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Caneca de Letras

Caneca de Letras

21
Jan19

Dois Anos De Trump... Que Bom!

Filipe Vaz Correia

 

Já passaram dois anos de mandato, desde que Donald Trump chegou à Casa Branca e apesar de tudo...

Ainda não começou a Terceira Guerra Mundial.

Ainda!

Dois anos de um mandato repleto de disparates, alguns económicos, outros comerciais, uns Humanitários, outros ambientais, mas sempre com aquele "glamour" alaranjado e truculento.

O seu percurso tem sido acompanhado por milhares de mentiras, perto de sete mil até este momento, no entanto, o Presidente Americano vai continuando a caminhar, mesmo que mais isolado politicamente, fazendo birra pela falta de novos brinquedos.

"- Um muro! - Quero um muro!"

Mas estamos vivos...

Inacreditavelmente, nenhuma bomba nuclear saiu inadvertidamente do outro lado do Atlântico, disparada num momento de raiva, por entre, uma discussão no Twitter.

Pensando assim, dá para respirar de alívio e acreditar na existência de Deus.

Que bom!

Só que ainda faltam mais dois anos...

Mais dois anos de mandato.

Um milagre, só um nos salvará.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

01
Jan19

Donald Trump: A Caminho Da Reeleição?

Filipe Vaz Correia

 

Donald Trump continua o seu caminho, esta aventura, meio desventurada, como Presidente Americano.

Entrelaçado a posições populistas que o acompanham desde sempre, Trump saboreia agora um novo "momentum"...

A doce solidão Republicana.

Daqueles que com ele começaram esta caminhada, apenas Mike Pence permanece a seu lado, no entanto, cada vez mais silenciado, calado, adormecido.

Defesa, Tesouro, Educação, Justiça, todos foram caindo, uns por vontade própria, outros por vontade "Trumpiana", outros ainda pela vontade maior do escândalo público.

Trump continua impávido, amarrado aos seus Tweets, olhando para o "seu" mundo, como se de um jogo de "Risco" se tratasse.

Cada vez mais isolado, cada vez mais atrapalhado.

Mais se eterniza o discurso populista, esse que será o seu maior trunfo, numa Sociedade Americana fracturada, submersa em ódios e fantasmas, em refugiados e traidores, em "Nacionalistas" e "Comunistas".

Trump terá na busca por uma reeleição a sua maior batalha, que julgo se tornará cada vez mais difícil de concretizar, sem que novas alianças sejam forjadas...

E encontrar aliados, depois das tamanhas purgas internas, por si efectuadas, é coisa que se antevê, quase, impossível.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

02
Dez18

George Bush: O Presidente Americano...

Filipe Vaz Correia

 

Morreu George Bush...

Neste triste dia, muitas coisas se podem dizer acerca do homem e do político, normalmente suavizadas pelo constrangimento da noticia.

No entanto, vou saltar essa parte do constrangimento e escrever o que sempre pensei sobre a figura.

Julgo ser essa a maior homenagem que se pode fazer.

Nasci em 1977, por isso, o primeiro Presidente Americano de que me recordo é Ronald Reagan, provavelmente a Mãe de Cristiano Ronaldo, também.

Porém, crescendo numa casa onde se respirava política, ninho de gente de direita conservadora, aprendi a admirar Reagan....

O atentado que sofreu, os jogos de poder que mudariam o planeta, por entre, as palavras de Gorbatchev.

Por tudo isso, tenho uma visão lírica desse mandato Republicano, desse tempo, da sua figura Histórica e do seu papel.

Tempo esse onde George Bush, Vice-Presidente de Ronald Reagan, começava a ganhar balanço para se tornar figura primeira da política Americana.

O resto é Historia...

O seu mandato único, os erros, a invasão do Iraque que me recordo como se de hoje se tratasse, com os medos e receios próprios da minha geração.

Não me recordo se foi no 5° ou 6° ano que, numa manhã, sentados no colégio, víamos pela televisão as movimentações daquela invasão...

Naquele cenário de batalha.

" No More Taxes."

Frase Inesquecível e que provavelmente lhe custou a reeleição contra Bill Clinton.

