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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Aleppo

Filipe Vaz Correia, 10.11.21

 

 

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Em cada casa devastada;

uma alma abandonada,

por cada bomba ali caída

uma esperança que foi traída,

em cada ruína ilustrada

uma lágrima derramada,

por cada rosto sofredor

uma recordação de tanta dor,

em cada pedaço desta história

choram-se balas na memória,

por cada filho desaparecido

um país quase perdido,

em cada pedra dessa estrada

uma mágoa bem trancada,

e por cada palavra esquecida

sobra essa tamanha ferida...

 

De seu nome,

Aleppo.