Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

"Coração De Esferovite"

 

 

 

Por vezes parece desistir;

Outras fraquejar,

Tantas vezes quer insistir,

As mesmas que sente hesitar,

Nesse eterno existir,

Que não quer findar,

Somente fugir,

Escapar...

 

Mas nada;

Se permite,

Tudo, tudo,

Se omite,

Pequeno,

Coração de esferovite...

 

Bate e pulsa;

Como se fosse verdadeiro,

Sente e chora,

Como se permanecesse inteiro,

Grita e se agita,

Num amor derradeiro...

 

E guardada na memória;

Sobrará a vontade,

De uma bela história,

Carregada de saudade,

Num singelo gesto de carinho...

 

Leve, leve;

Permanecerá o querer,

Voando sem medo,

De sofrer...

 

O pequeno coração de esferovite.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Entre Marido E Mulher Não Se Mete A Colher?"

 

Isto, por vezes, sobram as palavras...

Por outras escasseiam.

Este caso de um "animal", peço desculpa a qualquer animal que se sinta ofendido, e com razão...

Este caso de um "animal" que agrediu a sua "Mulher" grávida de nove meses, já é em si mesmo, um escândalo, uma dolorosa exposição de deformação Humana, no entanto, quando diante de todo aquele horror, parecemos estupefactamente perdidos, nada nos prepara para o que suplanta a alma, desarma a credibilidade do Ser.

Um Juiz analisou o caso e deixou o respectivo "animal" em Liberdade, mas decretando a proibição de contacto com a vítima.

Mas que Justiça é esta?

Que idiota é este que foi habilitado para julgar?

Alguém acredita que uma "besta", capaz de agredir uma pessoa nas condições em que se encontra aquela Mulher, irá respeitar a proibição de um Juiz?

Provavelmente quando a matar, com ou sem criança no ventre, se o prenda duramente, talvez um par de anos, para servir de exemplo.

Triste País, triste Justiça, triste tristeza em que se encontra a alma Humana.

Pois triste me encontro, ao observar este caso que esventra uma parte de nós, aquela parte que ainda quer acreditar no seu semelhante.

É esta impunidade que cria o populismo e os Bolsonaros de plantão.

Assim fica difícil.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Contestação Ao Estilo Português Feat Instabilidade Prisional...

 

Todos protestam...

Juízes, Bombeiros, Médicos, Enfermeiros, Professores, "Doutores "em geral, Taxistas, Lojistas, Maquinistas, Cobradores, Agricultores, Carteiros, Soldadores, Polícias e até...

"Ladrões".

Parece que as prisões Portuguesas estão a ferro e fogo, pois os reclusos não estarão a sentir os seus direitos respeitados...

No meio de tudo isto, temos Guardas Prisionais vendo sonegados, durante anos, efectivos e condições, entregues à sua sorte.

Observando a reportagem televisiva de ontem que desnuda a realidade de alguns presídios Portugueses, percebemos que os reclusos têm acesso, em muitos casos, a internet, telemóveis, droga...

Usando esses "direitos" para contactar, "livremente", com o exterior, em alguns casos, continuando assim a actividade criminosa...

Enfim, faltará receberem delivery da Uber Eats ou entregas mais festivas para animar as paródias de fim de noite.

Na SIC compareceu uma representante de uma Associação de Presos, uma espécie de Arménio Carlos, ao estilo Humanista...

E no meio de tudo isto, continua a novela nos canais de televisão, a polémica acessa entre políticos e comentadores.

A Sorte da Geringonça, é Bruno de Carvalho e José Sócrates estarem em "Liberdade", pois se estes estivessem na prisão, liderando a tamanha revolta prisional...

Meu Deus!

Já teríamos um novo partido...

Ou uma explosiva claque de coletes amarelos à Portuguesa.

Para terminar, não posso deixar de reparar...

Mais uma greve à Sexta Feira.

Viva a contestação.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um Amor De Verão...