Mas foi essencialmente pelo seu papel depois da Casa Branca que aprendi a admirar George Bush.

Não será de somenos a relação fraterna e quase referencial que manteve com os Presidentes Clinton e Obama, não valerá a pena referir o seu filho, George W. Bush...

Mas foi através do olhar de Clinton e Obama, seus naturais opositores, nessa forma de encantamento como sempre a ele se referiram, que podemos entender melhor, um pedaço dessa sua dimensão, dessa forma como aglutinava, mesmo por entre aqueles que aparentemente se lhe opunham.

Esta é a característica maior dos grandes estadistas.

Numa altura de agonia na política Americana e até Mundial, particularmente no Partido Republicano, referências como John Mccain ou George Bush, são mais do que necessárias e a sua partida não poderá apagar o seu legado na Historia.

Morreu o Presidente Bush...

Um estadista.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

27
Ago18

John Mccain: O "Último" Senador Americano...

Filipe Vaz Correia

 

Morreu John Mccain...

Este texto será curto pois escassas são as palavras para descrever a relevância deste Senador Republicano, assim como, por vezes, a simplicidade é a melhor forma de homenagear alguém desta dimensão.

John Mccain ficará na História por variadíssimas razões, seja pelo seu passado de prisioneiro no Vietname, seja pela sua conduta como Senador...

Ou pela forma cordial como lidava com a política, fazendo da educação a forma mais apropriada de estar e com isso de Ser.

Mccain representava, enfim, aquele pedaço de dignidade que, há muito, parece ter desaparecido do Partido Republicano, submerso na lama amarrada à personagem de Trump, ou até mesmo da política Americana a reboque deste fenómeno esquizofrénico.

O facto de John Mccain ter expressamente proibido a presença do actual Presidente Americano no seu enterro, dá forma à sua nobre alma, acrescenta valor ao seu ideal como pessoa.

Divergi algumas vezes de John Mccain mas sempre o respeitei, sempre o admirei, sempre o tive como uma referência.

Assim, neste triste momento, recordarei a nobreza do seu carácter, a atitude da sua determinação, a abnegação da sua "personna" política.

John Mccain fará falta...

Basta recordar a última votação do Obamacare e o seu papel nesta ocasião.

Rest In Peace, Senador Mccain.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

28
Jun18

Marcelo: Uma Lição Na Sala Oval!

Filipe Vaz Correia

 

Tive um imenso gosto, ao ver o "meu" Presidente da República neste encontro com Donald Trump...

Por todos os motivos e mais alguns, sejam eles de postura, de discurso, enfim de tudo um pouco.

Marcelo esteve na sala oval como está na vida, um Senhor, com a mesma capacidade argumentativa que desarma, o mesmo olhar penetrante que cativa, com a mesma inteligência que conquista, num absoluto contraste com Donad Trump.

A lição Histórica sobre a longa relação de Portugal com os Estados Unidos, levou o actual Presidente Americano aos bancos da escola, num dialogo gentil mas afirmativo, simpático mas clarificador, para que se entenda o legado e a importância deste País, chamado Portugal.

No entanto, a lição mais importante, foi dada no momento em que Marcelo lhe explicou de forma tranquila, que Portugal não é os Estados Unidos e por essa mesma razão, não basta, por aqui, ser famoso para se vencer eleições...

Para poder ser o "nosso" Presidente da República.

Temos quase 900 anos de História, de uma História gloriosa e grandiosa, com momentos difíceis e devastadores, entrelaçados a esta inquestionável Alma Lusitana...

As suas palavras, de Marcelo, representaram a poética coragem de Viriato, a destreza de Vasco da Gama, a brava pena de Camões, a Voz de Amália, o talento de Vieira da Silva, a inquietude de Pessoa, a visão de D. João II, os pés de Cristiano Ronaldo.

As palavras de Marcelo foram uma lição para a recorrente arrogância de um Americano trauliteiro, sobrando-me as dúvidas que o mesmo a tenha compreendido...

Mas compreendemos todos nós.

Obrigado Prof. Marcelo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

30
Mai18

Um Dia Professora...

