a velha história...

 

E fugazmente ao luar;

Encerrando a insistente voz,

Ninguém irá recordar,

Essa parte de nós,

Que um dia ousou amar...

 

Ousou amar.

 

 

 

 

 

 

04
Jun19

Transportes Públicos: Sem Bancos É Mais Barato!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Ouvi dizer que a Soflusa se irá juntar à CP nesta medida de retirar algumas cadeiras das suas embarcações, visando o aumento da capacidade máxima de pessoas a transportar.

Que alegria!

Estou em dúvida sobre qual das imagens será a mais apropriada...

A daqueles comboios na Índia, absolutamente lotados, com pessoas penduradas do lado de fora das carruagens ou aqueles carrinhas de transporte de animais.

Fizeram a medida dos Passes Sociais, aprovaram a mesma com intuitos eleitoralistas, só se esquecendo desse pequeno pormenor que é o Transporte e a sua qualidade.

Claro que aumentou o número de passageiros...

Claro que os transportes são escassos e antigos, muitos deles impreparados para tamanho fluxo de pessoas.

Solução?

Retira-se um ou outro "banquinho" e cabe mais gente.

Excelente ideia!

Que tristeza...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

03
Jun19

Sem Olhar Para Trás

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Não escolhi ruas, apenas por elas ando;

Como um fantasma desencantado,

Perseguido pelos pesadelos,

Outrora animados,

Pelas gentes que partiram,

Pelos que ficando se silenciaram,

Por tantos momentos que desapareceram nas asas do vento.

 

Suspiro intensamente;

Levemente de uma vez,

Sustendo a querença que grita ao virar da esquina,

Nesses escritos marcados nos murais dos prédios,

Desassombrada expressão,

De desmedido tédio.

 

E assim procuro neste lento divagar;

Vozes e rostos,

Marcadamente meus,

Ilusórios desgostos,

Cravados em cada adeus,

Que me acompanha.

 

Caminho por entre ruas,

Sem olhar para trás.

 

 

 

 

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