 

Faça frio ou calor... Faça o tempo que fizer, demore o tempo que demorar, a teus braços regressarei, em teu braços voltarei a estar. Sem medos ou receios, as palavras saiam da boca, descontroladamente aquecidas pelos lábios apaixonados, de um louco e insano querer. Um querer maior do que esse pueril tempo que marcava o momento, os momentos, os intemporais momentos de um verão. Mas como julgar a imberbe juventude? Como interromper essa esperança, incapaz de saber, o que ainda desconhece? Naquele instante faz sentido sentir, aquele sentir maior que é amor, um amor que só aquele coração conhece, reconhece, se atreve a conhecer. Como é belo este imperfeito pedaço de uma perfeita imperfeição e que jamais voltará a ter tamanho valor? Como explicar que nada será tão poético como aquela despedida? Naquele verão se desnudam sentimentos, se amarram dores, se perdem ilusões que se misturam com as lágrimas que percorrem o rosto. Parece que esmaga e esventra, o perder das palavras, o ser efémero... Parece que esventra e esmaga não abraçar aqueles beijos e guarda-los eternamente, não poder escapar, por entre, as páginas de um livro e viver para sempre ali. Voltei várias vezes à mesma praia, aos mesmos locais, olhando para o mesmo horizonte... Busquei-te as mesmas vezes e as mesmas vezes te encontrei. Mas os teus olhos já não eram aqueles que guardei junto a mim, talvez os meus também não, para ti. Aquelas pessoas não eram as mesmas. Crescemos... Mudámos. Voltei verão após verão mas tudo mudou, se transformou, desaparecendo a inocência que alimentara tamanho amor. Sobrou a desilusão, a crescida mudança, carregada desesperança, marcada forma de ser adulto. Apaguei as linhas do caderno, arranquei as folhas acrescentadas e fechei-o... Ali o tempo não passaria, nem morreria o nosso inocente amor, pois naquele caderno, esse verão seria eterno. Assim como eterno deveria ser um amor de verão. 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

O Futebol De Regresso Ao Reino Do Leão...

 

Que grande jogo do "meu" Sporting, em Vila do Conde.

Esperava esta partida para poder ter uma ideia mais realista, deste Sporting à Keiser...

E de verdade me espantou, me surpreendeu pela qualidade, pelo ideal por trás de cada jogada, pela esperança de um "Futebol Total".

Keiser parece ter dado um sentido ao jogo da equipa, ter encontrado um rumo para retirar o melhor de cada um.

Peseiro esteve sempre errado e Keiser está a demonstrar, Frederico Varandas esteve certo em despedir o primeiro, caso o bom trabalho do segundo continue.

Há muito que não via o Sporting jogar tão bem, talvez desde o primeiro ano de Jorge Jesus, se não me engano, mas mesmo ai não se encontrava esta acutilância, este projecto de "tiki-taka" que começa a entusiasmar.

Frederico Varandas correu riscos nesta aposta mas poderá a partir dela, começar a escrever as páginas do seu mandato.

O seu, a seu dono.

E se aqui o critiquei, aqui o rectificarei...

Boa decisão, senhor Presidente.

Vamos esperar para concretizar o entusiasmo "Sportinguista" mas está difícil controlar tamanha esperança...

Tamanha crença.

Viva o Sporting

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Um Amor Maior

 

 

 

Tua mão em minha mão;

Teu olhar em meu olhar,

Tua pele na minha pele,

Teu cheiro misturado com o meu...

 

Meu presente sendo o teu;

Nosso instante sendo eterno,

Sem passado ou futuro,

Somente agora...

 

Nesse agora;

Que se mistura com o destino,

Destinadamente pequeno,

Para expressar a imensidão de um amor...

 

Tua mão em minha mão;

Teu olhar em meu olhar,

Tua pele em minha pele,

Teu cheiro misturado com o meu...

 

E assim sempre;

Repetidamente...

 

Pela eterna;

Eternidade.

 

 

 

 

 

Cultura Assim Não Tem "Graça"...

 

Mas que Ministra é esta?

Graça Fonseca parece, cada vez mais, um erro de casting, uma singela contradição de recrutamento.

Touradas ou Comunicação Social, em Lisboa ou em Guadalajara, a Ministra da Cultura age como uma mendiga intelectual, onde os seus neurónios parecem ter tirado uma licença vitalícia.

Não se compreendem os actos, as palavras, as intenções...

Apenas se espanta, o intelecto de quem se esforça, por compreender o incompreensível.

Graça Fonseca parece, cada vez mais, ser um "boy", neste caso uma "girl", que sobrevive por entre as entranhas partidárias do destino...

Pois talento e competência parece, por ali, escassear...

Para quando uma remodelação?