Filipe Vaz Correia

 

Há muito que não escrevo sobre o Presidente Americano, Donald Trump, entretido que ando com esta tragédia em que se tornou o "meu" Sporting...

No entanto, não posso ignorar este pequeno episódio envolvendo o Senhor Trump e uma professora reformada, numa carta tão surreal como reveladora.

Yvonne Mason, professora Norte-Americana, na reforma, escreveu ao Presidente Trump para incita-lo a visitar as famílias das vitimas de mais um tiroteio em escolas Americanas...

Mais um pedaço de horror, patrocinado por políticas proteccionistas ao Lobby das armas e que há muito corroem os Estados Unidos.

Política essa, validada em certa medida, pelas acções e discurso do actual Presidente.

Donald Trump enviou uma carta a esta professora, respondendo assim aos seus anseios...

Porém, o que mais sobressai na missiva enviada a esta professora, é a quantidade de erros gramaticais apresentados, dentro do registo intelectual que todos podemos esperar de Donald Trump, sendo que não deixa de espantar o singelo facto de ninguém a ter corrigido.

Das duas uma...

Ou Donald Trump escreve pelo seu punho as respostas às cartas que recebe na Casa Branca ou a sua equipa de assessores tem o mesmo grau de iliteracia do seu "Chefe".

Qualquer uma dessas hipóteses é inquietante.

Quanto a Yvonne Mason, uma nota de verdadeiro apreço...

Demonstrou que uma Professora nunca deixa de o ser, qualquer que seja o momento, nem mesmo diante da grotesca ignorância de uma mimada criança, quase a entrar na fase idosa da sua vida.

Haja paciência.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

31
Jan18

Donald Trump: Um Estado De Desunião...

Filipe Vaz Correia

 

O discurso de Donald Trump no Estado da União, não trouxe grandes novidades ao mundo...

Trump foi fiel a si mesmo, ao seu jeito trauliteiro de ser, debitando durante uma hora e meia, algumas das anormalidades que a todos habituou.

Trump sai deste Estado da União, como entrou...

Sem mais apoios, mas com os mesmos a seu lado.

Esta teatro ou comício em forma Presidencial, consegue fazer corar de vergonha alheia, aqueles que como eu esperaram noite adentro, para ver esta representação tosca e desenfreada, sob os olhares atentos e desbragados de Mike Pence e Paul Ryan.

As inverdades coleccionadas por Trump, ao longo do discurso, foram sendo contabilizadas online por vários jornais Norte-Americanos, tentando assim desmascarar os números e as histórias, ali incorrectamente publicitados.

Neste cenário entre o cómico e o inverosímil, num intenso trabalho abdominal de toda a estrutura Republicana, tantas as vezes que tiveram de se levantar, vai ficando a minha incredibilidade perante o exemplo daquele senhor Norte-Coreano...

Aquele homem de muletas, que segundo Donald Trump teria fugido, atravessando a China e parte do sudeste Asiático de muletas, até à liberdade encontrada em terras Americanas.

Mas enfim...

No fim deste Estado da União, fica a certeza de que a palavra União, nunca esteve tão longe daquela Câmara dos Representantes...

E nos tempos mais recentes, da sociedade Americana.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

21
Jan18

Turpin: Nem Todos Merecem Ser Pais!

Filipe Vaz Correia

 

Resisti imenso em escrever sobre este caso nos Estados Unidos, em que os Pais fizeram durante décadas os filhos reféns, aprisionados em casa, subnutridos, torturados, massacrados sem dó...

Resisti por não compreender como foi possível, como é possível, como terá sido possível isto acontecer.

Ao ver as noticias sobre este caso, as imagens repetidas vezes sem conta, busquei através dos olhos daqueles Pais uma explicação, uma desperançada explicação...

Mas o vazio naqueles olhares, representa em mim esse medo da Humanidade, receio maior de pessoas assim...

Capazes deste tipo de sofrimento, desta tortura da alma, àqueles que supostamente lhes pertenciam.

Continuo a olhar para as imagens...

Sem resposta.

Sempre sem resposta.

E aqueles que com eles conviviam?

Os familiares?

E aquelas imagens na Disney ou em Las Vegas?

E os miúdos?

Mantiveram-se calados?

Sem nada dizer?

São estas as questões que me toldavam a escrita, a imensa vontade de entender, gritar a indignação diante da aberrante estupefacção.

Será possível?

Os Turpin serão antes de mais um caso de Psiquiatria, Psicanálise ou algo do género, mas isso deixarei para o meu caro amigo, Jaime Bessa, entendido na matéria e talvez com uma explicação profissional para este horror...

Eu como leigo, apenas um comum escrevinhador, solto aqui esta infinita e desesperante conclusão:

Nem todos merecem ser Pais.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

09
Jan18

A Saúde Mental De Donald Trump!

Filipe Vaz Correia

 

A saúde mental de Donald Trump volta a estar nas luzes da ribalta, por estes dias, devido à sua inaptidão para cantar o Hino Nacional durante um jogo futebol universitário, entre o Alabama e a Geórgia.

As redes sociais agitaram-se com vários internautas a clamarem a sua preocupação, diante dos mais variados indícios de instabilidade emocional do Presidente Americano.

Esta noticia, certamente preocupante, acrescenta um pedaço de drama a um folhetim que balança entre o cómico de inusitadas situações e o trágico de ser este homem o Presidente da mais poderosa nação militar mundial.

Donald Trump, na minha modesta opinião, não sofre de nenhum problema relacionado com a demência, ou outro tipo de doença degenerativa mental, apenas revela com o passar do seu mandato e a inerente exposição pública, sem rede, as várias facetas de personalidade, que sempre o definiram.

Não se pode pedir a Donald Trump para ser algo que nunca foi, para se mostrar um estadista, quando nunca passou de uma personagem de Reality Show, instável e irascível, inculto e boçal...

Esta mistura, meio efervescente, constitui parte dos alicerces de carácter, carácter é um expressão demasiado ousada para caracterizar a pessoa em questão, no entanto, a surpresa que muitos observadores têm demonstrado, em relação ao comportamento de Mr. Trump, mais do que definir algo sobre a sua saúde mental, revela antes o desconhecimento e impreparação dos mesmos.

Trump foi assim ao longo do seu caminho como empresário, veja-se as polémicas ao longo dos anos, foi assim durante a campanha que o levou à Casa Branca e não iria deixar de ser assim enquanto Presidente.

Apenas isso e não mais do que isso.

Acredito que Trump poderá ser derrotado em novas eleições, ou através das várias investigações em curso, sobre a sua campanha, os seus negócios, as suas ligações à Rússia, entre outros casos...

Mas não acredito que o seja por alegados problemas de saúde mental.

Trump não é demente, é apenas inculto, ignorante e boçal...

E isso é mais do que suficiente para justificar as suas imensas boçalidades.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

15
Dez17

Uma Mensagem From Alabama...

Filipe Vaz Correia

 

O resultado das eleições Americanas, para o Senado, no Alabama, trouxe consigo uma mensagem de mudança, uma surpresa inimaginável tendo em conta a história política, recente, daquele Estado.

O candidato Republicano foi derrotado nas urnas, o que já não acontecia desde 1992, passando este Estado ultra-conservador para o lado Democrata...

Esta mensagem de repúdio da política de Donald Trump, mais até, do que do Partido Republicano que sempre se mostrou renitente em apoiar Roy Moore, candidato acusado de assédio sexual a menores, vem dar um novo impulso a uma mudança que já se perspectiva em futuras eleições.

As eleições de 2018 podem confirmar esta reviravolta na política Americana, deixando definitivamente confirmado, o largo espectro de rejeição a Donald Trump.

Trump tenta a todo o custo criar manobras de distracção, como a mudança da Embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém, com o intuito de desviar o foco dos vários escândalos e falhanços que marcam o seu mandato.

Num tempo onde parece que o Partido Democrata está órfão de uma liderança, capaz de empreender o momento e capitalizar o desastre político e diplomático, denominado Trump, estas eleições trazem assim uma lufada de ar fresco, àqueles que acreditam num novo projecto político.

Assim fica a mensagem vinda do Alabama...

No More Trump!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

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