É que urge.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Aquele Inverno...

 

É inverno...

Chove do lado de fora da janela, por entre, a escuridão que cobre as ruas, que desnuda a solidão daqueles que se entrelaçam com o destino, sem saberem reescrever a sua canção.

Na melodia de uma vida, carregada de solidão num inverno, mora essa destemperada vontade de correr rumo à infinitude maior, desse Ser Humano sem sentido.

Já  outrora Cartola cantou que "o mundo é um moinho", num desafiar lírico do querer, do entendimento menor da imensidão humana.

Mas o que fazer?

O que gritar...

Se no olhar das gentes se perde a querença, em cada pedaço de tempo se vai desvanecendo, se vai cedendo, perante os dias corridos diante do espelho reflectido de nós mesmos.

É inverno...

Sem vozes ou brilho, sem abraços ou afagos, sem nada que aqueça a alma, pois a alma desnudada, espantada está com o correr do tempo.

Sempre o tempo, levando o momento para a eternidade dos arrependimentos...

Dos nadas que se transformaram em tudos, dos rostos perdidos jamais repetidos, das noites estreladas outrora brilhantes e agora desencontradas.

É inverno e está a chover...

E eu sem ti, sem nada que me resgate nesse tempo, para num momento te voltar a beijar.

É inverno...

Meu amor.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

George Bush: O Presidente Americano...

 

Morreu George Bush...

Neste triste dia, muitas coisas se podem dizer acerca do homem e do político, normalmente suavizadas pelo constrangimento da noticia.

No entanto, vou saltar essa parte do constrangimento e escrever o que sempre pensei sobre a figura.

Julgo ser essa a maior homenagem que se pode fazer.

Nasci em 1977, por isso, o primeiro Presidente Americano de que me recordo é Ronald Reagan, provavelmente a Mãe de Cristiano Ronaldo, também.

Porém, crescendo numa casa onde se respirava política, ninho de gente de direita conservadora, aprendi a admirar Reagan....

O atentado que sofreu, os jogos de poder que mudariam o planeta, por entre, as palavras de Gorbatchev.

Por tudo isso, tenho uma visão lírica desse mandato Republicano, desse tempo, da sua figura Histórica e do seu papel.

Tempo esse onde George Bush, Vice-Presidente de Ronald Reagan, começava a ganhar balanço para se tornar figura primeira da política Americana.

O resto é Historia...

O seu mandato único, os erros, a invasão do Iraque que me recordo como se de hoje se tratasse, com os medos e receios próprios da minha geração.

Não me recordo se foi no 5° ou 6° ano que, numa manhã, sentados no colégio, víamos pela televisão as movimentações daquela invasão...

Naquele cenário de batalha.

" No More Taxes."

Frase Inesquecível e que provavelmente lhe custou a reeleição contra Bill Clinton.

Mas foi essencialmente pelo seu papel depois da Casa Branca que aprendi a admirar George Bush.

Não será de somenos a relação fraterna e quase referencial que manteve com os Presidentes Clinton e Obama, não valerá a pena referir o seu filho, George W. Bush...

Mas foi através do olhar de Clinton e Obama, seus naturais opositores, nessa forma de encantamento como sempre a ele se referiram, que podemos entender melhor, um pedaço dessa sua dimensão, dessa forma como aglutinava, mesmo por entre aqueles que aparentemente se lhe opunham.

Esta é a característica maior dos grandes estadistas.

Numa altura de agonia na política Americana e até Mundial, particularmente no Partido Republicano, referências como John Mccain ou George Bush, são mais do que necessárias e a sua partida não poderá apagar o seu legado na Historia.

Morreu o Presidente Bush...

Um estadista.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Coletes Amarelos...

 

Coletes amarelos em plena Paris, esventrando em cada instante, o sentido purista de qualquer reivindicação.

Não se consegue compreender a tamanha violência no coração Parisiense, a boçalidade inerente àquelas gentes...

O aumento da gasolina?

O crescente aparecimento de taxas?

Com certeza que se pode discutir esses pontos, se admite e aceita que alguns saiam às ruas para gritar bem alto a sua indignação...

Porém, não se trata de nada disso.

É simplesmente violência, somente a busca do caos.

E quem se alimenta do caos, não são os cidadãos comuns...

São os ignorantes.

 

 

Filipe Vaz Correia